Capítulo III
*
*
Visita inesperada, planos desfeitos...
*
*
Lizzy...
Como eu odiava o dia dos apaixonados. Geralmente eu sempre passo sozinha; na verdade fico com o Will fazendo alguma coisa idiota, espero que este ano seja melhor.
Sabe o que é mais chato? Ficar vendo o monte de presentes que a Lydia recebeu de seus inúmeros admiradores; ou ver eles se matando pra ver quem será o escolhido e levará ela pra sair. Até a Char este ano arrumou alguém, um tal de William Collins que ela conheceu em um seminário político. Da pra imaginar o tipo de cara que se conhece neste tipo de lugar? Espero que ela tenha tido sorte.
O dia já tinha começado complicado com todo aquele clima de romance: beijos, presentes e mais algumas frescuras que eu adoraria ter se tivesse um namorado. Para completar meu belo dia, Will não atendia o bendito telefone; desde ontem ele estava mantendo mistério quanto a tal surpresa e isso já estava me deixando maluca.
Resolvi dar uma volta enquanto esperava até a noite onde encontraria com o Will no nosso lugar. Dei uma volta de bicicleta pelo bairro mesmo; primeiro tomei um bom sorvete e depois pedalei pelo park antes de voltar para casa, pois já estava anoitecendo. Quando voltava, passei pela casa do Will então resolvi entrar; sei que prometi ficar longe, mas quando ele me visse em sua porta me deixaria entrar.
A Sra. Darcy me recebeu com toda alegria e amabilidade de sempre e como de costume, me deixou ir até o quarto do Will. Caminhei devagar para que ele não percebesse minha aproximação, mas mesmo antes de alcançar a porta ouvi sua voz aborrecida.
- Lizzy! O que você ta fazendo aqui?! – resmungou enquanto fechava a porta rapidamente antes que eu pudesse entrar.
- Eu só estava passando e...
- E resolveu vir aqui e estragar a surpresa. Adivinhei?
- Não! – tentei me defender. – Mas espera aí! Como você sabia que era eu? – perguntei elevando um pouco a voz já que estávamos nos comunicando pela porta.
- Eu senti o teu cheiro.
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Visita inesperada, planos desfeitos...
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Lizzy...
Como eu odiava o dia dos apaixonados. Geralmente eu sempre passo sozinha; na verdade fico com o Will fazendo alguma coisa idiota, espero que este ano seja melhor.
Sabe o que é mais chato? Ficar vendo o monte de presentes que a Lydia recebeu de seus inúmeros admiradores; ou ver eles se matando pra ver quem será o escolhido e levará ela pra sair. Até a Char este ano arrumou alguém, um tal de William Collins que ela conheceu em um seminário político. Da pra imaginar o tipo de cara que se conhece neste tipo de lugar? Espero que ela tenha tido sorte.
O dia já tinha começado complicado com todo aquele clima de romance: beijos, presentes e mais algumas frescuras que eu adoraria ter se tivesse um namorado. Para completar meu belo dia, Will não atendia o bendito telefone; desde ontem ele estava mantendo mistério quanto a tal surpresa e isso já estava me deixando maluca.
Resolvi dar uma volta enquanto esperava até a noite onde encontraria com o Will no nosso lugar. Dei uma volta de bicicleta pelo bairro mesmo; primeiro tomei um bom sorvete e depois pedalei pelo park antes de voltar para casa, pois já estava anoitecendo. Quando voltava, passei pela casa do Will então resolvi entrar; sei que prometi ficar longe, mas quando ele me visse em sua porta me deixaria entrar.
A Sra. Darcy me recebeu com toda alegria e amabilidade de sempre e como de costume, me deixou ir até o quarto do Will. Caminhei devagar para que ele não percebesse minha aproximação, mas mesmo antes de alcançar a porta ouvi sua voz aborrecida.
- Lizzy! O que você ta fazendo aqui?! – resmungou enquanto fechava a porta rapidamente antes que eu pudesse entrar.
- Eu só estava passando e...
- E resolveu vir aqui e estragar a surpresa. Adivinhei?
- Não! – tentei me defender. – Mas espera aí! Como você sabia que era eu? – perguntei elevando um pouco a voz já que estávamos nos comunicando pela porta.
- Eu senti o teu cheiro.
- O meu fedor você quer dizer. Estou suada e fedorenta. – rimos da minha observação. – Deixa eu entrar, Will. – choraminguei.
- Não, Lizzy.
- O que você está fazendo aí, hein? Ah! Não vai me dizer que... Urg! – o provoquei.
- Cala a boca, Lizzy! E não adianta jogar sujo; pode ir embora que eu não vou abrir a porta.
- Ótimo! Então pode esquecer a surpresa. Se não abrir a porta nem apareço hoje à noite. – o chantageei.
Sabia que funcionaria, pois ele abriu a porta rapidinho, mas ao contrário do que imaginei, ele não me deixou entrar ficando do lado de dentro do quarto, mostrando apenas seu rosto por um pequeno espaço.
- Você não teria coragem de fazer isso comigo, não é?
Como eu odiava quando ele me lançava aquele olhar de cachorro abandonado.
- Não. – respondi vencida. – Mas me deixa entrar, por favor.
- Menos de duas horas, Lizzy. Você não vai morrer se esperar um pouco, e agora trate de ir pra casa se arrumar, pois em menos de duas horas quero te encontrar na caixa d’água.
- Ta legal! Mas eu te odeio, William Darcy. – falei enquanto marchava zangada pelo corredor.
Enquanto saia tive a impressão de ter ouvido ele dizer algo como: Não depois de hoje...
- Não, Lizzy.
- O que você está fazendo aí, hein? Ah! Não vai me dizer que... Urg! – o provoquei.
- Cala a boca, Lizzy! E não adianta jogar sujo; pode ir embora que eu não vou abrir a porta.
- Ótimo! Então pode esquecer a surpresa. Se não abrir a porta nem apareço hoje à noite. – o chantageei.
Sabia que funcionaria, pois ele abriu a porta rapidinho, mas ao contrário do que imaginei, ele não me deixou entrar ficando do lado de dentro do quarto, mostrando apenas seu rosto por um pequeno espaço.
- Você não teria coragem de fazer isso comigo, não é?
Como eu odiava quando ele me lançava aquele olhar de cachorro abandonado.
