Capitulo XVIII
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Toni Braxton - Breathe Again (tradução)
Se eu nunca mais te sentir em meus braços novamente/Se eu nunca mais
sentir a suavidade dos seus beijos/Se eu nunca mais ouvir você dizer
"Eu te amo”
Se eu não fizer amor com você mais uma vez/Por favor, entenda que se o
amor acabar/Eu te prometo, eu te prometo/Que eu nunca mais respirarei
Respirarei
Respirarei
Que eu nunca mais respirarei/Respirarei/Eu não consigo parar de
pensar/De pensar como as coisas eram/Eu não consigo parar de pensar/
De pensar no amor que você me deu/Eu não consigo tirar você da minha
cabeça/Como encararei o mundo/Deixando você sair da minha vida
E levar meu coração/E eu não consigo parar de me preocupar/Preocupar
com o amor da minha vida/E eu não consigo agir
Sem o centro da minha vida/Eu não consigo tirar você da minha cabeça
Sei que não consigo fingir/Que não morrerei se você decidir
Não me ver novamente/Se eu nunca mais te sentir em meus braços
novamente
Se eu nunca mais sentir a suavidade dos seus beijos/Se eu nunca mais
ouvir você dizer "Eu te amo”
Se eu não fizer amor com você mais uma vez/Por favor, entenda que se o
amor acabar
Eu te prometo, eu te prometo/Que eu nunca mais respirarei
Respirarei
Respirarei
Que eu nunca mais respirarei
Respirarei
Eu não consigo parar de pensar/Pensar como minha vida seria/Não, eu
não consigo parar de pensar
Como você pode estar deixando de me amar/Eu não consigo tirar você da
minha cabeça/Deus sabe como eu tentei/E se você sair da minha vida
Deus sabe, com certeza morrerei/E não consigo agir assim/Sem o ritmo
do meu coração/Não, não consigo agir assim/E com certeza me faria em
pedaços/Eu não consigo tirar você da minha cabeça/Porque sei que não
consigo negar este amor/E eu morreria se você decidisse/Não me ver
novamente/Se eu nunca mais te sentir em meus braços novamente
Se eu nunca mais sentir a suavidade dos seus beijos/Se eu nunca mais
ouvir você dizer "Eu te amo”/Se eu não fizer amor com você mais uma
vez/Por favor, entenda que se o amor acabar/Eu te prometo, eu te
prometo/Que eu nunca mais respirarei
Respirarei
Respirarei
Que eu nunca mais respirarei
Respirarei
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Entrar novamente em sua casa foi o bastante para
reviver todos os momentos que esteve ali, antes
mesmo de chegar à sala. Naquele dia chuvoso, ela
secou-se frente à lareira, observou todos os
detalhes e concluiu que William Darcy era um homem
que sabia exatamente o que queria.
Um silêncio sepulcral a constrangia e sabia que a
ele também. Lendo seus pensamentos ele indicou o
sofá.
- Sente-se, eu voltarei num minuto! Vou liberar a
Sra. Lara. – Ele sumiu pelo corredor em direção à
cozinha e Elizabeth pôde respirar novamente. Eles
haviam se encontrado finalmente, parecia que não
via aqueles olhos azuis a mais tempo do quê apenas
dois dias, eles também haviam se beijado e aquela
corrente poderosa e erótica a atingira como sempre
desde que ele a beijara pela primeira vez, mas, o
que deveria fazer, agora? Havia tantas coisas que
ela gostaria de saber e outras tantas que ela
gostaria de dizer a ele. Não sabia por onde
começar, além disso, o fato de estar grávida a
estava apavorando. Como ele reagiria a tudo?
Voltando e sentando-se frente a ela, a encarou e
esperou em silêncio que ela começasse. Desejando
que se cansasse de esperar e perguntasse qualquer
coisa, Elizabeth encarou os dedos ensaiando o que
dizer primeiro.
- Sinto muito por sua mãe... – Ela começou.
- Como você está? – Ele perguntou ao mesmo tempo.
- Bem. – Ela respondeu.
- Minha mãe já está bem melhor, agora. – Ele
respondeu e se calou, engolindo vária vezes como
se tentasse assim como ela, se acalmar.
