Capitulo IInvalid Video: http://www.4shared.com/file/226369287/fa03b990/Roxette_-_How_Do_You_Do.html
Lizzie, aqui está um outro trabalho para você. – Charlotte Lucas colocou um papel sobre a mesa da sua sócia e amiga. – Dá uma olhada.
Elizabeth Bennet, que até aquele instante fitava atentamente um desenho que tinha diante de si, retirou as mãos dos seus cabelos chocolates, da mesma cor de seus olhos, colocou o lápis atrás da orelha, e foi olhar o tal papel.
Elas haviam aberto a empresa de Arquitetura e decoração, há pouco tempo. Depois de um árduo trabalho, depois de muitas idéias inovadoras e do extremo bom gosto de Lizzie, estavam agora finalmente sendo recompensadas por tanta dedicação.
Charlotte Lucas, eterna amiga e fiel escudeira de Lizzie, se formou em administração de empresas, e era o administrativo da sociedade.
- O que é isso? – Lizzie perguntou.
- Um pedido de orçamento de uma família que deseja contratá-la.
- E quem mandou? Por um acaso sabe quem nos indicou ?
- Não, mas o sobrenome Darcy não é um sobrenome desconhecido.
Lizzie sorriu, pegou o pedido de orçamento que Charlotte lhe entregara e começou analisá-lo.
- Então Lizzie, o que está achando? É viável? Dá pra orçar pra esse mês ainda?
- Char, eles estão querendo que eu decore a casa deles em Pemberley!!
- Uau, aquilo lá não é uma casa, é um mundo, vamos ter trabalho garantido por um bom tempo, sem falar que nos trará ótimas referências.
- É verdade. Mas é inviável. Não posso largar tudo e me mandar pra Inglaterra sem data certa de voltar, é um trabalho muito grande. Não vai dar.
- Não? O quê?! Você ficou louca mulher?! – Charlotte estava abismada com a decisão da amiga.
- Char, não podemos dar passos maiores que nossas pernas. Temos tido êxitos sim, mas ainda não somos uma empresa grande. Não posso me ausentar por um longo período, não posso deixar nossos clientes na mão, isso sim seria uma má propaganda.
Tudo tem sua hora, quem sabe quando tivermos uma estrutura maior, poderemos comportar tamanho pedido.
- Mas Lizzie, não tem como mesmo? Trabalhar pros Darcy’s seria maravilhoso pra gente alavancar de vez! – Charlotte tentava convencer Lizzie a todo o custo.
- Não Charlotte, eu não vou arriscar tudo o que foi construído por querer abraçar o mundo com as pernas, é inviável sinto muito. – Lizzie foi categórica.
- Então, qual a desculpa que vai usar para justificar sua recusa ao pedido do orçamento?
– peguntou uma Charlotte desanimada.
- Você vai mandar um e-mail pra eles, e vai dizer que por motivo de falta de tempo e por causa dos inúmeros compromissos já assumidos, não poderemos dar a devida atenção ao trabalho que eles estão nos propondo.
- Ok, não vou discutir com você Lizzie. – disse Charlotte bufando – Só não esqueça o jantar de hoje. Os Bingley estão comemorando a nova casa, na qual foi você quem projetou e decorou, e certamente vai ser a convidada especial.
- Nossa! É hoje? Jura? – Lizzie levantou de sua cadeira apavorada – Me esqueci completamente.
- Me conte uma novidade Elizabeth Bennet. – disse Charlotte rindo desviando-se de uma borracha que lhe foi lhe atirada.
-Char, não tenho nada pra usar em um evento tão sofisticado como o que os Bingley irão oferecer.- Lizzie começou a ficar apreensiva.
- Então Sta Elizabeth eu sugiro que tire o dia de folga e vá comprar um vestido bem chique, e se interne em um salão de belezas, afinal de contas a primeira impressão é a que fica. E não é apenas um jantar, eles têm amigos e contatos que pra nós são clientes em potencial.
- Desde quando a Srta Charlotte Lucas virou uma Workaholic?
- No momento em que tenho que terminar de pagar a hipoteca da minha casa, e minha sócia recusa uma proposta fabulosa, e nós temos que correr atrás do prejuízo. Simples Assim!
- Ok Char, to indo fazer compras. E por favor amiga, não fique chateada, realmente é inviável.
- Tudo bem Lizzie, eu peguei pesado, me desculpe,ok? Então Srta: Ruaaaaaaaaa, vai fazer compras! – Charlotte disse a última frase com as portas abertas literalmente colocando Lizzie pra correr.
