Citações

O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.(Jane Austen)

Beautiful Mess - Capítulo VI

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Capitulo VI

Elizabeth acordou cedo, aliás, ela não dormiu.

- Bom dia! Sra. Mercedes, certo? – perguntou com um sorriso no rosto.

- Sim, Srta. Bennet, certo! Bom dia! – respondeu alegremente a empregada.

-Prazer em conhecê-la.

- O prazer é meu senhorita, desculpe-me a interrupção ontem tão tarde, mas eu sou muito preocupada com o menino Darcy.

- Nenhum problema. Por falar nele, onde está? – quis saber curiosa por não vê-lo à mesa.

- Ele pediu para pedir-lhe desculpas e avisar que o esqui dessa manhã foi cancelado. A lancha precisou de um reparo e ele foi para Anguila resolver isso.

- Ok! Tudo bem, eu vou tomar café e começar a trabalhar.

- Oh, sim! Pode ficar à vontade, sinta-se em casa. – ressaltou a Sra. Mercedes de forma calorosa.

A mesa do café da manhã estava deliciosa e farta, e incluía varias frutas tropicais até então desconhecidas por ela.

Lizzie, então, começou a analisar cômodo por cômodo daquela casa. Ligou seu notebook e começou a fazer seus relatórios e seus croquis.

Foi um convívio estranho, aqueles dois dias seguintes.

Como pouco se viam, o clima ente Edward e Lizzie foi se tornando menos tenso. Lizzie trabalhava o dia inteiro e só parava para as refeições.

As poucas vezes que tinham diálogo se limitavam a conversarem sobre a decoração de Pemberley ou amenidades.

 

Na semana seguinte (2ª semana deles na Ilha de Pemberley)

A rotina das noites se estabelecia. Saia do quarto e ia até a beira da piscina, onde se deitava numa espreguiçadeira.

Aquele silêncio lhe fazia bem, porém já não tinha mais a lua como companheira, pois estavam no quarto minguante. Só havia o céu negro crivado de estrelas.

Não se importava com os mosquitos que invariavelmente picavam seus tornozelos, deixando marcas rosadas. O sono chegava de madrugada, pouco antes do nascer do sol.

Edward nunca estava por perto quando se levantava para o café.

Algumas vezes, Lizzy o via praticando esqui aquático com um dos empregados guiando a lancha ou saindo todo equipado para prática do mergulho. Mas, agora era ela quem vinha recusando os convites dele, então não poderia se queixar de estar entediada.

Naquela manhã, Lizzie estava no escritório de Edward terminando a lista dos fornecedores quando percebeu sua presença na porta. Pernas afastadas, cabeça erguida, uma atitude intimidadora...

Sentiu as borboletas do estômago se agitar. Não por estar intimidada, e sim pelo que via. Ele estava mais atraente que nunca, vestia um short branco acentuando a pele – agora, bronzeada pelo sol – molhado do mar, gotas d’água escorrendo sensualmente pelo corpo.

 

- Recebi seu recado agora, o que quer falar comigo? – Edward parecia irritado.

- Bem, tenho o nome de uns fornecedores onde você pode encomendar toda a mobília, e já começar a fazer os pedidos.

- Você pode deixar tudo na minha mesa que mais tarde dou uma olhada.

- Acho melhor decidirmos tudo agora, sabe. Para quê perder tempo, e se você não concordar teremos tempo para mudar alguma coisa.

- Se você quer assim. – disse sério, porém com uma expressão de deboche nos olhos azuis.

Lizzie fez menção de desocupar a cadeira para ele se sentar, mas este recusou sentando-se em outra cadeira em frente à mesa.

- Vamos jantar fora essa noite, tudo bem?

- Vamos? Você quer dizer você vai.

- Não. Eu quero dizer vamos, eu e você, nós.

- Obrigada, mas prefiro ficar aqui e me deitar cedo.

- Não estou pedindo que vá. Desta vez estou ordenando que vá. E vai comigo.

- Edward, não precisa se sentir obrigado a me dar atenção, estou aqui para trabalhar e não para turismo.

- Esse seu jeito começa a me irritar! – exclamou impaciente e de repente amenizando o tom de voz continuou – Vamos, está na hora de sair um pouco. Vai ser divertido, prometo!

Um pouco hesitante no início, terminou aceitando. Primeiro para evitar uma nova batalha, segundo porque realmente estava precisando sair.

 

Para a surpresa de Lizzie não foram para Anguila, e sim para uma ilhota vizinha.

- Você vai gostar Lizzie, é um restaurante simples, mas a comida é maravilhosa. – ele também explicou que o restaurante pertencia à família de Mercedes, praticamente um estabelecimento familiar. – Eu gosto daqui porque me sinto à vontade. Praticamente em casa.

Lizzie comeu com vontade. Peixe grelhado, arroz, e uma salada verde.

- Como vai querido? – uma morena espetacular se aproximou deles.

