Citações

Como é difícil, às vezes fazer com que os outros acreditem em nós! E como é impossível, às vezes, para os outros, acreditar! (Jane Austen)

Quando o Amor Acontece - Capítulo XX

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 Capitulo XX

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-William!! O que faz aqui? – Elizabeth não podia

acreditar no que via.

- Eu perguntei primeiro, me responda Elizabeth? Casa

comigo? – Seus olhos suplicavam e ele estava

encantador, ajoelhado e angustiado frente a ela.

Ela mantinha o olhar preso ao dele, naquele oceano

azul que lhe dizia tantas coisas no silêncio da

espera.

Pensou em toda a loucura que vivera até ali, do

instante que se encontrou com ele, quando o

detestava ao dia em que o beijou pela primeira vez e

fez amor com ele. Gostaria realmente de estar prara

sempre com ele, vendo-o rir, esbravejar enquanto lia

algum contrato, sorrir presunçoso na cama, brigar

para ela se alimentar. Tudo nele, do ruim ao melhor

que carregava consigo a atraia e fazia com que

desejasse ser a pele dele, para nunca mais serntirse

tão longe.

Então balançou a cabeça de forma afirmativa, pois a

emoção tinha lhe deixado sem fala.

Ele tocou-lhe as mãos, levando-as até seus lábios e

beijou demoradamente, e então lhe colocou o anel.

Foi como ter de volta o sangue pulsante nas veias, o

calor lhe percorria o corpo e os sentidos tornaramse

mais aguçados, ele levantou-se e suas mãos

avançaram por seus braços, ombros e costas. O abraço

era apertado, ele a tocava insistentemente, parecia

querer acreditar que ela toda estava ali.

Elizabeth sentiu a respiração dele bater-lhe nos

lábios, as mãos dele atrás de sua cabeça a trazendo

para mais perto. Sentiu o toque macio dos lábios

dele, com carinho ele lhe sugou os seus e a fez

abria a boca devagar, aproveitando cada centímetro e

segundo que aquela experiência lhe proporcionava.

A boca dele era quente e tudo

que ela conseguia era pensar em

aprofundar ainda mais aquele

beijo, como se não fosse

suficiente, como se fosse

pouco, ela precisaria de pelo

menos um dia inteiro sendo

beijada por ele para que,

talvez, sentir-se satisfeita. O

beijo era molhado, quente e

suave, ela poderia escorregar

até o chão se não estivesse tão

seguramente com seus braços ao

redor do pescoço dele e que

suas mãos não a tivessem

estreitando num abraço forte.

Ele afastou o rosto um milímetro ou dois, apanhando

ar e mesmo assim não desgrudando seus lábios dos

dela. Abriu os olhos e pôde se perder na imensidão

azul. Seu lugar. Era com ele que ela queria ficar

para sempre.

Ele estreitou mais ainda o abraço fazendo com que

ela escalasse seu corpo e passasse as pernas ao

redor de sua cintura, Elizabeth deixou o dinheiro

escapar-lhe das mãos e ele entrou no apartamento

fechando a porta com os pés, caminhou até o quarto

sem quebrar o beijo. Devagar, sentou na beirada da

cama com ela em suas pernas.

- Elizabeth... – Ele parecia

emocionado. –Eu estou muito feliz,

eu a amo muito, nunca imaginei que

seria tão duro ficar longe de você

novamente. Quando você saiu de

Londres eu não conseguia pensar em

mais nada a não ser te seguir e te

fazer enxergar, sua grande

teimosa, que eu preciso de você ao

meu lado, sempre! – Ele sorriu e

ela sorriu entre lágrimas.

- Meu amor! Eu não posso imaginar viver longe de

você também! Nunca mais me deixe fazer isso!

Suas roupas, os travesseiros e o edredom deram

espaço a eles na grande cama. Ela tinha consciência

que ele pontuaria suas promessas e a levaria ao

desconhecido como só ele sabia quando fazia amor com

ela. Tudo estava tão silencioso em Nova York, na

América e no mundo, que ela podia ouvir as batidas

do próprio coração em meio aos sussurros dentro do

quarto. Novamente, nada mais importava somente eles

dois e a nova vida juntos.

Dormindo com a cabeça em seu peito, Elizabeth teve a

impressão de ter ouvido alguém bater à porta, virouse

para contemplá-lo enquanto dormia.

- Você deveria abandonar essa mania! – Ele falou com

os olhos fechados a agarrando.