- Você deveria ter ficado descansando quando saí
de lá. Ruth me falou que você pegou as malas e
sumiu. Onde esteve, Elizabeth? – Sua postura e o
timbre de sua voz denunciavam que ele estava se
alterando, como se estivesse com raiva contida.
- Estive com Jane. – Ela respondeu como se fosse
uma só palavra e notou que ele mordia o maxilar,
tenso. – Você não me contou que haviam rompido o
noivado... – Elizabeth também tinha uma raiva
contida. – E também não me contou que ajudou minha
tia a pagar a hipoteca da casa, tirando-lhe duma
situação tão difícil. – Ela o encarava. – Por que
fez isso? Por que não me contou nada? – Ela estava
quase chorando. Malditos hormônios.
- Eu... – Ele levantou-se. Passou a mão pelos
cabelos e em seguida a levou para dentro do bolso
e parou diante da lareira, apoiando-se no patamar.
– Eu não poderia preocupá-la. Com relação a minha
mãe, havia várias coisas, resultados de exames,
opiniões médicas a serem consideradas, coisas que
a preocupariam sem razão. E quanto a sua tia, eu
não poderia ter sua gratidão, eu não a quero, nem
que você pense que me deve algo e você sabe... –
Ele voltou-se para ela no mesmo momento em que
pensou em interrompê-lo e dizer que não era justo
que ela não pudesse ressarci-lo de alguma forma.
– Você sabe que não deve, e eu gostaria muito que
não pensasse mais nisso. – Ela calou-se com as
palavras na boca, sabia que não adiantava
discutir.
- E quanto a Jane? Por que não me contou que
romperam? – Ela tentou parecer calma.
Ele a encarou e suspirou e caminhou até a janela,
escorando-se no umbral.
- William... – Ela chamou baixinho.
- Eu tive medo. – Sua voz estava embargada, baixa.
Ainda de costas para ela, Elizabeth não tinha como
saber que olhar carregava.
- Medo? Medo de quê? – Ela instigou.
- Medo de você me julgar um canalha pelo que fiz
com Jane... E de não aceitar o que estava disposto
a ter e me rejeitar novamente. Medo de que
continuasse a me achar um arrogante, orgulhoso,
prepotente e de não ser suficientemente bom para
você. De ter que encarar seu olhar reprovador.
Elizabeth encarou-lhe as costas. Um ponto cego,
onde ela pode se concentrar e lembrar-se das
palavras que disse a ele, em seu apartamento,
quando ele fora procurá-la e perguntar se ela o
queria. Um nó em sua garganta se formava. Olhou
para ele novamente, estava tremendo? Uma fraqueza
a atingiu.
Caminhando até ele insegura, abraçou-o por trás.
Um braço ao redor de sua cintura, uma mão em seu
coração e encostou a cabeça em suas costas.
- Como pôde pensar isso?
Ele agarrou-lhe a mão em seu peito e fechou os
dedos em volta, respirando fundo ele se virou e a
segurou pelos ombros. Seus olhos cheios de dor.
- Por que você já tinha feito isso antes. Você não
acreditou em mim quando estávamos em Pemberley, no
dia seguinte pediu pra ser transferida pra NY e
mesmo depois de tudo o que vivemos em Paris você
foi embora e me deixou no inferno!
- William você não foi claro comigo. Eu... Eu
apenas imaginei que era mais uma, que você só
queria uma aventura e eu me sentia péssima por
fazer aquilo com Jane. – Lizzy tentava justificarse
com desespero batendo-lhe forte como seu
coração.
- Eu sei Elizabeth, estou pagando pelos meus erros
do passado. Não vou mentir pra você, nunca fui um
santo, não sou um exemplo de virtude, tive muitas
mulheres em minha vida, tive sexo. - a voz dele de
repente ficou diferente, trêmula, suplicante.
Ela viu o rosto pálido, o brilho úmido nos olhos
azuis.
- Mas só com você eu fiz amor, só você é a Mulher
da minha vida. Desculpe-me se nunca falei antes,
se não fui claro... – Ele soltou-lhe os ombros e
ajoelhou-se pondo suas mãos ao redor de sua
cintura. - Elizabeth Bennet, eu a amo, sou louco
por você. E não sei mais o que fazer pra te
convencer disso. Me diz o que devo fazer pra você
acreditar? – ele suplicava.