- Não. – respondi vencida. – Mas me deixa entrar, por favor.
- Menos de duas horas, Lizzy. Você não vai morrer se esperar um pouco, e agora trate de ir pra casa se arrumar, pois em menos de duas horas quero te encontrar na caixa d’água.
- Ta legal! Mas eu te odeio, William Darcy. – falei enquanto marchava zangada pelo corredor.
Enquanto saia tive a impressão de ter ouvido ele dizer algo como: Não depois de hoje...
Darcy...
- Não depois de hoje, Lizzy... Ou talvez eu te perca para sempre.
Sussurrei antes de fechar a porta do quarto. Eu já deveria estar preparado, sabia que ela tentaria descobrir o que estava preparando, ou então não seria minha Lizzy, curiosa e extremamente teimosa.
Hoje, a noite seria especial; estava decidido a apostar todas as fichas. Iria me declarar para ela e talvez arriscar uma sólida amizade de anos, mas eu não poderia guardar este sentimento por mais tempo, não seria saudável para nossa relação.
Já não conseguia me relacionar com outras garotas e quando quase a perdi há duas semanas, descobri que ficar calado era arriscado demais e entre manter a amizade e arriscar tê-la em meus braços ou esquecê-la para sempre, eu estava disposto a tudo.
Olhei todos os preparativos espalhados pelo quarto e senti o nervosismo aumentar. Decidi checar tudo novamente, pois nada poderia dar errado... Nada.
********************
- Não depois de hoje, Lizzy... Ou talvez eu te perca para sempre.
Sussurrei antes de fechar a porta do quarto. Eu já deveria estar preparado, sabia que ela tentaria descobrir o que estava preparando, ou então não seria minha Lizzy, curiosa e extremamente teimosa.
Hoje, a noite seria especial; estava decidido a apostar todas as fichas. Iria me declarar para ela e talvez arriscar uma sólida amizade de anos, mas eu não poderia guardar este sentimento por mais tempo, não seria saudável para nossa relação.
Já não conseguia me relacionar com outras garotas e quando quase a perdi há duas semanas, descobri que ficar calado era arriscado demais e entre manter a amizade e arriscar tê-la em meus braços ou esquecê-la para sempre, eu estava disposto a tudo.
Olhei todos os preparativos espalhados pelo quarto e senti o nervosismo aumentar. Decidi checar tudo novamente, pois nada poderia dar errado... Nada.
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Lizzy...
Quando cheguei em casa tomei um grande susto ao me deparar com um carro aparentemente conhecido estacionado na porta; pensei em não entrar e voltar para a casa do Will, mas quando intencionei voltar, minha mãe me viu pela janela.
- Lizzy! – ela gritou sorridente – Entre logo, você tem visita. Ande! Apresse-se! - Ouvi ela gritar eufórica.
Eu estava completamente tremula e ansiosa; nem sei como consegui subir as escadas até o primeiro andar. Mal abri a porta e minha mãe já se aproximou de mim com um grande sorriso enquanto eu observava incrédula o meu inesperado visitante.
- Oh! Aí está ela! – minha mãe falou toda cordial e feliz demais para o meu gosto.
- Como vai Elizabeth? – ele me perguntou em meio a um sorriso encantador.
- Até agora eu estava muito bem. – respondi irônica.
- Lizzy! – minha mãe me repreendeu. – Perdoe-me pela grosseria da minha filha, Sr. Wickhan.
- George, Sra. Bennet. Pode me chamar de George.
- Claro, George. – ver minha mãe se derretendo toda para aquele canalha estava me dando náuseas. – Lizzy, George está te esperando por horas; onde você estava?
- Por aí. – definitivamente eu não estava com vontade de ser simpática.
- Não seja mal criada, Lizzy. Oh! Estou atrasada para a cabeleireira, terei que ir, mas, por favor, George sinta-se em casa.
- Obrigada, Sra. Bennet.
- E quanto a você mocinha, seja mais educada.
- Tentarei não mordê-lo. – resmunguei quando minha mãe fechou a porta arrancando uma sonora gargalhada dele.
- Vai ficar aí de pé? Sente-se aqui perto de mim. – ele pediu apontando para o espaço vazio ao seu lado.
- O que diabos você quer?
- Ver você, Lizzy.
- Já viu, então dá o fora da minha casa agora mesmo. – abri a porta e apontei a saída enquanto sentia o ódio me consumir.
- Eu quero o seu perdão, Lizzy.
- O que? Ta brincando comigo?
- Sei que errei feio com você; que fui um canalha, mas foi tudo muito rápido, entende?
Quando cheguei em casa tomei um grande susto ao me deparar com um carro aparentemente conhecido estacionado na porta; pensei em não entrar e voltar para a casa do Will, mas quando intencionei voltar, minha mãe me viu pela janela.
- Lizzy! – ela gritou sorridente – Entre logo, você tem visita. Ande! Apresse-se! - Ouvi ela gritar eufórica.
Eu estava completamente tremula e ansiosa; nem sei como consegui subir as escadas até o primeiro andar. Mal abri a porta e minha mãe já se aproximou de mim com um grande sorriso enquanto eu observava incrédula o meu inesperado visitante.
- Oh! Aí está ela! – minha mãe falou toda cordial e feliz demais para o meu gosto.
- Como vai Elizabeth? – ele me perguntou em meio a um sorriso encantador.
- Até agora eu estava muito bem. – respondi irônica.
- Lizzy! – minha mãe me repreendeu. – Perdoe-me pela grosseria da minha filha, Sr. Wickhan.
- George, Sra. Bennet. Pode me chamar de George.
- Claro, George. – ver minha mãe se derretendo toda para aquele canalha estava me dando náuseas. – Lizzy, George está te esperando por horas; onde você estava?
- Por aí. – definitivamente eu não estava com vontade de ser simpática.
- Não seja mal criada, Lizzy. Oh! Estou atrasada para a cabeleireira, terei que ir, mas, por favor, George sinta-se em casa.
- Obrigada, Sra. Bennet.
- E quanto a você mocinha, seja mais educada.
- Tentarei não mordê-lo. – resmunguei quando minha mãe fechou a porta arrancando uma sonora gargalhada dele.
- Vai ficar aí de pé? Sente-se aqui perto de mim. – ele pediu apontando para o espaço vazio ao seu lado.
