Capitulo XXII
~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~
Ao final, William beijou Elizabeth, indicando o
encerramento da cerimônia.
A recepção aconteceu nos jardins de Pemberley. Onde
os noivos receberam os cumprimentos dos convidados,
ou seja, dos parentes e amigos mais “chegados”.
Graças a grande ajuda e competência
de Georgiana, o que era para ser
“simples”, tornou-se “elegante”.
Um bufe magnífico foi preparado, e
os garçons começavam a servir os
convidados, que se acomodavam nas
mesas cobertas com toalhas brancas
e enfeitadas com rosas.
A mãe e as irmãs de Elizabeth não puderam
comparecer. Lígia, irmã mais nova de Lizzy, e a mais
rebelde, tinham aprontado mais uma das suas,
impossibilitando a família de viajar.
Elizabeth, já acostumada com esses contratempos,
considerava a presença de sua tia Gardiner mais do
que satisfatória.
Charllote e Richard foram seus padrinhos, assim como
Georgiana e Charles foram padrinhos de Darcy.
Jane também fora convidada, porém devido as
gravações de O&P, ela não pode comparecer, mas
mandou um lindo presente para casal e um telegrama
lhes desejando felicidades. Ah corria-se um boato
nos tablóides de Londres que ela estava namorando um
dos atores do elenco.
A Sra.Darcy e tia Gardiner eram um
contentamento só, sem falar na
grande amizade que nascera entre as
duas.
Ruth se tornou uma terceira mãe
para Elizabeth (a segunda era sua
tia), sempre zelando pelo bem estar
dela e do bebê. Elizabeth brincava
dizendo que Ruth já fazia parte do
patrimônio da família.
Katarina era um caso a parte, seu mau humor fazia
parte de sua personalidade, mas aceitou o casamento
de William com a mulher que ele escolheu. Charles
uma vez confessou a Elizabeth, que ela fizera a
mesma coisa com ele antes de casar-se com Georgiana.
Depois dessa revelação Lizzy concluiu que era uma
forma “torta”, mas uma forma de proteger as crianças
que ela ajudara a criar, e que considerava um pouco
seus filhos também.
- Parabéns William a cerimônia foi linda e a festa
está excelente. – comentou Charles. – Lizzy está
deslumbrante de noiva.
- Cá entre nós – William confessou - eu
preferia pular a festa e ir direto para
a lua-de-mel!
Charles sorriu.
- Seria capaz de negar a sua esposa a
glória de viver cada minuto do dia de seu
casamento? Não acha que vale a pena
exercitar a paciência, William? Afinal,
vocês já fizeram até um herdeiro.
- Sim – William concordou - mas desde que
nos mudamos pra cá, não tivermos um
minuto sequer de privacidade. E também
esta será nossa verdadeira noite de núpcias e eu,
gostaria de estar longe com Lizzy...-
- Lamento meu amigo, mas sua espera hoje vai ser
longa – Charles tentava consolá-lo.
Lizzy circulava entre os convidados, mas sem perder
William de vista. E cada vez que seus
olhares se encontravam, William sentia o
sangue ferver nas veias.
Em seu íntimo Elizabeth também desejava
que os amigos, parentes e convidados,
partissem para ficar a sós com William.
Os músicos se posicionavam para começar a tocar,
quando a voz de Georgiana soou no microfone.
- O noivo acabou de me dizer que tem um pedido
especial. Então, de William para Elizabeth...
A orquestra começou a tocar a canção romântica de
Elvis Costello “She”
William se aproximou de Elizabeth com um olhar
sedutor - Sra. Darcy, me daria à honra desta dança.
- Com todo prazer Sr.Darcy – Elizabeth estava
completamente seduzida.
William conduziu Elizabeth para o meio da pista de
dança, puxou-a para seus braços.
- Que tal se sumíssimos como em um passe de mágicas
– propôs William a provocando com um sorriso
devastador.
- William! Não podemos fazer isso, e os convidados?
– “William meu amor não pergunte de novo, eu não
respondo por mim”.
— Não vamos demorar. Voltamos a tempo de cortarmos o
bolo.
- William você é louco! Como não percebi isso antes?
– ela ria excitada pela traquinagem.
-Louco por você Elizabeth ! – a puxou pela
mão, se esgueiraram pelas árvores, até
entrarem em casa.
De mãos dadas, correram pelas escadas, até chegarem
ao quarto. O coração de Elizabeth estava leve e
feliz.
