Capitulo XIX
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Jesse McCartney - Beautiful Soul
(Alma Bonita)
[Refrão]
Eu não quero outro rosto bonito/Eu não quero apenas alguém
para abraçar
Eu não quero desperdiçar meu amor/Eu quero você e sua alma
bonita
Eu sei que você é algo especial/A você eu serei sempre fiel
Eu quero ser tudo que você sempre precisou/Então eu espero
que você veja o coração em mim
[Refrão]
Eu não quero outro rosto bonito/Eu não quero apenas alguém
para abraçar
Eu não quero desperdiçar meu amor/Eu quero você e sua alma
bonita
Você é a única que eu quero perseguir/Você é a única que eu
quero abraçar
Não deixarei outro minuto ser desperdiçado/Eu quero você e
sua alma linda
Sua alma linda, yeah./Você precisará de tempo para pensar
nisso
Mas eu estou bem/Seguindo em frente/Eu facilitarei sua mente
Se você me der a chance/Eu nunca farei você chorar deixa
disso, vamos tentar
[Refrão]
Eu não quero outro rosto bonito/Eu não quero apenas alguém
para abraçar
Eu não quero desperdiçar meu amor/Eu quero você e sua alma
bonita
Você é a única que eu quero perseguir/Você é a única que eu
quero abraçar
Não deixarei outro minuto ser desperdiçado/Eu quero você e
sua alma linda.
Sou louco por querer você?/Baby você pensa em me querer
também?
Não há nada mais a esconder
[Refrão]
Eu não quero outro rosto bonito/Eu não quero apenas alguém
para abraçar
Eu não quero desperdiçar meu amor/Eu quero você e sua alma
bonita
Você é a única que eu quero perseguir/Você é a única que eu
quero abraçar
Não deixarei outro minuto ser desperdiçado/Eu quero você e
sua alma linda.
Eu quero você e sua alma bonita/Sua alma linda, yeah
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foto1
Elizabeth acordou sentindo-se desnorteada. William
estava envolto nela, em todos os lugares de seu
corpo; enlaçou-lhe as pernas com as suas, uma mão
segurava-lhe as costas, a outra prendendo sua
cintura, e durante o sono havia estreitado o abraço
mais ainda. Dormia profundamente, na luz obscura do
amanhecer, só podia ver a firme linha do nariz dele,
o contorno da boca bem-feita e o maxilar imponente.
Não havia palavras para expressar sua excitação e
encantamento. Mordeu o lábio e arrastou um dedo
preguiçoso por seu peito bronzeado, viu buscar
respirar profundamente e virar-se para ficar de
costas para a cama, sua boca convidativa e a
expressão serena dava-lhe um aspecto angelical. Se
fosse possível, ficaria nos braços dele para sempre
e jamais se cansaria do prazer que davam um ao
outro.
Deu-lhe um beijo suave, na testa e saiu da cama
devagar. Procurou à sua volta algo para vestir.
Haviam começado a tirar a roupa na sala, por isso
não encontrou muito do que procurava. Viu a camisa
branca que compartilhavam negligente sob uma
poltrona e a vestiu. Sorriu lembrando-se da história
dele lembrar de pegar a camisa de volta antes de ir
embora. Agora ela estava com seu cheiro novamente,
ainda faltavam-lhe os botões que ele arrancou na
pressa de possuí-la.
Seu estômago tremeu ao reviver aquele momento.
Dirigiu-se à cozinha, olhou o amplo vão equipado e
luxuosamente decorado. Procurou por uma chaleira no
aparador preso ao teto acima do fogão que se
encontrava na ilha no meio da cozinha. Pegou alguns
saches de chá no balcão e esperou pacientemente que
a água esquentasse. Passou por sua cabeça preparar
um café da manhã como ele tinha feito, então foi até
a grande geladeira e procurou queijo, presunto e
geléia.
Preparou a bandeja com cuidado, e ao passar pelo
hall em direção ao quarto roubou uma rosa do jarro
central. Abriu a porta com cuidado e o viu sentado
na cama calçando os sapatos, tenso.
- Você está aí! – Seus olhos brilharam e sua tensão
evaporou quando ela entrou no quarto e depositou
abandeja na mesa de apoio.
Foto 2
- É claro que estou! – Ela foi até ele e deu um
beijo suave em seus lábios. - Bom dia! – Trouxe o
café da manhã! Desculpe-me, mas não fiz café! O
cheiro ainda me enjoa bastante.
Ele a puxou para cama e ambos tombaram no meio dela.
Elizabeth riu e ele riu feliz por isso.
- Eu te amo! – Ele disse acariciando-lhe a face.
- Eu sei, você me disse ontem! Eu também te amo!
- Não basta ter dito ontem, direi hoje novamente,
quantas vezes forem necessárias: eu te amo, muito e
tanto!
- Diz mais uma vez! – Ela apoiou-se em seu peito e
olhou em seus olhos.
- Eu te amo. – Ele apanhou sua mão e beijou um dedo.
– Eu te amo. – Beijou outro. Eu te amo, te amo e te
amo.
Elizabeth enterrou o rosto no pescoço dele, sentindo
o aroma e a maciez. Ele acariciava seu braço,
transmitindo uma sensação de paz e segurança que ela
não sentia há muito tempo.
- Tenho que ir ao Hospital agora de manhã, deixei
tudo por conta de Georgiana, o que não é justo, ela
está perto de ter o bebê. – Falou devagar.