- O que diabos você quer?
- Ver você, Lizzy.
- Já viu, então dá o fora da minha casa agora mesmo. – abri a porta e apontei a saída enquanto sentia o ódio me consumir.
- Eu quero o seu perdão, Lizzy.
- O que? Ta brincando comigo?
- Sei que errei feio com você; que fui um canalha, mas foi tudo muito rápido, entende?
- Não, não entendo. – apontei mais uma vez a saída.
- Só podemos conversar uns minutos sem que você me expulse a cada cinco segundos?
Dei um longo suspiro e como percebi que ele não estava disposto a ir embora, resolvi ouvir o que ele tinha a dizer. Com cara de poucos amigos, sentei em uma poltrona próxima ao sofá.
- Pronto. Você tem dez minutos. – sorri falsamente enquanto cruzava os braços sobre o peito.
- É suficiente. – ele riu baixinho enquanto inclinava seu tronco para frente de maneira a me empurrar nariz a baixo, seu cheiro maravilhoso. – Eu não queria ter te magoado, Lizzy, eu juro.
- Boa tentativa, mas você não se saiu muito bem.
- Eu sei, mas é que naquela noite em que nos conhecemos eu fiquei muito assustado.
- A conversa está ficando cada vez mais animadora. – resmunguei.
- É sério. Eu tinha acabado de sair de uma união desastrosa onde eu me sentia acorrentado e estava disposto a viver minha vida, nunca mais me prender a ninguém. Daí você surge com esse seu jeitinho especial e vira meu mundo seguro de ponta cabeça.
- Daí pra não cair de amores você resolve me fazer de palhaça? Técnica excelente, funcionou perfeitamente.
- E é por isso que me sinto horrível. Eu não sabia que iria te encontrar naquela noite; estava disposto a nunca mais te procurar e continuar com o plano, mas quando eu te vi e percebi o que tinha feito a você percebi que não era um bom plano.
- E o que... O que você quer que eu diga? – droga! Eu estava começando a me desarmar.
Ele puxou a poltrona para bem perto do sofá e bem devagar foi aproximando seu rosto do meu; a esta altura minha respiração era ofegante e meu coração batia descontrolado em meu peito.
- Para, George. – pedi completamente sem segurança na voz. – Eu te perdôo, agora vai... Vai embora. – pedi desesperada.
- Eu quero... – ele sussurrou enquanto roçava seus lábios em meu pescoço. – Quero que seja minha namorada. – falou por fim, me encarando com um olhar firme e intenso.
- Só podemos conversar uns minutos sem que você me expulse a cada cinco segundos?
Dei um longo suspiro e como percebi que ele não estava disposto a ir embora, resolvi ouvir o que ele tinha a dizer. Com cara de poucos amigos, sentei em uma poltrona próxima ao sofá.
- Pronto. Você tem dez minutos. – sorri falsamente enquanto cruzava os braços sobre o peito.
- É suficiente. – ele riu baixinho enquanto inclinava seu tronco para frente de maneira a me empurrar nariz a baixo, seu cheiro maravilhoso. – Eu não queria ter te magoado, Lizzy, eu juro.
- Boa tentativa, mas você não se saiu muito bem.
- Eu sei, mas é que naquela noite em que nos conhecemos eu fiquei muito assustado.
- A conversa está ficando cada vez mais animadora. – resmunguei.
- É sério. Eu tinha acabado de sair de uma união desastrosa onde eu me sentia acorrentado e estava disposto a viver minha vida, nunca mais me prender a ninguém. Daí você surge com esse seu jeitinho especial e vira meu mundo seguro de ponta cabeça.
- Daí pra não cair de amores você resolve me fazer de palhaça? Técnica excelente, funcionou perfeitamente.
- E é por isso que me sinto horrível. Eu não sabia que iria te encontrar naquela noite; estava disposto a nunca mais te procurar e continuar com o plano, mas quando eu te vi e percebi o que tinha feito a você percebi que não era um bom plano.
- E o que... O que você quer que eu diga? – droga! Eu estava começando a me desarmar.
Ele puxou a poltrona para bem perto do sofá e bem devagar foi aproximando seu rosto do meu; a esta altura minha respiração era ofegante e meu coração batia descontrolado em meu peito.
- Para, George. – pedi completamente sem segurança na voz. – Eu te perdôo, agora vai... Vai embora. – pedi desesperada.
- Eu quero... – ele sussurrou enquanto roçava seus lábios em meu pescoço. – Quero que seja minha namorada. – falou por fim, me encarando com um olhar firme e intenso.
- O que?! – eu já nem tinha mais controle de mim mesma.
- Elizabeth Bennet, quer ser minha namorada? – aquele sorrisinho de canto de lábios me deixava desarmada, totalmente!
- Eu... Eu...
Antes que eu respondesse, ele aproximou ainda mais os lábios e sorrindo sussurrou antes de me beijar.
- Feliz Valentine’s Day...
Mas o que eu estava fazendo?! Eu não deveria permitir que ele me beijasse, nem muito menos acreditar no que ele disse, mas vai dizer isso para o meu coração idiota.
- Então, aceita? – ele perguntou quando finalmente nos separamos.
- Acho que sim. – respondi ainda atordoada.
- Então isso aqui é pra você. – sorridente e galante como sempre, ele me entregou um pequeno embrulho.
- O que é isso?
- Abra. Espero que goste.
Desconfiada, mas lisonjeada, comecei a abrir o embrulho e quando me deparei com um lindo anel, senti as lágrimas brotando dos meus olhos.
- Gostou?
- Céus! É lindo. – sorri abobalhada no auge dos meus dezessete anos. – Minha nossa! George, eu não posso aceitar.
- Eu ficarei ofendido se não aceitar. É seu presente do dia dos apaixonados.
- Obrigada, então. Mas eu nem comprei nada pra você, na verdade eu nem sabia que iria ter um namorado no dia dos apaixonados.
- Meu maior presente foi você ter me perdoado e aceitado namorar comigo.
- Mas nem pense em aprontar comigo novamente ou eu...
- Shi! Eu seria um louco se te perdesse novamente. – ele falou enquanto me beijava novamente.
- Acho muito bom.
- Então. O quer fazer com seu namorado no dia dos apaixonados?
