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Podem existir sintomas mais otimistas? Não é a desatenção que nos rodeia a própria essência do amor? (Jane Austen)

Entre o Céu e a Terra - Capítulo X

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Capítulo 10

Trilha Sonora

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Evan and Jaron - Crazy for this Girl

Crazy for this Girl - Tradução

Louco por essa garota

 

Ela desce a janela

E fala bem alto, acima do som

Dos carros que passam por nós

E eu não sei por que

Mas ela mudou minha vida

 

Refrão

Você vai olhar pra ela?

Ela olha pra mim

E me faz pensar nela constantemente

Mas ela não sabe como eu me sinto

E como ela segue em frente sem hesitar

Queria saber se ela já descobriu

Que eu estou louco por essa garota[x2]

 

Foi ela quem me abraçou

À noite, quando o céu desabou

E o que eu estava pensando

Quando o mundo não acabou?

Por que eu não sabia o que eu sei agora?

Refrão

Agora mesmo

Cara a cara

Todos os meus medos

Deixados de lado

E agora mesmo

Estou pronto pra passar o resto da minha vida

Com você

 

 

O frio no estômago me fez lembrar de meus primeiros encontros, embora meus namoros anteriores e os meus sentimentos sobre eles houvessem sido muito menos intensos, nenhum deles chegando sequer perto da ansiedade que quase me paralisava naquele momento.  Cheguei a pensar em não ir àquela festa,  mas havia Jane.  Além disso, era obrigada a reconhecer que meu desejo de estar ao lado de William, ainda que no meio de uma multidão, era bem maior do que os vagos receios que aquele relacionamento me provocava.

 

− Vamos, Lizzie!

 

O convite de minha tia interrompeu meus pensamentos e avistei na entrada, Caroline e um casal que deduzi serem sua irmã e o cunhado que Jane havia mencionado.  Lamentando que o restante da família de Charles não fosse tão simpática quanto ele, uma certa insegurança me assaltou, embora eu não desse a mínima para a opinião de suas irmãs pretensiosas.  Porém, eu me sentiria mais á vontade em um ambiente mais simples e acolhedor do que aquela imensa mansão, embora não pudesse me furtar a reconhecer que tudo estava muito agradável e organizado desde a entrada.

 

Darcy se aproximou, logo depois de Bingley chegar, e senti meu coração bater descontroladamente.  Mesmo que eu tentasse parecer uma mulher segura e sofisticada, acabava me comportando como uma adolescente quando estava perto dele. Olhei para baixo, desconfiando que a taquicardia fosse capaz de fazer meus seios, parcialmente revelados pelo decote, subirem e descerem. O olhar de William acompanhou o meu e quando levantei meus olhos outra vez havia um sorriso sugestivo em seu rosto. Era um homem muito bonito e parecia mais jovem quando abandonava aquele ar sisudo que normalmente lhe era peculiar e que me assustou um pouco quando fui apresentada pela primeira vez ao famoso e temido Dr. William Darcy.

 

− Elizabeth!

 

Era a voz de minha mãe, em tom mais estridente e alto do que seria aconselhável, comentando com os presentes que já conhecera o Dr. Darcy quando ele havia me procurado em Longbourn. Percebendo minha estranheza diante do que ela dizia, William tentou explicar, um pouco hesitante:

 

− Eu a procurei para agradecer pelo socorro que me prestou quando me acidentei...

 

Ele não me reconhecera quando fomos apresentados e nunca havia mencionado isso antes, mas era melhor esclarecer estes detalhes em particular para não alimentar a verborragia de minha mãe. Felizmente, ela me abandonou para dar atenção a Jane e Charles, comentando com as irmãs Bingley como eles faziam um bonito par.  Eu e minha irmã trocamos olhares.  Amávamos nossa mãe, mas também conhecíamos e temíamos sua tagarelice inconveniente, como naquele momento.

