CAPÍTULO 4
Elizabeth pegou a sua outra mão e trouxe-a para a base de seu pescoço. Começando a deslizar as mãos dele pelo seu corpo, enquanto descrevia o que estava vestindo.
- Eu estou usando uma blusa de seda de mangas curtas... – Disse, tentando manter o tom de voz equilibrado mesmo enquanto sentia arrepios percorrer o seu corpo, por causa de seu toque. – Ela tem vários botões... Que começam aqui...
Mas não precisou terminar a descrição. Assim que sentiu o formato dos botões sob os dedos, Darcy libertou as suas mãos e começou a trabalhar nos botões avidamente. Desabotoando por completo a blusa de Elizabeth.
Abriu-a e insinuou as mãos por dentro da blusa. Os dedos finalmente tocando em sua pele suave, que estava tão quente que dava a impressão de que ela estava febril.
Elizabeth permitiu que ele acariciasse o seu corpo por um momento, aproveitando as sensações que ele despertava em seu âmago. Liberando um longo e demorado gemido quando Darcy acariciou os seus seios por sobre o sutiã.
- Hum... – O som provocativo saiu de sua garganta como um murmúrio.
Darcy gemeu, sentindo todo o baixo ventre se comprimir.
Mas ela logo se afastou, arrancando-lhe um grunhido de protesto. Ela puxou a blusa de dentro da saia de cintura alta e a despiu, atirando-a para longe. Em seguida, ergueu o pé, apoiando-o na beirada da cama, entre as pernas de Darcy.
- Tire o meu sapato. – Comandou.
Satisfeito em ser obediente, Darcy agarrou sua panturrilha com uma mão e, com lentidão, removeu o seu sapato. E mesmo após concluir esta tarefa, não a soltou. Segurando-a pela panturrilha com uma mão, deslizou a outra para cima. Contornando o joelho e alcançando a coxa. Quando os seus dedos se insinuavam por baixo da saia, Elizabeth puxou a perna, libertando-se.
- O outro. – disse, erguendo a outra perna e tomando o lugar da primeira.
Darcy repetiu o processo. Desta vez, no entanto, segurou com mais firmeza a sua panturrilha, impedindo assim que ela pudesse escapar de seu toque com facilidade. E prosseguiu com a sua investigação. Os dedos contornado o joelho, a coxa... Consciente que a respiração dela já não era mais a mesma. Estava entrecortada por suspiros de aprovação.
Sobrepondo a barreira do tecido da saia, chegou ao limite da meia-calça que ela vestia. Arfou quando sentiu as presilhas da cinta-liga nas bordas rendadas da meia-calça. Foi então que Elizabeth puxou a perna, libertando-se do seu toque pela segunda vez.
Tortura. Aquela mulher estava lhe torturando. Darcy experimentou sua primeira vontade desesperadora de tirar a venda. Frustrado como nunca, conseguiu resistir ao impulso de quebrar a regra dela, percebendo que agora era vítima de sua estratégia naquele jogo de sedução.
Insinuando-se entre as suas pernas, Elizabeth aproximou ainda mais o seu corpo do dele. Trouxe as mãos dele para a sua cintura e deixou-as passear por ali livremente.
- Estou usando uma saia de cintura alta, preta, de pregas...
Darcy não queria saber como era a saia que ela vestia. Queria saber onde estava o maldito zíper, para que pudesse remover aquele obstáculo irritante!
Impaciente, virou-a de costas – ouvindo-a rir baixinho de sua atitude – e deslizou as mãos por todo o cumprimento da saia, sentindo o tecido maleável, procurando uma saliência que indicasse ser o zíper.
Ficou tentado em simplesmente erguer a saia e usufruir do que ela ocultava. Mas estava decidido a não se deixar vencer por uma peça de roupa.
Suspirou, aliviado, quando encontrou o zíper na lateral da saia, após virar Elizabeth de frente para si. Vitorioso, abriu o zíper, insinuou os dedos pela borda da saia e puxou-a para baixo. Elizabeth afastou-se dele apenas para se livrar da saia.
- Agora eu só estou vestida com sutiã, calcinha e cinta-liga de rendinha francesa, todos brancos. E meia-calça cor de pele...
Visualizou em mente Elizabeth em pé a poucos centímetros de distância, seminua. Desejou poder vê-la por si mesmo, mas no momento não tinha escolha senão olhar de modo indireto, através dela.