- Oh, William! Eu só quero você! Diga-me, que me
ama, de novo!– Ela gemeu e no instante seguinte
ajoelhava-se para se encontrar dentro dos braços
dele, que a apertavam impetuosamente – William eu
te amo com meu corpo, eu te amo com minha alma.
- Amo você Elizabeth. – Ele disse sério olhando
dentro de seus olhos. – Acredite em mim. Vou fazêla
feliz. – A determinação no olhar dele e a
postura de homem bem sucedido acenderam em
Elizabeth toda uma gama de sentimentos
desconhecidos.
- Me faça feliz, agora! – dando-lhe um sorriso
malicioso.
As mãos dele percorreram seus quadris a empurrando
para a beira do sofá, enquanto seus joelhos se
partiram acolhendo aquele corpo viril em meio suas
pernas. Ela o enlaçou pelo pescoço e o trouxe pra
junto de seus lábios, e ele a beijou de forma
passional.
Não conseguia respirar! Era assim; incrível e
desejável a sua necessidade por ele. Quis ver
todo aquele corpo, tocar nele intimamente, sentilo
nela e ela nele.
Com uma das mãos grandes sustentando a nuca de
Lizzy, puxou-a para baixo, levando-a com ele
deitando-se sobre o tapete no meio da sala,
imprimindo beijos desvairados no rosto e no
pescoço dela.
Os tremores delicados que afligiam o corpo inteiro
de Lizzy tornaram-se um estremecer profundo, assim
que William finalmente encaixou a boca na sua.
Lizzy choramingou mediante a pressão experiente
dos lábios dele. O choramingo tornou-se um
rosnado impetuoso quando a língua hábil dele
estocou o fundo, suavemente, na calidez doce da
sua boca, e então outra vez e mais
outra...imitando uma invasão ainda mais íntima.
Elizabeth reclinou o corpo dócil contra a
constituição muscular de William e, apesar das
roupas que vestia os separarem, pôde sentir a
urgência da excitação dele. Tomou a cabeça de
William entre as mãos e enrredando profundamente
os dedos em seus cabelos negros, foi ao encontro
da língua dele com a sua própria, a título de
experiência, e depois de novo, mais atrevidamente.
Se isso era devassidão, Lizzy queria um pouco
mais. Desejou nunca romper o contato. Queria que
se prolongasse para sempre e além.
William continuou a beijá-la com a mesma urgência
cega enquanto, delicadamente, rolou acima dela.
Desempenhou esse movimento com a mesma
graciosidade fluída com a qual fazia tudo o mais.
As raras coisas que Lizzy experimentara jamais
pareceram tão incrivelmente maravilhosas quanto o
peso do corpo rijo de William cravando-a no
tapete. A premência da ereção afiada contra o seu
ventre macio fê-la gemer docemente dentro da boca
dele.
Ofegantes, afastaram-se afinal, como mergulhadores
que escapam à superfície em busca de oxigênio.
William rolou para o lado, com o perto arquejante.
Passou o braço pelo rosto, limpando o brilho de
suor da testa.
Com os olhos fúlgidos e o rosto corado, Lizzy
aproximou-se de William; de fato, não podia
suportar não tocá-lo. O corpo dele era incrível.
Cada detalhe encerrava um fascínio para ela.
Possuía uma reserva de oxigênio suficiente para
durar pelo menos outros dois beijos, e estremeceu
com a necessidade de sair da própria órbita
novamente.
William levantou-se rápido a suspendeu em seus
braços, e a levou pro quarto.
A colocou na cama e despiu-a de uma só vez, depois
se livrou de suas próprias roupas.
Ambos ajoelhados no meio da cama de frente um pro
outro.
Lizzy correu um dedo pela face dele, sentindo-se
inebriada com o poder feminino que descobriu ter
sobre ele. Surpresa que pudesse instigar tais
sensações em um homem como ele.
- Você me faz sentir especial. – ela segredou-lhe.