 

Sabe Deus o que as irmãs Bingley deviam estar imaginando depois do comentário de minha mãe.  Ela ainda parecia viver no tempo em que os casamentos eram o principal objetivo e meio de vida femininos e havia se encantado com a notícia de que Jane iniciara um relacionamento com um abastado e renomado médico, fazendo planos para o noivado e casamento da filha mais velha, ainda que eles se conhecessem há apenas três meses.

 

Era possível que Bingley, bem mais reservado do que o habitual, também não estivesse se mostrando muito satisfeito com a  futura sogra que arranjara, mas felizmente ele não parecia ser do tipo que dava muita importância a estes detalhes. William colocou sua mão possessivamente em minha cintura para me conduzir em direção ao toldo coberto no jardim onde a festa de fato acontecia e minha pele acusou o toque de seus dedos sobre o tecido fino de meu vestido e quando nos sentamos, ele sussurrou ao meu ouvido:

 

− Você está linda!

 

Só consegui sorrir, e pensei que esta reação, bastante comum quando eu estava perto dele, devia me fazer parecer um tanto idiota, mas eu me arrependia com frequência do que dizia a ele impulsivamente, então talvez fosse melhor mesmo ficar calada quando pudesse. Meus tios e meu pai, que já nos aguardava à mesa, souberam ler na postura dele e em minha expressão a verdade sobre a natureza de nosso relacionamento. Embora isso não fosse mais um segredo, eu não comentara nada com minha família, exceto Jane, e fiquei um pouco constrangida com o olhar de meu pai, que devia estar sentindo que a vida começava a lhe roubar a filha preferida.

 

Darcy se sentou a nossa mesa, a convite de meu tio Gardiner, com quem conversou por algum tempo e ao lado de meu pai estava Mary, minha irmã do meio, já que Kitty e Lydia deviam estar se locomovendo pelo ambiente com o natural desembaraço juvenil das duas.

 

Pouco tempo depois, uma jovem chegou-se a nossa mesa, colocando sem a menor cerimônia seu braço ao redor do ombro de William, e calculei que para ter toda aquela intimidade provavelmente seria a irmã que ele mencionara na primeira vez que saímos.  Ele se  levantou e a apresentou com evidente satisfação.

 

− Georgiana, estes são Drª. Elizabeth Bennett, seu pai, o Sr. Bennett e Mary uma de suas irmãs. E estes são Dr. Gardiner e sua esposa, que você já conhece.

 

- Muito prazer em conhecer a todos. − Foi o cumprimento espontâneo de Georgiana, acompanhado de um belo sorriso.   − Dra. Elizabeth ... Ou posso chamá-la de Elizabeth? William fala tanto de você que sinto como se já a conhecesse e fôssemos amigas há bastante tempo...

 

- Claro que pode me chamar de Elizabeth, ou melhor ainda , de Lizzie.

 

Nós duas rimos abertamente uma para a outra e eu me senti muito próxima dela, que era expansiva e encantadora, mostrando muito mais facilidade do que o irmão para travar um primeiro contato.  Ele, por sua vez, nos observava, com uma expressão de satisfação, e o azul de seus olhos brilhava intensamente. Meu corpo todo tremia cada vez que William me olhava daquele jeito, como se ele tivesse o poder de me escanear por inteiro. Novamente a sensação de frio no estômago que lembrou de que ele aguardava pacientemente para terminar a conversa que havíamos deixado pelo meio há alguns dias.

 

Georgiana sentou-se ao meu outro lado, e conversamos por um bom tempo, enquanto os outros falavam de  amenidades.  Uma música romântica foi tocada e um dos poucos médicos convidados chamou Georgiana para dançar. Ficamos algum tempo ainda na mesa e William, com expressão hesitante, parecia travar uma luta interior, porém por fim, ele me convidou para dançar.

 

Quando nos encaminhamos para a pista de dança, eu não resisti e perguntei:

 

- Onde está o Dr. William que prefere evitar uma dança?

 

- Ele já não é mais o mesmo, abriu todas as exceções apenas para uma mulher.

