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A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. (Jane Austen)

Home Duda Bennet O Fruto da Honestidade - Capítulo 11
O Fruto da Honestidade - Capítulo 11 Imprimir E-mail
Escrito por Eduarda Sobral   
Qui, 13 de Agosto de 2009 23:03
O hotel no estilo moderno e aconchegante convidava os olhos de seus hóspedes a um olhar mais profundo. Era repleto de plantas em lugares estratégicos e de um jogo de tons azuis e violetas, que tomavam conta do saguão principal.
 
A família Bennet se acomodou logo em seus aposentos. Ficara decidido que o casal Bennet ficaria em um quarto e suas filhas em outro.
 
Naquele dia, a família Bennet preferiu ficar no hotel descansando. Assim, o sr. e a sra. Bennet só saíram de seu quarto para o jantar, mas logo retornaram ao seu descanso. Já que, como dizia a sra. Bennet, “amanhã é um novo dia e temos que estar bem relaxados para aproveitar cada segundo que passarmos em Londres”.
 
Lydia e Kitty passearam pelo hotel à noitinha, queriam conhecer cada cantinho do lugar onde estavam e observar se ali havia algum “gatinho”. Queriam muito fazer inveja às suas amigas, dizendo quantos homens lindos haviam encontrado em Londres! Elas percorreram toda a área de lazer, rindo das maneiras das pessoas e flertando com os garotos que passavam.
 
Mary preferiu ficar no quarto. Pediu que levassem seu jantar até lá, estava planejando os últimos detalhes do seu tour cultural pela cidade. Visitaria o Big Ben, o Museu Britânico, o Museu de História Natural, Museu da Ciência – “Science Museum” -, Museu da Guerra – “Imperial War Museum” -, eram tantos lugares para visitar... será que em um mês daria para fazer tudo?
 
**********************************
 
Elizabeth saíra mais tarde do trabalho por causa das incontáveis reuniões que tivera; elas pareciam intermináveis...! E ainda teve que aturar a cara carrancuda do Darcy para si e os olhares indecifráveis que ele lhe lançava.
 
Ao chegar em casa, Jane não estava. Esta lhe deixou um bilhete em cima da mesinha que ficava no centro da sala:
 
“Querida Lizzie,
 
         Não pude te telefonar, espero que você esteja bem e não mais chocada com a chegada dos nossos pais. Eu saí com o Charles, como você deve ter imaginado, já que hoje nossos planos de almoçar juntos foram atrapalhados e, com nossos pais aqui, ele e eu não teremos tanto tempo juntos.
 
Um beijo, sua irmã Jane.
 
P.S.: Antes que eu me esqueça, comprei aquela torta de chocolate que você adora.”
 
“A Jane sempre tão formal e atenciosa...” falou Lizzie enquanto largava o bilhete e ia em direção da geladeira, para experimentar a torta e assim tentar “adocicar” seu dia.
 
******************************
 
Darcy, já que se fazia tarde, deixou o carro de sua irmã na empresa e foi levá-la em casa. Ele, desde que seus pais morreram, havia cumulado as funções de pai, mãe, irmão e administrador da empresa da família.
 
Georgiana, após sua maioridade, passou a auxiliar o irmão na administração dos negócios e preferiu ter seu próprio apartamento. Assim ela e o irmão poderiam ter mais privacidade.
 
A última idéia não foi muito bem aceita por Darcy. Para ele, sua irmã ainda era uma menina, uma menina que precisava de todos os seus cuidados. Sua aversão não demorou muito a ser contornada por Georgiana, que sabia o jeito certo de fazer seu irmão atender aos seus desejos.
 
Assim, Darcy chegou ao apartamento onde sua irmã morava.
 
- William, você não quer entrar? Você poderia preparar alguma coisa deliciosa daquelas que você sabe fazer. Eu estou com tantas saudades da culinária do meu querido irmão... – disse ela, olhando significativamente para ele, com olhos pidões.
 
- Georgiana, eu estou muito cansado...
 
- Está bem, já que você não quer agradar sua irmã... – disse isso fazendo cara de desapontada, fazendo menção de sair do carro.
 
- Ai, Georgiana, o que você não me pede chorando que eu faço rindo?
 
Ela logo colocou um largo sorriso em seus lábios e abraçou o irmão. Ela ainda parecia aquela garota que perdera os pais tão cedo em um acidente de helicóptero e que fizera dele seu porto seguro; que corria pelos campos de Rosings Park, a casa de seus pais, para onde agora eles só iam às vezes...
 
Enfim, os irmãos subiram até o apartamento de Georgiana e enquanto Darcy cozinhava, ela arrumava a mesa e tudo o que iriam precisar.
 
- O que está preparando, meu irmão?
 
- É surpresa. Vá tomar banho que quando você voltar vai estar tudo pronto.
 
- Certo. – ela depositou-lhe um beijo na bochecha e saiu.
 
Alguns minutos depois, na sala de jantar, estavam um Darcy à beira da aflição, esperando que sua irmã saísse do banho e uma enorme e decorada macarronada.
 
- William, desculpe a demora, mas é que... – viu o prato na mesa – Não acredito que você preparou meu prato preferido!!
 
Ele riu com a euforia dela.
 
- Eu não sabia que a macarronada à la William Darcy era seu prato favorito. – disse zombeteiro, esperando receber um elogio.
 
- É lógico que é. Ele foi inventado pelo meu irmão preferido! E ainda parece estar deliciosa!
 
Assim se passou o resto do dia. Animado, Darcy foi para sua casa e esqueceu por um instante de todos os seus problemas: a empresa, e o maior deles: Elizabeth Bennet.
 
http://www.oilondres.com.br/artelazer_museus.htm
 
 
 






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