Trilha Sonora
Here without You – 3 Doors Down
Aqui Sem Você
Cem dias me fizeram mais velho
Desde a última vez que vi seu lindo rosto
Milhares de mentiras me fizeram mais frio
E eu não creio que possa te olhar do mesmo jeito.
Mas todas as milhas que nos separam
Elas desaparecem agora enquanto estou sonhando com seu rosto.
Estou aqui sem você amor
Mas você continua em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você continua comigo nos meus sonhos
E esta noite só existe você e eu.
A distância continua aumentando
Enquanto as pessoas deixam de se falar
Dizem que esta vida está sobrecarregada
Mas espero que isso melhore com o passar do tempo
Estou aqui sem você amor
Mas você continua em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você continua comigo nos meus sonhos
E esta noite, somos só você e eu
E esta noite garota, somos só você e eu.
Tudo que eu sei, e qualquer lugar aonde eu vá
Isso se torna mais difícil, mas eu não vou desistir do meu amor
E quando o último cair, e quando tudo estiver dito e feito
Isso se tornará mais difícil, mas eu não vou desistir do meu amor
Estou aqui sem você amor
Mas você continua em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você continua comigo nos meus sonhos
E esta noite, somos só você e eu
E esta noite garota, somos só você e eu.
Capítulo 5
O aparelho que monitorava meus batimentos cardíacos começou a apitar repetidamente. Eu havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e foram iniciados os primeiros procedimentos.
- O desfribilador, rápido! – Disse um dos enfermeiros.
-Carregando em 300 J! Vamos!
As correntes do aparelho sacudiram meu corpo, mas eu não reagi.
- Nada... Mais uma vez, aumentando para 360J e carregando! Agora!
Comecei a ouvir as vozes indistintamente e um tremor percorreu meu corpo. Ao longe ouvi um “Graças a Deus”.
Alguns dias depois, acordei ainda ligado a toda parafernália além do soro e outros medicamentos por via venosa, mas sem o tubo em minha garganta e já conseguia respirar sozinho ainda que com dificuldade. Estava semi-consciente, porém não conseguia manter os olhos abertos por muito tempo apesar de estar na penumbra com apenas uma luminária suave quebrando a escuridão da UTI.
Quando uma enfermeira entrou, por um momento pensei que fosse ver Elizabeth outra vez, mas quando a jovem se aproximou para bloquear o soro e injetar algum medicamento, decepcionei-me ao perceber que não era ela.
- Onde eu estou? - Perguntei.
- Dr. William, o senhor está no Remembrance Hospital. Não se lembra de nada?
Sem que houvesse tempo para que falasse mais alguma coisa, a medicação devia ter começado a fazer efeito, pois meus olhos mais uma vez se fecharam. Nos dias que se seguiram eu ainda dormia muito mais do que ficava acordado, mas não sonhava mais com Lizzie. Em uma das ocasiões em que eu estava em vigília, ouvi Dr. Gardiner mostrando uma tomografia, perplexo, a Charles:
- Estou impressionado como ele reagiu. Em casos como o dele, a maioria sobrevive apenas à custa de sequelas bem sérias. Mas ele está bem e ainda tem muita vida pela frente.
Eu consegui reunir forças para abrir os olhos e perguntar-lhes por Elizabeth.
- Ela me disse que eu precisava descansar... e que assim que estivesse bem eu poderia voltar para casa. – Ao observar as expressões aturdidas de ambos me dei conta de que eles não sabiam mesmo do que eu estava falando - Eu não estava em outra clínica antes? – Perguntei pronunciando lentamente palavra por palavra.
Percebendo que eu não tinha noção do que acontecera antes de despertar, Dr. Gardiner fez um sinal a Charles para que conversasse comigo:
- Will, você perdeu o controle do carro, atravessando na frente de uma caminhonete num cruzamento e colidiu com um muro. Além de várias escoriações, algumas áreas de seu cérebro foram atingidas pelo impacto e você permaneceu em coma por mais de um mês. Há uma semana, quando você teve uma parada cardíaca, achamos que fôssemos perdê-lo de vez, mas você acordou, felizmente. Isso é tudo o que aconteceu.
