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Para que vivemos, senão para motivo de riso aos que nos cercam e rir deles quando chega nossa vez? (Jane Austen)

Conto de Ano Novo: Fly away - Capítulo II

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 William levantou cedo para ir de encontro com sua amiga Elizabeth na praia.

Estava ansioso para encontrá-la. Não acreditava em amor a primeira vista, aliás, para o amor, ele estava fechado para balanço. Para ele já estava de bom tamanho o que havia passado com sua ex-namorada.

Colocou um casaco mais grosso e saiu em direção à praia, tentando acreditar que é só um encontro entre amigos.

Encontrou-a apoiada num patamar um pouco acima da praia, um pouco longe, olhando para o mar. Parou por um instante e analisou-a, Elizabeth parecia que estava olhando distante, além do mar. Ficou ao seu lado imitando-a.

- O que você está fazendo? – Ela o encarou divertida.

- Estou tentando descobrir em qual mundo você estava.

- E descobriu?

- Não. – Virou-se e percebeu que estavam próximos demais.

Elizabeth girou e começou a caminhar. William a acompanhou.

- E então, o que vamos fazer hoje?

- Caminhar pela praia. – Falou sem olhá-lo.

- Hum... – Não era isso que tinha em seus planos.

Eles estavam se aproximando até um carro. Percebeu que era dela ao vê-la entrar. Fez o mesmo, apesar de não estar entendendo nada.

- Para onde vamos?

 - Vamos conhecer um lugar que não é muito longe daqui.

Elizabeth foi saindo da praia, pegou uma estrada e foi rumo às montanhas.

- Estamos um pouco longe da praia. – Ele quebrou o silêncio.

- Sim. Percebi que você não ficou muito satisfeito com uma volta na praia, então me lembrei desse lugar. – Parou o carro.

William saiu e viu toda a cidade. Foram até um apoio de madeira e William ficou observando tudo ao seu redor.

- É aqui que gosto de vir quando quero pensar, ou quando quero ficar sozinha.

- Aqui é muito relaxante. – Respirou fundo e extasiado. – Era disso que eu precisava.

Elizabeth ficou o observando. Pela primeira vez percebeu que ele sorriu, não como das vezes em que conversavam, mas sorriu de alívio, como se tivesse alcançado algo, para ela, isso o deixou tão belo, que começou a analisar todo o rosto daquele homem.

- Gosto de vir aqui para ficar longe da minha família. Ela é muito grande. – Ele a observou. – Sou a segunda de cinco irmãs. – Ele arregalou os olhos.

- Sua família é muito grande. – Ele deu um sorriso torto, de repente ficou curioso sobre ela e perguntou impulsivamente: - Conte-me sua história? Claro, se não for incômodo.

- Bem... – Ela pensou. – Se você estiver preparado para uma longa história.

Os dois se sentaram e Elizabeth começou.

- Eu morei na Inglaterra até os meus dezesseis anos e meio, mais ou menos. Meu pai trabalha em uma empresa, onde sua sede é em Tókio, e naquela época ele conseguiu uma transferência para cá. Bom, eu e minha irmã mais velha demoramos para nos acostumar com o idioma e os costumes, mas as mais novas, como eram bem pequenas, logo se adaptaram.

- Vocês brigam bastante?

- Olha, uma casa onde vivem seis mulheres é impossível não sair briga. É no café da manhã, é no almoço, é no jantar... – Riram juntos. – Eu gosto da minha família, mas é sempre bom um pouco de silêncio.

- Elizabeth, você era feliz antes de vir para cá? – Os olhos dela perderam o brilho.

- Não muito. Estava passando por uma fase “coração partido”. Foi minha primeira desilusão e acho que nunca a superei. – Suspirou, olhando para os lados. Estava envergonhada demais.

- Eu tive várias, mas a última foi a pior.

- Sempre venho para cá e penso nisso. Não o amo, acho que nunca o amei, mas o que ele fez por mim, me machucou de tal forma que acho que nunca vou me apaixonar por alguém por medo.

