CAPÍTULO 9
Elizabeth seguiu com sua vida, tentando reestabelecer a sua rotina no seu novo emprego. Por ser nova no mercado, a Editora Gardiner tem proporções menores que a Editora Darcy.
O seu escritório fica no centro financeiro de Londres, mas em um prédio comercial com o aluguel de suas salas mais barato. E, ao contrário da Editora Darcy que ocupa todo um andar, a Editora Gardiner apenas ocupa metade de um andar; tendo por vizinhos um escritório de advogados e uma agência de seguros. E o contingente de funcionários da Editora Gardiner também é menor.
Os dias foram passando, logo se transformaram em semanas. E Darcy não tentou nenhuma outra aproximação. Elizabeth se dizia para não ficar decepcionada. Pois ela mesma previra isto. Mas custava a pegar no sono todas as noites, mesmo quando se sentia exausta.
Não podia se negar que ansiava por ele, sonhava com ele e acordava sempre cada vez mais solitária.
Certa manhã, tomava o elevador até o andar da Editora Gardiner e pensava, com um misto de aflição e excitamento, no lançamento do seu livro, marcado para o mês seguinte. Quando a porta do elevador se abriu, permitindo a entrada de uma senhora de meia idade vestida elegantemente.
Quando a porta do elevador voltou a se fechar, o perfume adocicado da senhora impregnou por completo o ambiente apertado, tornando-o asfixiante. Elizabeth sentiu seu estômago embrulhar e imediatamente levou a mão à boca, arregalando os olhos de pânico. Assolada por uma ânsia de vômito súbita.
Ergueu o olhar ao mostrador de níveis do elevador e implorou para que ele subisse mais rápido, sentindo um arrepio lhe percorrer a nuca ao mesmo tempo em que gotas de suor brotavam em sua testa.
Quando a porta do elevador se abriu no andar da Editora, Elizabeth saiu às pressas do elevador empurrando as pessoas em seu caminho. Atravessou às pressas o corredor e adentrou a Editora sem cumprimentar ninguém em seu caminho. Correu e entrou no banheiro feminino, enfiando-se em um de seus cubículos sem se incomodar em fechar a porta antes de se dobrar sobre o vaso sanitário, pondo para fora todo o seu desjejum daquela manhã.
Depois de cuidar da higiene bucal, agradecida por carregar consigo na bolsa sua escova de dente e um antisséptico bucal, tentou retomar sua rotina diária.
Passava das 13 horas quando uma colega de trabalho lhe convidou para almoçar num restaurante charmoso próximo a Editora. Elizabeth salvou o arquivo em que estivera trabalhando no computador e pegou sua bolsa. Ao se levantar de sua cadeira, sentiu sua cabeça pesar e a sua visão escureceu. Sentiu seu corpo oscilar e, prevenida, apoiou-se na mesa a sua frente antes de se permitir desabar sobre a sua cadeira.
-Você está bem, Elizabeth? – Eleonora questionou-a.
-Foi apenas uma tontura... – Elizabeth justificou, respirando fundo antes de tentar se levantar de novo. – Provavelmente uma queda de pressão. – Ponderou, quando as duas seguiram até o elevador com passos moderados. – Eu senti um mal estar esta manhã e não comi nada desde então.
-Está doente? – Eleonora inquiriu, preocupada. – A filha do meu vizinho está acamada. Pegou um destes vírus que circulam por aí, tadinha. Estes vírus derrubam a pessoa...
-Não. Não é nenhum vírus. Deve ter sido algo que comi de manhã. – Elizabeth explicou. Já imaginando se o leite de soja que abrira na noite anterior teria azedado assim tão rápido e ela não percebera.
E, ao voltar para casa, foi até a geladeira e verificou o leite. Embora ainda estivesse com um cheiro normal, fresco, decidiu se prevenir e jogou o seu conteúdo fora.
Na manhã seguinte, ao adentrar a cozinha, encontrou Jane preparando o seu café da manhã. O cheiro panquecas carameladas aguou sua boca. E Elizabeth devorou o seu café-da-manhã com avidez. Esquecida por completo do mal estar do dia anterior.
