Citações

Qualquer ser humano está cercado por uma multidão de espiões involuntários. (Jane Austen)

Por Uma Noite Apenas - Capítulo X

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CAPÍTULO 10

Elizabeth se recostou na parede de azulejo fria e respirou fundo. Odiava esses enjôos matinais, estavam acabando com ela. Que piada do destino. Quantas pessoas são irresponsáveis repetidas vezes? E na primeira e única vez em que cedeu a um capricho de seu coração e cometeu uma loucura, foi recompensada com uma gravidez indesejada.

Quando era criança, imaginava-se como mãe de, pelo menos, quatro crianças. Achava a idéia de uma casa cheia maravilhosa. Durante a adolescência diminuiu para dois filhos; afinal, crianças dão muito trabalho. Durante a faculdade reduziu para um, porque a idéia de ter um ser vivo dependendo dela por, no mínimo, seus primeiros vinte anos parecia-lhe uma responsabilidade muito grande. Uma que ela não tinha certeza de estar pronta.

Quando adulta e independente, pensava em se apaixonar, se casar e então ter filho ou filhos. Afinal, a decisão de quantos filhos deveriam ter seria do casal, e não apenas dela. Ou assim acreditava.

E agora se via nesta encruzilhada. Grávida de um homem que a enxergava como uma mulher qualquer. Alguém tão promíscua que sequer sabia dizer quem é o pai de seu próprio filho.

“Devo ter atirado pedras na cruz em vidas passadas para merecer este castigo!”

Lembrou-se da reação de Jane quando verbalizou este pensamento, da reprimenda que sua irmã lhe dera. Para Jane, um filho nunca poderia ser pintado como um castigo. Era uma benção. Estava segura de que os seus problemas com o pai da criança seriam resolvidos ao seu devido tempo. Que ela só precisava ter fé.

Elizabeth ergueu-se do chão do banheiro quando se sentiu segura de que o enjôo passara. Precisava se arrumar e ir trabalhar. Na hora do almoço tinha a primeira consulta com o obstetra.

#

William esperou uma semana inteira que ela voltasse a entrar em contato com ele. Mas Elizabeth manteve a sua palavra. Ela não apareceu na Editora ou na sua casa, não ligou e não enviou um e-mail. Nem mesmo recebeu qualquer recado seu através de Charles.

Tinha impressão de que seu amigo sequer sabia de seu envolvimento com ela, ou da gravidez em si, embora namorasse seriamente a sua irmã. E Darcy não tivesse dúvidas de que Elizabeth teria confidenciado a Jane tudo a este respeito – já que além de irmãs, são melhores amigas.

Então tomou uma decisão. Iria a sua procura e resolveria esta situação de uma vez por todas. Havia uma chance de o filho ser seu e por este motivo, e este motivo apenas – se assegurava – tinha a obrigação de descobrir a verdadeira paternidade do bebê. Se fosse realmente seu, assumiria a responsabilidade. Se não fosse, lavaria as mãos e se afastaria definitivamente de Elizabeth.

No horário do almoço, deixou a Editora Darcy e seguiu para o prédio comercial em que está sediada a Editora Gardiner, onde sabia que Elizabeth atualmente trabalha. A porta do elevador se abriu na metade de um corredor amplo. À sua esquerda, encontrou um Escritório de Advogados e uma Agência de Seguros, à direita, a Editora Gardiner.

Caminhou em direção a sua porta de vidro e, ao atravessá-la, deparou-se com um amplo salão repartido por práticas divisórias de escritório, formando pequenos cubículos ocupados com uma mesa, um computador e uma cadeira. Formava o desenho de um labirinto compacto, em que cada corredor formava um específico departamento: Recursos Humanos, Marketing, Designer, Pesquisa e Desenvolvimento, etc.

Na outra extremidade, existia uma mesa para uma secretária e, por trás dela, outra porta de vidro ocultando um escritório – pertencente ao sr. Gardiner.

Darcy relanceou o olhar pelos vários cubículos, procurando por Elizabeth. Até o momento em que uma mulher alta e esbelta se ergueu de sua cadeira e debruçou-se na divisória, fitando a sua vizinha de cubículo.

