Capítulo IV
Ainda foi difícil acordar às quatro, não tinha se acostumado, porém precisava fazer isso - ao menos até ele a demitir. Para sua sorte, Charlotte havia emprestado o carro para que ela não precisasse pedalar, já que da sua nova casa até o mercado era muito longe.
Com o carro, chegou um pouco mais cedo; e novamente encontrou William Darcy na mesma barraca de café, aguardando a sua chegada. Sem falar nada desta vez, ele apenas entregou um café para ela e sentaram-se no mesmo banco. Ficaram assim até ele iniciar a conversa.
- Sim, eu vou continuar vindo ao mercado. – ele respondeu a pergunta não feita.
“Mas que mania mais irritante!” – Lizzy pensou.
- Mas eu nem perguntei nada. – ela se defendeu divertida.
- E nem precisa. A questão, srta. Bennet, é que ainda não confio meus peixes à senhorita. Com o tempo terá a honra de escolher os peixes sozinha. – riu bebendo mais um gole de café.
- Então não vou ser demitida, suponho.
- Deveria. Mas, pensando bem, fez um excelente trabalho ontem, e por sorte tudo saiu bem.
- Eu não vou me desculpar, se é o que espera. – foi sincera, chamando a atenção dele.
- Não esperava, srta. Bennet. Acredite. Só espero que isso não volte a acontecer.
- Não posso prometer isso. – riram - Ontem... – ela começou insegura. – Aconteceu algum problema? Quer dizer, quer conversar a respeito?
Lizzy gelou com o olhar assustado que ele primeiro lhe lançou e em seguida com as feições duras e frias. Arrependeu-se imediatamente por ter dito aquilo, estavam indo bem demais e agora ele parecia querer arrancar sua cabeça.
- Somos amigos agora, srta. Bennet? – ele perguntou enquanto voltava a tomar seu café e fitava a rua à sua frente.
- Creio que não, sr. Darcy. – respondeu no mesmo tom, mas estava se odiando por ter falado mais do que deveria.
- Ótimo. Acho que está atrasada para a escolha dos legumes. – falou, consultando o relógio.
Vendo que ele tinha razão, Lizzy levantou-se rapidamente, indo em direção ao setor dos legumes e verduras.
Darcy ficou assistindo-a sumir de seu campo de visão enquanto se martirizava por ter sido tão grosseiro. Mas nunca misturava sentimentos com trabalho e aquela conversa poderia levá-los a um caminho sem volta e com boas doses de sofrimento para ambos os lados. Terminando seu café em um só gole, levantou-se rumo ao setor de peixes e crustáceos.
Novamente encontraram-se na porta do mercado. Ele se ofereceu para levar os produtos para o restaurante novamente, mas ela lhe explicou que estava com o carro de Charlotte e poderia ela mesma ir até o L’Ambroisie.
Lizzy ficou olhando Darcy pelo retrovisor enquanto se afastava. Ele a estava enlouquecendo: ora grosso e antipático, e em poucos momentos engraçado e sensível. Não estava interessada em desvendar o misterioso humor de William Darcy; seu objetivo era o trabalho e era nisso que iria se focar.
************
Lizzy chegou ao restaurante com as compras do mercado. Como era estranho ver aquele lugar vazio e silencioso. Entrou com a chave que ele lhe dera e guardou cuidadosamente na câmara frigorífica o que tinha comprado. Verificou mais uma vez se tudo estava em ordem e saiu.
Chegou em casa por volta das oito horas; entrou nas pontas dos pés para não acordar Charlotte. Tomou um banho e deitou-se para dormir um pouco.
Porém, não conseguia dormir. A conversa que tivera com seu chefe a incomodava, mas não entendia por quê. Ao mesmo tempo em que o odiava por suas atitudes, algo lhe dizia que, bem no fundo, aquilo era como se fosse uma defesa que ele colocara.
Depois de muito tempo, conseguiu dormir. Acordou em torno das onze e meia, ouvindo o barulho que vinha da cozinha. Levantou-se, lavou o rosto e caminhou até lá.