Realmente não poderia dispensar o jantar na casa dos Bingley, por três motivos:
1- Realmente era uma grande oportunidade de contatos , conhecer novos clientes em potencial, fazer sua empresa conhecida.
2- Uma forma de agradecer a Jane Bingley, pois ela a ajudou muito, desde o momento em que confiou sua casa a uma Arquiteta/Decoradora novata e totalmente desconhecida no mercado.
3- Por descobrir ter parentesco, OMG! Isso ainda era muito confuso.
Que ironia do destino não é mesmo. Nesse momento foi inevitável pensar no passado.
Anos sozinha, e em um passe de mágica, sua família aparece em forma de cliente.
Lizzie Bennet não conheceu seu pai, o pouco que soube, é que ele era inglês e que tinha
vivido uma história de amor com sua mãe. Esta foi passar o verão na Europa e voltou grávida para a Califórnia.
Seu pai quando soube que teria uma filha, largou tudo e veio atrás de sua mãe, tentaram ficar juntos, mas um amor e uma cabana não é o suficiente em meio às dificuldades que a vida nos traz. Resultado : NÃO DEU CERTO.
Ele assumiu a paternidade e voltou para a Inglaterra, ainda continuou a manter contato, até sofrer um acidente e falecer.
Sua mãe a criou juntamente com sua avó, mas mantiveram-se longe dos Bennets. Em contrapartida, eles nunca as procuraram.
Então a vida foi tomando seu rumo natural, sua família se resumiu a sua Avó, sua mãe, e Charlotte Lucas, a quem considerava como irmã.
Os Lucas eram vizinhos das Smith - sobrenome de sua família americana- Charlotte e Lizzie viraram amigas inseparáveis desde os cinco anos de idade. Fizeram o primário juntas, o ensino médio, porém seus caminhos mudaram na faculdade.
Charlotte optou por Administração e Lizzie por Arquitetura e depois, para completar, se especializou em Decoração de interiores.
Mas como Lizzie disse : Deus escreve certo por linhas tortas. Agora suas profissões se completavam e uma sociedade promissora surgia.
Lógico no início nada foi fácil. Discutiram muito, brigaram bastante, mas não retrocederam nunca.
Lizzie ficara muitas madrugadas fazendo desenhos e experimentando idéias inovadoras para ter um diferencial pra competir como os profissionais já estabilizados de sua área.
Mas a oportunidade chegou quando uma milionária emergente, quis ousar em algo diferente, a contratou para decorar sua Mansão em um bairro nobre da cidade.
Lizzie agarrou com unhas e dentes essa oportunidade, e finalmente iria começar a trabalhar de verdade.
Foi meio que uma seqüência. Do primeiro projeto de sucesso vieram novas indicações, e daí um levou ao outro. O escritório começou a se solidificar, e Lizzie e Charlotte a trabalharem com afinco e dedicação.
Então surgiram os Bingley.
Jane e Lizzie tiveram uma empatia instantânea, apesar da diferença de idade, Jane já tinha seu 48 anos e Lizzie 25.
O primeiro trabalho de Lizzie pra família Bingley, foi a decoração do escritório de Chales Bingley.
Seu êxito foi conseguir agradar o próprio, pois a exigência da mudança era da esposa e não dele. Sabe como os homens são, acham que tudo é frescura de mulher, mas Charlie realmente gostou.
Jane virou quase uma publicitária de Lizzie, indicando-a sempre que possível, e pra terminar a contratando novamente, agora para projetar e decorar sua nova casa.
Flashback
Era uma bela tarde quando conversavam amenidades no Jardim, durante o chá das cinco, lógico Jane era uma inglesa nata, Lizzie citou que a empresa iria mudar de nome, porque sonoramente o seu sobrenome paterno ficaria melhor pra os negócios, foi quando então ela pronunciou Bennet. Jane quase se engasgara com o chá que estava tomando.
- Como assim Bennet? Seu nome é Elizabeth Bennet ? OMG, estou tendo um Déjà vu? Me belisca tem algo errado, entrei em algum portal , fui abduzida?.
- Nossa Jane! Calma você está me deixando assustada.
- Elizabeth Bennet. Você está dizendo que se chama Elizabeth Bennet?
- Sim, me chamo Elizabeth Smith Bennet. Bennet por parte de pai. Jane estou ficando assustada, o que está acontecendo? – Lizzie estava apavorada, seus olhos arredondados estavam arregalados.