- Você é especial, Elizabeth! Imagine como seria
ficar sem respirar, é como eu fico sem você.. –
declarou.
Lizzy não ousou respirar e seu coração ressoou
como louco assim que William aninhou a mão em
torno da ondulação do seio. Um suspiro voluptuoso
de prazer escapou-lhe dos dentes cerrados. O
toque dele na sua pele nua era devastador.
A expressão do rosto de William estava arrebatada,
enquanto percorria com os dedos experientes pelo
perfil empinado de um seio, primeiro, e depois do
outro. Quando os olhos se ergueram até os dela,
havia um reflexo carente na sua face que a
derreteu por dentro.
Lábios cindidos, olhos cerrados, Lizzy retorcia-se
agitadamente ao passo em que o polegar dele se
movia, para frente e pra trás no centro do mamilo
rosadamente inebriado. William passou a língua
sobre a carne sensível e a descarga sensual fez a
cabeça de Lizzy tombar pra trás sobre o
travesseiro.
Mal havia assimilado os deleites sensuais desta
sensação quando a exploração moveu-se para baixo.
Os dedos talentosos deixaram uma trilha ardente
conforme passeavam levemente sobre a barriga. À
medida que a exploração audaciosa estendia-se para
incluir a macia lanugem de pêlos no ápice das
pernas, Lizzy mal conseguia respirar devido à
intensa excitação.
Em meio a um abandono sufocado, ela contemplou
William com olhos semi-cerrados. A fome
irracional que sentia refletia-se nas feições
dele.
Prendeu a língua entre os dentes e arfou logo que,
com os olhos fundidos nos dela, William permitiu
aos dedos que deslizassem entre as pernas, para
dentro do cio desperto no âmago ansioso de Lizzy.
Gemeu e sentiu o calor estender-se até o ventre,
de olhos fixos nos dele, fendeu as longas pernas
num convite devasso.
William ergueu-se novamente sob os joelhos para
contemplar-lhe o corpo. Lizzy por sua vez não
perdeu a oportunidade de também apreciar aquele
corpo exuberante, másculo que lhe tirava o fôlego.
Ele estava inteiramente excitado em toda sua
glória. Deitou-se novamente ao seu lado, beijoulhe
os lábios, e a convidou.
– Me toque, Elizabeth.
Lizzy nutriu sua mão com a área mais sedutora do
corpo desejado, sentiu os músculos finos sob a
pele suave da superfície do abdome contrair-se
violentamente.
Com uma confiança crescente e o desejo de excitálo
Lizzy deixou os lábios e língua seguirem o
caminho que os dedos traçaram previamente, nas
partes baixas do corpo tenso e trêmulo de William.
Ele deleitou-se, os olhos semi- errados, aceitando
aquela assistência ate que a exploração tornou-se
mais atrevida.
A rolou-a pra baixo deitando-a de costas com
braços cravados em ambos os lados da cabeça,
deslizou-se para baixo sobre o corpo dela.
Ele sabia exatamente onde, como e por quanto tempo
tocá-la, de modo a deixá-la fora de controle e
para mantê-la assim. Lizzy não queria pensar como
ele ficou tão bom naquilo que fazia, só queria
apreciar.
- Não posso agüentar mais William - ofegou ela.
- Mais um pouco – prometeu, aninhando-se entre
suas coxas.
Com um autocontrole enorme, ele deslizou para
dentro dela de uma única vez.
Senti-lo a preenchendo era o paraíso.
A sensação de tê-lo movendo-se dentro dela, foi
claramente audível. Logo depois, perdeu toda a
capacidade de dizer qualquer coisa coerente,
embora ao sentir a liberação quente pulsar dentro
do seu corpo, uns dois segundo após ter sido
varrida por um clímax dilacerante, Lizzy conseguiu
falar, mas só aquela palavra: William!
Ele a abraçou como se embalasse um bebê e ela
aninhou-se em seus braços e dormiu.
Acordou de forma lânguida e relaxada, William não
estava no quarto, na certa ele deve ter ido ligar
pro hospital pra saber noticias de sua mãe.