- Vamos almoçar?

- Você terá de almoçar sem mim hoje, Eleonora. – Darcy reconheceu de imediato à voz de Elizabeth e começou a ir a sua direção, percorrendo aquele labirinto. – Tenho uma consulta marcada para daqui a... vinte minutos.

- E vai ficar sem comer nada? – Eleonora soou preocupada. – Você sabe o que acontece quando fica muito tempo sem comer. – A colega pontuou.

- Eu vou comer alguma coisa depois da consulta. – Elizabeth prometeu, pondo-se de pé e recolhendo os seus pertences. – No momento não tenho tempo, ou chegarei atrasada. E então perderei a consulta.

Quando se voltou na sua direção, petrificou-se. Parecia genuinamente surpresa em vê-lo – não simplesmente por encontrá-lo ali quando não o aguardava, mas sim como se não esperasse vê-lo mais. Nunca mais! Como se ele fosse se dá por satisfeito com a forma que a conversa entre os dois terminou da última vez em que se viram. Como se ele fosse capaz de viver com a dúvida de ser pai ou não de um filho seu.

- Nós precisamos conversar. – Darcy se pronunciou.

Despertando-a de sua imobilidade.

- Não tenho tempo para isso. – Elizabeth resmungou, caminhando em sua direção e contornando-o, sem lhe dirigir mais que um breve olhar.

- Arranje tempo. – Darcy a seguiu até a porta da Editora, afora pelo corredor e até o elevador. – Nós precisamos conversar.

- Tudo o que eu tinha para lhe dizer já foi dito. – Elizabeth replicou, apertando insistentemente o botão do elevador, impaciente para que chegasse logo.

- É aí que você se engana. Se estiver mesmo carregando um filho meu, a nossa conversa sequer começou! – Darcy rebateu em alto em bom som, indiferente as outras pessoas ao seu redor também a espera do elevador.

Recebeu um olhar de esguelha, azedo, de Elizabeth em resposta. Alguns de seus colegas de trabalho ouviram a sua afirmação e, embora não lhes dirigisse olhares diretos, suas orelhas argutas estavam atentas a cada palavra trocada.

Ping. O elevador abriu sua porta e Elizabeth entrou sem rebater. Darcy a seguiu, acompanhado por meia dúzia de estranhos. Conteve a muito custo a sua raiva para não continuar a discussão ali mesmo.

Quando a porta do elevador se abriu no térreo, os estranhos desembarcaram. Todos com a intenção de caminhar até o restaurante mais próximo, ao invés de descer até a garagem e pegar os seus respectivos carros.

Mas Elizabeth permaneceu dentro do elevador. Darcy também. Assim que a porta se fechou, dando-lhes privacidade, Elizabeth voltou o rosto para ele e disse.

- Eu não tenho tempo para conversar com você agora. – Zangada. – Então... – Fechou os olhos e respirou fundo. Quando os abriu novamente, parecia estar sobre controle de si mesma. – Teremos de conversar outro dia. – Lhe fez esta concessão.

- Não. Conversaremos hoje. – Darcy garantiu, intransigente. – Eu vou acompanhá-la em sua consulta. – Afirmou, conciso.

Deixando-a boquiaberta.

- Ah não vai mesmo! – Elizabeth bateu o pé, enfurecida.

- Tem a ver com o bebê, não tem? – Interrogou-lhe. – Se ele é mesmo meu, como diz, tenho o direito de ir com você! – Argumentou.

Elizabeth abriu a boca para contestar, mas não tinha como fazê-lo. Cruzou os braços sobre os seios, voltou o olhar para o progresso do elevador. Enquanto um pé continuava a bater no chão, num ritmo furioso.

#

“Definitivamente, atirei pedras na cruz!”, Elizabeth estava convencida. O dia estava indo de mal a pior. Darcy se aboletara no seu carro quando tentara deixar a garagem da Editora e se recusara a sair. Elizabeth se viu obrigada a levá-lo consigo, senão não chegaria a tempo para a consulta. Se isto não fosse suficiente, ele a seguira até o consultório médico e sentara-se ao seu lado na recepção, aguardando o momento de entrar na sala de exames.