- Se me permite, Elizabeth, posso te dar um conselho? – Ela concordou. – Hoje, “eu te amo” ficou muito fácil de ser falado, mas difícil de ser sentido. O sentimento ficou muito banalizado. É difícil acreditar no amor, mas um dia ele vem, quando menos esperar.

- Por mais que eu pense desse mesmo modo que você, sempre me lembro daquele canalha. Eu me apaixonei por ele quando tinha quinze anos, mas só numa festa que ele foi me notar e ficamos. A partir daquele dia passamos a namorar. Ele tinha carro, estudava numa cara faculdade, morava sozinho. Adorava me mostrar com ele, sei que era errado, mas me orgulhava de ser amada por ele, pois eu gostava muito dele. Depois de poucos meses, quando fiz dezesseis anos, ele me pediu uma prova de amor, cega, acabei cedendo a ele e fiz, o que considero, a pior besteira da minha vida. Depois, eu o vi aos beijos com outra moça em Oxford Street, e resolvi dar meia volta. Não olhar para trás.

- Mas você parece bem conformada... Bom, pela sua atitude.

- Poderia ser, porque eu engoli o nó que formou na garganta e o orgulho e voltei para minha casa como se ele não participasse mais da minha vida. O pior foi perceber que não o havia superado, ele sempre saía em capas de revista com a noiva, e assim fui entrando em depressão. Meu pai ficou tão preocupado, que resolveu aceitar a proposta de vir morar no Japão. A distância foi a única forma de me curar.

- Seu pai o ama.

- Muito. Ele tem muito ciúme, pois tem medo que eu volte a ter depressão.

- Você era muito nova, mas admiro a sua tentativa de esquecê-lo.

- Eu apenas me camuflei em uma armadura, isso não significa que sou totalmente forte. Posso ser por fora, mas sou muito frágil por dentro, isso eu reconheço.

William se aproximou e tocou em seu ombro.

- Você é uma mulher admirável.

- Obrigada. – Olhou para o horizonte e voltou-se a ele. – Bom, já que estamos colocando para fora nossos “corações partidos”, fale o seu.

- Eu a conheci há dois anos. – Começou. – Ela era modelo. Muito bonita, foi impossível não ficar admirado com ela. Ela tinha boas artimanhas para conquistar, e logo me conquistou. Começamos uma relação, muito boa no começo, pois ela tinha um carisma que agradava a todos, sendo assim, moramos juntos. Foi aí que a minha vida virou um inferno. Ela nunca estava em casa, sempre viajava, eu pagava contas caríssimas dela, nunca tinha tempo para mim, então comecei a desconfiar. E um dia, quando cheguei mais cedo que o esperado, a vi com outro.

- Nossa, mas que mulher...

- Ela engravidou, e fez da minha vida um inferno, me difamando para todas as revistas de fofoca. Dizia que eu não queria assumir o filho. Fui para o tribunal quando a criança nasceu em outubro, e foi provado que eu não era o pai dessa criança. Aquilo me desgastou tanto, que resolvi relaxar por aqui.

- Sabe William, acho que não amávamos essas pessoas. Acho que estamos muito presos a isso, temos que nos libertar do passado.

- Também concordo. Mas acho arriscado.

- Eu também.

- Então, será que estamos totalmente libertos disso? – Perguntou sorrindo.

- Temos que tentar.

Até aquele momento, ela estava decidida em tentar algo com ele, usou sua última frase como forma de lhe chamar a atenção, mas viu que não conseguiu, pois William ficou um pouco rígido e mudo.

- Acho melhor voltamos. – Ela disse um pouco triste. – Espero que tenha gostado daqui.

- Sim. É muito relaxante.

De volta, no carro, William estava pensando em algo. De fato, ele estava interessado nela e ela tinha mostrado o mesmo em relação a ele, porém estava muito quieta. Ela o deixou no hotel e se foi. William ficou ali alguns instantes, mas não entrou no hotel, resolveu ir até a praia para ver o pôr do sol.