Quando William a abraçou, ela soube que ele também
encontrara a paz que tanto desejava e que dividiria
com ela as mesmas emoções. Para sempre.
William inclinou a cabeça e beijou atrás de sua
orelha, Lizzy gemia, enquanto ele prosseguiu sugando
as auréolas macias, beijou-lhe o pescoço, viajando
até sua nuca, e então seguiu acariciando-lhe as
costas enquanto desabotoando-lhe o vestido de noiva.
Elizabeth sentia os arrepios que desciam até sua
espinha, sentia seu corpo amolecer.
William continuava a lhe despir. Ela usava sutiã
meia-taça e calcinha brancas de renda, isso o
excitou mais ainda.
Ele abaixou a cabeça e usou os dentes para afastar o
sutiã fazendo os seios de Lizzy sobressaíssem do
tecido, então sugou um seio com a boca.
Elizabeth disse seu nome, ofegante, e o segurou com
uma força que o surpreendeu.
- Eu a adoro, minha Lizzy. Eu te amo imensamente.
- Você me quer William? Desesperadamente?
Moveu-se para o outro seio ao mesmo tempo em que
puxava seus quadris de encontro a ele.
- Sempre a quero meu amor. Minha maior alegria é
quando estou dentro de você. – Seus olhares se
encontraram com uma paixão evidente.
As mãos dela passeavam das costas dele para frente
da camisa, e começaram a desabotoá-la. Ele deu meio
passo para trás e tirou a camisa. Ela deu um gemido
e se aproximou para dar beijos em seu peito.
-Elizabeth, minha esposa preciosa. Eu te amo para
sempre. Só pensar em você excita-me tremendamente.
Sua pele, sua respiração, seu toque... – William
sussurrava enquanto beijava-lhe seu pescoço e
ombros.
Ele continuava acariciando os seios dela até ficarem
cheios e os mamilos salientes. Escorregou a mão na
sua pele lisa. Onde tocava, queria permanecer, mas
não conseguia demorar muito, porque estavam sem
fazer amor a mais duas semanas.
Lizzy passou de beijos a pequenas mordidas no peito
dele, o provocando.
A virilha de William enrijeceu dolorosamente, e ele
sentindo o pulso no meio de suas pernas.
Ele estava em toda sua potencialidade, em tamanho e
rigidez, e precisava possuí-la naquele momento.
Lizzy o agarrou pelo pescoço, capturando sua boca
com um urgência e fome.
Passou a mão por toda a extensão das coxas dela.
Gemeu quando ele se aproximou do centro, e suspirou
quando pôs o dedo na frente de suas calcinha.
A renda estava quente e úmida. Deslizou um dedo
para baixo do tecido e parou olhando para ela. Seus
olhos estavam fechados. Mordeu o lábio inferior e
fez movimentos com os quadris, tentando levar o dedo
dele onde precisava que fosse. Longe dele provocála
mais e prolongar sua tortura. Ele puxou a
calcinha para o lado e mergulhou o dedo dentro de
seu corpo úmido.
Lizzy se contorcia.
Ele a ergueu e foi em direção a uma cadeira, sentouse
com Lizzy em seu colo.
Levando a mão entre eles, liberou sua ereção.
Segurou a cintura dela e a penetrou com movimentos
longos e intensos, os quadris deles se pressionavam
um contra o outro e William tremeu com o impacto.
Ela gemia chamando seu nome. William mordeu
levemente seu pescoço, e sentiu a reação dela ao se
contorcer em seus braços e pressionar a cintura em
direção a ele.
Ele acariciou-lhe o ventre e sussurrou palavras
eróticas, e de desejos em seu ouvido. Ela se movia
mais rapidamente nos braços dele. E ele a penetrava
profundamente a cada movimento. Chegaram ao clímax
juntos. Depois, segurou-a no colo e a ninou perto
dele.
Acalmaram-se, e olharam-se satisfeitos por estarem
um no corpo do outro.
Darcy admirava e adorava aquele momento, e ao mesmo
tempo agradecia a Deus por trazê-la em sua vida.
Lizzy beijava o rosto de seu marido, lambia e
mordiscava seu peitoral. O gosto era bom. Salgado
e másculo como só ele.
Lizzy sorriu, encontrando-se com seus olhos
intensamente azuis:
– Você é lindo meu marido, meu amante. Assim forte,
másculo, poderoso, apetitoso. – acariciava-lhe o
tórax e o pescoço enquanto falava. – Seus ombros
largos, seu pescoço, eu amo seu pescoço! Eu não sei
porque exatamente, mas eu não consigo definir minha
parte favorita em você, acho que é impossível de
encontrá-la - concluiu com um riso, puxando-o para
seus lábios para um beijo voraz.
