| O Bilhete - Capítulo 06 |
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| Escrito por Escrita Coletiva |
| Sex, 30 de Outubro de 2009 10:22 |
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Capítulo 6 Sr. Darcy estava com a mão sobre a maçaneta da porta de sua casa em Londres. Estava muito nervoso indo ao encontro com sua amada Elisabeth, entretando foi interrompido: - SENHOR! - Sim, Thompson. - Disse irritado pela interrupção. - Sua tia o aguarda no escritório. - O que? Mas mandei-o lhe acompanhar até a saída ainda a pouco... - Sim, senhor, mas ela retornou e diz que é urgente. A angustia que Darcy estava sentindo não tinha limite, já sentia que neste encontro urgente com sua tia, ele não chegaria na hora certa para encontrar Elizabeth e o que ele mais queria era saber o que ela queria lhe falar com tanta urgência. Do fundo do coração ele já estava decidido que neste encontro faria o seu pedido pela segunda vez e tinha esperança que a resposta seria favorável. Ao entrar no escritório, Darcy encontrou algo que nunca tinha visto na sua vida, a sua tia estava chorando sem parar, nunca tinha visto a sua tia chorar, e o seu desespero era tão grande que ele, apesar de ainda está muito chateado com ela, a abraçou e perguntou: _ Titia o que houve? Posso ajudá-la em alguma coisa? _ Meu sobrinho, suplica uma chorosa Lady Catherine, só você pode me ajudar!! _ Então me conte tia, pois tenho um compromisso urgente que não posso desmarcar! _ É a sua prima Anne! Oh Anne o que vc fez??!!! _ Por favor tia, assim a Senhora me assusta, o que houve com a Anne? Ela está doente? Ela morreu? _ Preferia que estivesse morrido, acho que a minha dor e vergonha seriam bem menores. Diz Lady Catherine com raiva e desespero. _ Então me diga, por favor! O que houve? Então muito envergonhada e com a cabeça baixa, Lady Catherine sussurra para o sobrinho: _ Sua prima Anne fugiu! _ Fugiu! Darcy repete sem acreditar! _ Fugiu como? Foi raptada? _ De certa maneira sim, foi raptada, fugiu com o Sr. John, jardineiro de Rosings Park _ Sr. John? Mas como? A Senhora não está enganada? _ Gostaria de estar enganada, mas ela me deixou um bilhete, disse que está indo para Liverpool. Não tenho a menor idéia onde possa encontrá-la! Por favor William me ajude a encontrar a minha filha e fazê-la casar com este John, se não a sua reputação estará arrasada e serei uma sombra negra para a sociedade. Apesar do acontecimento tão grave, o seu sentido de honra não poderia deixar a sua tia só neste momento, ele conhecia bem Liverpool e seria de uma grande ajuda para encontrar Anne, mas e o encontro com Elizabeth? Como poderei fazer agora? Darcy garantiu que procuraria por Anne e pediu à tia que ficasse em Londres na companhia de Georgiana, enquanto estivesse em Liverpool. A situação era de fato urgente e acreditava que no máximo em dois dias conseguiria resolvê-la. Não poderia permitir que o nome da família fosse manchado por tal ato impensado de Anne. Entretanto, não conseguia deixar de sentir que ela tinha uma certa razão ao fugir. Era a única maneira de aproveitar sua vida, pois Lady Catherine a mantinha em uma redoma de proteção que a privava de todos os prazeres humanos. Enquanto a tia se acomodava, Sr. Darcy relatou os fatos a Georgiana, inclusive o bilhete escrito por Elizabeth. Perspicaz, ela disse: - Irmão, sei que pode parecer insano, mas não poderia estar a titia inventando esta história absurda para te afastar da Srta. Elizabeth? Pelo que você me contou, titia ficou mortificada ao ouvi-lo falar que ama a Srta. Eliza. - Acredito que por mais perversa que Lady Catherine possa ser quando deseja alcançar seus objetivos, ela jamais usaria o nome da filha de forma tão indigna. - Você tem razão, Fitzwilliam. Não sei porquê pensei nisso. - Mas estou muito preocupado porque não poderei ir me encontrar com Elizabeth. Precisava tanto saber o que ela gostaria de me dizer... e não posso lhe enviar uma carta. Seria inapropriado já que não temos nenhum tipo de compromisso. Queria tanto encontrá-la, mas a situação é grave. Quanto mais tempo demorar para sair, mais longe estará Anne. - Oh, meu irmão. Realmente é uma pena, mas acredito que ela entenderá. - Minha mala já está sendo arrumada e devo partir dentro de alguns minutos. Espero que não se aborreça muito na companhia de titia. Procure não ouvir o que ela diz. Só finja prestar atenção. - Fitzwilliam, você quer que eu escreva à Srta. Bennet? Confio na discrição dela. Creio que posso explicar o ocorrido. Não posso ir vê-la sozinha, nem convidá-la para vir aqui. Mas acredito que não há problema em enviar-lhe uma carta. - Faria isso por mim, Georgi? - Claro, meu irmão! Ficaria imensamente satisfeita por ajudá-lo. – ela respondeu gentilmente.- Por mim, iria pessoalmente falar tudo a ela, mas penso que titia não me permitiria sair. Georgiana suspirou e ficou calada por alguns instantes. Após refletir, algo lhe ocorreu: - Um bilhete meu? Não seria inadequado? Sr. Darcy ficou pensativo, considerando a idéia. Então Georgiana prosseguiu: Ele sorriu diante de tal possibilidade e acabou se decidindo: Georgiana se retirou, deixando o irmão a vontade para sua tarefa. Respirando fundo, as palavras começaram a fluir em sua mente e ele começou a escrever: . Srta. Elizabeth, Recebi seu bilhete, e confesso que o que eu mais gostaria de fazer era encontrá-la, dizê-la o quanto a amo e acabar de uma vez por todas com essa espera que corrói meu coração. Pela sua reação à minha repentina confissão esta tarde pude renovar minhas esperanças quanto aos seus sentimentos em relação a mim. Gostaria de resolver essa situação logo e poder chamá-la de minha noiva hoje mesmo, mas lamento dizê-la que não poderei comparecer ao parque esta tarde. Imprevistos urgentes surgiram e terei que me ausentar. Saiba que meu coração estará sempre com a senhorita. Seu, F.D.
Assim, pediu que um mensageiro entregasse a carta para ela, saindo para Liverpool logo em seguida. *********************************** |