- Mas isso é fantástico – Jane teve uma crises de risos – Deixa eu contar pra minha irmã, que eu encontrei Elizabeth Bennet e passei a tarde tomando chá com ela .
Fim do Flashback
Jantar na casa dos Bingley, que nervosismo.
Muita gente pomposa, com dinheiro, alta sociedade e emergentes, mas todos em suas poses e em suas roupas de grife, querendo mostrar uns aos outros como obter vantagens e aumentar seu patrimônio.
Os Bingley, apesar de pertencerem a este meio, eram opostos. Tinham fortuna, nome tradicional, título de nobreza. Porém amáveis e simpáticos.
Charlie e Jane Bingley, ambos tinham quase a mesma idade, entre 48 e 49 anos, ambos eram loiros de olhos azuis, e tinham três filhos.
Nicholas Bingley - 27 anos.
Nicole Bingley e Emma Bingley - 25 anos. Gêmeas
Jane circulou com Lizzie á tiracolo a apresentando à todos, e até aquele momento só recebera elogios pelo trabalho que havia realizado para os Bingley.
Em um certo instante, algo exigiu a presença de Jane, e Lizzie conseguiu dar uma escapada até o jardim para respirar. Quando pensou que teria paz, o celular tocou em sua bolsa.
-Charlotte!! Eu estou em uma festa, não dá pra ligar outra hora não? - disse irritada.
-Que coisa chata Lizzie, só estou preocupada com você, sei que fica nervosa em festas, to ligando pra te dar um apoio - Charlotte conhecia muito bem Lizzie pra saber que era uma ótima profissional, mas quando tinha que participar de festas e reuniões pomposas, mesmo para obter contatos profissionais, ela ficava uma pilha de nervos.
-Ok! Me desculpe. Bom até agora tá tudo bem. Circulei por toda festa com Jane, e devo ter sido apresentada até pros poodles dessa gente, não me admiraria se amanhã chegasse uma proposta para orçamentar um projeto de casinha de um desses cachorros de madame - dito isso ambas começaram rir
-Vejo que está de bom humor, então está tudo bem. Mas diga como é seu vestido, não tive tempo de passar na sua casa antes, a reunião com o gerente do banco demorou mais que esperava.
* Roupa que Lizzie está vestida
Vestido - Acne Spectacular Strapless Ruffled Mini Dress
Sapatos -Alexander McQueen Patent Heart Peep Toes
Bolsa - Balenciaga Lizard skin clutch with metal
-Char! Eu estou vestida decentemente e não estou dando vexame, então se contente com isso. E por favor, me deixa respirar um pouco, preciso por os pensamentos em ordem e o estômago no lugar. Tirando os Bingley que são uns amores, todo o resto dessa gente não passa de um bando de arrogantes prepotentes que ficam arrotando o tempo todo de como gastaram seu dinheiro com coisas supérfluas, e no bando de mulheres fúteis e suas conversas vazias.
- Calma Lizzie! Ouça: Respire fundo põe um sorriso no rosto e volte ao jantar, lembre-se a tortura está chegando ao fim, e logo você estará em sua casa em sua cama pronta pra dormir. Boa sorte, e nos vemos amanhã.
-Até amanhã então. – disse desligando o celular.
- Ora, a vida realmente é uma caixinha de surpresas! Quem assistiu, até alguns instantes atrás, a renomada arquiteta e homenageada da noite distribuindo sorrisos e cumprimentos, nunca imaginaria o péssimo julgamento que ela tem de nós, pobres milionários.
Não sabia que você era tão preconceituosa Lizzie!
Lizzie levou um susto ao ouvir aquilo, virou-se rapidamente n a direção de onde a voz parecia vir, e deparou-se com um par olhos azuis simplesmente fantásticos.
-Quem é você?
-Eu? – ele deu um sorriso torto irônico.
-Exatamente: quem é você?
-Um perfeito estranho, Elizabeth Bennet, apenas um perfeito estranho.
-Perfeito? – ela resolveu desafiá-lo – Essa palavra pode me dar margem a duas interpretações.
- Bem, então digamos que sou apenas um estranho, um completo estranho.
- Realmente você tem razão – ela concordou – E não gosto de conversar com estranhos, muito menos os completos.
Em resposta, ele continuou sorrindo e caminhando em sua direção, após alguns segundo perguntou:
-Não seja por isso, posso remediar essa situação agora mesmo.
-Não se preocupe com isso – ela fingiu descaso, pois estava impressionadíssima com aquele estranho que agia como se tudo no mundo lhe fosse permitido.- Eu já estou mesmo de saída.