Tomou o seu banho após tomar o café e se arrumou para ir trabalhar. Acompanhava Jane a saída do apartamento, quando o seu estômago deu aquela reviravolta. Elizabeth sequer teve tempo de correr para o banheiro em seu quarto, correndo para a pia da cozinha e colocando para fora o seu café-da-manhã.
-Lizzie, você está bem? – Jane a seguiu até a cozinha, alarmada.
-Oh droga... Acho que estou ficando doente. – Elizabeth resmungou, lavando a boca.
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Elizabeth decidiu marcar uma consulta com um clínico geral quando aquele mal estar se repetiu pelos dias que se seguiram. Não tinha certeza que tipo de doença tinha, já que um vírus geralmente tinha por sintomas comuns: febre, dor de cabeça, além dos possíveis vômitos e diarreias. Enquanto ela sentia apenas os enjoos e ocasionais tonturas.
Imaginou que poderia estar desenvolvendo um problema de estômago, gastrite ou algum tipo de infecção intestinal. Mas só um médico poderia diagnosticá-la com certeza e lhe prescrever os remédios adequados.
A sua consulta transcorreu com tranquilidade. O médico lhe fez as perguntas de praxe quanto aos seus sintomas, questionou-lhe sobre alergias e possíveis doenças herdadas de família antes de tirar sua pressão e lhe solicitar um exame de sangue.
Enquanto prescrevia os exames, perguntou-lhe.
- Como estão as suas regras?
- Perdão? – Elizabeth replicou.
- Sua menstruação. Está em dia?
Elizabeth hesitou antes de responder, pensativa. Ela estava um pouco atrasada.
- Era para ter vindo à semana passada. – Replicou, por fim.
- E você é sexualmente ativa? – O médico prosseguiu com o interrogatório.
- No momento, não. – Elizabeth explicou.
- Bem, vamos ver o que o seu exame de sangue aponta.
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“Grávida?!”, fora isto mesmo que ouviu?
- Eu...n-não pos-so estar...grávida! – Elizabeth protestou. – Este exame deve estar errado. – Concluiu, fitando seriamente o médico.
- As chances de um exame destes dar errado hoje em dia são quase nulas, a menos que haja uma troca do material coletado. – O médico contestou, calmo. – Outro exame de sangue poderá confirmar o resultado. Ou... Um ultrassom seria até melhor. – Propôs.
Elizabeth não lhe deu uma resposta, parecia petrificada.
- Pense bem. – O médico sugeriu, com a voz suave, tentando acalmá-la. – Não há a mínima possibilidade de você estar grávida? Quando foi a última vez que você teve relações sexuais?
Elizabeth teria ficado constrangida em debater este assunto com um completo estranho se a situação já não fosse terrivelmente grave.
Não precisou fazer cálculos mentais para responder esta pergunta, sabia exatamente a última vez em que estivera com um homem. Há pouco mais de um mês, véspera de seu aniversário.
E, pior, sabia exatamente com quem estivera naquela noite!
- Eu estou tomando pílula anticoncepcional. – Refutou, agoniada, cobrindo a barriga com os braços cruzados protetoramente. Como se quisesse impedir o médico ver por sua visão de raios-X se havia ou não uma vidinha sendo formada em seu ventre.
- Viu, não posso estar grávida? – Contestou em seguida; tentando sorrir-lhe com segurança, mas falhando miseravelmente.
- Pílula anticoncepcional é um dos melhores métodos contraceptivos. Proporciona 99% de segurança, porém sua eficácia depende muito da regularidade com que a mulher a utiliza. E alguns medicamentos, como antibióticos e antiepilépticos, podem comprometer a ação da pílula. – O médico explicou.
Elizabeth voltou a hesitar. Sempre fora muito cuidadosa. A sua ginecologista lhe prescrevera o uso da pílula para regular o fluxo menstrual. E Elizabeth estava seguindo suas recomendações à risca, sempre tomando um comprimido logo após tomar o café, pelas manhãs. Tinha certeza que não esquecera um dia sequer e possuía a cartela para comprovar.
