Citações

Dinheiro não pode comprar felicidade. Acima do necessário, não traz satisfação verdadeira.(Jane Austen)

O Bilhete - Capítulo 04

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Capitulo 4
A surpresa foi geral, todos à sala olhavam estupefatos para Darcy. Ele próprio não acreditava de que acabará de declarar seu amor por Elizabeth em público, esta por sua vez estancou os passos que tencionavam retornar a varanda e paralisada sentia as pernas fraquejarem e o coração disparar acelerado, como se fosse lhe saltar pela boca. Por segundos, que mais pareceram horas, todos ficaram em silêncio, este foi quebrado por Lady Catherine.

_ O que disse, meu sobrinho?

_ Não permitirei que a senhora desrespeite minha autoridade sobre minha irmã e este lar e insulte meus convidados dessa maneira. _ tendo novamente o domínio sobre si _ Peço senhora, que se retire. _ voltando-se ao seu mordomo _ Thompson, acompanhe Lady Catherine à porta.

_ Não é necessário. Nunca fui tão insultada. _ medindo-o de cima a baixo _ Compreendo, meu sobrinho, de que não esta em seu juízo perfeito. Mas, não pense que será fácil obter o meu perdão. _ se retirou bruscamente, do mesmo modo que surgiu.

Os olhares continuavam presos a figura de Darcy, este se voltou lentamente para seus convidados.

_ Peço desculpas a todos por esta cena desagradável e pelos modos rudes de minha tia. _ procurou o olhar de Elizabeth, que lhe deu um olhar tímido para desviá-lo logo em seguida _ Com licença, preciso ter com Georgiana. _ retirou-se da sala, deixando as opiniões sobre sua conduta à mercê de todos. Agora, precisava mais do que nunca da ajuda de Georgiana.

Darcy saiu da sala sob os murmúrios abafados dos presentes e subiu ao quarto de Georgiana. A encontrou separando suas roupas entre lágrimas. Ele respirou fundo, ainda indignado com a tia e desabafou com ela:

- Georgiana, eu não podia permitir que ela nos tratasse dessa forma. Estou farto dos desmandos de Lady Catherine e a mandei embora desta casa na frente de todos.

Ela olhou para ele com os olhos arregalados, sem acreditar. Então sorriu, largou a peça de roupa que segurava antes e se aproximou do irmão colocando a mão em seu ombro, fazendo o seguinte comentário:
.
- Eu mal posso imaginar a cena, mas acho sua atitude muito apropriada, se quer saber, meu irmão. Foi o comportamento autoritário que ela sempre teve para conosco que o levou reagir desta forma. Mais cedo ou mais tarde teria de acontecer. E hoje, sem dúvidas ela passou de todos os limites.

- Mas e Elizabeth? O que acha que vai acontecer?
- Não se preocupe. Ela nunca teve medo de tia Cat e vai ficar orgulhosa da forma como você a defendeu!

Os olhos de Georgiana brilhavam com a expectativa do amor entre eles se concretizar. Sentia-se lendo um dos seus romances favoritos, só que era de verdade!

Enquanto isso, na sala, Elizabeth não conseguia se mover, tamanho era o impacto das palavras de Darcy. Ele declarara publicamente que ela era a mulher ele amava!

Jane, percebendo a palidez da irmã, pediu licença a Charles e levantou-se para falar com Elizabeth. As duas preferiram ir para a varanda, pois perceberam que Caroline as acompanhava com os olhos.

- Lizzy, estou completamente confusa! O que Sr. Darcy quis dizer com "insulta a família da mulher que eu amo"? Lizzy, ele estava se referindo a você, não é mesmo? Mas ele não estava comprometido com Caroline? Sabia que essa história do noivado estava esquisita. Ele obviamente não gosta de Caroline e já percebi diversas vezes Sr. Darcy olhando para você, encantado.

Elizabeth relaxou um pouco e riu do jeito aparvalhado de sua irmã. Ela não se lembrava de alguma vez tê-la visto assim. Ela sempre fora tão calma e tranqüila. Foi quando se deu conta, de fato, do que acabara de acontecer.

- Oh, Jane! Ele disse que me ama! E na frente de todos! Ele enfrentou a tia para defender a mim e a nossa família! - disse, sorrindo, não cabendo em si de tanta felicidade.

- Sim, Lizzy! Ele ama você. Não há do que duvidar. Mas e você? Ama Sr. Darcy, não ama Lizzy?

Elizabeth suspirou, virou de costas e se apoiou no parapeito. Admirando a paisagem - o sol já tinha se posto e por trás das montanhas havia um lindo céu cor de rosa claro -ela sussurrou:

- Sim, Jane, o amo muito, mais do algum dia imaginei amar alguém... - a sensação de Lizzy era a de que estava sonhando.

- Oh, minha irmã! Estou tão feliz por você quanto estou por mim. Eu suspeitei que você se sentisse assim. Outro motivo não haveria para você passar tantas horas se arrumando quando íamos o encontrar, disse, rindo, implicando com a irmã.

Lizzy que até então estava sorrindo e sentindo-se leve por poder, enfim, compartilhar com a irmã o amor que tinha por Sr. Darcy, começou a ficar apreensiva. "O que devo fazer? Devo procurá-lo? Devo dizer que o amo?"

Foram interrompidas por Sr. Bingley:

- Jane, Srta. Elizabeth, avisei aos criados que estamos indo. A carruagem nos espera. Darcy e Georgiana não voltaram e receio que queiram ficar à sós. Venham.

 

 

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