- Não sei, acho que a ficha ainda não caiu.
- Eu proponho um jantar e depois...
- Você me traz pra casa ou meu pai te mata. Aliás, você vai ter que falar com ele.
- Tudo bem. – ele respondeu sorrindo. – Acho que posso lidar com isso, ao menos já tenho algo ao meu favor.
- É? E posso saber o que é?
- O apoio incondicional da sua mãe.
- Muito esperto, tenho que admitir.
- Elizabeth Bennet, quer ser minha namorada? – aquele sorrisinho de canto de lábios me deixava desarmada, totalmente!
- Eu... Eu...
Antes que eu respondesse, ele aproximou ainda mais os lábios e sorrindo sussurrou antes de me beijar.
- Feliz Valentine’s Day...
Mas o que eu estava fazendo?! Eu não deveria permitir que ele me beijasse, nem muito menos acreditar no que ele disse, mas vai dizer isso para o meu coração idiota.
- Então, aceita? – ele perguntou quando finalmente nos separamos.
- Acho que sim. – respondi ainda atordoada.
- Então isso aqui é pra você. – sorridente e galante como sempre, ele me entregou um pequeno embrulho.
- O que é isso?
- Abra. Espero que goste.
Desconfiada, mas lisonjeada, comecei a abrir o embrulho e quando me deparei com um lindo anel, senti as lágrimas brotando dos meus olhos.
- Gostou?
- Céus! É lindo. – sorri abobalhada no auge dos meus dezessete anos. – Minha nossa! George, eu não posso aceitar.
- Eu ficarei ofendido se não aceitar. É seu presente do dia dos apaixonados.
- Obrigada, então. Mas eu nem comprei nada pra você, na verdade eu nem sabia que iria ter um namorado no dia dos apaixonados.
- Meu maior presente foi você ter me perdoado e aceitado namorar comigo.
- Mas nem pense em aprontar comigo novamente ou eu...
- Shi! Eu seria um louco se te perdesse novamente. – ele falou enquanto me beijava novamente.
- Acho muito bom.
- Então. O quer fazer com seu namorado no dia dos apaixonados?
- Não sei, acho que a ficha ainda não caiu.
- Eu proponho um jantar e depois...
- Você me traz pra casa ou meu pai te mata. Aliás, você vai ter que falar com ele.
- Tudo bem. – ele respondeu sorrindo. – Acho que posso lidar com isso, ao menos já tenho algo ao meu favor.
- É? E posso saber o que é?
- O apoio incondicional da sua mãe.
- Muito esperto, tenho que admitir.
Sorrimos enquanto aproveitava completamente feliz, meu primeiro Valentine’s Day com meu namorado.
***************
Darcy...
A noite estava muito fria, os termômetros marcavam quase 7°, eu estava congelando, mas tudo valeria a pena no final. É claro que a chance de tudo dar errado e eu perder além do meu grande amor, uma amiga era grande, mas definitivamente, adiar aquele momento não estava mais nos meus planos.
Meia hora antes do horário combinado cheguei ao nosso lugar e rapidamente passei a organizar toda a surpresa. Enquanto arrumava, lembrei com exatidão do dia em que descobri que a amava, alguns meses atrás, onde tudo ficou muito claro...
Flashback
Já fazia muito tempo que nossa colega de classe, Caroline Hurt era a garota dos meus sonhos; eu já era louco por ela desde quando tínhamos doze anos, mas quem não era? Caroline era a garota mais popular e linda de toda escola e certamente, muito desejada por todos os garotos. Mas é claro que ela não me notava, afinal eu era apenas mais um em meio a uma multidão de admiradores.
Enquanto eu suspirava por Caroline, Lizzy ouvia tudo pacientemente, até uma bela tarde de inverno quando estávamos na lanchonete da escola.
- E lá vem a estrela do colégio: sua amada, Caroline Hurt. – ela ironizou. – Não sei o que você vê nela, aliás, o que todos os garotos vêem nela.
- Para com isso, Lizzy, ela pode te ouvir. – me angustiei.
- Qual é? Sabe qual é o seu problema, Will?
- Não e nem quero saber.
- Você espera demais. Sabe, há anos escuto seus suspiros por Caroline e o que você faz para que ela saiba deste sentimento? Nada! Pelo amor de Deus, Will! Precisa fazer alguma coisa antes que alguém chegue na sua frente.
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Darcy...
A noite estava muito fria, os termômetros marcavam quase 7°, eu estava congelando, mas tudo valeria a pena no final. É claro que a chance de tudo dar errado e eu perder além do meu grande amor, uma amiga era grande, mas definitivamente, adiar aquele momento não estava mais nos meus planos.
Meia hora antes do horário combinado cheguei ao nosso lugar e rapidamente passei a organizar toda a surpresa. Enquanto arrumava, lembrei com exatidão do dia em que descobri que a amava, alguns meses atrás, onde tudo ficou muito claro...
Flashback
Já fazia muito tempo que nossa colega de classe, Caroline Hurt era a garota dos meus sonhos; eu já era louco por ela desde quando tínhamos doze anos, mas quem não era? Caroline era a garota mais popular e linda de toda escola e certamente, muito desejada por todos os garotos. Mas é claro que ela não me notava, afinal eu era apenas mais um em meio a uma multidão de admiradores.
Enquanto eu suspirava por Caroline, Lizzy ouvia tudo pacientemente, até uma bela tarde de inverno quando estávamos na lanchonete da escola.
- E lá vem a estrela do colégio: sua amada, Caroline Hurt. – ela ironizou. – Não sei o que você vê nela, aliás, o que todos os garotos vêem nela.
- Para com isso, Lizzy, ela pode te ouvir. – me angustiei.
- Qual é? Sabe qual é o seu problema, Will?
- Não e nem quero saber.
- Você espera demais. Sabe, há anos escuto seus suspiros por Caroline e o que você faz para que ela saiba deste sentimento? Nada! Pelo amor de Deus, Will! Precisa fazer alguma coisa antes que alguém chegue na sua frente.
- Sabe que não tenho coragem.
- Aproveita que só teremos este ano e então, adeus qualquer chance com a senhorita perfeita. Convida ela pra sair.
- Não. Eu não posso fazer isso. – a velha insegurança adolescente me tomou.
- Ta, legal! Eu faço por você.