- Você é um louco!Também achei loucura da sua parte
mandá-la pra NY nos dias de ter o bebê. – fingiu
dar-lhe uma bronca.
- Eu sei, estou envergonhado, mas me entenda, estava
tão desesperado sem você que não raciocinava mais. –
justificou. – Fica aí uma história para contar a
nosso filho ou filha: “Papai fez titia atravessar um
oceano para ir buscar mamãe!” E devemos dizer a ele
ou a ela: ”E foi o oceano de distância que a mamãe
quis!”.
- Eu não sabia que você me amava! – Ela se defendeu
ficando frente a frente à ele, sentada em seu colo.
– Achei que você só queria uma aventura!
- Mas eu a amava, não sabia, mas a amava, muito,
como agora. Eu pensei que se você aceitasse ficar
comigo, um dia, poderia descobrir que você havia
mudado de opinião quanto a mim e que admitisse que
também gostasse de mim. – Ele puxou um travesseiro e
o colocou debaixo de sua cabeça.
foto3
- Oh meu amor! Tudo bem, já passou. – Ela beijou-lhe
na boca.
- Sim eu sei! Estamos juntos aqui! Vou cuidar de
você agora! Por falar nisso onde está esse seu café
da manhã? Quero observá-la comendo e ter a certeza
que comeu direito. – Ele levantou-se quando ela
pulou da cama e lhe mostrou a bandeja que havia
preparado.
- Chá, torrada, geléia, queijo, presunto, leite e
suco! – Ela mostrou para ele como uma vendedora.
- Nossa! Mas um pouco e você já estará sabendo como
dirigir essa casa! – Ele sentou-se e passou a
selecionar o que iria comer.
Elizabeth tentou não notar o pânico que as palavras
dele produziram nela. “... Dirigir esta casa”.
Apesar da gravidez, de terem acertado seu romance,
ela não tinha se atrevido a pensar mais além.
Sentou-se em silêncio e tentou pensar em outras
coisas.
Comendo calada, assistindo-o mastigar, pensou em NY,
em todas as reuniões realmente importantes, e nos
contratos que deveria acompanhar de perto. Sabia que
uma batalha estava vindo. Ela precisava convencê-lo
a deixá-la ir a NY.
- Você não está comendo! – Ele a tirou de seus
pensamentos. Olhou para ele divertida, poderia jurar
que ele estava realmente contando quanto do quê ela
comia.
- Fala de mim, mas você também precisa se alimentar
bem! Não pode fazer isso estando de olho em mim o
tempo todo!
-Me alimentar bem? Pensei que tivesse feito isso à
noite toda? – disse de forma brincalhona. – E não
consegui tirar o olho de você! – Ele levantou-se.
- William! – Lizzy retrucou. Ele passou por ela a
caminho do banheiro e deu-lhe um beijo no topo da
cabeça.
- Venha! – Ele segurou sua mão e a fez levantar-se,
seus olhos diziam à Elizabeth que ele a desejava. –
Quero fazer amor com você na banheira. – Ele a
levantou nos braços e caminhou decidido em direção
ao banheiro.
Lizzy deitou na cama enrolada nas toalhas e ficou
observando ele se vestir. Seus olhos estavam pesados
e seu corpo muito relaxado, depois de fazer amor e
tomar um banho quente.
-Preguiçosa!- Ele sussurrou em seu ouvido quando
sentou na beirada da cama. - Você não vai se
vestir?- olhando-a divertido, enquanto desenrolava a
toalha de seu corpo.
- Estava apreciando o espetáculo! Além disso, dez
minutos são o suficiente pra mim. - disse fingindo
um ar de superioridade.
- Vem comigo ao Hospital, não é? Depois passaremos
rapidamente na empresa pra ver como andam as coisas,
e almoçamos juntos. – Ele aproximou seus lábios do
vale entre seus seios e beijou calmamente.
- Não sei Sr. Darcy... Tenho que verificar a minha
agenda. – arreliando-o.
- Então risque todos seus compromissos senhorita,
porque de hoje em diante eu tenho prioridade. -
disse de forma autoritária.
- Eu sabia! Estava demorando muito para você mostrar
o grande ditador que é!- retrucou rindo.
- Vista-se! E pode demorar mais que seus dez
minutos! Estarei no meu escritório. – Ele saiu
jogando-lhe um beijo no ar.
Dez minutos mais tarde Lizzy encontrou-se com Darcy
no escritório. – Dava ordens a Sra. Lara para não
fazer café e evitar que o cheiro a deixasse enjoada.
- William não precisava fazer isso, vai ficar sem
café por minha causa?
- Eu já tomei meu café na cozinha, enquanto você se
arrumava, não se preocupe, não vou morrer por isso.
A sra. Lara trouxe-lhe bolo, coma! Precisa se
alimentar bastante, pois não a quero fraca! Nutrir e
satisfazer dois Darcys ao mesmo tempo requer muita
energia. – acariciou-lhe a mão e deu-lhe uma
piscadela, divertido.
- Você está ficando impossível Sr.Darcy.!
Mais tarde antes de chegarem ao hospital, eles
passaram na casa da Sra.Gardiner. Lizzy precisava
trocar de roupa. E William insistira em levar suas
malas pra casa dele.
- Estou tão feliz por vocês dois, e mais emocionada
com meu primeiro sobrinho-neto. – A sra. Gardiner
era a felicidade em pessoa.