Darcy não podia se lembrar de ter se sentido tão excitado alguma vez. Tão intensamente consciente de uma mulher que não podia ver. Era uma sensação maravilhosa e frustrante ao mesmo tempo.
- Venha aqui, Elizabeth – Murmurou e estendeu uma das mãos na direção dela. – Eu quero tocar em você.
Elizabeth não se fez de inocente. Queria, mais que tudo, sentir aquelas mãos percorrendo o seu corpo e desvendando os seus segredos. Por isso, atendeu ao seu pedido imediatamente. Retornado a ocupar o seu lugar entre as pernas dele.
Quando os joelhos de ambos se tocaram, indicando que estavam muito próximos, as mãos grandes e másculas de Darcy lhe agarraram pela cintura e a puxou para si. Ele ergueu o rosto para ela e Elizabeth desceu os lábios de encontro ao seu. Acolhendo a sua língua em sua boca com euforia.
Os dedos de Darcy deslizaram pelos quadris, exploradores, subindo pelo estômago e alcançando os seios. Enquanto a sua boca abandonava os lábios de Elizabeth para seguir uma trilha sinuosa de encontro aos seus seios.
Elizabeth o sentiu passar o nariz pela curvatura volumosa dos seios cheios e arredondados, o hálito quente contra a sua pele exposta. Ele insinuou a língua pelas bordas do sutiã, até que atingiu a auréola já bastante sensível de seu seio. As bordas do sutiã cederam sob a pressão de sua língua e o bico de seu seio se arrebitou para fora da proteção do sutiã. Permitindo que Darcy o abocanhasse e sugasse-o demoradamente.
Elizabeth gemeu, sentindo os tremores percorrerem o corpo todo.
Podia sentir as mãos dele procurando feixe do sutiã nas suas costas. Por isso, relutante, afastou-se o suficiente para segurar as duas mãos dele e levá-las até os seios.
- O feixe fica na frente. – Informou-lhe; a sua voz estava entrecortada. – Para abri-lo, você precisa fazer assim... – Pressionou as mãos dele contra os seus seios, de forma a comprimir um seio de encontro ao outro.
Isso é demais! Não tenho mais dúvidas, ela está tentando me enlouquecer! Darcy ouviu o estalo do feixe se abrindo e o sutiã se soltando, libertado os seios dela. Não perdeu tempo em removê-los por completo.
Cada nervo do corpo de Elizabeth parecia suspenso enquanto esperava pelo próximo movimento. E então ele inclinou-se para frente e tocou os lábios em sua barriga.
Ela gemeu. A boca úmida era como fogo, a respiração tocando-lhe a pele sensível com uma carícia lenta e ardente. Devagar, ele traçou os quadris e a cintura com os lábios, depois deslizou a mão pela parte externa de suas coxas e ao redor de seu traseiro. Segurando-lhe as nádegas com firmeza, lambeu a sua barriga como se ela fosse o doce mais saboroso do mundo. A língua perversa encontrou o umbigo e mergulhou ali, provando-a.
Uma de suas mãos encontrou o caminho até o centro da feminilidade entre as pernas dela, acariciando-a por sobre a calcinha. Os gemidos de Elizabeth tornaram-se mais profundos e longos. Fazendo com que Darcy desejasse tocá-la sem aquela barreira.
Retirou a mão dali e procurou as presilhas da cinta-liga. Elizabeth voltou a segurá-lo pelos pulsos, detendo-o.
- Não. – Ordenou. – Só a calcinha.
Darcy soltou um gemido, quase grunhido, quando a imagem devassa daquela mulher usando apenas cinta-liga e meia-calça se formou em sua mente. Quando pensava que ela não poderia surpreendê-lo ainda mais com a sua ousadia, Elizabeth comprovava que estava errado.
Ela guiou as suas mãos, fazendo-o manusear a cinta-liga e retirar a sua calcinha. Depois a atirou sobre o seu colo.
Darcy pegou a calcinha rendada ainda quente do corpo de Elizabeth e úmido pela excitação. O rico aroma feminino quase o enlouqueceu de desejo. O coração de Darcy acelerou ainda mais.
Não podia mais suportar a distância que os separava, a solidão que sentia usando a venda. A fantasia visual que Elizabeth tinha criado em sua mente não era o bastante. De jeito nenhum. Não quando queria, precisava de uma conexão física. Ansiava desesperadamente por descobrir cada centímetro daquele corpo sedutor com as próprias mãos. Aprender que brincadeiras ela gostava mais com as carícias de seus dedos, de sua língua ávida, quente e úmida.