- Lizzy! Não! – a puxei de volta para a mesa. – Tão corajosa, mas por que você também não fala com o Richard sobre sua paixão platônica?
- Talvez por que um professor anos mais velho não vá dar ouvidos para mais uma aluna adolescente apaixonadinha por ele. – ela deu de ombros – Além do mais, é só uma paixãozinha boba, passará rápido; mas com você é diferente, sei que gosta mesmo dela. Não deixa a chance de ser feliz escapar das suas mãos, Will.
- Sei que você tem razão, mas...
- Mas nada. Olha, eu e ela somos parceiras de laboratório em química, hoje mesmo falo com ela e sondo se você tem alguma chance. Tudo bem?
- Tudo bem. Mas, por favor, seja discreta.
- Discrição é meu sobrenome.
Não sei como ela conseguiu, mas em menos de uma semana eu já estava saindo com Caroline Hurt. É claro que eu passei a ser o centro das atenções, afinal estava saindo com a garota mais desejada do colégio, o que mais eu poderia querer? Estava no céu.
No segundo mês de relacionamento, eu e Lizzy mal nos víamos, pois passava todo o meu tempo com Caroline e confesso que isto me deixava com uma sensação estranha. Em um final de semana após voltar do cinema e deixar Caroline em casa, resolvi ir até a casa da Lizzy para conversarmos; como sempre fazia, joguei umas pedrinhas na janela dela, pois já era muito tarde. Não demorou muito para ela sair toda agasalhada com aquele moletom velho e horrível que ela tanto gostava.
- O que você está fazendo aqui a esta hora, Will? – perguntou enquanto se juntava a mim e sentava em um dos balanços que ficavam em seu quintal.
- Aproveita que só teremos este ano e então, adeus qualquer chance com a senhorita perfeita. Convida ela pra sair.
- Não. Eu não posso fazer isso. – a velha insegurança adolescente me tomou.
- Ta, legal! Eu faço por você.
- Lizzy! Não! – a puxei de volta para a mesa. – Tão corajosa, mas por que você também não fala com o Richard sobre sua paixão platônica?
- Talvez por que um professor anos mais velho não vá dar ouvidos para mais uma aluna adolescente apaixonadinha por ele. – ela deu de ombros – Além do mais, é só uma paixãozinha boba, passará rápido; mas com você é diferente, sei que gosta mesmo dela. Não deixa a chance de ser feliz escapar das suas mãos, Will.
- Sei que você tem razão, mas...
- Mas nada. Olha, eu e ela somos parceiras de laboratório em química, hoje mesmo falo com ela e sondo se você tem alguma chance. Tudo bem?
- Tudo bem. Mas, por favor, seja discreta.
- Discrição é meu sobrenome.
Não sei como ela conseguiu, mas em menos de uma semana eu já estava saindo com Caroline Hurt. É claro que eu passei a ser o centro das atenções, afinal estava saindo com a garota mais desejada do colégio, o que mais eu poderia querer? Estava no céu.
No segundo mês de relacionamento, eu e Lizzy mal nos víamos, pois passava todo o meu tempo com Caroline e confesso que isto me deixava com uma sensação estranha. Em um final de semana após voltar do cinema e deixar Caroline em casa, resolvi ir até a casa da Lizzy para conversarmos; como sempre fazia, joguei umas pedrinhas na janela dela, pois já era muito tarde. Não demorou muito para ela sair toda agasalhada com aquele moletom velho e horrível que ela tanto gostava.
- O que você está fazendo aqui a esta hora, Will? – perguntou enquanto se juntava a mim e sentava em um dos balanços que ficavam em seu quintal.
- Eu queria te ver, estava com saudades.
- E não podia ter esperado até amanhã?! Tem noção da hora e quanto está frio aqui? – ela reclamou me fazendo sorrir enquanto impulsionava o balanço. – Você não tinha um encontro com a deusa do Olímpio?
- Nome novo para Caroline? – sorri novamente enquanto começava a me balançar também. – Eu a deixei em casa há menos de uma hora. Desculpe ter te acordado, eu não deveria ter vindo, não é?
- É claro que deveria ter vindo, Will.
- Desde que comecei a sair com Caroline mal nos vimos; sinto sua falta.
- Também sinto sua falta, mas quem vai querer saber de Elizabeth Bennet quando se tem Caroline Hurt?
- Sabe que não sou assim, Lizzy.
- Sei, sei sim. Mas é impressão minha ou você esta triste? Como vão as coisas entre vocês?
- Estranho.
- Essa não é uma boa definição. Então, qual o problema?
- Talvez eu não goste tanto dela quanto pensei.
- Qual é? Dá um tempo, Will. Desde que tínhamos doze anos eu só ouço você falando o quanto Caroline é linda, legal e linda novamente. Agora que você finalmente conseguiu ficar com ela me vem com essa bomba! O que está havendo com você?
- Nada. Só que, não sei... Não está sendo tão bom quanto pensei. Ela é legal e linda, mas é incompleto, sabe como é?
- Não, não sei mesmo. Mas olha, talvez você só precise de um tempo pra realmente ter certeza que está apaixonado por ela.
- Acho que não...
- Ta legal. Eu não entendo nada de se apaixonar pra valer, já que nunca me apaixonei assim por alguém; mas Jane uma vez me falou que nós vamos saber quando a pessoa certa aparecer.
- Bobagem! – desdenhei.
- É sério, Will! E se veio pedir minha ajuda agora fica caladinho aí. – enfatizou se virando para mim. – Ela disse que essa pessoa vai nos fazer querer estar sempre perto, compartilhar nossas alegrias e dores; vai fazer nosso coração acelerar e muitas vezes nos sentirmos nervosos na presença dela...
- E não podia ter esperado até amanhã?! Tem noção da hora e quanto está frio aqui? – ela reclamou me fazendo sorrir enquanto impulsionava o balanço. – Você não tinha um encontro com a deusa do Olímpio?
- Nome novo para Caroline? – sorri novamente enquanto começava a me balançar também. – Eu a deixei em casa há menos de uma hora. Desculpe ter te acordado, eu não deveria ter vindo, não é?
- É claro que deveria ter vindo, Will.
- Desde que comecei a sair com Caroline mal nos vimos; sinto sua falta.
- Também sinto sua falta, mas quem vai querer saber de Elizabeth Bennet quando se tem Caroline Hurt?
