Lizzy sempre admirou a beleza de Netherfield, principalmente agora que sua irmã Jane era a Sra. Bingley.
Aquele ano havia sido maravilhosos para eles. Depois de tantas mentiras, Jane e Charles finalmente conseguiram ficar juntos, e provaram que realmente se amavam.
Por algum tempo, Lizzy culpou não só Caroline, mas também o amigo de seu cunhado, William Darcy. Porém, reconheceu que fora injusta com ele, principalmente no caso de George Wickham. Culpava-se até hoje por acreditar nas mentiras ditas por aquele rapaz. Agora poderia ser tarde demais, ela estava apaixonada por Darcy. Mas será que ele ainda a amava?
Quase um ano havia se passado, Lizzy viu Darcy no casamento de sua irmã, e ele estava frio, distante. Mas ela não havia o perdoado naquela época.
- Ah! Não é hora de remoer as magoas do passado. – Limpou uma lágrima, o que era inevitável. – Vamos Lizzy, é Natal, hora de planejar novas metas! – Falou tentando encorajar a si mesma de esquecer toda aquela história.
Caminhar pelos campos entre Longbourn até Netherfield era a atividade favorita de Lizzy. Apesar de ter certa distância, dava para ela refletir bem sobre tudo o que estava ao seu redor. Aproveitando que sua mãe estava preocupada com suas irmãs, resolveu visitar Jane a pé. O dia estava ensolarado e o tempo agradável, o que estimulou a sua caminhada.
- Lizzy, o que faz aqui? – Indagou Jane assim que viu sua irmã.
- Vim fazer uma visita. – Desconfiou do nervosismo da irmã. – Tudo bem?
- Tudo. Tudo. É que chegou uma pessoa...
- Ah, se for a Caroline, volto mais tarde. – Interrompeu a irmã.
- Não! Não é Caroline. É Darcy.
- Darcy? William Darcy. – Sentou-se na cadeira mais próxima. – Oh, céus.
- Até eu fiquei surpreendida com a chegada dele. Ele irá passar uma semana aqui.
- O Natal também? – Indagou preocupada.
- Também. – Respondeu olhando com pesar a irmã
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- Charles, não estou confiante em relação a isto. – Darcy andava de um lado para o outro, passando as mãos pelo cabelo nervoso.
- É claro que vai dar certo, é só unir o útil ao agradável.
- Você tem certeza de que ela vai aceitar meu pedido?
- Não tenho a menor dúvida. Ela andava deprimida, e Jane estava preocupada e resolveu persuadir a irmã, até que Lizzy lhe confessou que estava apaixonada por você, por isso que o chamei. Você ainda a ama, não é?
- Que pergunta Charles, é claro que a amo. – Charles começou a rir. – O que foi?
- Comecei a me lembrar de quando eu fui pedir Jane em casamento, estava parecendo um pateta que nem você. – E riu mais alto.
- Pateta? – Mas o amigo mal lhe deu os ouvidos e foi observar a janela.
Enquanto ria do amigo, viu Elizabeth indo embora.
- Hum... Darcy é melhor você aproveitar e ir lá fora.
- Por que? – Foi até a janela e viu Elizabeth indo embora. Saiu praticamente correndo do escritório.
Alguns minutos depois, Charles apareceu na varanda rindo e abraçou Jane, que tinha a expressão abobalhada vendo Darcy correndo até Lizzy.
- Agora sim vai dar tudo certo. – Charles beijou o topo da cabeça da esposa.
- Será? – Jane não estava tão confiante.
- Claro. – Fitou-a com um sorriso malicioso. – Sabia, Sra. Bingley, que está cada dia mais linda? – Beijou-a, apertando o abraço.
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- Srta. Elizabeth! Eliza... – Gritou.
Lizzy estacou, será que era realmente a voz dele? Virou-se devagar e teve certeza, era ele. Respirava rápido, o rosto estava corado e os olhos mais azuis e hipnotizantes como nunca. Abriu a boca duas vezes para falar alguma coisa, mas sua voz falhara completamente e estava sem voz também.