- Você também me observa enquanto durmo! – Ela o

acusou dando pequenos beijos na ponta de seu nariz.

- Você é linda, é mãe do meu filho, minha noiva e

sensual, é lógico que tenho todos os motivos do

mundo para te observar! –Ele acariciou seu rosto.

- Mãe do seu filho e sua noiva! Meu Deus! –

Elizabeth arregalou os olhos assombrada com a

constatação, olhando o anel de safira em seu dedo.

- Não pode mais desistir!

- Eu nunca vou desistir e nem me arrepender! – Ela o

beijou apaixonada. – Estou com fome! – Ela falou

momentos depois quando sentiu o estômago se

contrair.

- Eu também!- Respondeu dúbio.

Sorriu procurando algo para vestir na mala ainda por

desfazer. Vestindo a camisa que

compartilhavam.

- Meu Deus! Esta camisa ainda vai ser

apreendida pela alfândega! Pegue

vista essa! – Ele respondeu dando a

ela a camisa que vestia minutos

antes.

- Por quê?

- Quero que todas as minhas roupas

tenham seu cheiro, o cheiro da sua

pele. – Seus olhos confirmavam a fome

que ele tinha. Deixou a peça que

vestia escorregar pelos seus braços até o chão e

pegou a camisa que ele oferecia, sorrindo como uma

criança, radiante.

Seguiu pelo corredor até a cozinha andando com a

cabeça nas nuvens. Sempre fora tão pragmática com o

amor. Sabia que poderia se casar quando amasse

alguém verdadeiramente, mas nunca chegou perto de

adivinhar como se sentiria feliz e completa com esse

sentimento.

Era incrível que pudesse ter tanta sorte de se

apaixonar, e ser correspondida por alguém tão

admirável como ele, tão gentil e sedutor, intenso e

amável, um homem que mexeu com ela desde o momento

que o conheceu. Na época ela não sabia como chamava

aquela sensação, e que se agora pudesse aconselhar

àquela Elizabeth, diria que a fraqueza que ela

sentia nas pernas, à vontade de tocá-lo, a

perturbação que sentia quando ele se aproximava, era

amor, e que àquela Elizabeth não deveria lutar

contra, pois tudo daria certo e a transformaria numa

nova e completa mulher.

- Eu sei que não devo me preocupar!- A voz dele a

tirou dos devaneios. – Georgiana chorava quando

matávamos formigas ou quando os peixes do aquário de

Bingley morriam, mas minha “cara”, não me diga que

está chorando em memória dos porcos que deram lugar

a este presunto! – Ele tinha um sorriso matreiro no

rosto.

Elizabeth olhou para o pedaço de carne que tinha nas

mãos, enquanto pensava em como tudo se transformara,

havia pegado a bandeja na geladeira e agora o

fatiava de forma automática. Riu como há muito tempo

não sentia vontade. Ele a abraçou com força

encaixando o topo de sua cabeça em seu queixo, como

um perfeito encaixe.

- Eu te amo. – Disse baixinho contra o peito dele.

- Eu também! – Respondeu beijando-lhe os cabelos

Permaneceram abraçados confortavelmente até que o

estômago de Elizabeth a lembrou novamente do motivo

de ter se levantado. Lembrou-se da pizza que havia

pedido e salivou ao pensar na mussarela, mas era

tarde e não haviam entregado seu pedido ainda.

Lembrou-se de ter largado o dinheiro no corredor e

riu consigo mesma.

- Quer pizza fria de mussarela? – Ela sorriu

caminhando para a porta e abrindo-a sorriu mais

amplo, achando graça do entregador não ter se

importado de entregar a alguém, apanhou a pizza e a

levou até a cozinha, retirando da embalagem e

colocando alguns pedaços para esquentar no

microondas, fazia tudo apressadamente lambendo os

dedos para limpar o que restava de molho e antecipar

o gosto da pizza. Parou de costas para ele, que

estava apoiado no balcão da ilha no meio da cozinha,

vestido negligentemente com suas calças pretas de

alfaiataria, sabia que ele a assistia.

- É da melhor pizzaria do mundo! – Ela sorriu ao se

virar e perder o fôlego para a visão luxuriante que

ele era com o dorso nu no meio da cozinha.

- Espero que eles tenham uma filial em

Londres. – Ele disse simplesmente embevecido,

olhando-a com carinho.

Ela fez uma careta e separou pratos e copos, se

ocupando de preparar o pequeno jantar. Puxou uma

garrafa de vinho da adega climatizada próxima a

geladeira.

