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Se eu a amasse menos, seria capaz de falar mais sobre o que eu sinto. (Jane Austen)

Beautiful Mess - Capítulo VII

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Capitulo VII

 

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Edward fechou a porta do seu quarto num ultimo ato controlado que pôde fazer depois de sentir Lizzie tão macia e receptiva em suas mãos.

Retirando a blusa apressado, deixando que alguns botões voassem pelo ambiente aterrissando pelo chão como soando como moedas, caminhou em direção do banheiro deixando uma trilha de roupas, meias e sapatos para acalmar-se debaixo do chuveiro gelado.

Elizabeth... Ainda podia sentir a energia de sua pele vibrando nas respirações entrecortadas e suspiros longos que ela dava enquanto rodava seus mamilos e massageava seus seios.

Ele próprio dava agora longos suspiros em meio a respiração entrecortada em busca de reassumir o controle de seu próprio desejo. Ele a teria e ela cederia de forma completa, era uma constatação quase palpável. Ele tinha certeza disso.

Como poderia classificar o que houve entre eles neste momento? Ter desejo por
Elizabeth era comum à ele, ela era uma mulher linda, charmosa, encantadora, mas essa amplitude de excitação ele nunca experimentara com nenhuma mulher.

Neste momento ele não poderia racionalizar nada, não poderia brigar com seus sentimentos,pois sabia onde isso o levaria, sabia que teria que se conformar.


Paixão. Afeto. Amor. Será?Será!

 

Saindo do chuveiro ligeiramente mais controlado do que quando entrou, caminhou nu até a janela, pingando água pelo chão. Apoiou-se num umbral e sentiu o vento secá-lo.

Sua musculatura ainda estava tensa, causava-lhe até mesmo certa dor na qual se concentrava para esquecer o corpo longo, macio e quente deitado no quarto ao lado.

Não dormiria esta noite. Nem nas próximas. Precisava tê-la. Era a única certeza que passava em sua mente.

Como fazê-la baixar a guarda?

Ela havia se excitado também, havia respondido seu toque e melhor, havia deixado tocá-la, não o rechaçando, não o repelindo.

Ela também queria. Seu último suspiro, antes de fracamente se despedir. Suas bochechas vermelhas, seu tórax ondulante. Ele conhecia essas reações. Mesmo disfarçadas, mesmo contritas. Ele sabia o que ela havia experimentado com seu toque.

A idéia iluminou seu rosto e pintou seus olhos de vaidade e certeza de que não havia mais dúvidas.

Voltou para o banheiro e apanhou o roupão rapidamente, cobrindo-se e dando o nó quando já estava à porta do quarto dela.

A excitação o dominou como se fosse um menino. A certeza carregava a ansiedade.

Respirando fundo, resolveu não bater e simplesmente abrir a porta de uma vez, disposto a lhe expor a verdade, de desmascará-la, de mandar todo aquele ar de realeza ao chão.

Todo os conflitos que sentia dentro de si retesou-se como uma calmaria antes da tempestade ao encontrá-la nua, amarrando seus cabelos em um coque frouxo de pé diante do espelho. Seus olhos vítreos e a boca naturalmente vermelha e entreaberta transformaram-se em olhos de desejo e boca convidativa à um beijo, quando o viu entrar sem bater à porta.

Edward era tão rápido e brusco como se fosse anunciar o apocalipse.

 

Em dois passos ele cobriu o espaço que os separavam, em uma respiração ele a abraçou e a beijou forte, imponente e exigente.

Suas mãos lhe tocavam a cintura puxando-a para que ficasse impossivelmente mais perto, suas pernas fortes estavam fincadas no chão como pilares de sustentação para suas pernas que pareciam não poder sustentá-la. Rodeando seu pescoço com os braços, ela abandonou-se nesse beijo erótico que contribuía com sua decisão de não mais pensar, nem raciocinar, nem ponderar, apenas se entregar.

O sentimento era tão forte, que parecia nascer em seu ventre, correr em seu coração e dar voltas em sua cabeça. Queria chorar, queria gritar, estava com medo de todo aquele arrombo de paixão reprimida deixá-la louca e perdida, por isso agarrou-se mais a ele, suspirando entre o beijo buscando ar.

