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Não é uma incivilidade generalizada a verdadeira essência do amor? (Jane Austen)

Por Uma Noite Apenas - Capítulo III

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CAPÍTULO III

Tomaram o elevador até a garagem em silêncio. Darcy tinha uma mão segura em seu ombro e a outra circundando a sua cintura. Os dedos apertavam a carne com vontade. Enquanto Elizabeth observava o progresso do elevador tentando controlar os seus suspiros.

Na garagem, guiou-o até o seu próprio carro, um Honda Fit, e abriu a porta do passageiro para ele. Ajudou-o a se acomodar. Darcy comportava-se formidavelmente como seu ceguinho, não reclamara em nenhum momento até agora. Embora Elizabeth suspeitasse que para ele estivesse sendo difícil se deixar guiar por outra pessoa desta forma.

Elizabeth finalmente entrou no carro e retirou-o da garagem. Os seus dedos se curvaram em volta do volante enquanto ela se dirigia para o destino final daquela noite, com seu futuro “amante” sentado a seu lado. Lambeu o lábio inferior, ainda sentindo o gosto de Darcy, ainda saboreando o beijo que haviam compartilhado.

Sabia que a química entre os dois seria incendiária uma vez que começassem a se tocar, mas tinha ficado perplexa pela intensidade do desejo despertado em seu interior, com tanta rapidez e força que ameaçara consumi-la.

Felizmente, ele estava usando a venda antes e depois do beijo. Darcy era um homem sempre muito consciente de tudo que o cercava; sempre a observando, estudando-a com seu olhar profundo. E, esta noite, ela não queria que suas emoções fossem dissecadas e analisadas por ninguém, exceto por si mesma.

- Então, você faz esse tipo de coisa com frequência?

A pergunta casual e bem-humorada de Darcy a tirou de seus devaneios. Sério e dedicado ao trabalho como ele costuma ser, pouco deixava transparecer no tocante a sua vida pessoal. Sempre muito discreto e reservado.

Mas Elizabeth não tinha dúvidas de que ele possuísse uma larga experiência com mulheres. Nos seus trinta e cinco anos, possuidor de um porte viril e uma posição privilegiada, tinha mulheres de todos os tipos e formas se atirando aos seus pés. E, acima de tudo – de toda a sua integridade e seriedade – ele é um homem. Um homem com necessidades, igual a qualquer outro.

- O quê? Sequestrar homens para meu prazer pessoal? – Ela replicou, brincando com as palavras e gostando de como isso soava.

- E para o prazer deles. – Darcy acrescentou, um sorriso sexy nos lábios. – Estou gostando muito disso. Mas curioso para saber se sou o primeiro nessa sua experiência.

- Minha primeira vítima de sequestro, sim.

Elizabeth nunca tinha sido tão corajosa ou ousada com um homem antes, mas Darcy não era qualquer homem. Era o homem com quem vinha fantasiando há meses.

- Eu nunca fiz esse tipo de coisa antes. – Confessou, nervosamente.

Parou o carro em frente à entrada do The Royal Horseguards, aproveitando os poucos segundos de privacidade que eles teriam antes que o manobrista abrisse a porta. Observou-o em silêncio, perguntando-se se estava em plena consciência do que estava prestes a fazer.

- O que foi? – Ele interrogou; notara que o carro estava parado e estranhou o seu total silêncio. – Algum problema?

- Não. – Elizabeth replicou, a resposta soando abafada.

Um homem vestido num terno preto interrompeu o momento desconfortável, abrindo a porta e deixando o mundo externo entrar. Para alívio dela, o manobrista era treinado para ser discreto e não fez nenhum comentário sobre a venda nos olhos do passageiro.

Elizabeth entrelaçou os dedos nos de Darcy e o conduziu para o hotel. Outro homem uniformizado abriu as portas do hotel, saudando-os com um:

- Boa noite. Sejam bem vindos ao Royal Horseguards Hotel.

Elizabeth guiou Darcy para o elegante saguão, dirigindo-se a recepção e fazendo o seu check in. Ignorando os olhares curiosos na direção deles, levou Darcy para o elevador vazio e apertou o botão do último andar.

- Eu me sinto ridículo com esta venda. – Ele declarou, baixinho; soando autocrítico. – Devo estar chamado à atenção de muita gente, não é?

- Talvez. – Elizabeth replicou, faceira. – E importa o que as pessoas estão pensando?

Ele ficou em silêncio.

- Elas devem estar pensando que você é um homem de sorte. – Declarou, tentando soar divertida e desinibida.

Ele finalmente riu, baixinho e gostoso em seu ouvido.

- E sou mesmo. – Confirmou, apertando a sua cintura num gesto de posse.

Elizabeth deu-lhe um beijinho suave no queixo, apenas porque sentiu vontade. Apenas porque ele era seu por aquela noite e podia fazer isso.

A subida para a cobertura foi suave e rápida, e menos de um minuto depois eles estavam parados no foyer de mármore, num magnífico quarto. Elizabeth o guiou mais para dentro do quarto, admirando toda a elegância e beleza que os cercava.

