Citações

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.(Jane Austen)

Beautiful Mess - Capítulo VIII

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CAPITULO VIII

Lizzie, estava sentada em uma espreguiçadeira ao redor da imensa piscina de águas azuis e cristalinas, com o notebook no colo.

Conversava com Charlote pelo MSN:

Charlotte@a vida é uma festa disse:

Que bom falar com você, Lizzie ! Quer dizer, teclar com você!
Mas como está tudo por aí?

Lizzie Bennet diz:

O trabalho vai bem, está de vento em popa, acho que termino antes do prazo previsto.

Charlotte@a vida é uma festa disse:

Elizabeth Bennet! Não vai me contar?

Lizzie Bennet diz:

Mas eu estou contando Char!

Charlotte@a vida é uma festa disse:

Não tente me enrolar, isso é muito feio sabia!
Conte-me tudo e não me esconda nada....Vai passando o relatório completo e sem cortes...

Lizzie Bennet diz:

Vai sonhando amiga, nem sob tortura...

Charlotte@a vida é uma festa disse:

ahãm! Santo homem de aço, Batman ,então rolou? ...rsrsrsrsrsrs .. Eu sabia que o Seu Ares não iria deixar uma oportunidade dessas passar em branco.

 

Lizzie Bennet diz:

Olha aqui Srta Lucas, se você quer saber eu até te falo alguma coisa, mas vai ter de me prometer não vir de piadinhas....

Charlotte@a vida é uma festa disse:

Ok , eu prometo! Então fala logo!

Lizzie Bennet diz:

Eu assumo. Esse Ares é um inferno de quente, e minha carne é de segunda, fui fraca.



Lizzie se distraiu com os movimentos de Edward na água, braçadas vigorosas diga-se de passagem.
Ele se aproximou do local onde Lizzie se encontrava. Ela o observava como se estivesse em transe.

-Não acredito que está trabalhando! Você é uma mulher muito teimosa - ele reclamou.

- Eu só estou checando as coisas com Charlotte.


Charlotte@a vida é uma festa disse:
Lizzie? Você ainda está aí?.. Lizzieeeeeeeeeee
Não ouse a sair do Messenger sem me contar isso...Lizzie?



-Eu não nado tão bem assim, mas estou louca para cair na água.- Lizzie continuou a conversar com Edward, enquanto fechava o Note....depois se acertaria com Charlotte.

-O que está esperando? – ele perguntou

– E que minhas costas ainda incomodam um pouco.

-Vamos fazer o seguinte: Você entra na água, mas eu não vou sair do seu lado .

-Combinado?

-Combinado.

-Está com medo?

-Estou sim, com muito medo – ela disse e teve vontade de complementar: Estou com muito medo desses braços fortes, desse corpo que parece ter sido talhado pelo cinzéis de um grande artista.

Lizzie percebeu que, se ficasse pensando nele, jamais entraria na água. Então, de súbito, se levantou e mergulhou na piscina. Quando emergiu , deu de cara com Edward ao seu lado.

-Você está maluca?

-Digamos que sim.

-Não poderia ter feito aquilo. Deveria ter aceitado a minha ajuda.

-Por favor, não se preocupe tanto.

- Tudo bem, mesmo assim vou ficar por perto.
“Mas, por favor, não fique perto demais”, ela teve vontade de pedir, mas se calou.

 

Lizzie ficou na piscina durante uns quinze minutos e, na maior parte do tempo permaneceu de costas, boiando.

Depois, resolveu sair da água e se deitar na espreguiçadeira para ler o livro que havia trazido.

Iria aproveitar o dia de folga, descansar bastante, recuperar suas forças. No dia seguinte voltaria ao trabalho com força total.

Ela acabou adormecendo ali mesmo, e acordou com o som de gargalhadas. Lizzie sentou-se olhou para o outro lado da piscina, onde Edward se encontrava acompanhado por duas mulheres.

Uma delas, Lizzie reconheceu : Tereza, a vizinha da ilha ao lado.

Notou que Edward se excedia em gentilezas para com as moças , sentiu algo muito estranho. E não demorou muito para perceber que tal sentimento tinha um nome: ciúme.

Ele a chamou para se juntar a eles, e ela não teve como fugir.

— Como vai, Lizzie? — Tereza a comprimentou, ela vestia um biquíni vermelho que realçava sua pele bronzeada. E andava balançando sensualmente os quadris. Um requebro exagerado, pensou Lizzie. Com toda certeza, o objetivo era chamar a atenção de Edward.

— Essa é minha amiga Sandra. Sandra, esta é Elizabeth Bennet, a Decoradora de Edward.

-Mas que ótimo, eu poderia tirar umas dúvidas com você? – perguntou Sandra pra Lizzie, que balançou a cabeça afirmativamente.

Enquanto Sandra bombardeava Lizzie com perguntas, Tereza, mais uma vez, monopolizava Edward.

Edward tinha um sorriso sedutor estampado no rosto. Mas o mundo despencou mesmo, quando ele passou o braço em volta da cintura de Tereza, com intimidade.