- Lizzie, essa é Tereza Souza, minha vizinha, da ilha ao lado da qual ouvimos a festa no dia em que chegamos. Teresa esta é Elizabeth Bennet. – cumprimetaram-se com um leve gesto de cabeça, e então Teresa se sentou bem próxima dele, com intimidade.

- Você é a decoradora americana, não é?

- Sim, Tereza. – respondeu Edward – Eu falei dela para você.

- Muitas vezes – Tereza examinava Lizzie de cima a baixo – Mas, então querido me conte as novidades da terra do tio Sam.

Lizzie viu Tereza jogando todo seu charme sobre ele e o monopolizando completamente.

- Lizzie, o que houve? – perguntou Edward intrigado.

- Estou com um pouco de dor de cabeça, é só. – ela estava era enjoada com todo nhem nhem nhem daquela manipuladora.

- Então é melhor irmos para casa – ele fez um gesto para o garçom pedindo a conta.

 

Ao ancorarem no pequeno cais com a lancha, Lizzie perguntou:

- Você se incomodaria se eu não entrar agora? Eu quero dar uma caminhada para respirar, isso melhora um pouco minha dor de cabeça.

- Nem um pouco, a menos que eu possa ir junto – sorria sedutoramente, de forma não ter como protestar o auto convite.

Fizeram um longo trajeto a pé.

Edward para quebrar o mal-estar que havia se criado entre os dois começou a lhe contar a história da ilha e da região.

- Posso saber o porquê de estar tão calada?

- Estou um pouco cansada.

Os dois caminharam mais algum tempo em silêncio.

E tomaram o caminho de casa. Lizzie subia a escada distraída em seus pensamentos, quando um lagarto apareceu de repente em sua frente fazendo-a dar um salto pra trás, e perdendo o equilíbrio tentou se segurar no corrimão.

Mas, o que conseguiu foi se virar e cair alguns degraus arranhando suas costas.

- Ai!!! – ela gritou e levou a mão às costas.

Edward veio ao seu socorro imediatamente.

- Meu Deus, como foi acontecer uma coisa dessas? Está doendo muito?

- Um pouco. Eu me assustei com um bicho na escada.

Sem dizer mais nada, Edward a ergueu nos braços.

- O que pensa que está fazendo?

- Não seja teimosa, por favor. Vou levá-la para seu quarto

- Me coloque no chão. Posso muito bem andar.

- Não. – Sem dizer mais nada, ele a levou para o quarto dela.

Com muito cuidado, Edward colocou Lizzie sobre a cama.

- Você não precisava ter feito isso. Eu poderia ter vindo para cama sozinha, não foi nada demais.

 

- Você está tensa – Edward comentou com a voz rouca – tem trabalhado muito. Vire-se.

Ela puxou o lenço sobre si fez o que ele mandou. Com uma delicadeza extrema, ele massageou-lhe a base do pescoço e a parte superior do peito.

A respiração de Lizzie tornou-se mais acentuada, e, involuntariamente, ela moveu os quadris.

Abriu os olhos, alarmada, receosa de que Edward tivesse percebido. Ele, no entanto, não demonstrou nada. Continuava espalhando o gel refrescante em sua pele, de um ombro a outro, a ponta dos dedos massageando habilmente, roçando a beirada da extremidade do lençol.

A sensação era extasiante. Lizzie sentiu uma dorzinha na parte mais intima de seu corpo e, cuidando para que Edward não percebesse, vagarosamente foi movendo os quadris e a parte superior do corpo, fazendo com que o lençol deslizasse sobre seus seios.

Não abriu os olhos enquanto Edward espalhava o gel cada vez mais para baixo.

Os dedos de Edward passeavam sobre os seus seios, para cima e para baixo, de um lado para outro, até que, finalmente o lençol libertou um dos seios, expondo o mamilo túrgido.

Ela abriu os olhos e deparou–se com o olhar semicerrado de Edward, que não interrompeu o processo de aplicação do gel.

Com habilidade ele rodeou o mamilo e em seguida passou a espalhar o gel com mais vigor ao redor do seio exposto.

Lizzie abriu a boca para dizer que não era necessário continuar, porém sua voz não saiu. Uma onda arrebatadora de prazer a envolveu e ela conteve-se para que Edward não percebesse.

 

Ele descobriu o outro seio e repetiu a operação, enquanto Lizzie contraia os músculos internos e mordia o lábio para não gemer alto.

Estava chegando ao ápice do prazer simplesmente com o toque dos dedos de Edward em seus seios! Não suportaria se ele descobrisse o que estava acontecendo!

Sentiu, então, o corpo amolecer langorosamente. Suspirou e virou o rosto para o lado, sonolenta.

- Acho que foi o suficiente por hoje – murmurou Edward.

- Hum hum – respondeu simplesmente, com medo de encará-lo – Obrigada.

Ele a cobriu com o lençol e percebeu pela sua respiração que já estava dormindo. Deitou-se a seu lado e ficou velando seu sono.

 

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Fim do Capitulo VI

 

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