- O da direita, com lacre dourado seria uma ótima

opção para a massa, mas você está grávida. – Ele

disse fazendo se lembrar da quantidade de vinho que

tomara desde que veio morar em seu apartamento e ao

pensar nisso lembrou-se que ele nunca havia

explicado o por quê de mandá-la a seu apartamento em

NY.

- Você me deve explicações, apesar de Caroline já

ter me adiantado algumas coisas. – Ela o inquiriu

quando se sentaram à mesa de centro na sala de

estar.

- Eu te amava e queria cuidar de você. – Ele

anteviu.

- Você não poderá usar sempre essa desculpa! Não

poderá dizer que fez por que me amava para todas as

coisas que você fez ou fará sem meu consentimento.

- Au! – Ele pôs a mão no peito e fingiu uma

expressão de dor. – Que mulher incisiva! – Não é uma

desculpa é uma verdade! Eu já a amava muito quando

veio para cá, não poderia aceitar tão fácil o fato

de perdê-la.

Uma coisa era respeitar o que você queria na época,

que era se afastar de mim, e sonhar com o dia que

você voltasse atrás. E outra diferente era aceitar a

derrota! Eu não poderia, e te deixar aqui era como

se estivesse perto de mim, eu a imaginava deitava

neste sofá analisando arquivos, lendo, ou

simplesmente conversando, imaginava você deitada na

minha cama... Você entende? Eu gostava de imaginar

que dividia minha casa com você, meu lugar, e isso

apesar de obsessivo, me deixava mais tranqüilo e ao

mesmo tempo mais melancólico. Sofri de amor

Elizabeth! –

Ele tinha a cabeça apoiada no assento do sofá, as

pernas estiradas abaixo da mesa de centro e os olhos

e mão cravados no rosto dela, exigindo que chegasse

mais perto para outro beijo ofegante, apaixonado e

quente.

~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~

Os dias passaram-se rapidamente. Darcy ficou com

ela até a quarta-feira. Ele a ajudou a cuidar de

tudo na DCNY em um espaço de tempo recorde. Pela

ordem natural das coisas Júlia foi eleita à nova

Assessora da filial.

Era experiente e competente, uma vez que já tinha

sido assistente de Darcy, e como assistente de

Elizabeth estava a par de cada detalhes de todos os

projetos que Lizzy criara e implantara na filial.

Ele voltara a Londres sozinho. Tinham combinado, de

comum acordo, que ela ficaria mais duas semanas em

NY, pois quando voltasse seria de vez.

Tinham decidido que Ruth seria mais útil os ajudando

com os preparativos do casamento e da chegada do

bebê.

A Sra. Darcy teve alta do hospital quando Willian já

estava de volta a Londres.

Falavam-se por telefone, varias vezes, durante todos

esses dias separados.

- Essa semana está sendo insuportável sem você ao

meu lado Lizzy. – ele parecia inconsolável.

- É necessário querido, quando voltar vai ser

definitivo, então vai ter de me agüentar pro resto

de sua vida – brincou ela.

- Esses dias que partilhamos juntos, e agora sozinho

aqui, me fizeram ver que nunca mais quero acordar

sem você do meu lado. – declarou ele.

- Eu também quero acordar todos os dias, e a

primeira coisa a ver são seus olhos. – Elizabeth

fechou seus olhos como se pudesse ver o brilho

daquele céu particular - Mas amanhã estarei de

volta, e estou levando Ruth comigo, como combinamos.

Boa noite William, amanhã nesta mesma hora já

estarei em casa. – disse feliz.

- Assim espero, caso contrário eu irei buscá-la

pessoalmente. – avisou ele.

~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~

Com os olhos cheios de amor e desejo, Darcy

encontrou Elizabeth no aeroporto. Ele abraçou sua

bela noiva, e levantou-a do chão, sua boca faminta

beijando-a com paixão. Mal cumprimentou a pobre

Ruth, tamanha era sua felicidade por ter sua Lizzy

de volta em seus braços.

Transbordando de felicidade, eles foram para o

estacionamento, onde estava o carro esporte, Lizzy

era incapaz de desviar o olhar daquele homem

sedutor, que ela amava tão completamente.

Durante a viagem até a casa, ele provocou-a com os

olhos mais azuis do que nunca, a voz pausada e

grave. Quando chegaram, Elizabeth sentia-se tão

louca de desejo por ele, que seria capaz de gritar.