- Prometo tomar conta e fazer sua sobrinha muito
feliz sra.Gardiner – prometeu Darcy a tia dela.
- Oh, eu sei meu filho, e sei que vocês foram feitos
um pro outro. Vocês só têm que cederem mais e serem
menos teimosos. – a sra. Gardiner o aconselhou.
Usando um vestido leve e com os cabelos em um rabo
de cavalo, o que dava-lhe um ar mais jovem do que
era, Lizzy descia as escadas em direção ao Hall,
seguida por um olhar encantado do pai de seu filho.
- Estou pronta, podemos ir. – anunciou ela com um
sorriso nos olhos.
- Só se for direto pra minha cama – ele cochichou em
seu ouvido fazendo-a corar.
Despediram-se da Sra. Gardiner e foram pro hospital.
No caminho Darcy agarrou a mão dela e levou até os
lábios. Havia uma emoção contida em sua expressão.
- Você está maravilhosa! Você é maravilhosa! – Ele
disse num tom de reverência.
Ela lhe deu um sorriso autêntico e agradecido e
fizeram o resto do caminho em silêncio.
No hospital, eles dirigiram-se direto ao quarto da
senhora Darcy. Um médico francês encontrava-se junto
a ela, sorrindo.
Eles entraram e a senhora Darcy brilhou em vê-los, o
médico chamou Darcy para o corredor enquanto
Elizabeth a cumprimentava sob o olhar carrancudo de
Katarina.
Elizabeth lia a expressão de satisfação no rosto de
William, através da janela de vidro, que deixava
claro que o estado de sua mãe melhorara.
- Mas que ótima surpresa é vê-la de novo minha
querida!
- Sim! E eu estou muito feliz que a senhora esteja
tão bem!
William entrou novamente no quarto e agarrou a
cintura de Elizabeth enquanto abaixava-se para dar
um beijo na testa da mãe. Ao vê-los juntos a Sra.
Darcy já tinha concluído o que acontecera, e parecia
muito feliz com isso, o sorriso dela havia duplicado
de tamanho e sua expressão parecia emocionada.
foto4
- Meu Deus! Eu tinha esperanças que vocês caíssem em
si e enxergassem o que todos enxergávamos, que um
era a cara metade do outro. Não posso ficar mais
feliz quê isso.
- Nem mesmo depois de saber que logo terá outro
neto? –Darcy pôs a mão possessiva no ventre de
Lizzy, que riu sonoramente da expressão de
felicidade no rosto dele.
- Oh meu querido! Um filho seu! Que felicidade!
Vocês realmente são impossíveis! Estão juntos, e
além disso, me trouxeram um neto de encomenda,
realmente vocês me surpreenderam. Ouso a dizer que
vocês fazem uma dupla muito competente em todos os
aspectos. – a Sra. Darcy parecia não se conter de
tanta felicidade.
- A sra. nem imagina o quanto mamãe! – William
declarou.
-William! – Lizzy o repreendia com as faces coradas.
-E quando é que meu neto chega? Eu quero me
preparar e sair daqui rapidinho.
- Não sei ainda, eu descobri que estava grávida só
tem três dias. Talvez quando voltar a... de... Nova
York, isto é, nesta segunda feira, vou procurar um
obstetra. – Elizabeth balbuciou alto, os planos que
ainda não haviam se formado direito.
- Nova York? – perguntou William – Fora de questão
Elizabeth, você e meu filho não saem mais de perto
de mim.
- Eu tenho responsabilidades William! Os contratos,
você sabe, preciso estar presente! – revidou ela.
- Discutiremos isso em casa. – disse ele.
- Mas se não foram feitos um para o outro! - A sra.
Darcy ria à vontade assistindo aos dois. – Calma!
Vocês dois já estão se comportando como se tivessem
casado há anos. Isso me lembra de quando eu e seu
pai discutíamos viagens e quem ficaria com as
crianças... Bons tempos aqueles.
Elizabeth não tocou mais no assunto e William também
não. Conversaram as amenidades e coisas do dia-adia,
fizeram planos sobre o bebê e a nova vida. Mas
nenhum deles deixava claro para Elizabeth o que
viria no dia seguinte.
- Temos que ir mamãe, por favor, se comporte. O
médico disse que se a sua pressão estabilizar, logo
te dará alta. – beijou-lhe as faces e se despediu.
Lizzy também se despediu, beijando-lhe as mãos e
ganhando um no alto da cabeça.
- Deus abençoe vocês meus filhos.
No trajeto até a empresa, William e Elizabeth não
tocaram mais no assunto NY. Era evidente que ele
ainda estava tenso e ela não queria um confronto. Ir
a NY era preciso, bons contratos, importantes para a
empresa, precisavam da presença dela lá. Como seria
então? Quando outros contratos surgissem, novos
clientes fossem analisados? Ela era produtiva em NY
e não podia estar em Londres o tempo todo.
Sua relação com ele tinha se aberto, e um mundo de
possibilidades havia surgido, ela carregava um filho
dele, logo, seria impossível que ele não a quisesse
a ter por perto o tempo todo. Não duvidava que ele a
amava, mas duvidava que ele pudesse ser tão
territorialista e possessivo caso ela não estivesse
grávida. Elizabeth soltou um longo suspiro, Darcy
olhou para ela e soube no que pensava.