Bastava de jogos, de uma espera angustiante.
Quando começou a se erguer, com a intenção de agarrá-la e atirá-la na cama em seu lugar, ela segurou-o pelos ombros e o empurrou de volta. Fazendo-o se sentar, dizendo:
- Agora é a sua vez.
Segurou o seu rosto com as duas mãos e erguendo-o ao seu encontro, deu-lhe um beijo longo e apaixonado, o qual rapidamente se tornou ardente e profundo. As mãos fortes de Darcy acariciavam-lhe as costas nuas, puxando-a para si.
Com a respiração acelerada de encontro aos seus lábios, Elizabeth começou a desabotoar a sua camisa. Deslizando o tecido de algodão sobre os ombros largos e pelos braços até removê-la, roçou os seios contra o peito másculo.
Passou a língua pela pulsação irregular da garganta dele e circulou-lhe os mamilos rígidos com a ponta da língua, fazendo-o emitir um gemido rouco e sexy.
Movida pela resposta encorajadora de Darcy, Elizabeth deslizou o corpo levemente para baixo. Tirou-lhe os sapatos e as meias. Ajoelhando-se, alcançou a fivela do cinto e retirou-o, abrindo o zíper da calça.
Darcy ergueu os quadris sem que lhe fosse ordenado. Em um movimento fluído, ela deslizou a calça pelas pernas de Darcy e jogou-a de lado. Subiu as mãos pelas suas pernas, arranhando-o. Não satisfeita em apenas arrancar-lhe moderados gemidos de satisfação, separou os seus joelhos com as mãos e encostou os lábios no interior de uma de suas coxas. Mordendo-a. Finalmente, arrancando um grito selvagem dele.
Satisfeita com seu feito, afastou a boca e prosseguiu a sua investigação de seu corpo com as mãos. Levando os dedos até o delicioso volume de sua cueca, apalpou-o com uma curiosidade hesitante, usando apenas as pontas dos dedos.
- Elizabeth, por favor... – Ele implorou.
Atendendo a sua súplica, levou as mãos para as bordas da cueca. Darcy voltou a erguer os quadris e Elizabeth deslizou a cueca pelas suas pernas, descartando-a sem nenhuma preocupação.
Por um segundo, observou o seu membro. Darcy era um homem alto e forte. Elizabeth estava certa, agora, que tudo nele era proporcional.
Descartando seu nervosismo, segurou-lhe o sexo na mão com cuidado. Ouvindo-o prender a respiração. As mãos de Darcy agarraram o lençol, os músculos do estômago se estendendo cada vez que respirava. Massageou-o com um movimento lento e firme. E Darcy entrelaçou os dedos nos cabelos de Elizabeth, puxando-a para mais perto.
Surpresa consigo mesma, levou a boca de encontro ao seu membro pulsante. Darcy soltou uma exclamação incoerente, segurando-a mais firme pelos cabelos.
Aquele ato era a coisa mais íntima e mais erótica que já tinha feito por um homem. Adorava o gosto masculino de Darcy. O calor que ele exalava. A força do corpo másculo, e o controle e poder que exercia sobre ele naquele momento.
Não demorou muito até que ouviu a respiração dificultada de Darcy. Então foi mais fundo e os quadris dele se inclinaram para frente. O corpo inteiro se tencionou, e um gemido baixo e quase animal ecoou-lhe no peito.
Sentiu os dedos longos apertarem seu couro cabeludo e imaginou os olhos azuis brilhando com uma paixão ardente. Mas ficou surpresa quando ele a deteve, impedindo-a de prosseguir com aquela atividade.
- Eu quero estar dentro de você. – Foi a única coisa que ouviu dele como explicação, num tom de voz totalmente abalado e sofrido.
E sem mesuras, segurou-a pelos braços, erguendo-a e puxando-a para si. Beijando-lhe a boca, deitou-se na cama, com o corpo dela por cima. Elizabeth moveu-se para encaixar-se melhor sobre ele, abrindo um pouco as pernas e acolhendo sua ereção entre as coxas. Para logo em seguida fechá-las, apertando-o; dando a Darcy uma noção superficial do calor que o aguardava em seu íntimo.