E não estivera doente, até recentemente, para estar tomando antibiótico. Exceto...
- Eu tive uma infecção no dedo do pé após a manicure um tempo atrás e estava tomando um antibiótico para combater uma espécie de fungo... – Elizabeth ponderou em voz alta.
Não considerara a infecção no dedo uma doença, porque era uma unha encravada que infeccionara. Além do mais, estivera concluindo o tratamento à época do seu aniversário. E sequer imaginara a possibilidade...
- Você tem a receita do antibiótico em mãos? – O médico solicitou e Elizabeth procurou em sua bolsa, onde geralmente guardava.
Elizabeth lhe entregou a receita, o que só confirmou as suspeitas do médico. Quem passou os próximos dez minutos lhe fazendo explicações cientificas dos efeitos daquele antibiótico sobre o anticoncepcional.
E tudo o que Elizabeth conseguia pensar era que estava grávida. Grávida de um filho de William Darcy!
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Darcy não estava em um bom dia, ele dizia a si mesmo como justificativa para o seu mau-humor. Ficara preso em um engarrafamento logo no começo da manhã, chegara atrasado à Editora e, em consequência, atrasara uma reunião importante com o Departamento Financeiro.
Sequer fizera uma pausa para almoçar e Caroline Bingley veio ao seu encontro acrescer o seu tormento. Praticamente forçando a sua companhia para o almoço, ao se recusar a aceitar sua negativa ao convite. Unicamente para passar a seguinte HORA reclamando sobre a eficiência de seu departamento e, particularmente, de algumas subordinadas – cujo o único defeito real, Darcy sabia, era serem belas. E, para a cabecinha vazia de Caroline, ameaça para ela em relação a Darcy.
“Bobinha!”, Darcy sentia vontade de dizer. “Nenhuma delas me interessa! Não percebe que estou cego para qualquer mulher, exceto Elizabeth Bennett?”.
Mas, se fosse ser sincero, estava de mau-humor há bastante tempo. Desde que a vira pela última vez. E por mais que tentasse impedir, era somente nela que conseguia pensar. No quanto sentia saudades e se odiava por isso. Nunca tivera tantos problemas para tirar uma mulher da cabeça.
Sequer estava conseguindo dormir direito! E já tentara de tudo: remédio, bebida, outras mulheres. Nada funcionava. Não conseguia apagar o gosto dela de sua boca, o cheiro dela de sua pele ou as memorias de tê-la em seus braços. Muito menos ignorar a certeza de que ela nunca mais seria sua novamente!
E ficava furioso consigo mesmo quando se via inclinado a procurá-la, dizendo a si mesmo que o envolvimento dela com seu meio-irmão não tinha importância se, ao menos, pudesse tê-la mais uma vez.
O telefone em sua sala tocou duas, três vezes. Darcy respirou fundo antes de atender e descobrir o que mais lhe aguardava. A voz da sua assistente soou tranquila do outro lado da linha.
- Sr. Darcy, a srta. Bennett está aqui e deseja vê-lo. – Informou-lhe a sra. Hill.
- Srta. Bennett? – Darcy repetiu, atordoado. Ele não ouvira direito, tinha certeza.
- Sim. A srta. Elizabeth Bennett. – A sra. Hill confirmou. – Ela não tem hora marcada. Mas disse que precisava conversar com o senhor... um assunto pessoal.
“Elizabeth... aqui?!”, sua mente gritava, incrédula.
- Sr. Darcy? – A sra. Hill queixou-se. – Devo mandá-la voltar outro dia? Marcar um horário...?
- NÃO! – Darcy praticamente gritou. – Digo... Não. Por favor, faça-a entrar. – Apressou-se a diminuir o tom de voz e controlar-se para não soar ansioso.
Desligou o telefone e empertigou-se na cadeira, ajeitando a gravata e endireitando o terno. Quando a porta se abriu, dando-lhe passagem, Darcy se ergueu para recebê-la.