- Prometo ouvir tudo o que tem a dizer sobre essa
viagem, em casa! – Ele disse contrariado e ela lhe
sorriu.
Encontrou alguns de seus antigos colegas nos
corredores do edifício. Riu consigo mesma imaginando
o que todos os outros estavam fazendo exatamente no
momento que Darcy pôs os pés lá.
Ela sabia, havia vivido lá e conhecia o “Efeito
Darcy”, como a senhora Reynolds falava. Todos
procuravam algo pra fazer, alinhavam suas roupas,
desconectavam-se dos bate-papos, café, papéis em
suas distintas pastas, e a agenda do dia era
providenciada em questão de segundos, para estar na
mesa dele no momento exato em que se sentava.
Elizabeth estava inebriada com o poder que ele
exercia, e do fato de ser constante alvo dessa
força.
- Não demorarei. – Ele apertou a mão dela enquanto
seguia para dentro da sala de reuniões com paredes
de vidro. Ela percorreu toda a extensão assistindo-o
resolver suas coisas e dirigiu-se a senhora
Reynolds.
- Srta. Elizabeth que prazer em revê-la! Soube que
está fazendo sucesso na DCNY! Já esperava por isso.
– a Sra Reynolds parecia muito animada.
- Nós conseguimos bater muitas metas em pouco tempo,
mas o mérito não é só meu, a equipe é muito
competente. E como vão as coisas por aqui, alguma
novidade?
- O temperamento do Sr. Darcy intensificou-se
consideravelmente depois que você partiu, ele está
ou estava.. - vendo sua expressão tão diferente
agora - ..irritado, sem paciência e explosivo. Há
até mesmo uma aposta correndo pelos corredores para
ver quanto tempo à nova assistente durará! Imagine
ele já a fez chorar duas vezes numa só semana!- Ela
piscou divertida para Lizzy.
– Mas hoje há uma expressão serena em seu rosto, um
sorriso nos lábios, e você está aqui! Espero que
fique eternamente, já não era hora de podermos
respirar um pouco melhor! – Elizabeth riu da forma
como a senhora Reynolds falava dele.
- Bom dia Sra.Reynolds, como tem passado? – lhe
cumprimentou um Darcy totalmente relaxado, calmo e
simpático - Lizzy, podemos ir, querida?
- Espero que as coisas melhorem daqui pra frente,
então. - parecia mais falando pra si mesma - Foi um
prazer revê-la Sra. Reynolds. – abraçaram-se e
despediram-se.
Darcy a levou para o restaurante costumeiro, onde
tantas vezes haviam discutidos pontos importantes de
reuniões e encontros e sentaram-se na mesma mesa de
sempre.
- Deixei meu celular no carro! – Ele falou caçando o
aparelho pelos bolsos. – Peça por mim o de sempre! –
Ele deu um rápido beijo e saiu.
Lizzy começou a avaliar a conversa que teria que ter
com William, mais cedo ou mais tarde. Pois ela
simplesmente não poderia jogar todo o trabalho que
tivera pro alto assim sem mais nem menos. Tinham que
chegar a um acordo.
Em meio a seus pensamentos não notara que alguém se
aproximava de sua mesa.
- Quando foi que voltou de Nova Iorque, e porque não
me avisou? – Jorge Wickham a fitava surpreso.
- Olá Jorge! Cheguei ontem, desculpe-me não tive
tempo de ligar pros amigos ainda... E você como
está? – disse ela de maneira polida. Somou dois e
dois e soube que quando William o encontra-se ali
resultaria em problemas.
- Não melhor do que você. Você está linda! Não que
eu não a achasse antes, mais tem uma aura diferente.
Quando vai me dar o prazer de sairmos novamente? Não
vou aceitar um não como resposta! – Ele parecia
muito interessado.
- Minha mulher não está disponível Wickham, muito
menos para alguém como você – Elizabeth tentou não
se ofender com a forma possessiva que ele dizia
‘minha’ e resolveu se divertir com o comportamento
de macho alfa que ele emitia.
William trazia o celular na mão e o agarrava como se
segurasse o pescoço de Jorge.
Wickham tinha visivelmente levado um susto, e olhava
para William e Elizabeth ao mesmo tempo, muito sem
graça.
- Olá Darcy! Me desculpe eu não sabia que vocês
estavam juntos. – O homem falou de uma forma cínica,
dissimulando seu embaraço. - De qualquer forma, foi
um prazer em revê-la Elizabeth. – os cumprimentou e
se foi.
- “... Minha mulher! Uga buga!.” Você deve ser o
homem mais romântico que existe, Capitão caverna. –
Tentou parecer chateada e não divertida. – Podia ter
sido mais sutil com meus brios feministas e com ele.
- Não espere que eu seja sutil com nenhum homem que
banque o engraçadinho com você. Quanto a seus brios
feministas... Deixo-os ficarem por cima hoje à
noite, tudo bem? – justificou-se.
Elizabeth riu sonoramente daquele comentário e
balançou a cabeça não acreditando em tudo aquilo.
Quando a comida chegou não tocaram mais no assunto e
almoçaram tranqüilamente. Lizzy dava graças a Deus
por não ter enjoado, pois estava faminta.
Tinha a impressão que William empurrava o assunto
‘Nova Iorque’. Com toda a atenção e muito carinhoso
com ela, a distraía com assuntos mais frívolos, a
fazia rir com uma piada íntima e a beijava sempre
que a via com os olhos fixos no nada, pensando.