Lizze não aguentou e os encarou abertamente. Seus olhos encontraram os de Tereza.

Antes não tivessem! Ela exibia um sorriso triunfante.

Inconformada, ela se esforçou para conversar com as duas mulheres. Porem, todas as vezes que Edward lhe dirigia a palavra, de novo aquela sensação horrível se apossava do seu peito. Lizzie, então , decidiu que o melhor era voltar para o quarto.

 

- Mas você não quer almoçar conosco, Lizzie? – Edward perguntou, decepcionado.

- Não , muito obrigada. Prefiro voltar para o quarto e descansar um pouco. Amanhã pretendo estar bem para poder continuar o meu trabalho.

Ela tentou participar da conversar por mais alguns minutos. Mas a sensação de opressão que Lizzie sentia dentro do peito aumentava a cada instante que passava.

-Está sentindo alguma coisa, Lizzie? – Edward perguntou.

“Sim! Estou! Estou sentindo ciúme de você e não me conformo com isso!”, ela teve vontade de gritar,mas ao invés disso , disse:

-Não, estou bem, mas gostaria de ir para o quarto.

-Venha vou te ajudar.

-Não Edward, não precisa se incomodar.

Antes de se afastar, Lizzie se despediu das convidadas de Edward.

-Você notou que não me chama de Sr.Darcy desde a noite passada?- Edward falou logo atrás.

- Verdade? Eu não tinha notado – fingiu não ser algo importante.

Ao chegar no quarto, se deu conta de que estava se controlando para não chorar.

- Se você quiser eu almoço aqui com você.- ele se ofereceu.

-Não, não precisa se incomodar comigo. Posso muito bem almoçar sozinha – ela disse, num tom seco de voz.

-O que aconteceu agora? Por que resolveu me agredir?

-Não estou agredindo você, Edward Darcy!

-Está, está, sim senhora!

- Engano seu. Só estou me sentindo um pouco cansada.

-Mas você dormiu até tarde hoje, Lizzie.

-E daí? – Ela se zangou – Será que resolveu me controlar? Se resolveu, acho bom desistir da idéia. Detesto que me controlem.

- Você é uma pessoa irritante.

- Você também não vai atrás.

-Tenho tido a maior paciência do mundo, mas você parece ser bipolar.

-Ouça aqui, Sr. Darcy: que tal me deixar sozinha? Vim aqui para trabalhar e é isso o que vou fazer.

-Ninguém a está impedindo de trabalhar.

-Neste exato momento o senhor está, sim, me impedindo de trabalhar. Se já tivesse descido para ficar com as suas amiguinhas, eu já estaria trabalhando.

 

-Ah, então é isso. – Ele deu um sorriso de satisfação- Está com ciúmes, Srta Bennet?

-O que foi? Está pensando em uma boa desculpa pra me dar?- continuou Edwar.

-Desculpa? E desde quando eu tenho de lhe dar alguma desculpa?- respondeu nervosa.

-Vai negar que está sentindo ciúme de mim?

-Vou. Vou negar. Onde já se viu uma coisa dessa? De onde você tirou que eu poderia estar sentindo ciúmes de você?

- Da maneira como você se referiu as minhas amigas. Que me pareceram muito boas moças.

-Faça-me um favor? Desça e vá almoçar com elas.

-Se quiser fico aqui e almoço com você – ele sugeriu de novo.

-Não, eu quero e vou almoçar sozinha. Agora, faça o favor de se retirar.

-Se é isso que você quer - Ele se dirigiu para porta - Tenha uma boa tarde Elizabeth Bennet.

-Eu terei. E você, aproveite e desfrute da companhia das suas amigas.

-É exatamente isso o eu vou fazer. - Ao sair Edward bateu a porta do quarto dela com força.

 

Da janela do quarto, Lizzie via Edward com Tereza. Ela estava deitada numa espreguiçadeira, ironicamente na mesa em que estava antes, ao lado de Edward. Eles conversavam animados, sorrindo um para o outro...

Flertando. Aquela maldita mulher esperara o tempo todo, como um urubu querendo pousar!

Tereza fez um sinal de cabeça para Edward. Ele levantou, pegou a camisa e calçou as sandálias. Ela o seguiu. Sandra continuou na piscina.

Escutou o barulho da lancha de Edward se afastando, e sentiu o ódio e o ciúme a corroer. Não tinha mais ânimo para trabalhar. Nenhuma razão. Deitou-se, e ficou olhando o teto, sem pensar em mais nada. Ficou neste estado de inércia por um tempo.

Levantou-se meio desorientada, respirou fundo tentando organizar os pensamentos. A casa estava silenciosa. Já era noite. Seus olhos passearam pela piscina, e Sandra já não estava mais lá. Edward não tinha voltado até aquela hora.

Lizzie tomou um banho e ficou na sacada do quarto esperando ansiosamente pelo barulho da lancha, mas... nada. Ou ele chegara sem ela perceber? Não importava.