 

Essa resposta tornou a arrepiar meu corpo e querendo disfarçar minha inquietação, perguntei:

 

− Praticamente não o vi depois daquele último plantão. O que aconteceu? Ficou aborrecido comigo?

 

− Sentiu minha falta? − Ele me perguntou com um leve sorriso malicioso nos lábios.

 

− Acho melhor não responder... Se eu disser que sim, você ficará cheio de si.  Mas se eu disser que não, estarei mentindo.

 

−  Não fiquei aborrecido com você. – Ele me abraçou um pouco mais forte antes de continuar −  Mas não queria que se sentisse pressionada, por mais que esperar para ficar perto de você seja um teste para minha paciência...

 

Nossos olhares se cruzaram e nada dissemos com palavras um ao outro, apenas continuando a sentir a música embalando nossos corpos  tão próximos agora. Quando a música acabou, William subitamente me perguntou:

 

-  Gostaria de ir a Pemberley comigo amanhã? Podemos voltar para a cidade apenas na segunda...

 

- E Georgiana? Não quero atrapalhar, nem deixá-la sem graça e ...

 

- Georgiana volta amanhã para Londres.  Ela tem compromissos com amigos e com um certo namorado ao qual ainda não fui apresentado...

 

− Está com ciúmes de sua irmã?

 

Ele pareceu ficar um pouco contrariado com o que eu havia dito.

 

− Não se trata disso. Apenas me preocupo com as pessoas que amo.

 

Eu já havia discutido com ele sobre seu machismo antes, assim preferi me abster de mais comentários pessoais enquanto considerava o  seu convite.  Um fim de semana a sós seria entrar em uma outra etapa em nosso relacionamento e eu precisava pensar com cuidado no assunto, antes de me decidir.

 

- E então... Você virá?

 

Havia uma nota de ansiedade em sua voz e eu sabia que no final o desejo de meu coração levaria a melhor sobre meus pensamentos desencontrados.

 

- Está bem. Aceito seu convite.

 

Nós chegamos à mesa, mas ele pediu licença para se afastar e fazer uma ligação ao celular.

 

− Alguma emergência? – Perguntei sem disfarçar a curiosidade quando ele voltou a se sentar.

 

− Reservei este fim de semana inteiro para descansar. Liguei para a Srª. Reynolds, apenas para confirmar  que levaria uma convidada.

 

- Confirmar? Então já havia planejado tudo ...

 

- Sim e não. Eu realmente iria para Pemberley, mas não sabia se você aceitaria ir comigo, então liguei apenas para acertar os últimos detalhes. Não queria acordá-la ligando mais tarde, afinal ela já é uma senhora bem idosa...

 

Fiquei admirada com a preocupação que ele tinha com a velha governanta. Era nestas horas que ele deixava seu lado sensível transparecer que eu ficava mais encantada.  Estávamos nós e Georgiana à mesa e o celular de William ainda em sua mão vibrou e ele me informou que era seu primo Fitzwilliam que o chamava e se afastou procurando um lugar mais silencioso para que pudesse atender.

 

Wickham conversava com Caroline.  Aparentemente ele vinha tentando fazê-la se render aos seus encantos sem obter o sucesso esperado porque ela se afastou parecendo mais preocupada com algum detalhe da festa.  Percebendo que eu olhava para ele, Wickham deu um sorriso e veio em nossa direção.

 

− Posso me sentar um pouco com vocês?

 

Olhei para Georgiana e ela mesma tomou a iniciativa de responder:

 

− Claro, George, sem problemas.

 

− Está gostando da festa? – Perguntei, indiretamente fazendo menção às suas tentativas de cortejar Caroline.  Wickham era muito divertido e de fácil convivência no ambiente de trabalho, por isso havíamos nos tornado próximos rapidamente, a despeito de sua fama de conquistador.

 

− A festa está ótima! – ele respondeu mostrando um meio sorriso malicioso no rosto. − Eu é que não estou indo bem...

 

- Então é verdade ... Caroline se tornou seu próximo alvo! − Georgiana comentou com toda sua espontaneidade.