- E quanto a Elizabeth?... Ela era uma enfermeira, alguém deve conhecê-la.
- Elizabeth? Qual Elizabeth? Você não passou por nenhum outro lugar depois do acidente que não fosse a UTI do Remembrance. E não há ninguém na equipe de enfermagem com este nome. – Charles me replicou pacientemente. - A única mulher diferente em toda esta estória foi uma motorista que passava nos arredores e o socorreu até que a ambulância o trouxesse. Mas não sabemos o seu nome, deve constar nos registros do acidente.
- Você está atordoado, William, é normal depois de tudo que aconteceu. – Dr. Gardiner fez um sinal a Charles sugerindo que era preciso apenas ter paciência. - Voltarei para vê-lo mais tarde. - Complementou Dr. Gardiner antes de me cumprimentar e sair.
Eu segurei o braço de Bingley para que não fosse embora.
- Charles... Você se lembra dos sonhos que eu tinha antes? Elizabeth... era a mulher com quem eu sonhava... Eu estive com ela e foi tudo tão real...
Pelo olhar de Charles deduzi que ele imaginasse que eu estivesse sofrendo alucinações ou mesmo ter ficado com algum tipo de sequela cerebral, mas ele apenas me respondeu no mesmo tom didático que adotava com seus pacientes:
- Cada corpo reage de uma forma quando submetido aos sintomas da morte iminente, William. Sabe tanto quanto eu que o sintoma mais comum da falta de oxigênio temporária é algumas pessoas jurarem que viajaram para fora de seus corpos. Pense bem... É de se estranhar que um cético como você se impressione tanto com esta experiência...
A vida realmente dá voltas. Normalmente seria eu quem faria este tipo de discurso para Bingley e não o inverso. Mas embora eu não houvesse tocado mais no assunto com ninguém, continuava certo de que Elizabeth Bennet era real e que eu ainda iria vê-la outra vez.
********************
Fiquei ainda por mais duas semanas sob cuidados médicos no Remembrance. Além de Georgiana e de todos os outros conhecidos e familiares que por vezes pareciam fazer de meu quarto uma filial de um restaurante barulhento, Charles sempre me visitava nos intervalos entre as consultas ou mesmo quando acompanhava seus pacientes na ala onde eu estava. Depois da alta, mesmo estando bem fisicamente, Dr. Gardiner obrigou-me a tirar as muitas férias vencidas que já protelava há bastante tempo.
No dia de minha saída, estava já terminando de me arrumar no quarto quando Caroline veio se despedir:
- Will, você ia embora sem falar comigo?
Depois do acidente, Caroline se mostrara um tanto fragilizada, não se parecendo em nada com a executiva segura de antes.
- Caroline, não estou “indo embora”, estou tendo alta... Mas preciso viajar. Não nos veremos por algum tempo.
Eu não pretendia magoá-la, mas não poderíamos continuar a nos relacionarmos como antes, não depois de Elizabeth entrar em minha vida.
- Caroline, eu ...
- Tudo bem, Will, eu compreendo...
Ela deu um rápido beijo em meus lábios e eu imaginei como seria amar Elizabeth e ela ser indiferente aos meus sentimentos. Senti a dor de Caroline e desejei que no futuro ela conhecesse alguém que a amasse como merecia.
Quando ia caminhando pelos corredores com Georgiana, que fora me buscar, cada colega que passava ou mesmo os membros da equipe de serviços gerais me desejavam uma boa recuperação e que aproveitasse as férias. Eu sabia que não era o mais simpático dos homens, por isso impressionou-me saber que mesmo sendo temido havia uma sincera preocupação comigo por parte de todos que trabalhavam no hospital.
