Citações

As mulheres sempre superestimam facilmente a admiração dos homens ― e os homens fazem de tudo para mantê-las nessa ilusão!(Jane Austen)

Continuação do Filme - Capítulo XII

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Enfim chegou o grande dia, Jane percebeu no olhar perdido de Lizzy uma tristeza, por mais que ela tentasse disfarçar, mas Jane a conhecia muito bem:

 

- Posso saber o motivo desta tristeza?

 

- E quem disse que estou triste?

 

- Minha querida eu a conheço perfeitamente, e sei quando esta triste.

 

- Jane! Hoje é o seu grande dia, e a propósito por que vamos sair tão cedo? Nunca vi a noiva chegar antes do noivo.

 

- Eu quero ir sem pressa, quero aproveitar meus últimos momentos de senhorita. Agora é serio, eu quero aproveitar ao máximo sua companhia, e me despedir daqui...

 

- Querida, você poderá nos visitar sempre que quiser. Então vamos antes de começarmos a chorar feito duas bobas. Charles foi muito gentil ao mandar uma carruagem para nos levar.

 

- Ah! Meu noivo é um homem extremamente gentil. Estou pronta, vamos?

 

- Você está extraordinariamente linda! Vamos sim, todos já foram.

 

As duas seguiram para a igreja, elas conversavam animadamente, quando repentinamente a carruagem saiu da estrada e parou. Lizzy se preocupou imaginando o que havia acontecido, Jane apenas sorriu e mandou que ela se virasse, assim ela o fez e quão grande foi à surpresa ao ver Darcy em seu cavalo com um lindo buquê de rosas nas mãos, ele desceu do cavalo e foi até a carruagem, Lizzy surpresa perguntou:

 

- Sr. Darcy, o que significa isso?

 

- Minha doce Elizabeth, isto é minha ultima tentativa desesperada de recuperar seu amor.

 

- Mas...

 

- Por favor, apenas ouça preciso falar tudo. Eu a amo profundamente, agi como um perfeito idiota, deixei que meu orgulho sufocasse meu amor. Fui cego, ciumento, e tolo, e por isso a perdi, mas quero que saiba que sofri muito com essa distância, foi como se tivesse perdido o motivo para viver. Estou muito arrependido e venho hoje pedir seu perdão e implorar para que se case comigo.

 

- Eu não sei o que dizer...

 

- Diga que aceita eu suplico, eu a amo muito para conseguir viver sem a senhorita.

 

- Por Deus! Eu também o amo muito, como sofri ao ficarmos longe, meu amor.

 

Os dois se entrelaçaram num abraço forte, cheio de saudades e de muito amor, em fim aquele terrível pesadelo havia acabado, em meio a tanta felicidade Darcy falou:

 

- Então me perdoa?

 

- Não deveria, mas o que posso fazer se o amo desesperadamente.

 

- Então aceita casar-se comigo?

 

- Sim, marcaremos a data...

 

- Falo hoje, aceita se casar comigo hoje, agora?

 

- Que loucura é essa Sr. Darcy?

 

- Se o que fazemos por amor, é considerado uma loucura, então estou completamente louco, diga que sim e nos casamos junto com Charles  e Jane.

 

- Isso é impossível, e o vestido? O que as pessoas vão dizer...

 

- Quanto ao vestido não se preocupe nós já providenciamos tudo e em relação ao que vão falar, eu quase a perdi pensando no que as pessoas iriam falar, e agora sinceramente não me importo com isso, basta apenas que aceite e nos casaremos.

 

- Sim eu aceito.

 

- Desculpe interromper o casal, mas é melhor nos apressarmos não quero que pensem que eu desisti do casamento. – brincou Jane.

 

- Jane você sabia disso? – perguntou Lizzy e vendo o consentimento da irmã, ela continuou – Meu Deus, fui vítima de um verdadeiro complô.