- Desculpe-me Charlotte, mas todas as vezes que tenho que ir àquele bendito mercado fico assim, sonolenta.
- Tudo bem, Lizzy. Eu entendo. Pode deixar que te explorarei nos outros dias, quando você não tiver que ir. - Charlotte falou em meio a gargalhadas. - Sério, eu sei que são ossos do ofício. Quem mandou ser escolhida pelo chefinho querido para ser assistente particular? - mais uma vez não se conteve em cutucar Lizzy.
- Sei... mas você sabe que ele me deixa muito confusa. Uma hora é um monstro, em outra é sensível e engraçado. Não sei mais o que achar dele. Agora vamos parar de falar nele que eu estou é faminta.
Almoçaram e saíram para o restaurante. Como sempre chegaram adiantadas e já começaram a organizar o cardápio para o movimento da noite.
Sentado em sua sala, Darcy estava com os pensamentos distantes. O problema que fugia ao seu controle estava tirando sua tranquilidade.
Quando Lizzy precisou falar com ele em sua sala, por duas vezes pôde perceber isto; e preocupou-se em como estaria seu humor. Aproximou-se dele cautelosamente, afinal, não queria levar outra patada.
- Sr. Darcy, o que devo organizar para hoje?
- Está aqui. Organize tudo, já estou indo. – respondeu sem olhar para ela.
Lizzy percebeu o quão estranho ele estava naquele dia, mas preferiu não falar mais nada. Começou a organizar o cardápio e delegar as tarefas aos assistentes de cozinha. Quando o movimento do restaurante começou, Darcy ocupou seu espaço; mas nesta noite, nem de longe parecia com aquele chef que, em noites anteriores, comandava tão bem aquela cozinha. Todos perceberam também o quão diferente ele estava. Mantinha-se calado, e bem apático.
Foi quando Collins, sempre ele, voltou para a cozinha trazendo nas mãos o prato de um cliente que reclamava da comida.
- Chef, o cliente da mesa 15 disse que o peixe não está com um bom sabor.
- Como não está? – esbravejou. - Eu mesmo o preparei!
- Tenho certeza de que está havendo algum engano. – Lizzy tentou apaziguar a situação, temendo a fúria que viu nos olhos de Darcy.
- Não há engano algum, srta. Bennet. Pode deixar que eu mesmo vou até lá e pergunto a esse “cliente” qual o problema. – Darcy sibilou.
- Não, sr. Darcy! – Lizzy segurou seu braço. - Permita-me experimentar. - Pegou o que tinha ficado no prato e, com a ponta de uma colher, retirou um pequeno pedaço. - Sinceramente, não vejo nada além do fato de estar um pouco sem sal.
- Eu vou lá agora mesmo. - disse Darcy nervoso.
- Não! – Lizzy segurou-o pelo braço novamente.
- Srta. Bennet, por favor, solte-me. Ninguém diz que minha comida está ruim só porque faltou um pouco de sal.
- Sr. Darcy, por favor, deixe então que eu vá conversar com o cliente. O senhor está muito tenso e nervoso para isso. Lembre-se, o nome do restaurante está em jogo.
- Pode ir então. Mas se esse engraçadinho continuar insistindo que minha comida está ruim, eu o ponho daqui para fora. – bradou enquanto socava a mesa.
- Calma, estou indo. Vou resolver esta situação. – tranqüilizou-o, mesmo estando assustada com aquela situação. - Vamos, Collins. Mostre-me o cliente.
Lizzy acompanhou Collins até a mesa, onde encontrou um belo homem de belos cabelos pretos, olhos verdes e lábios vermelhos.
- Boa noite, senhor...?
- Thierry Le Clar’c. – ele respondeu educadamente.
- Boa noite, sr. Thierry Le Clar’c. Sou Elizabeth Bennet, assistente direta do Chef William Darcy. Em que posso ajudá-lo?
- Boa noite, srta. Bennet. Eu não entendo, costumo vir sempre ao L’Ambroisie e é a primeira vez que não gosto da comida.