Quando a recepcionista chamou o seu nome e lhe disse para que sala de exames se dirigir, Darcy se pôs de pé e continuou a segui-la.

- Agora já chega. Você não vai entrar comigo. – Elizabeth barrou o seu caminho, soltando fogo pelas ventas.

- Sim. Eu vou. E você não irá me impedir. – Ao dizer isto, a ultrapassou e seguiu até a sala de exame indicada pela recepcionista. Entrando na sala antes de Elizabeth.

“Que ódio!”

Quando ela entrou na sala, encontrou Darcy a terminar de se apresentar ao médico e se sentando em uma das cadeiras.

Elizabeth mordeu a própria língua. Não queria criar uma cena ali. Por isso, fechou a porta a suas costas e seguiu adiante. Aceitou a mão estendida do médico, quando ele se apresentou a ela, e depois se sentou na cadeira indicada – justamente aquela ao lado a de Darcy.

O obstetra começou a lhe fazer uma série de perguntas. Inicialmente, conversaram sobre os sintomas que ela estava sentindo. Em seguida, seguiu-se uma entrevista detalhada a respeito do histórico de doenças na família, detalhes sobre os ciclos menstruais, a prática sexual e o uso de métodos anticoncepcionais; gestações prévias, doenças atuais, (como pressão alta, diabetes); e aspectos emocionais (se a gravidez foi planejada e se está sendo bem recebida).

Ele ainda analisou o exame de sangue que ela já fizera, explicando a presença de um hormônio que confirma o diagnóstico da gravidez.

- O primeiro trimestre é instável, pois o corpo lúteo (estrutura endócrina responsável pela produção da progesterona) mantém a gestação até a segunda semana impedindo a menstruação. – O médico pontuou, usando uma estátua de uma mulher grávida como referência.

A estátua não tinha cabeça, braços ou pernas. Era uma grande barriga, com seios fartos e quadris largos. Ao abri-la, mostrava o útero com um bebê dentro, além dos demais órgãos.

- Se este não se desenvolver normalmente, pode ocorrer aborto espontâneo. – Ele prosseguiu.

Voltando o olhar para Elizabeth, continuou a explanar.

- Neste período, a gestante precisa ingerir alimentos saudáveis e naturais, além de polivitamínicos que lhe serão prescritos. É recomendado evitar sal, alimentos gordurosos, frituras, massas, refrigerantes.

- As atividades físicas devem ser limitadas a: caminhadas e natação. – Neste ponto, ele lançou um olhar para Darcy ao aconselhar. – A atividade sexual deve ser sem exageros. Recomenda-se o tipo “papai e mamãe”.

Elizabeth pediu que o chão se abrisse e a engolisse, de tão constrangida que ficou. Mas o médico obstetra não parecia ter notado. Continuou a falar com naturalidade.

- Nesse período a gestante também pode sentir algumas sensações desconfortáveis como tonturas, enjôos, mal-estar, irritação, sonolência, cólicas.

Por fim, ele sorriu para os dois, amistoso, e disse:

- Vocês têm alguma pergunta?

Elizabeth abriu a boca para fazer à primeira, das inúmeras perguntas que queria fazer, quando ouviu a voz de Darcy.

- Quão cedo podemos fazer um teste de paternidade?

Elizabeth engasgou e viu o olhar do médico se dirigir brevemente em sua direção, antes de se fixar em Darcy. Calmo, o obstetra explicou:

- O teste de paternidade, ou teste de DNA, mais comum é o de sangue. Permite comparar as informações genéticas do DNA da criança com aquelas encontradas no DNA do suposto pai. Basta uma pequena amostra de sangue dos envolvidos, suposto pai, mãe e filho, para que haja 99,99% de certeza do resultado.

Fez uma pausa, esperando qualquer comentário dos dois antes de prosseguir.

- No entanto, creio que o senhor deseja saber sobre o teste pré-natal de paternidade. Que pode ser feito durante a gestação. – O obstetra pontuou, antes dar as devidas explicações quanto ao procedimento. – O tecido fetal é obtido durante a gravidez com uma coleta de vilo corial (tecido placentário) ou punção do líquido amniótico que banha o bebê.