Ao passar pelo portão, senti como se parte de mim houvesse ficado para trás e dali para frente mudanças sutis ocorreram. Passei a sentir prazer em pequenas coisas a que antes não prestava atenção como caminhar pelo Hyde Park e admirar o pôr-do-sol, ou observar os animais e as crianças brincando. A paz que sentia nestas coisas simples lembravam-me do tempo em que estive com Elizabeth, de seu olhar, sua voz, do simples abrir de seus lábios...
Fitzwilliam precisava de minha presença em Pemberley para resolver alguns assuntos pendentes e antes de ir, entrei em contato com um amigo na Scotland Yard. Eu havia atendido o filho de Matthew Archer e ele, agradecido, se colocou ao meu dispor para o que eu precisasse no futuro. Não me ocorreu que eu fosse necessitar da ajuda de um policial tão cedo, mas a ocasião havia chegado mais rápido do que eu esperava. Telefonei para Matthew, explicando-lhe o problema superficialmente e dando a descrição de “minha” Elizabeth e marcamos um encontro para que eu pudesse expor os detalhes...
- … Então esta é a situação, Matthew, preciso encontrá-la. Ou ao menos tentar... –
Matthew era um homem comum, não muito alto, um pouco rechonchudo, e de feições orientais. Não se parecia em nada com os estereótipos de policiais de filmes de ação ou de um agente secreto de filmes de espionagem. A expressão de seu rosto me dizia que ele achava que eu havia enlouquecido, mas eu preferia passar por louco a desistir do que buscava.
- Dr. William... Elizabeth Bennet não é um nome raro. Será praticamente impossível encontrar exatamente esta Elizabeth que está me descrevendo. Isto se ela realmente existir... Porém, a seu pedido, fiz uma lista com os telefones e endereços de algumas Elizabeth Bennet. Por favor, nunca diga a ninguém que fui eu quem lhe deu estas informações ou seremos ambos processados, e eu perderei meu emprego. Mas além disso, não posso fazer mais nada, sinto muito - Ele entregou-me um papel impresso comum com a lista.
- Está bem. - Eu disse resignado - De qualquer forma, agradeço pela sua disposição em me receber e ouvir, e também por esta ajuda.
Saí do café, um pouco decepcionado, porém não costumava desistir fácil de nada e já que era preciso iria eu mesmo procurar por ela. Já tinha alcançado a rua, e estava fazendo sinal para um táxi, quando olhei para o outro lado da calçada e vi de relance uma mulher que me pareceu Elizabeth. Tentei chamá-la, mas ela não me ouviu e continuou a caminhar. Enquanto tentava atravessar desesperadamente a rua para conseguir alcançá-la, quase fui atropelado. Porém quando consegui chegar ao outro lado, ela já havia desaparecido. Parei, tentando acalmar minha respiração e me perguntei se todos não estariam certos e eu errado. Porém, mesmo não tendo certeza de muita coisa e não fazendo a menor idéia do que fazer ou de como agir quando a encontrasse, eu precisava desesperadamente vê-la de novo!
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No dia seguinte cheguei a Pemberley.
- Já não era sem tempo, William! - Esta foi a saudação de Fitzwilliam ao me ver chegar.
- Como você está? E Anne... E Tia Katherine?
Elas haviam me visitado várias vezes no hospital, mas ele sabia que minha pergunta se referia ao relacionamento entre eles dois, ao qual minha tia sempre tecia críticas. Em resposta, Fitzwilliam apenas deu um suspiro resignado.
- Não me importa o que Lady de Bourgh diz. Mas dói saber que Anne não consegue se libertar do autoritarismo dela.
Mesmo que sempre tivesse achado inadmissível a intromissão de Tia Katherine na vida da minha prima desta forma, nunca me ocorrera antes que eu devia usar de minha influência para ajudá-los. Sempre me parecera que este assunto não me dizia respeito, mas agora que eu também amava alguém, me sentia solidário à separação forçada de Fitz e Anne e da próxima vez que fosse à Rosings estava decidido a ter uma conversa séria sobre este assunto com Lady de Bourgh. Ela precisava aceitar de uma vez por todas que eu nunca me casaria com Anne e talvez assim a deixasse ser feliz ao lado de quem desejasse.