Ela não pôde deixar de concluir que tanta segurança se devia ao fato de ele ter tudo que a grande maioria dos representantes do sexo masculino poderia desejar da própria aparência: alto, maxilar quadrado, cabelos cor de erva doce revoltos, um par de admiráveis olhos azuis e um corpo invejável.
- Mas já?! Você tem problemas em conversar com estranhos?
Lizzie não respondeu, estava irritada com aquele Homem.
- Estou esperando sua resposta Lizzie.
- Não, não tenho problemas em conversar com estranhos.
- Então, só posso concluir que o problema é comigo.
- Quanto a isso, não tenha a menor dúvida.
- Já disse que posso remediar essa situação – Ele a fitou com muita atenção e disse: É do mesmo tom.
- O que foi que disse? – ela perguntou. Aquele homem, pelo jeito, tinha a mania de dizer frases que só ele era capaz de entender.
- Eu disse que é do mesmo tom.
- Sei... – ela deu um suspiro de impaciência.
-Estou me referindo especificamente ao tom dos seus olhos e dos seus cabelos: eles são iguais. Mas me fale sobre você. Pelo que fiquei sabendo, você é a responsável por esta maravilha toda.
-E agora: a quê você está se referindo?
-A decoração desta casa. Você é mesmo fantástica.
-Está se referindo a minha competência profissional, é claro.
-Também... – ele riu – Também estou me referindo a sua competência profissional, Lizzie.
-Você é amigo dos Bingley?
-Digamos que sim.
Lizzie resolveu ficar calada. Conversar o quê, com um homem que fazia questão de colocar um toque de mistério e indefinição em tudo o que dizia? Porém, após menos de um minuto, ela disse:
- A propósito: como sabe quem eu sou?
-E poderia ser diferente?
- Quer fazer o favor de conversar direito comigo?-ela pediu irritada.
- Mas eu estou conversando direito com você, Lizzie.
- Quero saber como é que descobriu meu nome, alías meu apelido. Porquê só os amigos mais chegados e minha família me chamam assim.
-Seu nome já está sendo falado até no exterior. E todos nesta festa sabem exatamente quem você é.
-Bem, acho que já conversamos mais do que o suficiente.- ela tentou finalizar a conversa.
-Será?
- Não tenha dúvida, seja você quem for.
-Você gosta muito do seu trabalho, não é?
-Muito. O meu trabalho é a minha própria vida.
- Não acredito no que esta me dizendo, Lizzie. Garanto-lhe que na vida existem coisas mais prazerosas do que o trabalho. E você sabe muito bem disso.
Ao ouvir aquelas palavras, ditas de uma maneira extremamente insinuante, Lizzie sentiu o coração disparar dentro do peito. Aquele homem, apesar de tudo, lhe despertava sentimentos que de há muito tinha esquecido. Se fosse um outro qualquer, na certa, já o teria deixado falando sozinho.
- Não concorda comigo? - ele perguntou num tom baixo de voz.
-Acho melhor eu entrar.
-Por que entrar agora? A noite está apenas começando, podemos conversar, trocar idéias e impressões, a noite toda, se quiser.
- Como ousa falar dessa maneira comigo? Afinal, eu nem o conheço.
Ele pensou um pouco e respondeu com outra pergunta:
-Quer dizer, então, que se eu a conhecesse, poderia falar com você da maneira que bem entendesse?
-Mas é claro que não . E não seja tão confiado. – Lizzie percebeu que precisava parar com aquilo. Apesar de se sentir constrangida, encarou aquele desconhecido e disse: - Não quero mais conversar com você.
-É mesmo?- ele sorriu. – Não acredito no que está dizendo.
- Pois pode acreditar: Arrume outra pra jogar seu papinho furado, vou entrar e voltar para a minha mesa.
- Vai ter coragem de me deixar aqui sozinho, falando com os coqueiros? - perguntou ele sorrindo torto.
- Hahaha, tenho coragem pra coisas piores, você não me conhece .
-Isso é uma ameaça, Lizzie Bennet?
-Entenda como quiser.
-Se é assim, vou entender como uma ameaça. – ele deu um profundo suspiro e ironizou:
- E estou achando fantástico ser ameaçado por uma mulher tão linda.
Lizzie soube que depois daquilo só poderia ter uma atitude: Deixá-lo sozinho. Bem não tão sozinho, com os coqueiros é claro!
Ela começou a andar com passos firmes, sentia o rosto queimar de raiva.
