Capítulo I
Fazia uma bela manhã de outono, as folhas como natural caíam formando um imenso e belo tapete marrom por toda a propriedade estava um pouco frio, ventava bastante, mas mesmo assim Georgiana não deixou de dar seu passeio matinal, como de costume, pois desde que Ian viajara com Darcy a Londres para resolver alguns negócios, ela fazia seu passeio sozinha, mas sentindo muita falta da companhia do marido.
Nestes dois anos de casamento ela vivia toda a plenitude de seu amor, sempre admirou o amor de Lizzy e Darcy e sempre desejou pra si algo semelhante, mas o que ela vivia com Ian superava todas as suas expectativas, como ela amava este homem, como admirava seu caráter, e o fato de morar perto do irmão a alegrava ainda mais, pois além de terem companhia constante, isso fez com que seu esposo e seu irmão se aproximassem ainda mais se tornando além de parentes e sócios, amigos inseparáveis, isso era tudo e muito mais do que ela poderia desejar e nada poderia estragar tamanha felicidade, estava tudo perfeito, ao menos quase tudo, pois apesar das tentativas constantes ela não conseguiu engravidar, mas isso não preocupava seu esposo, apesar da pressão da família dele para que lhe dessem logo netos, ele não pressionava Georgiana, pois sabia que na hora certa os filhos viriam.
Parada em frente ao rio que cortava a propriedade Georgiana pensava em tudo isso, quando foi despertada de seus pensamentos por uma criada que trazia consigo uma carta de Ian. Ela sentiu uma imensa felicidade tomar conta de sua alma, sentou em um velho tronco de árvore, cheirou a carta, pois era possível sentir o cheiro de seu amado, respirou fundo e leu a carta que dizia o seguinte:
Meu Amor!
Venho através desta primeiro expressar meu amor por você e a falta que sinto da sua pele, seu cheiro, seus lábios... É tão difícil ficar longe de você por tanto tempo, mas infelizmente não poderia ser diferente. Sei que havia lhe prometido voltar esta semana, mas motivos que fogem nosso controle nos prendem em Londres por mais uma semana, acredite estou mais triste que você, e espero que entenda e prometo lhe recompensar por todo este tempo de afastamento... Darcy manda um beijo. Querida meu primo Arthur James irá comigo, o convidei para passar uma temporada conosco, afinal depois do que aconteceu a ele, sinto que ele precisa. Saudades eternas do seu eternamente.
Ian Miller
Um misto de tristeza e alegria tomou conta dela, tristeza por ter que esperar mais uma semana para rever seu amor e alegria por ter notícias dele. Ficou por mais um tempo sentada admirando a paisagem, resolveu então fazer uma visita a Lizzy, fazia dias que não a ia a Pemberley, resolvido, ela entrou pediu para preparassem a carruagem e partiu.
O tempo estava fechando, parecia que uma chuva forte cairia, mas como ela estava mais perto de Pemberley resolveu prosseguir, desejava chegar antes do almoço. Ao entrar na sala acompanha por uma criada Georgiana encontrou Lizzy chorando abraçada a Jane que tentava consolá-la, ela olhou assustada imaginando o que haveria acontecido para que Lizzy estivesse daquela forma. Jane foi a primeira a se dar conta da presença de Georgiana, foi até ela e a cumprimentou.
- Georgiana, que agradável surpresa!
- Desculpem vir sem avisar, mas estava me sentindo tão sozinha, sinto que não é uma boa hora para visitas.
- Oh! Querida imagina você é sempre bem vinda. – falou Lizzy, tentando conter as lágrimas.
- O que houve Lizzy, aconteceu alguma coisa com Edward?
- Não, ele está bem, na verdade aconteceu algo muito sério sim, mas com Lidya, oh! meus Deus.
Não podendo mais conter as lágrima Lizzy começou a chorar novamente, Georgiana abraçou-a, estava penalizada, mas não sabia exatamente o que fazer. Após Lizzy ter se acalmado todas se sentaram então Jane tratou de explicar o que havia acontecido.
- Hoje recebi uma triste carta de nossa irmã Lidya.
- O que houve?
- Ela me escreveu contando algo lamentável. Não é novidade para ninguém que nossa irmã é infeliz em seu casamento, que o Sr. Wickhan é um homem desprezível e sem nenhum caráter, mas desta vez ele passou de todos os limites.
- Meu Deus Jane você está me assustando, o que aquele canalha fez?
- Ele estava envolvido com algo muito ruim, que Lidya não entrou em detalhes, mas era algo terrível, além de estar envolvido com uma mulher casada com um homem muito importante da região, ela os flagrou em sua cama, Ah! Enoja-me só em falar...
- Como esse homem pode ser tão baixo? Por favor, Jane continue.
- Ela ficou furiosa, claro qualquer mulher ficaria, mas com o temperamento que ela tem, ela tirou satisfações armando um escândalo, chamando atenção das pessoas, então o canalha não teve dúvidas para proteger a amante começou a bater nela, ele a espancou. – Jane falou esta ultima frase chorando.
- Que Crápula, mas e a filha deles estava presente?
- Graças a Deus não, como Lidya já estava desconfiada deixou Wendy na casa de uma vizinha. Depois que ele bateu nela, tratou de tirar a amante de lá o mais rápido possível. Lidya então arrumou suas coisas e foi embora, está escondida na casa de amigos, só que agora o canalha a está procurando, pois não admite que ela o deixe, então ela nos pediu ajuda.
- E o que vocês pretendem fazer?
- Já mandei uma carruagem pegá-las e trazê-las até Pemberley para ficarem comigo. – Falou Lizzy que até o momento ouvia tudo chorando.
- Fez muito bem Lizzy.
- Achamos melhor ela ficar aqui em Pemberley, porque comigo Wickhan poderia ter a audácia de vir até nossa casa e tira-las de lá, mas aqui, na casa de Darcy ele não se atreveria. – Jane ponderou.
- Ainda não falei com Darcy, mas é minha irmã e em uma situação como está eu precisava agir rapidamente.
- Lizzy, eu sei que meu irmão entenderá, e não se oporá, fique tranqüila, você fez a coisa certa. Recebi uma carta de Ian onde ele dizia que só voltariam na próxima semana.
- Darcy também enviou uma carta, mas não vou escrever a ele contando o que aconteceu, prefiro esperar ele chegar, não quero causar mais uma tragédia, não sei o que Darcy seria capaz de fazer com o Wickhan.
- Tem razão, é melhor aguardar a volta deles, conheço meu irmão e a muito ele quer dar uma lição neste homem. E seus pais já sabem?
- Não! Em absoluto, eles já não estão em idade de terem notícias tão desagradáveis. Este é outro assunto que não sei como resolver.
- Minha irmã acalme-se, faremos uma coisa de cada vez. Primeiro esperamos Lidya e Wendy chegarem, depois vemos como faremos.
- Jane tem razão Lizzy acalme-se, tudo se resolverá.
- Obrigada Georgiana.
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