Ela estava exatamente como a imaginava ao pensar nela, usando uma blusa de seda branca, uma saia social de cintura alta azul marinho, meia calça preta e sapatos de salto alto, pretos. E ainda mais linda do que se lembrava.
- Por favor, queira se sentar. – Convidou, formal, indicando uma das cadeiras enfrente a sua mesa.
Sentando-se assim que ela o fez.
- A que devo a honra de sua visita? – Disse em mesmo tom formal.
Elizabeth fitava-o nos olhos com uma expressão confusa, preocupada, transtornada. Ele não tinha certeza. Mas passou a analisar a sua postura. A forma como estava sentada, tensa, as costas eretas quase sem tocar o encosto da poltrona e os ombros curvados, com as mãos sobre o colo.
Ela abriu a boca, mas não disse nada. Por fim, fechou a boca e abaixou a cabeça, fitando as próprias mãos. Deixando Darcy ainda mais nervoso. Quase a ponto de se levantar, contornar a mesa, erguê-la de sua cadeira e sacudi-la, até que falasse alguma coisa. Ou, pior, a abraçasse e beijasse apaixonadamente. Até que ela compreendesse que teria de ser sua e apenas sua!
Quando se passou mais um minuto sem que ela erguesse o olhar ou dissesse alguma coisa, Darcy disse.
- Elizabeth? – Sem se incomodar em esconder a sua aflição no tom de voz.
Ao som da sua voz, ela o espiou. Em seguida, fechou os olhos, respirou fundo e ergueu a cabeça, abrindo os olhos e o fitando.
- Eu estou... grávida. – A voz falhou no final.
- O que disse? – Ele a ouvira, mais não acreditava em seus ouvidos.
- Eu estou grávida, William. – Desta vez, ela repetiu a frase em alto e bom som, sem desviar o seu olhar.
“Gravida? Grávida!”, Darcy repetia mentalmente, incapaz de compreender o conceito daquela palavra.
- Grávida? – Repetiu, num murmúrio.
E ela acenou em concordância.
Uma sensação começou a brotar em seu intimo, ameaçando explodir e dominá-lo. Darcy se apressou em abafá-la. “E se o filho não fosse dele? E se fosse de seu meio-irmão?”.
- E por que, exatamente, você sentiu a necessidade de compartilhar esta informação comigo? – Perguntou-lhe, retomando a frieza inicial.
Elizabeth franziu a sobrancelha.
- Não entendi. – Disse. – Como assim, por quê? – Questionou-o. – Porque é seu.
- É? – Interrogou-a, cínico. – Quem me garante?
Elizabeth ficou boquiaberta. E, espantada, perdeu totalmente a postura, recostando-se na cadeira e fitando-o com incredulidade.
- Pode ser de qualquer um. – Darcy alfinetou. “Pode ser do meu meio-irmão, pelo que sei!”, completou em pensamento, azedo.
- Inacreditável! – Elizabeth resmungou, sacudindo a cabeça em negação. – Olhe, eu não vim aqui para te pedir nada. – Disse, a contragosto. – Na verdade, eu não tenho expectativa alguma com relação a você. Então, não precisa se preocupar com um processo por pensão alimentícia. Eu posso criar o meu filho sozinha. Não preciso de você! – Concluiu, zangada.
Diante de suas palavras, Darcy sentiu como se uma faca estivesse sendo enfiada em seu peito e torcida lentamente. E, irracional, rebateu.
- E, então, por que veio aqui?
- Porque era o meu dever. – Elizabeth declarou, pondo-se de pé. – Porque eu não tenho a mínima intenção de mentir para o meu filho ou filha. Porque quando ele ou ela tiver idade para fazer suas próprias escolhas e decidir que quer te conhecer, eu não vou tentar impedir. Para que, quando ele vier bater a sua porta, você não venha alegar ignorância! – Ao fim, ela estava tão exaltada que sua respiração ficou elaborada.