As mãos dele desenrolaram o nó que prendia seu roupão, o empurrou até que caísse no chão, dando assim a oportunidade deles sentirem suas peles se arrepiarem.

A barba serrada de Edward raspou de leve a pele mais sensível de Lizzie. Os corpos ardentes gravitavam instintivamente um para o outro. Ela se ajeitou para acomodá-lo e Edward deitou-se sobre ela, provocando um arrepio de prazer enquanto, lânguida, Lizzie aceitava seu peso.

O beijo se prolongou, se aprofundou e aumentou a intensidade. As línguas enredadas, com urgência desesperada da paixão que a obrigava a tomar a decisão tão adiada, e deixar consumar o que foi tão protelado.

Lizzie acariciou-lhe a nuca, enterrando os dedos em seus cabelos.

Edward emitiu um pequeno suspiro e prendeu-lhe a cabeça, puxando-a para mais perto, começando a mover o corpo de leve, apenas o indício de um ritmo que fez o estômago de Lizzie contrair-se.

Impossível dizer qual boca era a mais gulosa, a mais urgente ou qual língua foi, sensual, em busca da outra, a respiração de ambos agitada, fazendo com que se movessem um contra o outro. Lizzie sentiu a firmeza da excitação dele, arfou e arqueou-se enquanto Edward se movimentava agradavelmente sobre ela.

— Edward — sussurrou, febril.

— Sshh — ele murmurou, deslizando os lábios pelo rosto dela, começando a sugar-lhe o lóbulo da orelha, enquanto esfregava seu peito em seus nos seios .

Ele suspirou quando ela correspondeu ao novo prazer de pele roçando pele e beijou-a de novo, terno e sedutor, descendo as mãos, acariciando-a enquanto movia o quadril contra o dela.

A transpiração cobriu-lhe o corpo numa mistura de odor almiscarado tão familiar que Lizzie gemeu de prazer quando o perfume chegou-lhe às narinas.

Deslizou as mãos pelos ombros musculosos até as costas dele, parou na cintura e escorregou-as pelos quadris, fazendo-o estremecer na busca do baixo-ventre sensível, abarcando os ossos firmes do quadril com as palmas, os dedos instigantes.

Lizzie sentiu o membro túrgido de Edward tocar-lhe a parte mais sensível, fazendo um arrepio de excitação correr-lhe pelo corpo.

— Odeio o que você faz comigo! — Lizzie falou com voz estrangulada.

— Não, não odeia — ele replicou, acariciando-lhe os cabelos com mão trêmula, num estranho gesto de simpatia. — Você gostaria de odiar, minha querida — murmurou, beijando-a de novo antes que ela pudesse exprimir outra palavra amarga, queimando-a com um beijo que expulsou qualquer outro sentimento que não a necessidade faminta de tocar e sentir.

As carícias dele tornaram-se mais urgentes, mais íntimas, sem dar chance a Lizzie de voltar a seu juízo perfeito, seus lábios percorrendo-lhe o corpo para sugar, tocar de leve e beijar, num frenesi de desejo.

A respiração dela acelerou-se quando ele tomou um dos mamilos na boca e sugou-o com força, até a dor transformar-se em incrível prazer.

 

— Você me deseja — disse com voz rouca, enquanto desvendava o corpo dela.

— Sim. — respondeu, sem se importar em admiti-lo.

— O quanto? — Edward passou a língua pelo mamilo, sua sensibilidade já aguçada fazendo-a gritar de prazer.

Lizzie não respondeu. Cerrou os dentes para impedir as palavras que ele queria ouvir.

A respiração quente de Edward queimava-a por onde roçava, o corpo dele, escorregadio e úmido, movendo-se com lento erotismo contra o seu, excitando-a com a experiência sensual de um homem que conhece o próprio poder.

A sensação desesperada que começou a crescer dentro dela, quase a impedindo de respirar, deixou-a meio que flutuando, os membros tensos, a mente perdida na névoa do êxtase.

— O quanto? — Edward tornou a perguntar.

Lizzie sacudiu a cabeça.