Cedo ou tarde teriam que discutir isso e algo lhe
dizia que seria tremendamente difícil convencê-lo.
Sentindo-se cansada, bocejou e olhou para ele
sonolenta.
- Hora de ir pra casa! – Ele disse tirando o
dinheiro da carteira e deixando em cima da mesa.
Agarrou sua mão, fazendo com que se levantasse, e a
estreitou num abraço enquanto saia do restaurante.
William sugeriu que ela subisse e descansasse
enquanto ele ia ao escritório.
Ao chegar no quarto se livrou do vestido e colocou a
camisa e deitou-se. Dormiu como se não tivesse
dormido há séculos.
Acordou com o calor de William agarrado a ela com
sua mão em seu ventre. A sensação de aconchego e
proteção que ele lhe transmitia era algo ambrosial.
- Boa tarde “Bela Adormecida”, pensei que não
acordaria mais hoje! – a beijava o pescoço.
- Acho que não durmo tão bem assim desde quando te
conheci. – confessou manhosamente.
- Então somos dois, pois você me tem tirado o sono e
a tranqüilidade desde essa época então. – concluiu
capturando sua boca de modo sedento.
- Eu te amo William!
- Lizzy, minha Lizzy, só minha... Eu também.
Mais tarde aninhada a ele acariciando-lhe o peito
másculo, resolveu tocar no assunto ‘Nova Iorque’.
- William, temos que conversarmos sobre minha volta
pra NY, não posso ficar e simplesmente jogar todo o
trabalho que tive pro alto. Tenho uma reunião
importante na segunda – feira logo de manhã.
- Elizabeth eu não quero discutir isso com você, já
está decidido. Não quero que vá a lugar nenhum sem
mim, não suporto a idéia de ter você e meu filho
longe. – ele estava ficando irritado.
foto 5
- William pare de ser intransigente, não vou embora,
eu vou à NY! Você mais do que ninguém sabe que temos
que ser profissionais, também me dói ficar longe de
você, mais no momento temos que resolvermos muita
coisa, e o bebê vai levar um tempo pra nascer. –
tentou argumentar.
- Você não está sugerindo que eu fique e você vá pra
NY e continue trabalhando por lá , e eu perca os
acontecimentos da gravidez , está?
- Não a gravidez toda, só esses primeiros meses até
eu recrutar alguém pra por no meu lugar! O que me
diz? Além disso, você pode ir para lá!
- Com minha mãe como está e com Georgiana prestes à
dar a luz? Com os inúmeros novos cliente e contratos
que temos aqui? Não poderia me ausentar! – levantouse
de maneira abrupta.
- Você não pode se ausentar do seu trabalho e da sua
vida! Mas eu posso, não é? – Ela o acusou. – Eu
posso largar todo o plano que tenho para DCNY e me
dedicar a estar aqui em sua cama sempre que você
quiser, não é? – Ela explodiu.
- Elizabeth, não é isso! Mas aqui é o escritório
matriz, não posso, você sabe o momento que estamos
vivendo, logo, poderemos abrir escritórios na
Ásia...
- Sei William, eu sei! É na empresa que estou
pensando ao ir para NY...
- Dane-se a empresa, me responsabilizo por ela...
Elizabeth você não vai a lugar nenhum sem mim, eu te
proíbo de pegar aquele avião e sair daqui pra
qualquer lugar que seja. – parecia um bicho
enjaulado andando de um lado pro outro e falando com
ela.
- Ei! Não sou propriedade sua, não pode querer
decidir a minha vida sozinho!
- Ah é sim! Você é minha mulher e carrega meu filho,
e eu não posso viver sem vocês dois. – mal acabou de
declarar a frase e lançava-a sobre a cama, prendendo
os pulsos dela acima de sua cabeça com uma mão, e a
outra em seus quadris.
Lizzy instintivamente afastou suas pernas de modo a
acomodá-lo ente elas. Ele a beijou profundamente e
ardentemente, devassadoramente. Como se tentasse
castigá-la por estar teimando com ele. Era um beijo
duro e instigante.
- Você é minha sim, e eu sou seu, diga o contrário
Elizabeth. – rosnou ele, a provocando esfregando seu
corpo no dela de modo provocante.
Elizabeth tentou livrar seus braços prisioneiros,
mas ele não os deixou, movendo seus lábios ao longo
de sua garganta e ombros, mordiscando e sugando.
- Diga se você se importa mais com a empresa, sua
vida, minha vida, com o mundo, do quê com nós dois
aqui e assim. – Ele pressionava sua excitação entre
as coxas dela
O corpo de Elizabeth respondeu rápido e a
necessidade urgente de ser possuída por ele chegou
ao seu limite.
Arqueando-se nele, gemendo e choramingando. Tentou
morder os lábios para não suplicar, pois sabia que
era isso que ele queria. Mas ele sugou e mordeu seus
seios sobre o tecido, e sua capacidade de raciocinar
dissolveu-se.
- William, por favor... – choramingava desesperada.
- O que você quer Elizabeth? – perguntou ele
- Eu preciso de você em mim, agora!
- Diz que não vai me deixar, prometa-me que vai
ficar comigo.
- Eu não vou te deixar William, prometo. Eu não vou
embora, eu vou apenas... Eu te amo, não poderia
viver longe de você, não vê? – respondeu ela não
agüentando aquela tortura.