-Sra. Darcy, eu a adoro. – sussurrava roucamente –
Minha Lizzy, eu te amo mais do que minha vida.
Levantaram-se, e foram pra cama, onde se amaram
totalmente até que ambos estivessem consumidos pelo
êxtase e vencidos pelo cansaço.
William beijou-lhe os seios, e a olhou nos olhos.
-Eu te amo – ela disse simplesmente.
-Eu te amo - respondeu em seguida, sorrindo enquanto
a beijava.
- Todas as vezes que fazemos amor, parece ser melhor
do que a outra. É isto possível? – Lizzy estava
impressionada com a intensidade do amor deles.
- Sim. Acho que é resultado de nosso amor, de nossa
cumplicidade que cresce a cada dia.
Ela beijava-lhe os ombros – Eu gostaria que não
precisássemos mais sair daqui, deste quarto. Que
pudéssemos descansar um pouco e fazer amor outra
vez. Eu poderia ser feliz assim nos seus braços para
todo a eternidade - declarava lançando-lhe um olhar
abrasador - Olha no que você me transformou, meu
amor? Fiquei totalmente impossível, arbitrária e
insaciável.
- Isso é terrível para mim – sorriu William- O que
eu farei com você? - Enroscou seus dedos em seus
cabelos e a puxou para um beijo demorado.
- Você deve satisfazer todos os meus desejos -
respondeu autoritária - Seus votos matrimoniais o
obrigam!
William meramente riu. Beijou-lhe a testa, e afagoulhe
o ventre lentamente, esperando sentir qualquer
movimento de seu bebê.
-Eu já descansei minha esposa, e estou pronto
cumprir meus votos como pediu - sussurrou roucamente
com um olhar malicioso.
Lizzy começou a abrir sua boca para responder,
quando bateram na porta.
Ambos olharam de relance pra porta e depois se
entreolharam.
- Lizzy, hora de cortar o bolo! – Era a voz de Ruth.
- Obrigada Ruth, estou indo.
- William! Nós devemos levantar e nos vestirmos,
logo.
- Temos tempo pra mais um beijo – ele a estreitou em
seus braços e a beijou passionalmente. Foto 10
Mais tarde cortaram o bolo, e a noiva
jogou o buquê.
Júlia foi a felizarda e conseguiu
agarrá-lo.
Lizzy e William só viajariam pra lua-demel
no dia seguinte, ficando em
Pemberley ainda por mais uma noite. Qual
o destino? Paris é claro!!
Os convidados já haviam ido embora,o pessoal da casa
se recolhia,e eles ficaram vagando pela propriedade,
sob o luar e namorando as estrelas.
- Enfim sós – declarou Darcy.
- Sim, é o que parece – disse Lizzy olhando ao
redor.
- Que tal fazer amor sob as estrelas - sugeriu
beijando-a.
- Sr. Darcy, o senhor está me saindo um menino muito
“levado”. – Lizzy fingia surpresa.
- Tenho estímulo Sra. Darcy. E até agora não vi a
Sra. reclamar. Vem comigo!!
Dois meses depois.....
Já totalmente instalados em Rosing Park.
Darcy tinha acordado no meio da noite, fora até o
quarto do bebê e ficou “babando” a decoração, as
roupinhas os brinquedos, e por final o berço. Uma
das primeiras coisas que tinham comprado. Imaginava
seu filho ali, dormindo.
Mais tarde voltou para cama, se aconchegando junto
corpo morno da sua esposa e a abraçando.
De repente teve a impressão de sentir um “chute”
vindo da barriga de Lizzy. Ele ficou totalmente
paralisado, parou até de respirar e seu coração
disparou. Os “chutes” continuaram com uma força que
o deixou espantado.
Seu filho, não gostou aparentemente de ser
espremido, William concluiu sorrindo. Deslizou sua
mão esquerda com cuidado ao longo do abdômen de
Elizabeth até seus quadris, pressionando o pequeno
“inchamento” levemente.
O bebê começou uma série exercícios. Pareciam
puxões, chutes e até parecia rolar dentro de seu
casulo, William era um pai emocionado.
Foram minutos incríveis, que o tocara a alma e o
encheu de alegria, quando se deu conta que Elizabeth
tinha acordado e estava o observando, com um sorriso
brilhante e olhos cheios lágrimas. Olharam-se
simplesmente por longo tempo, falar naquele momento
se tornara desnecessário.