Darcy pediu a Sra.Lara para que mostrasse a Ruth seu

quarto onde pudesse descansar da viagem, e mais

tarde lhe mostrasse a casa.

Pegou Elizabeth pelas mãos e foi

direto para o quarto deles.

Ao chegarem no quarto, Darcy

fechou a porta atrás de si, e

ficou parado por uns instantes de

frente pra Lizzy apenas a

admirando.

Elizabeth respirava com dificuldade. Seu corpo todo

latejava de desejo e saudades por aquele homem a

suas frente. Os olhos ardentes, que a fitavam,

confirmavam a paixão que o dominava e a fazia

vibrar.

William beijou-a longamente, indiferente ao tempo, e

Lizzy se agarrou a ele, ansiosa para que aquele

beijo não se acabasse.

Nesse momento, alguém bateu na porta. Lizzy

estremeceu e abriu os olhos. Igualmente relutante

Darcy levantou a cabeça.

— O que é? — perguntou, irritado.

— Peço desculpas, Sr. Darcy. Um telefonema urgente

para o senhor.

Darcy praguejou.

— Espere por mim, amor. Não demorarei. — Deslizou as

mãos pelos braços de Lizzy e levou seus dedos aos

lábios, beijando depois ambas as palmas, sorrindo

apaixonado para ela.

Deixou uma Elizabeth sem forças ou resistência.

Lizzy olhou seu anel de noivado mais uma vez, estava

muito feliz.

Darcy demorava, então resolveu tomar uma ducha.

Fechou a porta do banheiro, se despiu e começou a se

olhar no espelho, passou a mão por sua cintura, que

por sinal já estava desaparecendo. Seus seios a

deixavam satisfeita, nunca tivera seios fartos, se

sentia poderosa quanto a isso. “Mais logo estarei

enorme como uma baleia, será que ele vai ter o mesmo

desejo por mim?” – por mais que evitasse, esse

pensamento sempre a invadia. Com um suspiro profundo

foi entrou no Box e abriu a ducha.

Depois de um longo banho, enrolou uma toalha ao

redor do corpo e outra na cabeça, como um turbante,

e voltou para o quarto para se vestir.

O ambiente estava em penumbra e a cama pronta para

que ela se deitasse.

Lizzy parou no meio do quarto, a luz do banheiro a

iluminando imprecisamente.

Estava distraída e não notou quando uma mão a puxou

pela cintura fazendo com que se virasse pra ele.

A chama daqueles olhos azuis e dominadores a

devoraram com intensidade.

Sem reação, Lizzy ficou imóvel. Então William

levantou a mão e tirou a toalha que prendia os

cabelos molhados. Com um gemido abafado, ele a

abraçou, e enfiou o rosto nos cabelos perfumados e

úmidos. Elizabeth não resistiu, sentindo o corpo

dele colado ao dela, desejando-a intensamente. Cada

centímetro de seu corpo parecia vibrar, com uma

violência que ela nunca desconfiara ser possível,

exigindo ser saciado em seu desejo.

A toalha que a envolvia caiu a seus pés, e William

olhou-a com olhos apaixonados e febris. Depois

deslizou lentamente a mão pelas suas costas, até a

curva, já arredonda pela gravidez, da cintura, e

mais embaixo, pressionando seu corpo de encontro ao

dele. Sentindo a urgência do desejo dele, Lizzy

levantou a cabeça para falar algo, mas ele a

silenciou com um beijo. O tempo pareceu parar para

ela, seu corpo todo latejava, a paixão tornando-se

insuportável.

Os dois corpos muito juntos, ansiavam por se

transformar num único ser. O beijo foi se tornando

mais profundo, e com suavidade William explorava o

calor úmido de sua boca. Lizzy sentia-se derreter

nos braços dele.

Lentamente, William a acariciava, a paixão mútua

tornando o prazer compartilhado ainda maior. As mãos

grandes e fortes cobriram os seios firmes e

palpitantes, e Lizzy teve que se segurar a ele para

não cair.

William sorriu ao sentir a entrega total que ela lhe

oferecia.

— Como está nosso bebê?. . . — sussurrou.

Acariciando-lhe a o ventre.

— Ele está muito bem, e anda me deixando faminta.. —

ela disse, maliciosamente feliz.

— O médico já marcou a ultra-sonografia? — perguntou

ele, ajoelhando-se de frente a ela, beijando-lhe a

barriga. — Olá bebê! É seu papai que está falando,

eu te amo. – neste momento Lizzy se emocionou.