- Sabe que não sou assim, Lizzy.
- Sei, sei sim. Mas é impressão minha ou você esta triste? Como vão as coisas entre vocês?
- Estranho.
- Essa não é uma boa definição. Então, qual o problema?
- Talvez eu não goste tanto dela quanto pensei.
- Qual é? Dá um tempo, Will. Desde que tínhamos doze anos eu só ouço você falando o quanto Caroline é linda, legal e linda novamente. Agora que você finalmente conseguiu ficar com ela me vem com essa bomba! O que está havendo com você?
- Nada. Só que, não sei... Não está sendo tão bom quanto pensei. Ela é legal e linda, mas é incompleto, sabe como é?
- Não, não sei mesmo. Mas olha, talvez você só precise de um tempo pra realmente ter certeza que está apaixonado por ela.
- Acho que não...
- Ta legal. Eu não entendo nada de se apaixonar pra valer, já que nunca me apaixonei assim por alguém; mas Jane uma vez me falou que nós vamos saber quando a pessoa certa aparecer.
- Bobagem! – desdenhei.
- É sério, Will! E se veio pedir minha ajuda agora fica caladinho aí. – enfatizou se virando para mim. – Ela disse que essa pessoa vai nos fazer querer estar sempre perto, compartilhar nossas alegrias e dores; vai fazer nosso coração acelerar e muitas vezes nos sentirmos nervosos na presença dela...
De repente as palavras dela fora me mostrando algo que eu jamais tinha atentado. Fixei meus olhos em seu rosto enquanto ela continuava.
- Essa pessoa vai nos irritar e nos fazer rir ao mesmo tempo; não vamos mais conseguir gostar de outra pessoa enquanto ela estiver em nossa mente e principalmente, ela vai ser por um bom tempo, a dona do dos nossos pensamentos e sentimentos...
Meu Deus! Era exatamente isso que eu sentia em relação a ela. Desde que comecei a me envolver com Caroline, eu só conseguia pensar na Lizzy, sentia falta de suas piadas, de nossas risadas e da forma como ela me irritava com seu jeito mandão e teimoso. Eu estava apaixonado por minha melhor amiga e isso não era nada bom.
- Will? – ouvi ela me chamar impaciente. – Onde você está com a cabeça? Não está me ouvindo?
- Eu preciso ir. – falei de repente já me levantando.
- Will? Aonde você vai? – ela levantou enquanto me via se afastar.
- Eu tenho que ir pra casa. Até amanhã.
Naquela noite caminhei por horas até aceitar que eu realmente a amava e que estava completamente perdido...
Fim do flashback
Agora tinha finalmente chegado o momento de findar meu sofrimento. Após meses de angustia e tristeza, em menos de uma hora eu iria saber se seria o homem mais feliz do mundo ao lado dela, ou seguir em frente, sabendo que ao menos eu tentei...
************************
- Essa pessoa vai nos irritar e nos fazer rir ao mesmo tempo; não vamos mais conseguir gostar de outra pessoa enquanto ela estiver em nossa mente e principalmente, ela vai ser por um bom tempo, a dona do dos nossos pensamentos e sentimentos...
Meu Deus! Era exatamente isso que eu sentia em relação a ela. Desde que comecei a me envolver com Caroline, eu só conseguia pensar na Lizzy, sentia falta de suas piadas, de nossas risadas e da forma como ela me irritava com seu jeito mandão e teimoso. Eu estava apaixonado por minha melhor amiga e isso não era nada bom.
- Will? – ouvi ela me chamar impaciente. – Onde você está com a cabeça? Não está me ouvindo?
- Eu preciso ir. – falei de repente já me levantando.
- Will? Aonde você vai? – ela levantou enquanto me via se afastar.
- Eu tenho que ir pra casa. Até amanhã.
Naquela noite caminhei por horas até aceitar que eu realmente a amava e que estava completamente perdido...
Fim do flashback
Agora tinha finalmente chegado o momento de findar meu sofrimento. Após meses de angustia e tristeza, em menos de uma hora eu iria saber se seria o homem mais feliz do mundo ao lado dela, ou seguir em frente, sabendo que ao menos eu tentei...
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Lizzy...
Eu estava absurdamente feliz, depois que George falou com meu pai, vale ressaltar que ele teve uma grande ajuda da minha mãe para isso; bem, depois de falar com meu pai, nós saímos para um jantar romântico em um dos restaurantes mais badalados de Londres. Tudo estava perfeito: a comida, a boa música e principalmente a companhia. George estava se mostrando ainda mais gentil e atencioso.
- Dança comigo? – ele me perguntou depois que terminamos de comer.
- Claro. – respondi abobalhada enquanto aceitava sua mão e fui conduzida ao salão.
- Espero que você esteja gostando. Sei que é tudo muito formal e até careta, mas eu quero que se sinta feliz.
- Tudo está perfeito, George.
- Tem certeza? Por que podemos fazer outra coisa.
- Já são quase onze e meu pai nos matará se chegarmos depois disso.
- Só uma volta por aí.
- Não.
- Está bem, mas um dia apenas eu determinarei seu horário de voltar para casa. – ele brincou.
- Ah é? E quando será isso?
- Quando você for minha esposa.
- O que? – perguntei atônita.
- Ei, foi só uma brincadeira. Quer dizer, depende do seu ponto de vista.
Ele sorriu baixinho enquanto me puxava para mais perto.
- Obrigado por me perdoar e por estar aqui. – sussurrou me olhando fixamente.
- Faça por onde merecer. – o provoquei enquanto oferecia meus lábios para um beijo intenso.
Enquanto voltávamos para casa, ele me falava da sua vida antes de vir para Londres e do seu irmão e o quanto eles eram unidos.
- Eu e Jane também temos uma relação parecida.
- Seu pai deve se sentir perdido no meio de tantas mulheres.
- Imagino que ele se sinta às vezes, principalmente quando todas falamos ao mesmo tempo. – sorri com a imagem que passou por minha cabeça.
- Não sente falta de um irmão?
- Não. Eu tenho o Will. – falei sorrindo. – Ai meu Deus! Will! – uma triste lembrança veio a minha mente.
- O que houve? – George perguntou percebendo minha agitação.