Enfiando a mão por debaixo do travesseiro dele
encontrou uma camisa, ela parecia familiar, por um
acaso a camisa que ela usara na noite em que deu
de cara com William na sala dormindo no sofá. Ela
tinha a procurado por toda parte e não a tinha
encontrado.
A porta se abriu e William apareceu com uma
bandeja cheia de coisas gostosas pra comer.
- William como esta camisa veio parar aqui? Mais
precisamente debaixo do seu travesseiro? –
perguntou curiosa.
- Bem... Elizabeth – ele estava sem graça, parecia
uma criança pega em fragrante. – Naquele dia, Ruth
me falou do seu atrito com Caroline e que você não
estava bem de saúde, fiquei muito preocupado. –
Ajeitou a bandeja na cama de forma em que eles
pudessem começar a comer –
-Como minha mãe já havia feito a cirurgia e seu
estado estava estável, deixei tudo por conta de
Georgiana e embarquei no primeiro vôo pra NY.
Chegando lá muito tarde da noite. Então pra não
lhe incomodar tinha resolvido cochilar no sofá,
quando você me apareceu na sala daquele jeito só
com aquela camisa. A minha camisa... Enquanto você
estava sendo atendida, Georgiana me ligou dizendo
que mamãe tinha piorado bastante, então tive que
voltar depressa.
- Por que não me disse William, eu me senti
abandonada por você. – reclamou.
- Nunca! Eu só não quis lhe preocupar, uma vez que
não estava bem. – anuiu – Então voltei ao
apartamento pra pegar minha maleta e ao entrar no
quarto vi a blusa caída no chão, tinha seu cheiro,
tinha o nosso cheiro. Então a trouxe comigo, pra
que eu pudesse de alguma forma me sentir perto de
você. – declarou beijando-lhe os lábios.
- Me desculpe William, eu sou uma boba, que sofre
por tirar conclusões precipitadas. – admitiu de
forma chorosa.
- Uma boba, orgulhosa, sexy e inteligente e que eu
amo, muito! Ah, esqueci o café, um minuto! –
dando-lhe outro beijo nos lábios foi á cozinha.
- Prontinho! Modéstia à parte eu faço um bom
café... Lizzy?
O cheiro do café a tinha embrulhado o estômago, se
sentiu nauseada, ficou pálida e por último até
verde. Elizabeth saiu correndo em direção ao
banheiro. Indo embora tudo que beliscara à pouco
e, pensou no que havia comido naquele dia sem que
tivesse vomitado, apenas o chá. Estava brincando
com sua condição. Encostou-se na parede do
banheiro, estava trêmula, ficou ali até recuperarse.
Pouco mais de um minuto depois, apertou o
botão da descarga, seguindo então até a pia, onde
jogou água no rosto e lavou a boca com antiséptico
bucal.
- Lizzy o que você tem? Deus, você está pálida! -
William parecia muito preocupado.
Levantou–a nos braços e a carregou até o quarto,
onde a colocou na cama, com suavidade.
- É melhor irmos ao hospital, acho que você ainda
não está nada bem...
- William eu estou bem, estou mais saudável do que
nunca. – ela o olhava com um sorriso no olhar.
- Você não deveria ter viajado, tinha que estar
repousando, não foi o que o médico disse? –
tentava convencê-la. – Vou levá-la ao hospital não
é possível você estar saudável com essa expressão
pálida e cansada.
- William eu não estou doente! Eu estou grávida!
Foi por isso que vim a Londres, pra te dizer
pessoalmente que você vai ser pai.
Foi a vez dele ficar pálido. Tateando a cama para
que pudesse se sentar ao lado dela, ele tinha uma
expressão séria no rosto. Por um minuto Elizabeth
teve medo de sua reação. Nada saira como
planejara. Não planejava fazer amor com ele,
agora, nem contar-lhe que estava grávida, desta
forma.
- Pai? Você está grávida? – repetiu em uma voz
abafada – Um filho! - colocou instintivamente a
mão sobre a barriga dela. – Deus!
- Nós não usamos nenhuma proteção em Paris e eu
deveria te dizer que não estava tomando pílulas,
mas fiquei contando com a sorte, mas então
aconteceu e eu... – Elizabeth tentava por em ordem
tudo que havia ensaiado dizer. - Te assustei não
foi? Eu sei que deveria estar tomando pílulas, mas
tudo aconteceu tão sem que eu tivesse planejado...