- Era pra eu ter feito a ultra a uma semana, mas eu

preferi esperar para irmos juntos – Elizabeth o

olhava com carinho.

- Eu te amo Elizabeth, não sei como sobrevivi a

essas duas semanas sem respirar. Porque você é o ar

que eu respiro.

Beijou–lhe outra vez a barriga, e foi fazendo um

rastro de beijos enquanto se levantava lentamente,

dando-lhe beijos húmidos e concentrando em seus

seios. Lizzy gemia, e arqueava-se contra ele

ofegante. De repente ele liberou seus seios com um

gemido, e reivindicou sua boca em um beijo

passional, enquanto esmagava seu corpo contra o

dela.

Os beijos dele, ardentes, exploravam a pele macia e

Lizzy deixava-se acariciar, completamente indefesa,

ansiando para que ele a possuísse inteiramente. Ele

beijava com paixão seus olhos, seu rosto, seu

pescoço, enquanto com a língua a excitava,

preparando-a para a posse final. Elizabeth sentiu-se

generosamente feliz ao sentir o quanto ele também a

queria.

Finalmente ela adormeceu, embalada

pelo amor dado e recebido,

finalmente saciada.

Quando acordou pela manhã, ela

resolveu que a vida era a coisa

mais maravilhosa jamais inventada.

William tinha se levantado e ela

escutou o barulho do chuveiro,

pela porta entreaberta do

banheiro. Uma rosa vermelha estava no travesseiro ao

lado dela.

Observou William, quando ele saiu do banheiro, seu

torso brilhante.

Ele foi até o armário, abriu uma gaveta, pegou uma

cueca e a enfiou, assobiando baixinho.

— O senhor parece muito alegre, William Darcy — ela

brincou. — Alguma razão particular?

— Todas as razões do mundo! — ele respondeu,

vestindo uma camisa, enquanto chegava perto da cama.

— Elizabeth, meu amor, eu te amo!

Lizzy ergueu o braço e tocou o rosto que se

inclinava para ela.

— Eu te amo também, muito muito. . .— disse ela,

sorrindo.

Ele a fez se sentar na cama, e a abraçou com paixão.

— Ei, você acaba me amassando se continuar a me

apertar assim!

— É verdade. — William a beijou ainda uma vez. —

Agora se levante, sua preguiçosa. Temos que ir a

Pemberley.

— Tinha me esquecido! — ela exclamou, pulando da

cama, e procurando se enrolar no lençol para

proteger sua nudez.

— Não! Cubra seu corpo em outros lugares. Aqui em

nosso quarto, quero apreciar sua beleza, e ver o

crescimento do meu filho transformando seu corpo —

disse ele, impedindo-a.

Lizzy correu para o banheiro e entrou no Box, ainda

envergonhada com as últimas palavras de Darcy. Ele

tinha percebido que apesar de feliz pela gravidez,

ela estava preocupada com as transformações de seu

corpo.

Quando voltou para o quarto ele não estava mais lá.

Vestiu-se rapidamente, e saiu descalça, os sapatos

nas mãos.

Lizzy foi até a cozinha onde ele a recebeu com um

beijo. Depois se sentaram para o café.

A Sra.Darcy estava bem, muito animada com os

acontecimentos, porém sua recuperação ainda

requeriria muitos cuidados. Então resolveram fazer

uma cerimônia simples e íntima na capela de

Pemberley.

Georgiana chegou na hora do almoço, e foi

bombardeando Lizzy com todas as informações sobre

buffet, decoração e vestidos de casamento.

- Temos que resolver isso logo Lizzy, daqui a pouco

vai sentir tantos calores, que não vai agüentar

ficar dentro de um vestido de noiva. E muito menos

vai suportar tanto desgaste.- Georgiana estava

empolgadíssima.

- E você acha que em um mês vamos conseguir ajeitar

tudo? – Lizzy se mostrava apreensiva.

- Sim, como é uma cerimônia simples e íntima, os

amigos e parentes entenderão. E cá pra nós, com uma

boa verba tudo se consegue com rapidez e qualidade.

Mas então em primeiro lugar os convites e o vestido,

deixa comigo os contatos, se preocupe em opinar e a

cuidar do meu sobrinho. – Beijou-lhe a bochechas e

saiu apressadamente para socorrer seu bebê que

chorava querendo sua mamada do almoço.