Depois de ter passado por tudo o que passei, foram muito especiais aqueles poucos dias em Pemberley. Quando ia lá depois de adulto, costumava sentir uma nostalgia inevitável ao me lembrar do tempo que era um menino e quando me deparava com a porta do quarto de meus pais sempre hesitava em entrar e me sentia triste. Mas desta vez as lembranças da infância não foram mais tão dolorosas e era como eu estivesse tendo uma segunda chance de ver a vida de outra maneira.
Após partir, seguindo os endereços que tinha, estive em Bath, Berkshire, Oxford, Salisbury, Lambton, Linconlshire e Derby. O último endereço que procurei foi a pequena cidade de Longbourn e me deixou bem intrigado, pelo fato que esta Elizabeth havia se mudado, segundo informação que recebi de sua mãe, uma senhora muito falante, incluindo duas das três filhas adolescentes que não paravam de dar risinhos entre si.
Fiquei imaginando o pobre marido, rodeado de tantas mulheres, pois além delas ainda existiam duas filhas mais velhas que estavam no momento morando em Londres, sendo que uma delas era a que se chamava Elizabeth. Precisava encontrá-la, mas deixaria os endereços de Londres por último, para quando retornasse das férias, que já estavam terminando. O problema é que ainda existiam muitas outras Elizabeths para procurar e não apenas aquela...
Ao regressar a Londres, decidi acordar mais tarde em minha última manhã de férias. Mas logo cedo o celular tocou insistente... Olhei na tela do aparelho e as luzes piscavam indicando que era Charles.
- Bingley... Você não tem relógio? - Resmunguei - São sete horas!
- Ora, William, é assim que você fala com um amigo que não ouve há tanto tempo?
Por recomendação de Dr. Gardiner, eu havia desligado o celular durante as férias. Mas já imaginava do que se tratava. Charles agia desta forma quando conhecia alguma mulher que o atraía. Não conseguia dormir e ainda ligava para mim bem cedo, para contar suas histórias e pedir conselhos.
- Você tem razão – Ele continuou ao telefone. - Ligo outra vez mais tarde, já que você está dormindo. Como seria seu retorno, queria conversar com você antes de seu turno....
- Eu estava, não estou mais dormindo... Só vou chegar para o horário da noite. Não são vocês que me disseram para trabalhar menos?... Mas já que me acordou é melhor contar tudo de uma vez.
- Antes quero saber se conseguiu encontrar a mulher de seus sonhos...
Por medida de prudência eu contara apenas a Bingley e à Georgiana que iria em busca de Elizabeth Bennet. Ambos, conhecendo minha determinação, desistiram logo de me impedir, atribuindo a minha “obsessão”, como chamavam, a alguma excentricidade pós-coma.
- Não consegui nada. Estou pensando em contratar um detetive particular.
- Nem vou comentar este assunto Will, você já sabe qual é minha opinião. Mas confesso que eu até consigo compreender um pouco como se sente... Porque eu conheci alguém por quem também acho que estou apaixonado!
- E das outras vezes em que também disse isso, o que foi então, Bingley?
Charles ignorou meu comentário sarcástico e prosseguiu:
- Ela é psicóloga e está estagiando no hospital. É a mulher mais doce, inteligente, sensível e linda que já conheci... Gostaria que chegasse mais cedo para tomarmos um café e se tivermos sorte, poderá conhecê-la.
Concordei em chegar antes de meu horário e nos despedimos. Eu desejava de fato que ele tivesse sorte. Apesar de um tanto volúvel, Charles não era do tipo que conseguisse ser feliz sozinho. E nem eu, como havia chegado antes a pensar. Por um momento senti um pouco de inveja do entusiasmo dele. Ele tinha a mulher que desejava ao seu alcance, enquanto eu perseguia o que fosse talvez apenas fruto de minha imaginação.
Sem conseguir dormir outra vez, acabei chegando ao hospital bem antes do meu turno e encontrei Charles se trocando no vestiário.
- Como está, William? Chegou ainda mais cedo do que eu lhe pedi ... – Bingley me cumprimentou enquanto tirava o jaleco.