- A coleta de vilo corial é uma aspiração de células da placenta, geneticamente iguais ao feto. Esta coleta pode ser feita  a partir da 10ª semana de gestação, com uma punção com agulha fina através da parede abdominal da grávida.

- A amniocentese é a coleta do líquido amniótico contendo células fetais, que pode ser realizada a partir da 14ª semana de gravidez.

Enquanto explicava os procedimentos, o obstetra voltou a utilizar a estátua da mulher grávida. Usando de uma caneta como se se tratasse de uma agulha.

- Ambos os procedimentos para obtenção de células fetais para determinação de paternidade pelo DNA antes do nascimento da criança são confiáveis, apresentando a percentagem de...

Elizabeth não escutou mais nada a respeito de percentagem de exatidão do exame ou de riscos. A simples menção de enfiar uma agulha com não-sei-quantos-centímetros de cumprimento em seu estômago e cutucar uma vida que sequer se formou ainda, a deixou tonta.

Alarmada, levou as duas mãos a barriga, cobrindo-a com os braços protetoramente. Até esta manhã, encarava essa gravidez como um castigo. Agora, no entanto, sentiu algo mais forte se apoderar dela. E saiu em defesa de seu filho como uma leoa feroz o faria em defesa de seus filhotes.

- Além dos tecidos do bebê, são necessárias amostras de sangue ou células bucais da gestante e do suposto pai... – O médico ainda explicava, quando a sua voz o interrompeu.

- Não!

- Perdão? – Darcy fixou o seu olhar nela.

- Não perdôo, não. – Elizabeth rebateu, exasperada. – Você pode não querer este filho, mas eu quero. E não vou permitir que ninguém enfie uma agulha em minha barriga e ponha a sua vida em perigo, só para aliviar a sua consciência. – Empinando o nariz e fulminando-o com os olhos, concluiu. – Você terá de esperar o bebê nascer e fará um exame de sangue, como qualquer pessoa normal!

Voltando o rosto na direção do médico, perguntou-lhe:

- Será que podemos continuar com a minha consulta, por favor?

- Sim, claro. – O obstetra confirmou, um pouco atrapalhado.

O obstetra deu-lhe a oportunidade de fazer outras perguntas, mas Elizabeth desistiu. Preferiu esperar sua próxima consulta, quando Darcy não estivesse presente, para fazê-las.

Então, o obstetra lhe entregou um roupão e indicou um banheiro, para que se trocasse. Em seguida fariam o exame físico e a ultrassonografia, para avaliação da idade gestacional.

- Você pode ir embora. – Elizabeth disse a Darcy ao se encaminhar para o banheiro.

Mas quando retornou, ele ainda estava ali. E esteve presente durante a ultrassonografia.

#

6 semanas, foi o que o obstetra disse.

A princípio Darcy não viu nada. Afinal, o que havia ali para ver? Então o obstetra indicou exatamente para onde olhar. O embrião tinha o tamanho de um grão de lentilha. Para Darcy, tratava-se de algo completamente amorfo. Mas o obstetra conseguiu enxergar que os traços faciais do embrião estavam se formando. Declarando:

- Há manchas escuras no lugar dos olhos, aberturas onde ficarão as narinas e pequenas saliências marcando as orelhas.

Com a ajuda do aparelho especial, ele indicou com setas o que seriam os seus braços e pernas em desenvolvimento, com as mãos e os pés ainda achatados.

- Não dá para ouvir, mas o coração, que já está dividido nas câmaras direita e esquerda, está batendo ao ritmo de 150 batimentos por minuto. O dobro do seu ritmo cardíaco.

Embora não fosse possível ouvi-lo, dava-se para vê-lo batendo.

6 semanas. Após deixarem o consultório, Darcy ainda se sentia aparvalhado. Apenas 6 semanas e o bebê já tem os órgãos principais em pleno desenvolvimento, como os rins e o fígado. Tem o tubo neural que liga o cérebro e a medula espinhal, e o seu coraçãozinho já começou a bater e a bombear sangue.