Mais tarde William a encontrou no jardim, sentada em

em um banco com um olhar distante.

No momento em que seus olhos encontraram os de

William, ela se esqueceu de tudo mais.

- O que houve Lizzy, o que te preocupa? – inquiriu

ele.

- Tudo está acontecendo tão rápido, que às vezes

tenho que parar pra respirar, e me convencer que é

realidade. – ela o olhou com amor - Acho que vou ter

de me mudar pra cá provisoriamente William. São

tantos detalhes e coisas que temos que acertar pro

casamento, que seria mais prático eu ficar por aqui.

- Eu já havia imaginado que isso aconteceria. Então

nos mudaremos pra cá. – disse ele beijando-lhe o

pescoço.

- Nós?! Mas ficaria longe do escritório William, vai

ser cansativo pra você – Lizzy gemeu quando ele

lambeu sua orelha.

- Não me importa se vou ficar cansado ou não, o que

me importa é poder chegar em casa e me refugiar em

seus braços. – então tomou-lhe a boca a deixando sem

fala.

Voltaram a Londres naquele final de tarde.

Mal chegaram e Lizzy procurou Ruth e lhe informou

que se mudariam pra Pemberley, provisoriamente, até

o casamento. Também pediu pra que ela confirmasse a

o horário da ultra, com o obstetra de Georgiana, que

agora seria o seu.

Estava tão cansada que só teve tempo de tomar um

banho e deitar-se, enquanto esperava Darcy terminar

de passar suas instruções para sua assistente. Não

agüentou e dormiu.

Quando ela acordou pela manhã, ele tinha saído.

Deixou um billhete lhe dizendo que a amava e não

teve coragem de acordá-la.

Darcy não apareceu o dia inteiro, mas telefonou para

ela. Avisou-a que estava tentando adiantar todos os

compromissos, para que pudessem ter uma lua-de-mel

tranqüila, mas que estaria com ela no horário que

foi marcada a ultra do bebê, sem falta.

Falaram algum tempo, e ele reafirmou sua paixão e

seu desejo ainda maior por ela.

Sentada na sala de espera do consultório do

obstetra, Lizzy não agüentava mais beber tanta água,

também estava ansiosa por ver seu bebê e preocupada

com a demora de William.

- Elizabeth Bennet? - Perguntou a jovem

recepcionista – Pode entrar o Dr.Collier lhe

aguarda.

“ Meu Deus William , onde está você?”

-Muito bem Srta. Bennet.

- Pode me chamar de Elizabeth – disse ela.

-Como eu ia dizendo, Elizabeth, pelos exames que fez

em NY, vejo que está com quase dez semanas, os

resultados são muito bons, temos que ficar de olho

nessa pequena anemia e tudo certo. – o médico dizia

tudo de forma muito simpática. – Dalila, por favor,

ajude a Srta Bennet a se posicionar para fazermos a

ultra do bebê – pediu o médico à sua assistente.

Elizabeth seguiu a moça, deitou-se, abriu a blusa de

forma que liberasse o ventre. A assistente lhe

aplicou um gel gelado por toda a barriga, e o médico

já se aproximava, colocando as luvas e ligando os

aparelhos.

- Pronta pra ver seu bebê Srta Bennet?!

“William cadê você?” – Os olhos de Lizzy estavam

cheios de lágrimas, nunca fora chorona ou dependente

de ninguém, mas se sentia abandonada, precisava de

William, não sabia porque. Fazia um esforço enorme

para não cair em prantos.

Então o médico começou a passar-lhe o aparelho sobre

o ventre – Olhe pra aquele monitor Elizabeth!

Fim do Capitulo XX.

Letra e Música do Capítulo.

Here You Come Again

Here you come again

Just when I begun to get myself together

You waltz right in the door

Just like you've done before

And wrap my heart around your little finger

Here you come again

Just when I'm about to make it work without you

You look into my eyes

And lie those pretty lies

And pretty soon I'm wondering

How I came to doubt you

All you gotta do

Is smile that smile

And there go all my defenses

Leave it up to you

And in a little while

You're messing up my mind

And filling up my senses

Here you come again

Looking better than a body has a right to

And shaking me up so

That all I really know

Is here you come again

And here I go

All you gotta do

Is smile that smile

And there go all my defenses

Leave it up to you

And in a little while

You're messing up my mind

And filling up my senses

Here you come again

Looking better than a body has a right to

And shaking me up so

That all I really know

Is here you come again

And here I go

Here I go

Here I go

 

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