Sentou-se na areia, o vento estava mais frio, mas isto não o incomodou.

William começou a pensar em Elizabeth. Ela era tão bonita, inteligente, com boas opiniões, bom caráter, o último ele percebeu na noite anterior, assim que ele a ajudou, outro fator que o fez ficar admirado com ela.

- William! – Ouviu a sua voz. Virou-se rapidamente, era ela.

- Elizabeth! – Levantou-se e ela o abraçou.

- Está tudo bem?

- Sim. – Ela se afastou e o encarou. – É que eu me sinto bem com você. – Ela sorriu.

- Eu também. – Falou enquanto a abraçava.

Ficaram assim por um longo tempo. William estava gostando daquele abraço e estava ficando cada vez mais encorajado de fazer o que pretendia. Soltou-a e ficou olhando para os lábios dela e para seus olhos, aqueles olhos que o olhavam com dúvida.

- O que foi?

- Estou pensando. – Respondeu analisando-a minuciosamente, colocou uma mexa do cabelo atrás da orelha.

- Em que? – Indagou hipnotizada por ele.

- Nisso. – Não agüentando mais, desceu seus lábios até o dela.

Os lábios gelados, logo ficaram quentes. Um arrepio inexplicável passou pelo corpo de Elizabeth, passou as mãos pelos ombros de William chegando ao pescoço para aprofundar mais o beijo. William segurava-a firmemente pela cintura, pressionando-a mais contra ele, como se quisesse fundir os dois corpos.

Ficaram mais um tempo juntos. Ora se beijavam, ora conversavam.

- Quero aproveitar cada momento com você. – Beijou-a. – Você é especial.

Elizabeth ficou tocada com as palavras ditas por ele, pareciam ser tão apaixonadas.

- Eu também. Acho que agora você tem permissão para me chamar de Lizzy. – Sorriu.

- Oh, sim! Lizzy. – Beijou-a.

Estava ficando tarde e William a levou para casa. Descobriu que era bem perto da praia.

- Na verdade moramos em Tókio. Mas como comemoramos o Natal, meu pai consegue férias e na primeira oportunidade, refugia-se aqui.

- É, lembro-me de ter lido em algum lugar que aqui não é comemorado o Natal.

- Ele é, mas não por todos, pois é uma prática totalmente ocidental. Mas eles vendem bastante nessa época, então muitos usam o Natal como forma de vender. Mas o que vale a pena são os bolos decorados, esses sim, são uma delícia. – Ela sorriu e William a beijou.

Ouviram a porta se abrir e Lizzy interrompeu o beijo. Era Jane que estava na porta totalmente sem graça.

- Tchau. Até amanhã. – Ela disse e virou-se para entrar.

- Até. – E assim que ela entrou, voltou para o hotel.

**************************************************************

- Estamos nos conhecendo melhor, Jane. – Trancou a porta para se certificar que sua mãe não a abriria sem avisar.

- Mas é um bom começo...

- Sim, só para ficarmos. Ele voltará em breve a Inglaterra e tudo voltará a ser como era antes.

- Oh, sim, você solitária e amargurada. E ele é realmente muito bonito, bem que ele poderia me apresentar um amigo dele. – Jane sorriu maliciosa.

- Pode deixar, na próxima, eu falo para ele me passar o telefone de um amigo dele. – Jogou um travesseiro em direção da irmã.

Lizzy realmente ficou muito feliz com essa nova oportunidade que a vida estava lhe dando. Sabia que William era especial, considerava-o como um anjo que havia caído do céu.

**************************************

Na véspera de Natal, a Sra. Bennet fez questão de fazer uma maravilhosa ceia.  A atmosfera daquela família ganhava um novo semblante no Natal, pois em raras noites eles conseguiam reunir toda a família. A mesa ficava mais animada, havia brindes e discursos.