William a possuiu de forma poderosa, aterradora e
completa. Lizzy teve a impressão de ter perdido os
sentidos por alguns segundos.
- Você... Não... Vai... A... Lugar... Nenhum. – Ele
abandonava-se dentro dela, pontuando cada palavra
com uma investida.
As paredes internas dela palpitavam dando a
impressão de sugá-lo ainda mais para dentro.
- Eu vou William... Eu preciso. – Ela fez com que
essa pressão aumentasse, apertando-o dentro de si.
- Mulher... Teimosa. – Ele continuou segurando-lhe
os pulsos com uma mão e com a outra puxou suas
pernas para se enroscarem em sua cintura e conseguir
melhor acesso. Movimentando-se mais rápido, teve que
lhe soltar as mãos para se apoiar no colchão.
Elizabeth aproveitou para empurrar seu peito com
força e virá-lo deitando na cama. No mesmo instante
montou-se nele e mortalmente devagar o introduziu de
volta.
- Preste atenção William... Eu vou à NY segunda
feira e volto na sexta... Te deixarei
desavergonhadamente mais rico... Com os três novos
sócios que conseguir... Você poderá me agradecer
depois. – Ela chegou ao limite e ficou quieta por
uns instantes, acostumando-se à ele naquela posição.
- Lizzy... – Ele choramingou, parecia paralisado com
a ação dela.
- Cale-se! Meus brios feministas estão por cima,
agora! – Ela voltou a se movimentar, tendo a ajuda
das mãos dele em seus quadris.
Já satisfeitos e saciados, ele rolou de lado a
levando com ele em um abraço apertado.
- Isso foi golpe baixo, Elizabeth! – Ele suspirou
com um sorriso no rosto encarando o teto.
- Foi você que pediu! – Ela riu traçando círculos
invisíveis no peito dele.
- Okay! Você vai à NY no Domingo e volta na Quarta.-
Ela abriu a boca para protestar.- Quero que esteja
presente quando um grupo asiático chegar, isto irá
aumentar consideravelmente seu contra-cheque, caso
consigamos sua conta.
- Isso. Isso foi golpe baixo William!
- No amor e na guerra vale tudo minha querida!
- William não posso chegar na quarta... - Elizabeth
ia começar a argumentar novamente quando o celular
dele começou a tocar. Ele atendeu enquanto ela foi
para o banheiro.
- Georgiana está na maternidade, acabou de ter o
bebê. – Ele falou com um largo sorriso.
- È melhor irmos pra lá também, pode ser que Charles
precise de alguma coisa, vocês homens nessas horas
perdem a capacidade de raciocinar – cutucou ela.
- Então eu vou enlouquecer, porque já não raciocino
desde que você entrou na minha vida.- Ele a agarrou
novamente e a beijou de forma sensual.
O clima da maternidade, o infinito número de pais
presentes na sala de espera, o cheiro de fraldas e
produto de limpeza infantil e um choro e outro,
despertou em Lizzy o sentimento maternal que estava
cultivando nos últimos dias.
Caminhando pelo corredor do berçário, encontraram
Charles com ar sonhador, olhando pela janela de
vidro.
- Ele se adiantou duas semanas. – Ele falou para
Darcy quando o cunhado se aproximou. – Sua culpa.
- Desculpe! Estou envergonhado! – Ele falou sincero.
- Olhe seu mais novo sobrinho William, Georgiana
quer colocar seu nome. Ela diz que ele não veio mais
cedo por causa da viagem, mas sim por que queria as
coisas fossem do jeito que ele quer, igual a você!
Eles riram e Elizabeth olhou com carinho para o
homem ruivo que se derretia frente ao bebê.
- Ele tem o nariz dos Darcys... – Charles apontou.
- Espero que a inteligência também! – William
arreliou e todos riram novamente.
- Vou ver se ela já acordou! – Charles deixou os
dois sozinhos.
- Deus, isso é tão estranho! Diga-me por quê no
nascimento dos outros eu não fiquei com os joelhos
moles, o coração palpitante e com a vontade de
segurá-los no colo? – Ele a abraçou enquanto
assistiam o bebê se esticar dentro do berçário.
- Bem vindo à paternidade! – Ela disse suavemente,
reconhecendo os sintomas dos quais ele falava, pois
sentia ela própria.
Georgiana tinha ar de cansada, mas seus olhos e
sorriso não mostravam mais do quê felicidade. No
quarto havia arranjos de flores imensos, um casal
amigo acabava de se despedir e ela olhou para Lizzy.
- Escolha parto natural, é cansativo, doloroso, mas
não há nada comparado à sentir e ver dar a luz a seu
filho.
Charles olhou surpreso para Elizabeth e então para
Darcy e sorriu feliz.
- Então será papai! – Ele o abraçou dando tapinhas
em suas costas e depois abraçou Elizabeth. –
Parabéns!
- Obrigada Charles! – Ela disse, apoiando-se no
peito de Willaim que tinha as bochechas vermelhas.
- Ele está tímido! – Georgiana quase gritou, rindo
do irmão. – Essa deve ser a primeira vez que vejo
William desconcertado! O que foi?
- Eu... Ainda não tinha recebido os parabéns de
ninguém por ser pai! – Ele olhou para todos
sorrindo.