Ela ainda sustentou o seu olhar furioso por um instante antes de lhe dar as costas e seguir em direção a porta. Tinha alcançado a maçaneta da porta, quando a voz dele a deteve.
- Pensei que você estivesse protegida. – Em tom de acusação.
Elizabeth respirou fundo, tentando recuperar a calma, antes de se virar para ele. E ver que Darcy tinha se levantado também e contornado a mesa. Estando de pé, há poucos passos de distancia.
- Eu estava. – Afirmou. – Mas também estava terminando um tratamento e, pelo que fiquei sabendo recentemente, o antibiótico que estava tomando na época diminuí o efeito da pílula. – Explicou-lhe. – Foi um descuido meu, devia ter sido mais atenciosa. – Disse em voz alta o que vinha repetindo para si mesma desde que soubera da gravidez.
- Ainda bem que você admite. – Darcy replicou, alfinetando-a novamente.
- Hah! Como se a culpa fosse só minha! – Elizabeth resmungou. – Eu não me lembro de ter lhe forçado a nada. Pelo contrário, você me parecia muito ávido. Tão ávido que esqueceu de usar camisinha!
- Qual o homem que na minha situação não ficaria? – Inquiriu-lhe, retoricamente, caminhando em sua direção. – Com você se oferecendo para mim daquele jeito?
A bofetada que recebeu fez um barulho alto de estalo, acendendo em brasa o lado do rosto que ela tinha atingido. Mas nem isso o impediu de prosseguir.
- Não deveria haver consequências daquela noite. Era só sexo. Sexo bom, tórrido, mas sem compromisso. – Disse, cruel, fitando-a nos olhos coléricos. – Pelo menos, foi o que me fez acreditar ao me abandonar na manhã seguinte naquela cama. Sem sequer me esperar acordar!
- Como se não fosse isso o que você queria! – Ela rebateu, furiosa e magoada.
Darcy abriu a boca para protestar, dizer que tinha ido a sua procura no seu apartamento porque não era isso o que queria. Mas lembrou-se que ela preferira o irmão e não se humilharia desta forma. Mordendo a língua antes que dissesse algo de que se arrependesse.
Os dois continuaram a se fitar com fúria estampada no olhar, até que Elizabeth disse.
- Eu já fiz o que vim aqui fazer. – Amarga. – Tenha um bom dia, sr. Darcy. – Completou, irônica, antes de voltar-lhe as costas, abrir a porta e sair.
Darcy viu a porta ser batida diante de sua face. Furioso, fechou as mãos em punho, louco para esmurrar algo ou alguém.
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Elizabeth passou enfrente a mesa da assistente de Darcy como um foguete, sem lhe dirigir o olhar ou proferir um “adeus”. Percorreu o corredor em direção ao elevador desviando das pessoas em seu caminho, segurando as lágrimas de ódio e frustração.
Acionou o botão do elevador com mãos trêmulas e aguardou impaciente por ele. A porta do elevador se abriu e pessoas desembarcaram, permitindo que Elizabeth entrasse. Ela não perdeu tempo em apertar o botão do térreo e esperar que a porta se fechasse.
Ao dirigir o olhar para além do corredor, viu Darcy parado no inicio do corredor. Recusou-se a se intimidar com seu olhar furioso e o fitou de volta, com a cabeça erguida. Quando ele começou a caminhar na sua direção, a porta do elevador começou a se fechar.
Ela o viu parar no meio do caminho quando percebeu que não daria tempo de chegar até ela antes da porta do elevador se fechar por completo. E ficou ali, no meio do caminho, fitando-a ainda com fúria no olhar.
As cicatrizes do seu amor me lembram de nós dois
Me mantém pensando que quase tivemos tudo
As cicatrizes do seu amor me deixam sem ar
Não consigo deixar de sentir
Que poderíamos ter tido tudo
(Você vai desejar nunca ter me conhecido)
Amargurada
(Lágrimas vão cair, amargurada)
Você tinha meu coração nas mãos
(Você vai desejar nunca ter me conhecido)
E você brincou com ele no ritmo da batida