E após a ceia, a Sra. Bennet distribuía os deliciosos doces na mesa para todos saborearem. E para finalizar, todos se reuniam na sala de estar, conversando sobre vários assuntos, nessas horas o Sr. Bennet desconhecia muito de suas filhas, mas amava aquele clima em que estava, queria que nunca acabasse.

- É tão bom estarmos reunidos aqui. – Sorriu. – Tenho uma ótima notícia para vocês.

- Onde estão nossos presentes? – Lydia indagou agitada.

- Você está bem crescidinha para procurar presentes pela casa. – Deu-lhe uma bronca, mas estava bem humorado, que o máximo que conseguiu foi um bico de sua caçula. – Queria que todos estivessem reunidos aqui para saber que vamos voltar para a Inglaterra no ano que vem. – Todas ficaram mudas, surpreendendo o Sr. Bennet.

- E só agora você fala isso? – A Sra. Bennet se indignou. – Mas é uma ótima notícia. – Beijou o marido.

As meninas ficaram felizes e começaram a fazer vários planos para a volta.

 Nessa hora que todos estavam comemorando, Lizzy aproveitou e foi até a cozinha, preparou um prato e saiu pelos fundos. A noite estava mais fria, então, não via a hora de chegar no hotel onde estava William.

- Merii Kurisumasu. – Falou toda animada ao ser recebida por ele.

- Merii...

- É feliz Natal. – Ela o cumprimentou com um selinho. – Aqui, minha mãe fez.

- Que delícia. – Abriu o pacote. – Pedi vinho, tudo bem?

- Tudo ótimo. Hoje a noite é nossa. – Lizzy disse para quebrar o gelo inicial.

 Conversaram muito e se conheceram melhor. Lizzy soube que ele era empresário de uma das mais renomadas empresas do mundo, enquanto ela logo se formaria em arquitetura.

- Estou seguindo a mesma carreira de meu pai. – Lizzy começou. – Ele veio para cá, pois cresceu muito o mercado, mas ele trabalha demais. O bom é que logo ele se aposentará.

- Também segui os mesmos passos de meu pai, mas infelizmente há cinco anos ele descobriu que tinha câncer, mas estava avançado e não tinha mais cura ou tratamento.

- Sinto muito.  – Lizzy pegou em sua mão.

William as entrelaçou e a puxou, ficaram de pé. William a enlaçou pela cintura e começaram a dançar.

- Estamos dançando sem música. – Ela disse divertida e extremamente envolvida em seus braços.

- Hoje a noite é nossa. – Falou com a voz grave e a beijou, mudando totalmente o sentido da frase falado anteriormente por Lizzy.

Mãos frenéticas tirando as roupas de frio, beijos sedentos e famintos, explorações no corpo. Todo o desejo que um sentia pelo o outro foi colocado à tona. Lizzy voltou à realidade achando aquilo uma loucura, mas a sua razão não fazia tantos efeitos quando os lábios de William passavam pelo corpo dela. William estava envolvido demais, achava muito cedo, mas era um desejo, uma vontade que ele não conseguia evitar.

Abraçados na dança frenética e a meio de gemidos, William falou:

- Como você está se sentindo? – Beijou-a.

- No paraíso. – Gemeu alto, inclinando-se até ele e tombando na cama.

William a abraçou e logo adormeceram e o sol já começava a brilhar.

*******************************

Um barulho insistente o acordou. William virou e pegou o telefone.

- Alô.

- William, finalmente conseguimos falar com você.

- Ah, oi Richard. – Sentou-se falando baixo. – Está tudo bem?

- Não. – A voz do seu cunhado estava estranha. – Georgiana sofreu um acidente a caminho de Pemberley ontem a noite.

- O que? – Falou alto acordando Lizzy, que agora estava encarando-o.

-Eu deveria ter ido, mas ela quis ir para resolver tudo antes da nossa chegada. Só que no meio do caminho ela pegou uma forte nevasca e... Como estou me sentindo culpado.