A suíte não tinha sido barata; sabia que passaria os meses seguintes lutando para pagar a fatura do seu cartão de crédito. Mas, por uma vez, decidira esbanjar e mimar a si mesma com os confortos frívolos e sensuais que o Hotel havia prometido.

Passara anos sendo frugal com seu dinheiro, economizando para o futuro e para a segurança financeira que nunca tinha alcançado completamente. Porém, esta noite não pouparia despesas e experimentaria tudo que seu coração desejava.

Incluindo William Darcy.

Ela virou-se para encará-lo, o coração violentamente disparado no peito.

- Aqui estamos – anunciou.

Moldando-lhe o rosto nas mãos, Darcy encontrou-lhe a boca com os polegares, e traçou os lábios suaves e úmidos com a ponta dos dedos. Sua boca assumiu o comando logo em seguida.

Sem hesitar, Elizabeth deslizou os braços pelos ombros largos, os próprios dedos acariciando-lhe a nuca. Darcy sabia beijar como ninguém. Em uma dança lenta e erótica de línguas, saboreou aquelas sensações, deixando-o tocar-lhe e beijar-lhe enquanto se deleitava de prazer.

Assim que os lábios de Elizabeth tocaram os seus e se entreabriram sedentos, Darcy a beijou devagar e profundamente, e dali em diante seus sentidos assumiram o controle. Ela tinha o sabor quente e maravilhoso, como algodão doce derretendo em sua língua. A pele era suave e quente; e o aroma feminino e único que Darcy inalou o deixou zonzo de prazer.

Darcy deslizou as mãos pelos quadris sensuais de Elizabeth e então subiu, segurando um seio generoso em sua palma, massageando-o. Ele apertou o mamilo enrijecido que parecia implorar por sua atenção, sobressaltando-se à renda do sutiã e ao fino e delicado tecido da sua blusa.

Com um gemido de prazer que reverberou no fundo de sua garganta, Elizabeth ergueu-se na ponta dos pés, inclinando-se para mais perto. Fazendo com que a potente ereção se aninhasse entre suas coxas, exatamente onde ansiava estar.

Elizabeth sabia que se não parassem com aquela loucura quase fora de controle, acabariam fazendo amor. Um sexo ardente, rápido e profundo. Contudo, queria experimentar, sem pressa, cada detalhe da sua sedução erótica, prolongando o momento de prazer o máximo possível.

Então levantou a cabeça, afastando-se do beijo, e pressionou a testa contra o rosto dele.

Um tremor a percorreu quando saiu de seus braços. Darcy imediatamente sentiu falta do calor do corpo dela.

- Não faz isso. – Ele resmungou, quando ela saiu de seu alcance.

- Isso o que? – Ouviu sua voz baixa e distante, e virou-se cegamente na direção em que imaginava estar vindo a sua voz.

- Fugir de mim! – Protestou e ouviu-a rir baixinho.

Elizabeth removeu os travesseiros da cama e depois puxou o edredom macio. Atirando-o sobre uma poltrona. Expondo o tecido de linho egípcio que cobria o colchão da cama king size. Em seguida, voltou a atirar os travesseiros sobre a cama.

Sorrateira, aproximou-se dele novamente. Assistiu-o virar a cabeça cegamente em sua direção quando passou ao seu lado. Sorriu consigo mesma, quando Darcy voltou o rosto para frente e suspirou, quando ela parou a suas costas. Perto o bastante, mas sem tocá-lo de imediato.

Espalmando as mãos em suas costas, deslizou-a até os ombros largos e contornou-os. Alcançando o peitoral, segurou as laterais do blazer do terno e o removeu. Largando-o aos seus pés.

Circundou Darcy novamente, permitindo que uma de suas mãos deslizasse pelo meio de suas costas e acariciasse o contorno de suas nádegas, postando-se na sua frente de novo. Sentindo a respiração de Darcy ficar elaborada, usou as duas mãos para subir por seu abdômen rígido, peitoral musculoso e alcançar a gravata. Desfazendo o seu nó com uma diligência cadente.

Darcy tentou retribuir as caricias agora que ela estava ao alcance de suas mãos. Mas Elizabeth segurou os seus pulsos e, afastando-se, guiou-o até a cama. Onde o fez se sentar.

De pé, Elizabeth alcançava a altura do queixo de Darcy. Ele estando sentado, ficava com os olhos em linha direta com os seus seios.

- Eu vou me despir para você. – Disse a ele, com toda a sensualidade.

Darcy empertigou-se ao ouvir isso e estendeu a mão para a venda.

- Não. – Elizabeth voltou a detê-lo, segurando-lhe o pulso.

- Mas... – Ele começou a protestar. – Qual é a graça de um strip-tease quando não se pode se deleitar com a vista?

- Você não poderá ver, mas poderá sentir. – Respondeu, atrevida.

E ergueu a sua mão, pressionando um beijo demorado no centro da palma. Gentilmente, mordiscou a carne macia sob o polegar dele. Com a respiração presa na garganta, Darcy emitiu o tipo de som erótico que emitiria à beira de um orgasmo.

- Use a imaginação. – Provocou-o.

 

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