- Senhor, quero lhe pedir desculpas em nome do Chef William Darcy. Mas o que houve, tenha certeza, foi que o prato que o senhor escolheu ficou com pouco sal. Eu mesma fui ao mercado com o Chef e lhe garanto que este peixe é fresco e foi devidamente conservado em refrigeração. Portanto, se o senhor quiser, poderemos lhe servir outro peixe ou mesmo outro prato de sua preferência sem maiores custos.
- Claro. – ele lhe lançou um sorriso amigável. – Obrigado, srta. Bennet.
Contornada a situação, Lizzy preparou outro prato para o cliente, que ficou satisfeito. E sem nada afetar no movimento do restaurante.
Antes de ir embora, o cliente disse a Collins que gostaria de falar novamente com Lizzy, ao que ela imediatamente atendeu.
- Pois não, Sr. Le Clar’c. Posso ser-lhe útil em mais alguma coisa?
- Só queria agradecer-lhe pela sua gentileza e atenção, e dizer que gostei muito do prato servido.
- É um prazer nosso que nossos clientes apreciem nosso trabalho e voltem outras vezes ao L’Ambroisie.
- Certamente, srta. Bennet. Se antes já vinha ao L’Ambroisie, agora passarei a vir com mais frequência.
- Novamente peço desculpas pelo incidente.
- Estamos bem agora, srta. Bennet. – sorriu. – Então, boa noite. – falou, beijando delicadamente a mão de Lizzy.
- Boa noite. – respondeu nervosa devido ao beijo.
Enquanto Lizzy conversava com o cliente, Darcy observava a cena pelo visor da porta da cozinha e sentia algo estranho. Não entendia ou não queria admitir o porquê de estar tão incomodado com isso.
Quando percebeu que Lizzy voltava para a cozinha, saiu apressadamente para sua sala. Charlotte, que observava todos os seus movimentos, percebeu que algo estava acontecendo pelos olhares que ele lançava à sua amiga. Preferiu ficar quieta, no entanto, não queria dar falsas esperanças e não sabia se Lizzy receberia bem ou não esta suposição.
Ao término da noite, antes de Lizzy sair, ele a chamou em sua sala.
- Srta. Bennet, muito obrigado por esta noite. Se não fosse a senhorita eu mesmo teria destruído a minha reputação e a do restaurante.
- Não foi nada, sr. Darcy. Estava nervoso, só isso. – fez uma pausa. - Sr. Darcy? Se estiver passando por algum problema e...
- Obrigado mais uma vez. E boa noite, srta. Bennet. – falou friamente, apontando a saída.
- Boa noite para o senhor também.
Lizzy ficou mais uma vez sem entender nada. Ele até parecia ter alguma espécie de transtorno bipolar. Como sentimentos e atitudes tão diferentes poderiam existir assim em uma mesma pessoa, oscilando em pequenas frações de tempo? Entender William Darcy era um dos grandes mistérios da humanidade.
- Pronta? – perguntou a Charlotte, que conversava animadamente com Collins.
- Lizzy?! – a amiga parecia surpresa. – Está aí há muito tempo?
- Não, acabei de chegar. – respondeu desconfiada. – Algum problema?
- Não. – Charlotte respondeu de imediato. Mas pela cara de alegria que Collins estava, Lizzy sabia que havia alguma coisa ali.
- Srta. Elizabeth, tenho algo para lhe entregar. – Collins finalmente falou, enquanto caminhava até o bar do restaurante e lhe entregava um pequeno buquê de rosas com um bilhete.
- Quem mandou isso? – Charlotte perguntou surpresa.
- O cliente do incidente desta noite. Ele pediu seu telefone também. Mas eu não dei, não se preocupe. – Collins falou todo orgulhoso.
- O que diz o bilhete, Lizzy? – Charlotte parecia mais empolgada do que a própria Lizzy.
- Calma! – respondeu sorrindo enquanto lia o bilhete em voz alta.
“Querida srta. Bennet,
As rosas são uma pequena retribuição ao que fez esta noite.
Atenciosamente, Thierry Le Clar’c.”
- Alguém tem um admirador. – ouviu a risada de Charlotte e não conteve o sorriso de satisfação. Tinha que admitir que além de muito bonito ele era romântico e educado.