— Da mesma forma e intensidade que você me deseja — repondeu em um sussurro.

Ela encontrou-lhe os lábios de novo, tragando a necessidade de palavras com um beijo tão sensual que incendiou o sangue de Edward. Ele arqueou o corpo dela, curvando-o como uma haste flexível contra a rocha pulsante de seu corpo.

As carícias se tornavam mais ardentes, mais íntimas. O desejo transformou-se numa mola em espiral apertada dentro deles, a pressão aumentado até que, com um soluço,

Lizzie o envolveu com as pernas, convidativa.

Era todo o estímulo que ele precisava. Edward penetrou-a com um único e firme movimento, soltando o corpo pesadamente sobre ela, o coração, como o de Lizzie, batendo fora de controle, os lábios ainda colados, desfrutando o prazer da carícia.

— Me ame — sussurrou, quase sem fôlego.

— Eu a amarei, Lizzie — ele murmurou.

 

Ele então se moveu e, de repente, as palavras não mais importavam. Seus corpos estavam tão afinados que se alçaram juntos numa rapsódia de movimentos lentos e profundos.

O clímax a atingiu deixando-a com a pulsação acelerada. A maravilhosa tensão flutuante de sentidos manteve-a pairando por intermináveis momentos de inacreditável beleza antes de ela se libertar, arrastando Edward consigo para a tempestade que os aguardava.

As ondulações transformando-se em ondas e as ondas transformando-se numa maré de sensações que os engolfou até deixá-los boiando, preguiçosos, em águas mais tranqüilas.

Permaneceram deitados, exauridos, durante um longo tempo, antes de se moverem.
Num primeiro momento, só Edward achou forças para sair de onde se encontras a, afastando-se de Lizzie e puxando as cobertas, para depois cobri-la, deitando-se ao seu lado.

Tomou-a nos braços e ela se sentiu envolvida pela névoa de uma experiência maravilhosa, a mente ainda vagando acima das nuvens, os membros pesados, o corpo satisfeito, os sentidos apaziguados, em lânguida calma, ouvindo o pulsar confortador do coração dele sob o rosto.


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Lizzie foi acordada por um barulho. Meio sem saber o que estava acontecendo, ela olhou para o outro lado da cama para certificar-se que estava só. Porém, antes que colocasse os pés no chão, Edward entrava, com uma bandeja de café da manhã.

-Bom dia, Lizzie. – ela titubeou. Era muito constrangedor acordar e, logo de cara, ter de enfrentar o personagem dos seus sonhos.

-Dormiu bem?

-Mais ou menos.

- Mas você está usando pijama. Isso significa que levantou de madrugada. Por que não me chamou?

-Não foi preciso.

-E como está suas costas hoje? – Edward sentou-se na beirada da cama.

 

-Doeu um pouco durante a madrugada, mas agora não estou sentindo absolutamente nada.

- Você deveria ter me chamado quando precisou levantar-se. Acha que dormi a seu lado pra quê? Para poder atacá-la na primeira oportunidade?

-E não foi?

- Assim você me ofende, Lizzie. Não sou homem de atacar mulheres indefesas.

-E mesmo? – Lizzie deu um sorrisinho irônico. – Você só ataca as mulheres que sabem se defender?

-E melhor mudarmos de assunto. – Edward colocou a bandeja na frente dela.

Edward voltou a se sentar na beirada da cama e, enquanto Lizzie fazia a refeição matinal, os dois conversaram a respeito da decoração que seria feita na casa.

- Bem – ela disse em um determinado momento – se você me der licença, vou me
arrumar pra trabalhar, tenho muito que fazer ainda.

-De maneira alguma. Você hoje vai descansar, estou lhe dando folga. Está precisando relaxar um pouco e nada melhor do que essa ilha para isso.

-Mas eu não quero perder tempo! Entenda, sou uma mulher muito ocupada. Tenho certeza que terminarei o trabalho antes do prazo que lhe dei. Por isso não posso desperdiçar o dia de hoje.

-Nada disso – Edward estava irredutível. – você hoje tira folga e vamos desfrutar um pouco deste paraíso.

- Com minhas costas doloridas? Sem chance!


Fim do Capítulo VII

 

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