- Não consegui mais dormir... Mas estou bem... Pronto para o que der e vier!
- Você realmente nasceu de novo, William... - Charles falou colocando a mão em meu ombro. – Todos nós tememos muito por você.
Ele me abraçou emocionado, o que se fosse feito em público certamente me deixaria muito constrangido. Mas devia confessar que sentira falta da companhia de Bingley durante as férias. Por ser tão diferente de mim, ele era um contraponto que me equilibrava.
Conversamos por mais algum tempo, mas percebi que Charles estava um pouco estranho, como se estivesse escondendo alguma coisa. Mais tarde, quando chegamos ao refeitório, compreendi a razão. Era uma festa de boas-vindas que me aguardava, por isso ele me ligara tão cedo com aquela conversa fora de hora. Decididamente, Charles não sabia disfarçar...
Respirei fundo e agradeci a recepção. Todos vieram me cumprimentar e Charles me apresentou Jane, a psicóloga de quem me falara antes. Ela era de fato uma beleza impressionante, mas tive a impressão de que não estava tão entusiasmada com Bingley como ele se mostrara em relação a ela.
Ainda conversava com Charles e a nova psicóloga, quando alguém trouxe a cirurgiã residente recém-chegada que se juntaria à equipe de emergência para me apresentar. Quando virei-me para cumprimentá-la, fiquei paralisado diante da jovem:
- Dr. William Darcy – Disse o agente administrativo - Esta é a Dra. Elizabeth Bennet.
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NOTA DAS AUTORAS:
O termo experiência de quase-morte (EQM) refere-se a um conjunto de sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente por hipóxia cerebral geralmente derivadas de paradas cardiorrespiratórias, sendo as mais divulgadas o efeito túnel e a «experiência fora-do-corpo» (EFC ou OOBE, também denominada autoscopia).
Apesar de frequentemente associadas a uma experiência mística, estas sensações tendem a ser explicadas pela comunidade científica como uma resposta secundária fisiológica do cérebro à hipóxia. Em alguns casos a morte clínica do paciente chegou a ser atestada pelos médicos, mas em nenhum deles houve a confirmação de morte cerebral. No entanto, durante o procedimento de ressuscitação a equipe médica raramente consegue manter registros sobre as funções cerebrais, pois a emergência exige atenção total ao sistema cardiopulmonar. Por isso, há relatos de situações nas quais o sinal do ECG indica que o cérebro chegou a ficar sem atividade.
As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, tais como:
● um sentimento de paz interior;
● a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
● a percepção da presença de pessoas à sua volta;
● visão de 360º;
● ampliação de vários sentidos;
● a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (efeito túnel).
Nesse espaço atemporal, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um «ser de luz», embora esta descrição possa variar conforme os arquétipos culturais, a filosofia ou a religião pessoal. O portal entre estas duas dimensões é também descrito como «fronteira entre a vida e a morte». Por vezes, alguns pacientes que viveram esta experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.
Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase-morte, iniciou-se uma nova corrente, em que diversos pesquisadores de todo o mundo deram início à discussão e à análise do fenômeno de forma mais aberta. Grupos da comunidade médica passaram a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva. Contudo, existem observadores que negam as explicações científicas e atribuem este fenômeno a acontecimentos relacionadas com a descrição do que pode ser Deus ou a outra qualquer origem sobrenatural, recorrendo às explicações tradicionais como a memória genética ou à associação da experiência ao nascimento biológico.
Após a Experiência de Quase-Morte algumas pessoas declaram terem alterado seus pontos de vista em relação ao mundo e às outras pessoas. As mudanças comportamentais geralmente são significativamente positivas, e o principal fator para a mudança é a perda do medo da morte tanatofobia. Essas pessoas alegam que passaram a valorizar mais as suas vidas e as dos outros, reavaliaram os seus valores, ética e prioridades habituais, e tornaram-se mais serenos e confiantes.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_de_quase-morte