 

Wickham havia me contado que ele e Georgiana haviam se relacionado no passado, mas pelo visto nenhum dos dois parecia ter guardado qualquer ressentimento.

 

− Não tem sido fácil, mas quanto maior é o desafio, mais eu gosto dela... Embora em alguns momentos eu preferisse que ela se deixasse dobrar com mais facilidade...

 

Wickham fez um gesto como se aquilo o deixasse exausto como algum trabalho pesado, e nem eu nem Georgiana conseguimos deixar de rir de sua expressão marota.

 

- É engraçado, Wickham ... Nunca o vi assim, tão interessado em alguém. Nem quando namoramos você foi tão determinado. - Georgiana o alfinetou.

 

− Ora, Georgiana, éramos muito jovens. Mas tenho boas lembranças e não faz tanto tempo assim...

 

Eu observava conversa entre os dois e não entendia o porquê de William ser tão avesso a Wickham, se a própria Georgiana não tinha mágoas contra ele. Parecendo ouvir meus pensamentos, William retornou:

 

− Olá, Wickham.

 

Confirmando minhas impressões o tom de voz dele era frio como gelo se dirigindo a George.

 

− Como vai, Darcy?

 

Wickham parecia ter perfeita consciência de que William preferia vê-lo longe dali, mas não se moveu um milímetro de onde estava, mantendo no rosto o mesmo sorriso com que nos brindara antes.

 

− Não tão bem quanto você, a julgar pelo sorriso em seu rosto.

 

Eu era capaz de compreender a irritação de Darcy, embora ela não fosse justa.  Wickham tinha aquele toque mulherengo que atraía as mulheres e incomodava os homens, mas a verdade era que ele sempre me respeitara desde que havíamos nos conhecido.

 

− As aparências enganam, meu caro Dr. Darcy.  Não é porque estamos sorrindo que necessariamente estamos felizes. Mas como dizia Shakespeare, é mais fácil conseguir o que se quer com um sorriso do que com uma espada, e por isso prefiro continuar sorrindo.

 

O olhar de Wickham voltou a seguir a figura de Caroline que conversava com uma convidada a pouca distância, mas isso não pareceu aplacar a contrariedade de Darcy, que continuou com o semblante fechado. Será que ele tinha ciúmes de Caroline?   Esta possibilidade me incomodou, pois eu soubera que William havia se relacionado com a irmã de Bingley por bastante tempo, e frequentemente ela me olhava com mal disfarçada expressão de desdém, não parecendo estar muito conformada em perdê-lo para quem quer que fosse.

 

− Não posso deixar de ficar um pouco enciumado, Wickham. Está ao lado das duas mulheres de minha vida.

 

William contemplou a irmã com olhar carinhoso e depois olhou para mim  com uma expressão indecifrável.  Eu tinha ouvido bem? Ele havia se referido a mim como a mulher de sua vida?  Eu estava me sentindo muito atraída por ele, mas ainda assim me assustava ele se mostrar tão envolvido comigo em tão pouco tempo. Não combinava muito com o que eu já conhecia de seu temperamento:

 

− Sorte sua, Darcy, por ter duas mulheres para amar.  Eu desejo apenas uma, e não tenho nenhuma por enquanto ...  Mas devo pedir licença e continuar minha busca.  Afinal a noite está apenas começando.

 

Wickham nos fez uma mesura elegante e se afastou para conversar com outra convidada muito bonita.  Ele podia estar muito interessado em Caroline, mas  certamente não ficaria chorando pelos cantos o resto da noite.

 

Jane, com uma expressão preocupada, fez um sinal discreto para que eu me levantasse e eu pedi licença para conversar com ela.

 

− Lizzie!  Não sei o que fazer... – Ela sussurrou.  − Ainda estamos no meio da festa e Kitty e Lidya já beberam bem mais do que deviam. E mamãe está circulando pelo salão comentando com todos como eu e Charles estamos apaixonados, falando em  noivado e casamento com pessoas que mal conhece.