- Vamos embora, Char. – encerrou o assunto.
No trajeto para casa, Lizzy fitava as flores recebidas. Sentia-se valorizada, e por alguém que acabara de conhecer.
Assim que chegaram em casa colocou-as em um vaso com água e jogou-se na cama de tão cansada que estava.
**************
Depois de mais uma madrugada no mercado, chegou ao restaurante como de costume, em seu horário habitual. Ao entrar, Collins veio ao seu encontro com outro sorriso no rosto.
- Boa tarde, srta. Bennet.
- Boa tarde, Collins. E pode me chamar de Lizzy.
- Está bem então, Lizzy. Parece que conseguiu mesmo um admirador. O cliente de ontem à noite mandou entregar outro buquê, e desta vez um pouco maior.
- Obrigada, Collins.
- Hei! Leia para nós, Lizzy. - disse Charlotte, que chegava do estacionamento a tempo de ouvir a conversa.
- Oi Charlotte! – Collins a cumprimentou com cara de apaixonado.
- Oi Collins. - ela respondeu, dando corda para a paixonite dele. – Anda Lizzy, leia pra nós!
Para:
Mademoiselle Bennet,
Mais uma pequena retribuição à sua atenção.
Estou encantado!
Cordialmente,
Thierry Le Clar’c.
- Muito simpático da parte dele. - Lizzy comentou.
- Eu acho que você está começando a se encantar por ele também. – falou Charlotte.
- Não sei. Essa é uma das qualidades que gosto em um homem, mas não sei. Ainda não deu aquele algo a mais, entende?
- Entendo. Mas se ele insistir, dê uma chance.
- Vou pensar, mas nem mesmo sei se o verei de novo. Bem, deixem-me colocá-las na água para que não morram.
Enquanto falava isso, William Darcy entrava na cozinha e percebia que ela carregava um buquê de flores nas mãos.
- Ganhando flores, srta. Bennet?
- Ah. Sim, sr. Darcy. O cliente de ontem à noite me mandou em retribuição.
- Só em retribuição. Interessante... – falou pensativo e com um semblante sério. – Não gosto de flores na minha cozinha, por isso arranje outro lugar para elas. - Falou isso e caminhou em direção a sua sala.
Lizzy pensou em fuzilá-lo, mas resolveu não dar muita atenção às indiretas de seu chefe. Porém, Charlotte começou a juntar todas estas atitudes que já vinha observando nele. Algo que estava acontecendo estava incomodando e muito William Darcy.
A noite chegou e, com o restaurante aberto, os clientes começaram a chegar. Era impressionante como este restaurante tinha um movimento tão grande durante toda a semana.
Estava concentrada em suas tarefas quando Collins entrou. Era sempre ele quem trazia as boas e más notícias.
- Lizzy, o cliente de ontem à noite está ai e deseja falar com você por uns instantes.
- Diga-lhe que ela agora não pode, pois está ocupada. – Darcy, que estava ao lado dela e ouvira o que o Collins acabara de lhe falar, respondeu emburrado.
- Mas sr. Darcy, o cliente pediu só por uns instantes, e...
- Collins, eu já disse que a srta. Bennet está ocupada...
- Sr. Darcy, se me permite, irei lá rapidamente. Não demorarei...
- Vai virar hábito agora falar com os clientes?
- Não senhor.
- Espero que sim. Está aqui para trabalhar e não para arrumar namorados.
- Collins. – tomada pela raiva, virou na direção do amigo. – Por favor, avise ao sr. Le Clar’c que não poderei me ausentar da cozinha agora, mas daqui a duas horas terei vinte minutos de folga, e, caso ele ainda esteja aqui, poderei vê-lo. – respondeu mais para afrontar Darcy do que por vontade de ver o sr. Le Clar’c.
Após a saída de Collins, Darcy continuou olhando para Lizzy como se ela tivesse feito algo de errado. Ele não tinha nada a ver com a vida dela e sabia que ela poderia sair e ver quem quisesse. Mas se importava e muito com isso e essa situação já estava lhe deixando maluco.