Eu estava absurdamente feliz, depois que George falou com meu pai, vale ressaltar que ele teve uma grande ajuda da minha mãe para isso; bem, depois de falar com meu pai, nós saímos para um jantar romântico em um dos restaurantes mais badalados de Londres. Tudo estava perfeito: a comida, a boa música e principalmente a companhia. George estava se mostrando ainda mais gentil e atencioso.
- Dança comigo? – ele me perguntou depois que terminamos de comer.
- Claro. – respondi abobalhada enquanto aceitava sua mão e fui conduzida ao salão.
- Espero que você esteja gostando. Sei que é tudo muito formal e até careta, mas eu quero que se sinta feliz.
- Tudo está perfeito, George.
- Tem certeza? Por que podemos fazer outra coisa.
- Já são quase onze e meu pai nos matará se chegarmos depois disso.
- Só uma volta por aí.
- Não.
- Está bem, mas um dia apenas eu determinarei seu horário de voltar para casa. – ele brincou.
- Ah é? E quando será isso?
- Quando você for minha esposa.
- O que? – perguntei atônita.
- Ei, foi só uma brincadeira. Quer dizer, depende do seu ponto de vista.
Ele sorriu baixinho enquanto me puxava para mais perto.
- Obrigado por me perdoar e por estar aqui. – sussurrou me olhando fixamente.
- Faça por onde merecer. – o provoquei enquanto oferecia meus lábios para um beijo intenso.
Enquanto voltávamos para casa, ele me falava da sua vida antes de vir para Londres e do seu irmão e o quanto eles eram unidos.
- Eu e Jane também temos uma relação parecida.
- Seu pai deve se sentir perdido no meio de tantas mulheres.
- Imagino que ele se sinta às vezes, principalmente quando todas falamos ao mesmo tempo. – sorri com a imagem que passou por minha cabeça.
- Não sente falta de um irmão?
- Não. Eu tenho o Will. – falei sorrindo. – Ai meu Deus! Will! – uma triste lembrança veio a minha mente.
- O que houve? – George perguntou percebendo minha agitação.
- Preciso que você me leve a um lugar, agora.
- Mas são quase onze e...
- Agora George, é muito importante.
- Ao menos me explica o que está acontecendo?
- Eu fiz uma grande besteira e preciso me desculpar. Não me faz perguntas agora, por favor, apenas me leve até lá.
- Está bem.
Apesar de contrariado, ele seguiu minhas coordenadas enquanto seguíamos para a antiga caixa d’água. Eu sabia que o Will entenderia quando eu lhe contasse o motivo, ao menos eu esperava que ele entendesse...
**************
- Mas são quase onze e...
- Agora George, é muito importante.
- Ao menos me explica o que está acontecendo?
- Eu fiz uma grande besteira e preciso me desculpar. Não me faz perguntas agora, por favor, apenas me leve até lá.
- Está bem.
Apesar de contrariado, ele seguiu minhas coordenadas enquanto seguíamos para a antiga caixa d’água. Eu sabia que o Will entenderia quando eu lhe contasse o motivo, ao menos eu esperava que ele entendesse...
**************
Darcy...
Ela não vinha mais... Finalmente aceitei. Comecei a desarrumar tudo e decide ir até a casa dela para saber o que tinha acontecido, pois tinha certeza que algo sério aconteceu para que ela me deixasse esperando.
Retirei a faixa que dizia: Quer namorar comigo? E a guardei em uma sacola. Aos poucos fui desfazendo a mesa improvisada, as velas, as flores... Guardei o aparelho de som e os CDs, assim como tudo o que eu tinha preparado para a nossa noite especial. Eu teria que adiar, mas seria por pouco tempo. Depois que descobrisse o que houve, na melhor oportunidade que encontrasse, falaria com ela; não iria perder mais tempo.
Quando estava quase tudo arrumado, ouvi o barulho de um carro parando junto ao prédio e passos apressados pela escada. Meu coração se encheu de alegria e esperança, mesmo sem tudo o que preparei, teria minha oportunidade e não deixaria escapar. Corri até a lateral que dava para a rua e avistei um carro conhecido estacionado no outro lado, elevei os olhos e vi o tal de George encostado no carro como se estivesse esperando alguém... Como se tivesse esperando por...
- Não pode ser! – sussurrei ainda impactado pela decepcionante realidade.
Me afastei do parapeito e me dirigi para a caixa d’água antes que ela me visse. Tentei controlar minha respiração, mas ela ofegava acompanhando o ritmo louco do meu coração. Meus olhos queimavam devido ao grande esforço que estava fazendo para conter as lágrimas...
- Will? – ela chamou ainda do topo da escada.
Não conseguia me virar e encará-la, não ainda. Sabia que desabaria e eu não poderia fazer isso comigo!
- Will, por favor, me desculpe eu não queria magoar você. – ela nem imaginava o peso que aquelas palavras traziam para mim. – Eu sei que deveria ter avisado, mas... Droga! Olha só, eu sou uma cretina e vim aqui pedir que você me perdoe.
Continuei na mesma posição; eu não sabia o que falar nem o que fazer.
- Olha pra mim, Will. Fala alguma coisa. – ela pediu angustiada.
Ela não vinha mais... Finalmente aceitei. Comecei a desarrumar tudo e decide ir até a casa dela para saber o que tinha acontecido, pois tinha certeza que algo sério aconteceu para que ela me deixasse esperando.
Retirei a faixa que dizia: Quer namorar comigo? E a guardei em uma sacola. Aos poucos fui desfazendo a mesa improvisada, as velas, as flores... Guardei o aparelho de som e os CDs, assim como tudo o que eu tinha preparado para a nossa noite especial. Eu teria que adiar, mas seria por pouco tempo. Depois que descobrisse o que houve, na melhor oportunidade que encontrasse, falaria com ela; não iria perder mais tempo.
Quando estava quase tudo arrumado, ouvi o barulho de um carro parando junto ao prédio e passos apressados pela escada. Meu coração se encheu de alegria e esperança, mesmo sem tudo o que preparei, teria minha oportunidade e não deixaria escapar. Corri até a lateral que dava para a rua e avistei um carro conhecido estacionado no outro lado, elevei os olhos e vi o tal de George encostado no carro como se estivesse esperando alguém... Como se tivesse esperando por...
- Não pode ser! – sussurrei ainda impactado pela decepcionante realidade.