William a calou com um beijo quente, terno cheio
de amor.
- Meu filho! – começou acariciar-lhe o ventre –
Vamos ter um filho meu amor!
- Você está feliz? – Ela perguntou emocionada.
- Elizabeth eu a proíbo de pensar a partir de
agora que algo tão maravilhoso sobre nós dois não
me faça feliz. É você que amo, que quero para ser
minha companheira, amiga e mãe do meu filho!
- Meu Deus, eu vou ser pai! – Ele repetiu
baixinho. Levantando-se e pondo-se a caminhar pelo
quarto ele pensava.
– Mas é claro! Sua indisposição, o tempo todo! Oh
e eu pensando em algo grave! – Ele a olhou
sorrindo e depois fechou a expressão.
– Você precisa comer, acabou de vomitar tudo!
Precisa comer, precisa se alimentar bem. – Ele
escolhia um alimento na bandeja que havia colocado
na mesa de apoio enquanto Elizabeth estava no
banheiro.
Lizzy assistia tudo com diversão e alívio, aquele
homem a surpreendera em todos os sentidos em menos
de 48 horas, passara de crápula sem sentimento ao
príncipe encantado dos seus sonhos. Ela o amava
muito, de uma forma que não imaginava e que
floresceu ainda mais ao ver tanto entusiasmo ao
saber que seria pai.
- William, vem cá! – Ela o chamou delicadamente e
quando estava frente a frente com ele agarrou-lhe
as laterais do rosto, beijando-o apaixonada. – Faz
amor comigo, novamente!
Ele sorriu com o canto da boca e seus olhos se
tornaram mais azuis com o desejo de atendê-la o
pedido. Ele a beijou calmamente passeando suas
mãos por todo seu corpo, levando o tempo que
queria e precisava. Ela memorizava cada músculo
com as pontas de seus dedos e o incitava com o
olhar a dar-lhe mais e mais prazer. Ser amada por
ele pela segunda vez estava sendo a confirmação
que poderia passar a vida inteira ali; amando-o e
sendo amada por ele, que mesmo assim sentiria-se
melancólica por não ter toda a eternidade para
fazê-lo.
Chegou ao limite mais cedo do que imaginava,
seguida por ele e por promessas de amor eterno.
Passeando os dedos pelo tórax másculo dele,
Elizabeth pensava no futuro, como seria e o que
faria, mas no momento precisava pensar no agora.
- William! Minha tia deve estar preocupada,
preciso ir embora! – Ela rolou para a lateral da
cama e já colocava um pé no chão quando uma mão
forte agarrou seu braço.
- Não! Você não pode ir! Nunca mais Elizabeth!
Ligue para ela, mas fique aqui e prometa que nunca
mais vai embora! – Ele carregava uma expressão
séria, carrancuda, mas em seus olhos ela via o
amor que a fez voltar para cama e beijá-lo
sedenta.
- Titia? – Elizabeth fora até o criado mudo e
discara o número de casa. – Desculpe-me... Eu sei,
mas foi um dia tão intenso! Eu sei... Perdoe-me!
Não! Eu vou... Eu estou... – Elizabeth recebia
beijos molhados na base do pescoço, enquanto
tentava racionalizar e conversar de forma
tranqüila com a tia. – Eu estive conversando com
William, nós nos entendemos e eu... – ela prendeu
a respiração quando ele colou-se ao corpo dela e
acariciou seu ventre. – Vou dormir aqui, sim?
Amanhã nos falamos!Sim! Boa noite, titia!
Ela virou-se e aconchegou-se nos travesseiros, ele
colocou a cabeça em sua barriga e a olhou
carinhoso.
- Repita: Eu nunca mais vou deixá-lo.- pediu ele.
- Eu nunca mais vou deixá-lo! – Ela acariciou seu
rosto, observando-o tão tranqüilo e sereno,
enquanto adormecia. Tinha certeza de que não
precisava jurar, pois ela desejava nunca mais sair
do lado dele.
Fim do capítulo XVIII.