- Srta. Elizabeth. – Pegou sua mão e a beijou, deixando-a surpresa. – Gostaria de fazer um passeio?
- Sr. Darcy! Ah... É... Hum... Sim. – Estava nervosa.
Ele ofereceu o braço e Lizzy aceitou. Ela pensou que seu coração iria sair pela boca, enquanto caminhavam em direção a um lago da propriedade.
- Jane me contou que vai passar uma semana aqui. – Ela tentou começar um assunto.
- Ah, sim.
- Quando o senhor chegou?
- Esta manhã. São Paulo não é mais a mesma.
- Ah... E é uma cidade tão bonita.
Ele sorriu e resolveu mudar de assunto.
- Ainda escuta Elvis?
- De vez em quando. – Como é que ele se lembrava disso? – Agora escuto Beatles, por causa de minhas irmãs e é muito bom, não tenho o que reclamar.
- Ah, essa febre. Georgiana também gosta dessa banda.
Olharam-se mais uma vez, um pouco nervoso, Darcy desviou o olhar a avistou um pequeno barco no lago. “Mas esse Charles pensa em tudo”, pensou com um largo sorriso.
- Por que está sorrindo, Sr. Darcy? – Lizzy pegou-o no flagra.
- É que avistei um pequeno barco e o dia está bom, a Srta. gostaria de dar um passeio?
- Ah, o Sr. Darcy remando? Isso é uma novidade! – Havia ironia, o que deixou Darcy um pouco inseguro.
Lizzy sentou-se cuidadosamente no barco e Darcy a sua frente e começou a remar. Às vezes se encaravam, mas até o centro do lago não trocaram uma palavra. Assim que chegou ao centro, Darcy parou de remar e encarou Lizzy por alguns segundos, que pareceram horas.
- Lizzy! – Pela primeira vez ele a chamava pelo apelido. – Eu tenho que te dizer uma coisa. – Pensou um pouco. – Eu... Eu... – Droga, nenhuma palavra bonita vinha-lhe a mente. – Eu te amo. – Lizzy se assustou pela forma abrupta que ele falou. – E muito.
Ela o encarou mais um pouco, elevou a mão na boca e levantou, sua vontade era de pular no colo dele, beijá-lo, falar que também o amava muito, mas um piso em falso fê-la cambalear para o lado e gritar, caindo de cabeça na água.
- Lizzy! – Ele olhou alarmado, tudo aconteceu muito rápido. – Lizzy! – Levantou-se, mas ela não subia a superfície.
Desesperado, pulou na água para encontrá-la. Não sabia se ela nadava. Mergulhou diversas vezes, mas o lago era um pouco fundo. Já estava desesperado quando subiu novamente na superfície e ouviu um riso, e esse riso era dela. Não era um riso debochado, era um tão feliz que o contagiou.
Lizzy aproximou-se mais dele, enlaçando-o pelo pescoço e foi logo dizendo:
- Meus sentimentos não mudaram. – Isso o desanimou um pouco, talvez Charles estivesse errado, então ela sorriu timidamente e se aproximou mais. – Eu ainda te amo.
Ele a beijou de uma forma desmedida e profunda, seus lábios passavam pelo dela sentindo toda a maciez, separaram-se com falta de ar. Ele começou a rir junto com ela, levantou-a várias vezes e depois a abraçava fortemente e se beijavam ardorosamente. Depois de um tempo, Lizzy falou:
- Acho melhor sairmos, Jane vai se assustar ao nos ver assim.
- É mesmo, no mínimo ela vai achar que você me tentou jogar na água e acabou indo junto. – E riu.
- Confesso que já tive vontade de fazer isso. – Ela confirmou rindo. Darcy riu junto, parece que ele era capaz de olhar para ela e se sentir feliz completamente.
Aquele Natal foi o melhor de todos para Lizzy, pois fora naquela noite que ele a pediu em namoro. Mas o Natal mais feliz ainda estava por vir, e não seria um, seria vários.
Fim