- Oh você está emocionado! – Elizabeth abaixou o
rosto de Willian para dar-lhe um beijo na bochecha
dele.
foto 6
Eles ainda riram muito do comportamento dele,
discutiram sobre o estado da senhora Darcy, e
Georgiana reiterou o desejo de colocar o nome do
bebê de William em homenagem ao irmão.
- Uma homenagem torta, Georgie! – Ele replicou
dando-lhe um beijo na testa. – Tchau minha querida,
descanse!
Elizabeth também se despediu dela, falando sobre ir
a NY e prometendo visitá-la no próximo fim de
semana. William fechou a cara demonstrando que
apesar de aceitar não concordava.
Ele a deixou em casa dizendo que ia até a empresa,
deu-lhe um beijo rápido e saiu. Elizabeth balançou a
cabeça. Ele era genioso, mas sabia que logo tudo
ficaria bem.
Parecendo prever a falta que ela faria, ele não
havia desgrudado dela nem por um minuto naquele fim
de semana que se seguiu. Passearam por Londres,
museus, galerias e cafés. Passaram uma tarde no
jardim aberto em que se reencontraram, e assistiram
jovens pais passeando e brincando com seus filhos,
imaginando como seria o seu.
Quando chegaram em casa, aproveitando que William
fora ao escritório, Lizzy discou o número de
Charlotte e esperou que a amiga ainda quisesse
conversar com ela.
- Charlotte? – Elizabeth chamou quando ela atendeu.
Um breve momento se passou até ela responder de
volta.
- Olá, Lizzy!
- Desculpe-me Char... – Ela não precisava ver os
olhos da amiga para ver que continham decepção.
- Já passou! Além disso, não posso ficar magoada com
você quando a própria Jane, não está.
- Eu não queria ter sido desonesta, foi por isso que
me afastei, eu...
- Eu sei Lizzy não se preocupe, eu acredito, afinal
crescemos juntas, eu te conheço.
Passaram-se mais alguns segundos de silêncio e ela
estava sentindo-se sem graça por estar procurando
conselhos.
- Char... Preciso tanto de seus conselhos!
- Ainda somos amigas, Lizzy. Você sabe disso. Digame
o que anda fazendo.
- Não conseguiria enumerar, minha vida sofreu giros
constantes depois da passagem do furacão Darcy.
- Sim, lembro-me bem como ele pode ser um furacão! –
Ela riu.
- Estou grávida, Char. Eu não planejei, você sabe,
mas eu estou e está tudo tão confuso.
- Querida, você ainda tem a mania de complicar as
coisas, não é? Está grávida do filho que ele sempre
quis, do homem que a ama e que foi ao limite de tudo
para tê-la novamente. Diga-me minha querida onde as
coisas estão confusas? Para mim parece tudo certo.
- Como sabe disso? – perguntou Lizzy espantada.
- Por mais que as coisas ficaram meio que estranhas,
eu nunca deixei de me preocupar com você. Sempre
tinha notícias suas por sua tia. – confessou a
amiga.
- Isso tudo é sobre ele, mas e eu? E minha vida? Meu
trabalho?
- Seja prática Lizzy! Ele é o seu trabalho, a sua
vida gira em torno dele, e do quê ele construiu, mas
isso não faz de você uma pessoa dependente dele,
isso faz de você algo importante pra que o mundo
dele continue funcionando.
Charlotte sempre teve o dom de fazê-la sentir-se
infantil ou irracional e Elizabeth adorava isso.
Parecia que nenhum problema era realmente um
problema depois de conversar com ela.
Aproveitando mais do pouco tempo que tinham juntos,
resolveram conhecer um pouco da antiga Londres.
Passando por uma galeria, viu uma loja de
antiguidades e resolveram entrar.
As inúmeras peças estavam dispersas como numa casa
do século passado. Havia muitas porcelanas, relógios
e cucos nas paredes.
William observava um jogo de xadrez e ela andou mais
pela casa-loja até ter sua atenção desviada por um
objeto.
Era um típico berço para recém-nascidos do inicio do
século. Era graciosamente pequeno, colocado de forma
que pudesse balançar, o revestimento deveria ter
sido reformado há pouco tempo, pois o tecido e o véu
eram modernos, mas sem fazê-lo perder o charme.
- Os senhores mais amorosos compravam-no para poder
ter o bebê sempre perto da cama, naquela época, não
era de bom tom uma dama cuidar e embalar o próprio
filho, então este era um berço escolhido somente por
aqueles mais amorosos e modernos que não achavam
ultraje nenhum demonstrarem afeto aos filhos. –
Explicou a senhora que deveria ser a dona do lugar
ao ver que Elizabeth estava encantada com o objeto.
- Ele é tão lindo e delicado. – Ela passava os
dedos suavemente pela renda do véu.
- Você o quer? – William tinha a voz grave, ela
poderia jurar que ele também estava tocado. Não
haviam comprado nada ainda, esta seria a primeira
coisa.
- Sim! – Ela respondeu emocionada.
- Vamos comprá-lo! Há como mandar entregar? – Ele
voltou-se para a senhora tratando de todos os
detalhes.
Pontualmente como foi dito, entregaram a peça em
Rosings Park. A senhora Lara ao ver do que se
tratava, pôs a mão no peito e deu os parabéns à
eles, não contendo a alegria. William agradeceu e
sorriu ainda vermelho.
Lizzy riu muito, troçando sobre o fato dele ficar
emocionado sempre que alguém lhe desse os parabéns
por ser pai, enquanto eles montavam o berço próximo
a cama.