O movimento continuou e nenhum dos dois teve tempo de pensar em Thierry Le Clar’c. Quando chegou o momento de sua folga, Lizzy retirou o avental e se dirigiu à sala de Darcy, pois ele já havia se retirado para o seu descanso.
- Sr. Darcy? – ele a encarou. Ela respirou fundo e continuou. – Estou em meu tempo de folga e irei até o salão.
- Vai ver seu admirador?
- Receio que não seja da sua conta, senhor. – respondeu no mesmo tom.
- Tem razão. Só espero que não misture sua vida pessoal com seu trabalho.
“Ao contrário de você, eu tenho vida pessoal!” – pensou em responder, porém preferiu evitar mais conflitos.
- Posso ir?
- Que seja, mas não demore. Não podemos atrasar os pedidos.
Assim que Lizzy saiu para o salão acompanhada por Collins, Darcy saiu de sua sala e mais uma vez chegou até o visor da porta da cozinha.
Em todos seus movimentos era observado por Charlotte, que ainda tentava decifrar o porquê que ele tanto observava os passos de Lizzy toda vez que ela ia até o salão.
“Eu acho que ele está com ciúmes da Lizzy, só pode ser.” – pensava Charlotte.
O sorriso iluminador que Thierry lançou ao vê-la a deixou encantada. Ele ainda estava lá; após duas horas ele ainda estava esperando por ela.
- Perdoe-me a demora, sr. Le Clar’c. – falou ao estender sua mão para um cumprimento, mas foi surpreendida por outro beijo em sua mão.
- Esperaria a noite toda se preciso fosse. – respondeu galanteador. – Pode sentar-se comigo um minuto?
- Receio que não. Apesar dos meus poucos minutos de folga ainda estou trabalhando.
- Claro. Perdoe-me se causei algum transtorno, não quis atrapalhar.
- Não se preocupe, não causou transtorno algum. Ah! Muito obrigada pelas flores, eram lindas.
- Não sabia de que tipo gostava, espero ter acertado.
- Gosto de tulipas, mas todas são belíssimas. E sr. Le Clar’c, fiz apenas meu trabalho, acho que não mereço tanto.
- As flores não foram para a chef Bennet, mas para a mulher Elizabeth Bennet.
- Oh! – exclamou lisonjeada.
- Sou direto, srta. Bennet. Então perdoe-me se parecer direto demais. – sorriu nervoso, sendo acompanhado por ela. – A verdade é que gostei de você desde a primeira vez que a vi e adoraria conhecê-la um pouco melhor se puder.
- Realmente é muito direto. – respondeu sorrindo. – Então também serei direta.
- Confesso que estou com medo agora. – brincou.
- Fico muito lisonjeada com o que me falou, e sim, aceito conhecer você melhor.
- Ótimo. – sorriu aliviado. – Quando podemos nos encontrar? Um jantar? Um drinque ou sair para dançar?
- Vamos com calma. – ela riu divertida. – Primeiro, vou te dar meu telefone e marcamos alguma coisa. Tudo bem?
- Claro.
Ele lhe entregou uma caneta e Lizzy escreveu seu número em um guardanapo, entregando-o a ele junto com a caneta.
- Srta. Bennet? – Collins a chamou, se aproximando. – O sr. Darcy pediu que voltasse para a cozinha imediatamente. – completou constrangido.
- Obrigada, Collins. Estou indo.
- Estou te atrapalhando, desculpe. – Thierry parecia constrangido.
- Não, tudo bem. Mas realmente preciso ir agora.
- Foi um grande prazer revê-la. Posso ligar amanhã?
- Claro. Boa noite, Sr. Le Clar’c.
- Boa noite. E, por favor, me chame de Thierry.
- Tudo bem, Thierry.
Despediram-se e ela rapidamente voltou para a cozinha, onde um ainda mais zangado e impaciente William Darcy a esperava.
- Srta. Bennet! – ouviu seu grito.
- Vai ser uma longa noite. – Lizzy suspirou antes de começar a preparar os pedidos.