 

Minhas irmãs mais novas estavam acostumadas a frequentar pubs adolescentes e não festas como aquelas, embora isso não desculpasse suas atitudes. E minha mãe era simplesmente uma força da natureza quando se tratava de tagarelar sobre algum assunto que a agradava, e portanto impossível de se conter. Imaginei o quanto a timidez de Jane devia estar sofrendo com aquela situação, mas não poderíamos fazer muita coisa a não ser pedir a papai que as levasse embora assim que pudesse e não parecesse uma desfeita.

 

− Vou pedir ajuda. Fique tranquila e volte para junto de Charles.

 

Fiz um gesto a William e Georgiana indicando que precisaria me afastar, apesar do olhar decepcionado que ele me lançou, e adentrei uma das dependências da imensa casa, onde encontrei Mary tocando uma antiga melodia ao piano.  Para constrangimento dos presentes, incluindo meu pai, o gosto de minha irmã pela música era inversamente desproporcional ao seu talento.  Felizmente, não havia muitos convidados por perto, mas a irmã de Bingley e seu marido observavam minha irmã com intermitentes risinhos irônicos, o que me irritou profundamente.

 

Decidi que não ia permitir que fizessem pouco de minha família. Também não era grande coisa em matéria de música, apesar de mamãe ter obrigado todas nós a estudar e praticar quando crianças, mas me sentei ao lado de Mary e comecei a acompanhá-la como estávamos acostumadas a fazer de brincadeira em casa. Ao final a cena embaraçosa se transformou num karaokê improvisado ao qual alguns outros convidados se juntaram, com aplausos gerais quando terminamos, incluindo Kitty e Lidya que haviam chegado com as bochechas avermelhadas pelo efeito das generosas doses de champanhe que os garçons serviam. Aproveitei para fazer um gesto a meu pai para que as levasse, e ele, entendendo meu pedido de socorro, conseguiu reunir as duas e convencê-las a ir para casa.

 

Caroline havia se juntado à outra irmã de Bingley e quando passei por elas, eu ouvi trechos entrecortados do que diziam, talvez de propósito para que eu as escutasse:

 

“... Elas estavam bebendo sem parar... E a outra irmã tentou dar um espetáculo... Ainda bem que vão embora.”

 

Se eu parasse para responder, a emenda seria pior do que o soneto, então decidi ignorar a deselegância involuntária de minha família e a falta de consideração deliberada das anfitriãs.   Não gostaria de me lembrar daquela noite como uma confusa discussão familiar, mas guardá-la em minha memória como a noite em que William haviam me convidado para passarmos um fim de semana a sós e para tudo o mais que este convite significava.

 

Meus genes deixavam transparecer a herança de minha mãe.  Eu já fantasiava um futuro para um relacionamento que acabava de começar, talvez estimulada pelos surpreendentes comentários ocasionais de Darcy. No caminho vislumbrei Charles e Jane conversando em um local mais reservado de um dos grandes halls da mansão e estranhei um pouco a expressão fechada dos dois, porque apesar da timidez de Jane era muito difícil vê-lo mal-humorado.  Eu tinha cumprido minha missão junto a minhas irmãs e deixaria minha mãe por conta de meu pai, esperando que ela não importunasse ninguém mais além do tolerável, embora o estrago já tivesse sido feito, pelo que eu via.

 

Eu não poderia ficar olhando mais tempo sem ser indiscreta e nem me intrometer na vida pessoal dos dois.  Darcy me procurava com os olhos pelo salão e eu preferi esquecer de tudo o mais para viver a minha própria vida pelo resto daquela  noite.

 

Seus lindos olhos azuis se iluminaram ao me ver retornar à sua companhia, ele reparou a minha preocupação e perguntou-me se estava tudo bem e fiz um leve aceno positivo com a cabeça. Intrigante como ele me conhecia tão bem. Continuamos a conversar por toda a noite. Darcy era só sorrisos, e a cada sorriso ele, me mostrava um lado dele que não conhecia. Agora mais do que nunca estava ansiosa pela nossa ida à  Pemberley.

 

 

 

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