- Richard a culpa não é sua, mas... Como ela está?

- Ela está passando por uma cirurgia. O acidente foi grave, mas o médico me garantiu que ela estava bem, mas precisamos rezar por nenhuma seqüela.

- Richard, eu vou tentar dar um jeito de voltar o mais rápido. Tchau. – Desligou.

- O que aconteceu? – Indagou Lizzy vendo o rosto pálido de William

- Minha irmã sofreu um acidente. Preciso voltar. Desculpe-me.

- Não precisa se desculpar. – Lizzy levantou-se. – Vou levá-lo até o aeroporto mais próximo.

No caminho, William lhe falou o quanto a sua irmã era importante para ele, pois com a perda dos pais, eles se uniram muito mais do que antes, e ele estava muito arrependido de estar tão longe de sua irmã. Lizzy entendia o lado dele, pois se sentiria do mesmo jeito se algo acontecesse com suas irmãs.

Levou-o até uma estação para que ele pegasse um trem até Tókio e de lá fosse para a Inglaterra.

Despediram-se com muita relutância, era uma pena que tudo estava acabando ali.

**********************************

Lizzy estava deitada sem sua cama olhando para a foto que havia tirado com William. Estava com saudades dele, o pior erro que havia cometido foi de não terem trocado telefones, assim poderiam manter contato, mas tudo aconteceu tão rápido, que isso ficou para segundo plano. Sem bater, seu pai entrou no quarto, Lizzy guardou o celular debaixo do travesseiro e tentou sorrir para ele.

- Você está bem? – Lizzy balançou a cabeça como sinal afirmativo, o Sr. Bennet sabia que não. Sentou-se na cama e pegou nas mãos dela. – Tenho um presente para você.

- Papai, o Natal já passou. – Sorriu sem graça, mas ele colocou um envelope em suas mãos.

- Se você é feliz com ele, vá até ele, tenho certeza que está precisando de você. – Lizzy o olhou sem entender. – Jane me falou tudo, e como a amo demais, ficarei feliz o que te fazer feliz. – Beijou o topo da cabeça e saiu do quarto.

- Jane... – Olhou para o envelope, abriu-o e seus olhos encheram-se de lágrimas. Era uma passagem para a Inglaterra naquela noite.

Fez uma pequena mala para a viagem. Suas esperanças estavam renovadas.                                  

***************************************

Com o acidente de Georgiana, a família resolveu passar as festas de final de ano em Londres no apartamento de onde dava para ver a queima de fogos do London Eye, às margens do rio Tamisa.

A recuperação de Georgiana estava sendo boa e o médico a liberou para passar o fim de ano com a família. Todos ficaram radiantes com a boa notícia.

William estava feliz por sua irmã estar bem, mas sentia falta de Lizzy. Faltando apenas alguns minutos para começar a queima de fogos, William estava na sacada e inevitavelmente pensava nela. Georgiana aproximou-se dele e tocou seu ombro.

- Vá até lá. Veja mais de perto.

- Prefiro ficar aqui com você. – Disse abraçando a irmã.

- Algo me diz que você deve ir lá. – Insistiu.

- Você é maluquinha, minha irmã. – E entrou.

***************************************************

Lizzy andava pela multidão que aguardavam a contagem regressiva. Tudo estava tão diferente de quando morava lá. Sentia-se uma turista no meio daquelas pessoas e tantos rostos desconhecidos e diferentes.

Faltava pouco para o ano novo. Lizzy parou de andar e viu uma silhueta muito parecida com ele. Será?

- 10, 9, 8, 7... – Ele se virou, Lizzy sorriu e ele a correspondeu. – 6, 5, 4... – Os dois ficaram frente a frente. – 3, 2, 1! Feliz Ano Novo! – E os fogos começaram a estourar.

- Agora, eu vou te mostrar como recebemos o ano que chega. – Tomou-lhe nos braços e a beijou profundamente.

E uma nova história começa em 2011...

Fim

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