Me afastei do parapeito e me dirigi para a caixa d’água antes que ela me visse. Tentei controlar minha respiração, mas ela ofegava acompanhando o ritmo louco do meu coração. Meus olhos queimavam devido ao grande esforço que estava fazendo para conter as lágrimas...
- Will? – ela chamou ainda do topo da escada.
Não conseguia me virar e encará-la, não ainda. Sabia que desabaria e eu não poderia fazer isso comigo!
- Will, por favor, me desculpe eu não queria magoar você. – ela nem imaginava o peso que aquelas palavras traziam para mim. – Eu sei que deveria ter avisado, mas... Droga! Olha só, eu sou uma cretina e vim aqui pedir que você me perdoe.
Continuei na mesma posição; eu não sabia o que falar nem o que fazer.
- Olha pra mim, Will. Fala alguma coisa. – ela pediu angustiada.
- O que quer que eu diga?
- Sei que quando te contar o que houve você vai entender.
- Claro. Por que não começa. – ironizei enquanto me virava já seguro das minhas emoções.
- Quando saí da sua casa encontrei o George lá em casa e...
- E ele disse que estava arrependido, inventou mais algumas mentiras e você o perdoou, acertei? – sentia a acidez das minhas próprias palavras dilacerar meu coração.
- Olha se vamos seguir por este caminho eu prefiro conversar com você depois.
- Não se prenda por mim, Lizzy. Não deixe seu namorado esperando.
- Qual é, Will?! Por que você está sendo tão estúpido?! – ela se irritou e pude ver lágrimas em seus olhos. – Eu errei com você, eu admito, mas era só um encontro de amigos, bate-papo, comida e piadas; Mas estou aqui te falando que estou feliz e que estou namorando e é assim que meu amigo me apóia?!
- Realmente, Lizzy, não tem comparação. Então volte para lá. – Falei com desdém enquanto lhe dava as costas.
- Achei que você ficaria feliz por mim. Pensei que fosse meu amigo e amigos, William Darcy, ficam felizes com a nossa felicidade. – percebi por sua voz que ela estava chorando, e isso me doía ainda mais.
- Pensou errado. – sibilei segurando com força as lágrimas.
- Ok. Eu vou embora e desculpe por minha felicidade te incomodar tanto.
- Vai embora e me deixa em paz! – gritei assustando-a enquanto me virava para encará-la.
- Sei que quando te contar o que houve você vai entender.
- Claro. Por que não começa. – ironizei enquanto me virava já seguro das minhas emoções.
- Quando saí da sua casa encontrei o George lá em casa e...
- E ele disse que estava arrependido, inventou mais algumas mentiras e você o perdoou, acertei? – sentia a acidez das minhas próprias palavras dilacerar meu coração.
- Olha se vamos seguir por este caminho eu prefiro conversar com você depois.
- Não se prenda por mim, Lizzy. Não deixe seu namorado esperando.
- Qual é, Will?! Por que você está sendo tão estúpido?! – ela se irritou e pude ver lágrimas em seus olhos. – Eu errei com você, eu admito, mas era só um encontro de amigos, bate-papo, comida e piadas; Mas estou aqui te falando que estou feliz e que estou namorando e é assim que meu amigo me apóia?!
- Realmente, Lizzy, não tem comparação. Então volte para lá. – Falei com desdém enquanto lhe dava as costas.
- Achei que você ficaria feliz por mim. Pensei que fosse meu amigo e amigos, William Darcy, ficam felizes com a nossa felicidade. – percebi por sua voz que ela estava chorando, e isso me doía ainda mais.
- Pensou errado. – sibilei segurando com força as lágrimas.
- Ok. Eu vou embora e desculpe por minha felicidade te incomodar tanto.
- Vai embora e me deixa em paz! – gritei assustando-a enquanto me virava para encará-la.
Ficamos um tempo nos encarando. Vi medo e surpresa no rosto dela e isso foi como se uma faca atravessasse meu peito. Queria ir até lá e me desculpar, dizer que estava tudo bem, mas doía demais e agora era o meu momento, mesmo que isso a magoasse.
Sem dizer uma só palavra, ela se virou com o rosto já banhado em lágrimas. Eu a deixei partir, queria ficar só, queria sumir. Quando ouvi o barulho do carro se afastando, deixei a dor me consumir e as lágrimas fluírem. Eu a perdi, a perdi e não sabia mais o que fazer nem como fazer esta dor passar....
Depois de alguns minutos, fui até minha moto e segui sem rumo enquanto a velocidade me ajudava a esquecer... A fugir... A me esconder...
Cenas do próximo capítulo...
*
*
... – Não pode fugir de mim para sempre...
*
... – Eu sempre soube, filho...
... Eu não vou agüentar, mãe...
... Sinto muito...
... – E agora?
... Precisa decidir, só você pode fazer isso...
... Obrigada por ter vindo, Will...
... Ficaria muito feliz se aceitasse. Não posso fazer isso sem você ao meu lado...
... Por quê? Por que não me contou?...
... Não pode ir... Não quero que vá!...
... Me ama mais que a um amigo?...
... Sim...
... Finalmente o meu tão sonhado: Felizes para sempre...
Sem dizer uma só palavra, ela se virou com o rosto já banhado em lágrimas. Eu a deixei partir, queria ficar só, queria sumir. Quando ouvi o barulho do carro se afastando, deixei a dor me consumir e as lágrimas fluírem. Eu a perdi, a perdi e não sabia mais o que fazer nem como fazer esta dor passar....
Depois de alguns minutos, fui até minha moto e segui sem rumo enquanto a velocidade me ajudava a esquecer... A fugir... A me esconder...
Cenas do próximo capítulo...
*
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... – Não pode fugir de mim para sempre...
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... – Eu sempre soube, filho...
... Eu não vou agüentar, mãe...
... Sinto muito...
... – E agora?
... Precisa decidir, só você pode fazer isso...
... Obrigada por ter vindo, Will...
... Ficaria muito feliz se aceitasse. Não posso fazer isso sem você ao meu lado...
... Por quê? Por que não me contou?...
... Não pode ir... Não quero que vá!...
... Me ama mais que a um amigo?...
... Sim...
... Finalmente o meu tão sonhado: Felizes para sempre...