 

Lizzy ainda estava incrédula com tudo o que estava acontecendo, que loucura ela estava se metendo, mas ela estava imensamente feliz. Chegando à igreja ela e Jane se dirigiram aos fundos da igreja onde Georgiana e Anne as esperavam para arrumar Lizzy. No altar Ian comunicava a Charles o sucesso do plano e este confirmou ao padre o segundo casamento. Tudo pronto todos ficaram confusos quando Darcy se posicionou ao lado de Charles e não no lugar dos padrinhos, a surpresa maior dos convidados foi à entrada de Lizzy vestida de noiva, foi um comentário geral na igreja, a surpresa dos pais de Lizzy foi ainda maior. Vendo a reação das pessoas, Darcy pediu a atenção de todos e falou:

 

- Quero pedir a vocês um pouco de sua atenção. Quero me desculpar pelo inconveniente, mas também quero comunicar que eu e a Senhorita Bennet nos entendemos e resolvemos hoje selar nossa união, sei que é algo incomum, mas o amor não se explica, se vive e peço a compreensão de todos.

 

Seguido dos aplausos de alguns e do desdém de outros a cerimônia seguiu, Lizzy e Darcy estavam tão felizes que nem se incomodaram com os comentários das pessoas.

 

A festa seguiu todos cumprimentavam os noivos, e estes estavam muito felizes. Num canto da sala Georgiana observava a felicidade de seu irmão, quando fora surpreendida por uma voz forte, ao virar-se viu Ian, que muito gentilmente a convidou para dançar, e ela muito feliz aceitou, afinal os rapazes tinham certo receio de falar com ela, durante a dança ela fez questão de falar.

 

- Meu irmão me contou de sua atitude. Muito nobre de sua parte Sr. Miller.

 

- Agradeço, mas não considero nobreza, afinal busco o amor como todos os mortais. E isso certamente eu não encontraria na Senhorita Bennet.

 

- É louvável que um homem na sua posição busque o amor, e não apenas um casamento.

 

- A Senhorita busca apenas um casamento ou o amor verdadeiro?

 

- Certamente o amor.

 

- Não será difícil encontrar um cavalheiro que não se apaixone por tão estonteante beleza, me permita dizer.

 

- Obrigada Sr. Miller – ela corou com tal elogio, mas continuou – desejo sinceramente que o Senhor encontre o que procura.

 

- Tenho certeza que encontrarei, quem sabe nesta festa, algo me diz que hoje encontrarei meu verdadeiro amor.

 

Ian falou isso olhando fixamente nos olhos de Georgiana, que retribuiu meio tímida. Darcy e Lizzy eram sinônimos de felicidade, era visível em suas trocas de olhares, o quanto eles se amavam. Assim a festa seguiu repleta de amor e felicidade. Darcy e Lizzy resolveram não viajar em lua de mel, e de comum acordo resolveram ir para Pemberley assim que a festa terminou. Ao chegar lá Darcy resolveu mostrar a esposa como a noite era linda em Pemberley, sentados na varanda sob a luz da lua e das estrelas ele perguntou:

 

- Como se sente esta noite, minha cara?

 

- Ótima, mas gostaria que não me chamasse de minha cara.

 

- Por quê?

 

- É assim que meu pai chama minha mãe quando está zangado.

 

- Como posso chamá-la então?

 

- Bem, deixe-me pensar. Lizzy para todos os dias. Minha perola para os domingos. E Deusa Divina, mas só em ocasiões muito especiais.

 

- E como devo chamá-la quando estiver zangado? Sra. Darcy?

 

- Não, não. Só pode me chamar de Sra. Darcy quando estiver totalmente, profundamente e absurdamente feliz.

 

- Como se sente está noite, Sra. Darcy?

 

Ele falou isso enquanto beijava sua testa, depois sua face, seu nariz e por fim suas bocas se encontraram num longo e delicioso beijo, enquanto se entregavam ao prazer de seus corpos, com apenas a noite de testemunha deste amor marcante.

 

 

 

*** FIM ***

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