“Não acredito, esse idiota está me seguindo. Eu joguei pedra na Cruz com estilingue.”
Quando terminou de sentar em sua mesa, “O Perfeito e Completo Estranho” já estava ao seu lado.
- Não vai me convidar para sentar? – ele perguntou num tom de voz bastante insinuante.
- Não , não vou – ela foi taxativa.
- Bem, se é assim, mais tarde a gente se encontra... – Sem dizer mais nada ele a deixou sozinha.
Lizzie , apesar de estar sentindo muita raiva daquele estranho que se comportava como se fosse o único homem existente sobre a face da Terra, o seguiu com o olhar enquanto ele se afastava e teve de admitir que o Sr. Desconhecido era, sim, um belo representante da espécime masculina.
“É por isso qeu esse homem é tão arrogante. Com um traseiro desses e um físico malhadérrimo, sem falar de uma voz incrivelmente grave e insinuante, só poderia se achar uma das maravilhas do mundo! E que traseiro”!, ela concluiu em pensamento.
Porém, a grande preocupação de Lizzie não era com desconhecido, mas sim, com ela mesma. Há muito tempo não se sentia atraída por um homem. Sabia que era bonita e até atraente, mas sua timidez atrapalhava os possíveis relacionamentos, então como um escudo protetor, ela se escondeu atrás do trabalho.
“E é exatamente o que vou continuar fazendo, apesar do charme daquele Desconhecido impertinente!”
- Lizzie! Onde você se meteu? Estava te procurando, queria muito te apresentar a uma pessoa, mas você desapareceu! – Jane estava efusiva neste jantar, era só sorriso- Mas agora a pessoa sumiu! Olha eu e Charles vamos abrir a pista de dança, não some, eu já volto. – Jane foi ao encontro de seu marido enquanto Lizzie a respondia.
-Sinta-se à vontade, a casa é sua – disse levantando a taça para Jane em um sinal de ok!
Charles e Jane tomaram suas posições, a orquestra recebeu um sinal e começou a tocar.
Os Bingley deslizavam pelo salão com sintonia e sincronia. Formavam um casal maravilhoso, tinham a mesma linha de raciocínio, o mesmo ponto de vista, e uma segurança que só um relacionamento a base de muito amor poderia ter.
Lizzie os observava com atenção e carinho. De repente sentiu um toque em seu ombro, e um hálito quente soprar ao pé do ouvido:
- Agora é a nossa vez – e o Sr. Desconhecido lhe estendia a mão e olhava pra pista de dança.
O quê – Ela o olhou assutada?
- O quê, o quê? Ora não me venha dizer que não dança com estranhos também?! Olha a indelicadeza! – ele sorria parecia se divertir com o espanto dela.
- Não seria indelicada, de modo algum. Eu dançaria sim, só se fosse um Tango. Sinta-se livre pra procurar outra parceira. – “se manda idiota”.
- Não seja por isso minha cara. Posso lhe garantir que estou apto a lhe acompanhar todos os passos. – “Se ela estiver blefando vai passar vergonha”.
- Me espere no meio da pista, eu vou pedir a música á orquestra – “Se ele estiver blefando vai quebrar a cara” – Lizzie levantou-se rapidamente e foi até á orquestra.
A música começou a tocar, ele a esperava no centro do salão, e ela foi de encontro ao Desconhecido, literalmente.
*Imagine Lizzie e o Sr.Desconhecido Dançando.
*Conversa cronometrada–sigam o vídeo e os minutos
0:35- Lizzie indo em direção ao seu destino. Ele a esperando segurando o paletó nas costas.
0:42- Olhos nos olhos em um desafio mútuo.
As pessoas ao redor pararam e ficaram observando o espetáculo, quem estava na pista de dança deu um jeito de abandoná-la rapidamente.
0:50 - Os desafiantes começaram o duelo.
1:35 – Uuuuuh, não se acanhe, pode usar e abusar.....- sussurrou o Sr.Desconhecido, no momento que era abraçado de costas pra e por ela.
1:37 - Você se impressiona fácil assim sempre?- Ela o provocou esfregando suas pernas nas dele.
1:46 – E você não? – respondeu no momento em que a fazia sentir a “pressão”.
2:16 – Foi bom pra você querida? – ele a provocou de novo.
2:19 - Não tanto, o quanto você gostaria – ela revidou o deixando na pista.
As últimas farpas eram trocadas enquanto a platéia os aplaudiam......
Fim do primeiro Capítulo.