Quando terminaram sentaram na poltrona no canto do
quarto e puseram-se a observar a grande cama ao lado
do minúsculo berço.
Sua mala também estava na cadeira próxima e parecia
desentoar a cena. Ela sentiu-se triste, mas afastou
os pensamentos. Agarrou-lhe o pescoço e o beijou
apaixonadamente.
- Não há como você desistir da idéia? – Ele
perguntou calmamente.
- Não me faça sentir culpada! Serão por poucos dias!
– Ela choramingou num tom que sabia que ele não
saberia resistir.
Levantando-se com ela nos braços, a depositou na
cama cuidadosamente e fez amor calmo e tranqüilo,
como se a ninasse.
O Domingo parecia ter chegado mais cedo, e após o
bom dia rápido, os dois se prepararam para ir ao
aeroporto.
Não trocaram muitas palavras, tomaram café da manhã
em silêncio.
Elizabeth sentiu-se enjoada com a calda de suas
panquecas e ele a segurou firme enquanto vomitava no
banheiro. Depois de assegurar-se que ela estava bem,
a deixou só e desceu para pôr as coisas no carro.
Ela encarou o espelho, viu que havia armado uma
armadilha para ela própria. Sabia que seria uma
longa ausência para um casal de primeira viagem,
ela, talvez, fosse sofrer mais, mesmo tendo
insistido nessa idéia. Sabia que essa semana seriam
alguns dias, mas na próxima não poderia voltar, e
então talvez tivesse que passar um mês ou dois por
lá.
Tinha consciência que ele não podia abandonar tudo
aqui e ficar com ela em NY. Respirou fundo e tentou
se concentrar no presente.
Ele segurava seu braço com força enquanto a voz
melodiosa da aeromoça anunciava que seu vôo seria o
próximo. Com o rosto contrariado, abaixou até
alcançar seus lábios e a beijou com angústia.
- Até quarta-feira á meia noite. – Ele disse, tendo
gravado o horário do vôo de volta, depois de brigar
com a cia. aérea tentando um horário mais flexível.
- Passará rápido! – Ela tentou convencer mais a ela
do quê a ele.
Poluída, barulhenta e infernal. Nova Iorque nunca
lhe pareceu tão desagradável. Não havia avisado ao
motorista que estava de volta, por isso, teve que se
humilhar por um táxi. Era horário do almoço e mesmo
num domingo, o trafego ficou insuportável.
Famílias inteiras dirigiam-se para Manhattam e para
parques para o típico piquenique de domingo. Deu
graças à Deus quando chegou em casa. Ruth a recebeu
com entusiasmo, uma banheira de água quente, e uma
refeição digna.
Após ter tomado banho e se alimentado, ela levou os
papéis de contrato que deveria revisar par ao dia
seguinte para cama, mas acabou dormindo. Acordou
quando já era noite, olhou no relógio e viu que
passava das onze.
- Maldito fuso horário! – Ela levantou-se
completamente desperta e apanhou todos os documentos
espalhados pela cama e os guardou em sua pasta.
Ruth já deveria ter se recolhido, então desceu e
preparou um chá somente para ela, sentindo fome e
vontade de comer pizza, pegou o telefone e discou o
numero para pedir a massa de mussarela.
Sorriu quando desligou, estava tendo seu primeiro e
estranho desejo, já que não gostava muito de queijo.
Foi para a sala e sentou-se displicente no sofá,
tentando enumerar as coisas que deveria fazer no dia
seguinte, mas sua mente vagava para o vazio que
havia se formado nela sem a presença dele.
Quando a campainha tocou seu estômago roncou e ela
foi até a gaveta da mesinha do canto e pegou o
dinheiro. Abriu a porta com um sorriso faminto.
- Casa comigo, Elizabeth! – William estava ajoelhado
oferecendo um lindo anel a ela. Como um súdito que
oferece uma jóia à sua rainha.
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Letra e Musica do Capitulo
Jesse McCartney - Beautiful Soul
I don't want another pretty face
I don't want just anyone to hold
I don't want my love to go to waste
I want you and your beautiful soul
I know that you
Are something special
To you I'd be always faithful
I want to be
What you always needed
Then I hope you see the heart in me
I don't want another pretty face
I don't want just anyone to hold
I don't want my love to go to waste
I want you and your beautiful soul
You're the one I wanna chase
You're the one I wanna hold
I won't let another minute go to waste
I want you and your beautiful soul
Yeah
You might need time
To think it over
But I'm just fine, moving forward
I'll ease your mind
If you give me the chance
I will never make you cry
C'mon let's try
I don't want another pretty face
I don't want just anyone to hold
I don't want my love to go to waste
I want you and your beautiful soul
You're the one I wanna chase
You're the one I wanna hold
I won't let another minute go to waste
I want you and your beautiful soul oh
Am I crazy for wanting you?
Baby do you think you could want me too
There is nothing left to hide
I don't want another pretty face
I don't want just anyone to hold
I don't want my love to go to waste
I want you and your beautiful soul
You're the one I wanna chase
You're the one I wanna hold
I won't let another minute go to waste
I want you and your soul
I don't want another pretty face
I don't want just anyone to hold
I don't want my love to go to waste
I want you and your beautiful soul
Oh, your beautiful soul yeah
Oh,yeah
Your beautiful soul
Yeah
Fim do capítulo XIX.