Era maravilhoso e assustador ao mesmo tempo. “Meu filho!”

“Ei, espera um momento. Você ainda não tem certeza disso!”, ele se repreendeu. E deu uma olhadela em Elizabeth, que parecia tão perdida quanto ele se sentia. “Nós realmente precisamos conversar!”, ele disse para si mesmo.

- Nós precisamos conversar. – Disse a ela mais uma vez, enquanto dirigiam-se até o estacionamento.

Elizabeth parou de andar de súbito e voltou-se para olhá-lo. Por um instante, em seus olhos Darcy conseguiu ver uma miríade de sentimentos tumultuados. Mas, com um piscar de olhos, todas as emoções sumiram e ela reassumiu o domínio de si mesma. Dizendo:

- O que você quer agora? – Fria.

- Por que nós não vamos almoçar e conversamos direito, como dois adultos? – Darcy propôs. – Afinal, você precisa se alimentar direito.

- Não venha fingir que se preocupa com a minha saúde ou com a deste bebê. Você só se preocupa com aquilo que lhe convém. – Elizabeth rebateu, azeda.

- Tudo bem. Eu não estava planejando fazer isto deste jeito, mas você não me dá outra escolha. – Darcy resmungou.

Elizabeth fitou-o em expectativa.

- Nós vamos nos casar.

Os olhos dela se abriram, incrédulos, e as sobrancelhas se arquearam. E ela ficou boquiaberta por uns instantes. Em seguida, desatou a rir. Rir não, gargalhar. Com lágrimas brilhando em seus olhos.

Dizer que este era o tipo de recepção que Darcy esperava a um pedido de casamento seu seria risível. Ela realmente estava rindo-se dele, como se ele fosse alguma espécie de palhaço particular.

E, rindo, ela começou a se afastar dele, caminhando em direção ao próprio carro. Darcy a seguiu, revoltado.

- Dá para parar de rir? Eu não estou brincando. – Reclamou.

- Não. Você tem de estar brincando. Porque nenhuma pessoa em sã consciência diria uma coisa destas à sério. – Ela revidou, ainda risonha, continuando a andar.

- Eu não sou do tipo de homem que faz piada de assuntos importantes. – Darcy refutou, alcançando-a, segurando-a pelo pulso e fazendo-a encará-lo. – Nós vamos nos casar. É o meu filho que você está carregando...

- Seu filho? – Elizabeth o interrompeu, puxando o braço e se soltando de seu aperto. – Há um segundo você afirmava que este bebê podia ser filho de qualquer um. E agora está convencido de que é seu?

- Decidi lhe dar um voto de confiança e acreditar em sua palavra. – Darcy afirmou, solene.

- Ora, tão nobre de sua pessoa! – Elizabeth escarneceu.

- Pare de agir como criança e me escute! – Demandou, autoritário. – Você acha que eu vou permitir que você crie o meu filho sozinha, para que daqui a dois/três anos você conheça alguém e se julgue apaixonada, e decida se casar? Para que? Outro homem tomar o meu lugar na vida do meu filho?! – Ele cuspiu estas palavras a ela. – Ou você se casa comigo ou eu vou querer a guarda do meu filho!

- Em que século você acha que vivemos? – Elizabeth rebateu. – Qual juiz irá tirar um filho de sua mãe para dá-lo ao pai, se esta mãe for capaz de criá-lo?

- Um corrupto, talvez. – Darcy declarou, cruel.

Elizabeth ficou espantada. Ele deduziu que ela o julgara um homem com princípios e não estava preparada para ouvir tal ameaça.

- O que eu lhe garanto é o seguinte: eu tenho muito dinheiro e estou disposto a dificultar ao máximo a sua vida, se você me forçar. – Darcy afirmou, insensível. – A escolha é sua.

- Vá para o inferno! – Elizabeth gritou, deu-lhe as costas e seguiu em direção ao seu carro.

Entrou, bateu a porta e tirou-o da vaga do estacionamento. Indo em embora sem olhar para trás.

 

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