Finalmente o bebê cansou-se, e seus movimentos
cessaram. William e Elizabeth estavam extasiados com
a emoção intensa que sentiram, que era impossível
traduzir em palavras.
William começou a dar-lhe vários beijos em toda a
extensão da barriga, acariciando-lhe os quadris,
subindo por seu corpo.
-Elizabeth – sussurrou William, beijando lentamente
com ternura indescritível, as bochechas de Lizzy,
molhadas pelas lágrimas de felicidade.
Provava suas lágrimas, e tomava-lhe a boca para um
beijo terno, delicado, absorvendo sua essência
enquanto dava a sua.
Eles se olhavam intensamente. Acariciavam o rosto um
do outro mutuamente, se estudando, se venerando com
paixão e felicidade evidente.
-Eu te amo, Elizabeth Darcy, com todo meu ser - sua
voz era sussurro rouco - Eu não consigo expressar
com palavras o tanto que você me completa. Minha
esposa amada, minha amante, companheira, mãe de meus
filhos. Me emociona, profundamente, o milagre que
acontece dentro de você. - Beijou-a - Eu nunca
imaginei… - sua voz travou e engoliu antes de
recomeçar - Como abençoado eu fui ao tê-la
encontrado, minha Elizabeth.
Beijou-a profundamente então, rolando-a lentamente a
para trás enquanto acariciava-lhe levemente sua pele
morna. Com um sorriso radiante deixou sua boca,
viajando para sua garganta com beijos húmidos e
dando-lhe mordidinhas. Lizzy se espreguiçou
deliciosamente sob seu corpo forte de seu marido.
Ela enroscou seus dedos em meio aos cabelos negros
dele, enquanto beijava-lhe e acariciava-lhe os seios
volumosos.
Descendo novamente e dando-lhe beijos delicados
sobre a barriga.
O bebê novamente criou um relevo no ventre de Lizzy
e de repente sumiu novamente. William murmurou
alguma coisa a seu filho, e acariciou-lhe a barriga
de um jeito que fez Lizzy sentir cócegas.
-O que você disse a ele, amor?
-Eu estou informando-o que foi presenteado com a
melhor mãe no mundo inteiro. Também eu o agradeci
por finalmente permitir que eu o sentisse. E lhe
avisei que se da próxima vez houver necessidade que
eu o esprema, eu o farei quantas vezes for
necessárias.
William continuou com carinho.
- Ele é forte, amor, como eu soube que seria. -
Beijou a barriga da esposa e colocou então suas
bochecha no alto dela. - Como estranho amar alguém
assim pequeno e ainda desconhecido. É uma
experiência tão surpreendente!
Como se em resposta à voz de William, o bebê começou
uma série de impulsos preguiçosos na bochecha do seu
pai.
William puxou rapidamente a mão de Lizzy, a
colocando ao lado de sua bochecha. Juntos esperaram
no silêncio enquanto a vida minúscula exerceu seus
movimentos e sua vitalidade.
Quando o bebê se cansou, Elizabeth puxou William pra
si e lentamente fizeram o amor.
-Eu te amo William - Lizzy sussurrou no instante em
que o sono a dominava. William murmurou o mesmo já
cochilando feliz.
FIM DO CAPITULO XXII
Musica e Tradução do Capítulo.
Elvis Costello - She
She
May be the face I can't forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.
She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die
She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
She, she, she
Elvis Costello - She (tradução)
ELA
Ela talvez seja o rosto que eu não consigo esquecer
O caminho para o prazer ou para o desgosto
Talvez seja meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela talvez seja a música de verão
Talvez seja o frio que o outono traz
Talvez seja centena de coisas diferentes
Em um dia inteiro
Ela talvez seja a beldade ou a crueldade
Talvez seja a fome ou a abundância
Talvez transforme cada dia em um paraíso ou em um inferno
Ela talvez seja o modelo de todos os meus sonhos
O sorriso refletido em um rio
Ela talvez não seja o que ela parece
Dentro dela mesma
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
De quem os olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram
Ela talvez seja o amor, que não espera que dure.
Certamente, são lembranças do passado.
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte
Ela talvez seja a razão pela qual eu vivo
O porquê e pelo que eu estou vivendo
A pessoa que cuidarei nos tempos e nas horas mais difícieis
Eu irei levar os sorrisos e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas recordações
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela
Ela..... oh, ela