 

Ela saiu do quarto e constatou que Edward não havia mesmo retornado. Então, partiu para o bar, preparou uma Margarita, não tão boa quanto a dele, mas o que importa?

- Nossa! Não ficou das piores – falou consigo mesma.

Então preparou e tomou a segunda, a terceira....

Estava com a cabeça estranhamente lúcida, mas de uma maneira amalucada.

Sabia que se comportava como uma irresponsável, mas gostava dessa estranha sensação de irrealidade, onde não havia passado nem futuro, onde só havia o presente, e um presente cheio de risos alegres e perfume de Margarita.

Lizzie não fazia a menor idéia em que parte da casa se encontrava, e sequer estava ligando muito para isso. Limitou-se a observar o céu escuro todo pontilhado de estrelas. Entrou no quarto ligou o som, e a música invadiu o ambiente.

A noite estava quente e a brisa fresca do mar acariciava seu rosto. Ela sentia-se flutuar numa nuvem dourada de alegria e despreocupação.

“A liberdade é maravilhosa”, pensou ela. Nada de entraves, nada de problemas. Poderia fazer o que bem entendesse e isso a enchia de desejo. Seu corpo ardia, queimava, pedia por Edward.

 

- Edward onde você se meteu – choramingou ela, se aconchegando entre travesseiros e lençóis, e adormeceu.

Lizzie despertou ainda sonolenta, ouvindo uma deliciosa canção tocando, e sorrindo por estar sentindo cócegas. Estranhamente se sentia aquecida, satisfeita e segura. Seus olhos estavam tão pesados que ela mal conseguia abri-los.

 

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Edward estava sentado ao seu lado, e suas mãos deslizavam suavemente pelas costas dela numa carícia leve e sensual.

- Edward. – murmurou ela, os olhos semicerrados.

- Gosta disso? - ele perguntou

- Sim... adoro!

Ele inclinou a cabeça e seus lábios roçaram delicadamente os dela.

- Você é linda.

- E você também é. .

 

Ele deu um sorriso torto envaidecido, enquanto seus lábios brincavam, provocadores, com os dela.

Através das pálpebras trêmulas, ela viu o olhar de Edward percorrendo-lhe o corpo. As mãos dele seguiam o contorno nu das curvas do corpo dela e um suspiro escapou-lhe dos lábios entreabertos. Isso tudo era excitante.

Agora ela sabia o que queria: E queria aquele homem provocante.

Ele afastou-se, ficando de pé, enquanto ela o observava desabotoar a camisa. O ato dele se despir, a deixava fascinada.

Lizzie estremeceu de excitação, quando ele caminhava, alto e forte, em sua direção. A poderosa masculinidade que emanava dele mantinha preso seu olhar.

Deitou-se ao lado dela e seus corpos se juntaram fazendo-a tremer de desejo. Os lábios quentes dele tocavam de leve seus ombros, enquanto ela o tateava cegamente, se perdendo na firmeza musculosa do peito e dos braços dele.

Edward pousou os lábios nos dela e Lizzie passou os braços em torno do pescoço dele, retribuindo fervorosamente aquele beijo.

Fechou os olhos com força e gemeu de prazer quando os dedos de Edward foram descendo para o contorno arredondado e macio de seus quadris e de suas coxas. Ela se recusava a pensar, a parar, a permitir que a realidade rompesse a nebulosa barreira do sonho.

Os lábios de Edward brincaram suavemente com os seios. A forte impetuosidade tinha cessado. Dedos inteligentes e experientes foram extraindo dela uma excitação cada vez maior, ensinando-lhe novos caminhos para o prazer, até que Lizzie ficou ansiando pela satisfação final com uma intensidade tamanha que a entrega foi imediata.

Edward respirava profundamente, uma respiração excitada que ecoava nos ouvidos de Lizzie e lhe aumentava o desejo. Seus corpos se contorciam agitados, sua boca enterrada no ombro nu dele, que gemia de prazer.

 

Lizzie agora sabia que havia fugido do inevitável, todo esse tempo. Recusava-se a aceitar o que estava claro como água: estava apaixonada por Edward Darcy. Não fora forte e auto-suficiente para resistir.

“Para o inferno com o resto”, pensou ela se atirando despreocupadamente nos mares turbulentos da satisfação sexual e correspondendo à paixão naquela noite.

- Você de pilequinho é muito mais interessante, sabia? - disse Edward mais tarde, num tom de voz cansado, o rosto enfiado nos cabelos dela.

E Lizzie respondeu sonolenta:

- Melhor você providenciar um estoque de Tequila, então!

- Lizzie, Lizzie, o que é que vou fazer com você? - perguntou ele, e ela não respondeu.

Lizzie estava sentindo o calor preguiçoso e satisfeito de seu corpo pressionado levemente ao dele.

Cansada, adormeceu.

Fim do Capitulo VIII


*The Corrs e Alejandro Sanz - Una Noche

" Aún hoy, mi amor , aún hay
Dos cuerpos con alma
Se esconden del sol
De noche se escapan
De noche se dan
Los cuerpos , las almas
Aún hoy, aun hay"

 

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