Capítulo XIII
Elizabeth levantou-se devagar, carregando consigo o lençol e descobrindo o corpo
dele. A visão lhe tirava o fôlego e acendia a chama do desejo de estar com ele
novamente. Não sabia por que acordara pela segunda vez na noite só para
contemplá-lo. Torturando-se, deixou o olhar percorrer pelas longas e atléticas
pernas, as nádegas firmes as costas largas, o cabelo desordenado, o rosto
pacífico e os lábios cheios. Elizabeth inspirou profundamente. A lua no céu de
Paris era mais brilhante do que em qualquer lugar que ela tenha visto e as ruas à
noite mais sedutoras, o cheiro, o clima... Tudo era mágico em Paris. Estes seriam
os melhores dias de sua vida, sabia disso, por isso fizera um pacto com sua
consciência de não pensa no amanhã, mas era difícil. Estar uma vez com este
homem era como cometer um pequeno delito e não ser flagrada; a adrenalina
ainda corria em suas veias, o sentimento de culpa batia em seu coração, mas
como um cleptomaníaco, só conseguia desejar uma próxima oportunidade.
Caminhou até a cama, sentindo o sofisticado toque do tapete, o roçar da seda em
seus seios, a brisa que batia em sua nuca vinda do verão pela janela aberta e a
imagem de um homem pronto para satisfazê-la massageou seu ego. Ela era
desejada, em Paris.
- Espero que a vista a esteja agradando. – Ele falou numa casualidade contida.
- Muito. – Não conseguia pensar em palavras bonitas para descrever: “Sim, vê-lo
excitado me deixa com água na boca.”
Hipnotizada, aceitou a mão que ele estendia e deixou o lençol cair a seus pés.
Sentou em seu colo e aproveitou cada centímetro que ele lhe oferecia. Mordeu os
lábios quando o sentiu inteiramente dentro dela, mas não pode segurar o gemido
de satisfação enquanto o sentia pulsar dentro dela.
- Elizabeth... – Aparentemente ela não era a única afetada. Sem deixar de olhar
em seus olhos, ela subiu devagar, só para descer num passo mais lento ainda,
fazendo-o gemer em desejo e desespero. Aproximou seu rosto ao dele, dando
pequenos beijos entrecortados por suspiros, sem deixar de olhá-lo. Sentiu que ele
agarrava-se às suas nádegas, tentando fazê-la ir mais rápido, mas ela prendeulhe
as mãos acima de sua cabeça.
- Eu estou no comando, Sr. Darcy! – Mas sem conseguir comandar o próprio
desejo ela apressou o passo, fechou os olhos, largou as mãos dele agarrando os
lençóis dando a ele a oportunidade de virá-la.
- Não. Eu estou no comando, agora, Srta Elizabeth! – William tinha um brilho
diferente nos olhos, uma expressão diferente, mas ela não pode analisar isso,
estava próxima de algo muito maior e novo para ela, a satisfação de seu desejo. –
Venha para mim Elizabeth... Venha comigo, Lizzy... – As suplicas ou ordens dele
surtiram efeito e ela mais uma vez foi trazida ao lugar que sempre sonhou em
estar.
Elizabeth estava numa praia, à brisa era calorosa e trazia gotas d’água à sua pele.
Ela sorriu e suspirou, aquilo era tão bom!
- Manhosa! – Ela ouviu a voz de William.
- Darcy? William? – Ela estava sonhando. A brisa ainda soprava da janela
trazendo uma calorosa manhã de verão à Paris. – Que horas são?
- Cedo. Hora de ainda estar na cama! – Ele mordeu levemente seu ombro e
depois lambeu. “As gotas d’água!”. Ela lembrou.
- Que bom! – Respondeu sorrindo e tentou se virar para ficar de frente a ele.
- Não! Eu ainda estou no controle! – Respondeu forçando-a a ficar de costas pra
ele.
Separando suas pernas, William acariciava e apertava sua carne enquanto
beijava-lhe as costas e o pescoço. Segurando-a de lado.
-Você é tão gostosa, Elizabeth... – Ele procurou um seio e apertou o bico. – Tão
erótica... – Posicionando-se entre as pernas dela. – Tão envolvente... – Agarroulhe
as mãos, imobilizando-a por completo. – Tão quente... – Darcy a penetrou de
uma só vez.
Não era hora de gentilezas. Ela sabia que ele estava buscando aquilo que
ofereceu a ela na noite passada. Prazer. E ela sentiu-se duplamente prazerosa
por isso. Penetrando-a com força e rapidez, William apossava-se de seu pescoço
com os lábios, de suas nádegas com as mãos e lhe fazia promessas
enlouquecedoras de prazer. Ela não podia fazer muito além de gemer e imaginar o
quanto ficaria marcada por ele.
- Você gosta não é?Gosta de me ver perdido... Louco... Por você...
Ela levantou um pouco mais os quadris, para lhe dar melhor acesso e ele
aproveitou para por uma mão a procura de seu ponto mais sensível, para torturála
e precavê-la de que um orgasmo mais forte viria. Seu corpo batia contra o dele
com violência e rapidez, logo eles viriam e essa atmosfera de tensão e desejo era
tão forte que a fazia lacrimejar.
- William... – O nome dele saiu sem som de sua boca. Parecia que até mesmo seu
cérebro estava dormente durante seu deleite.
- Sim, Elizabeth! Assim... – E logo ele se jogava dentro dela. Fortemente.
Esgotados, Elizabeth tombou na cama buscando ar e William se retirando dela
recostou a cabeça entre seus seios acariciando sua barriga. Adormecendo,
enquanto brincava com os cabelos dele, Elizabeth ponderou sobre quando na vida
ela tivera uma experiência semelhante. Nunca.
O quarto parecia irritantemente ensolarado. Piscando os olhos para se proteger da
claridade, Elizabeth olhou no criado mudo.
- Droga! – Eles estavam atrasados e iam perder o casamento. – William, acorde,
William... – Ela chamou num tom baixo, beijando-o na face. – Ei acorde!
- Não me diga... Vou sair de Paris num carro funerário, assim... – Ele sorriu e a
agarrou, trazendo-a mais perto.
- Não! Estamos atrasados! O casamento é às 10hs e já são 09h30min!
Precisamos nos levantar, nos vestir, nos aprontar!
William esfregou as mãos no rosto, praguejando. Ela saiu em direção ao banheiro.
Mas este não era o seu, esta não era sua suíte. Fechando os olhos, tentou não
pensar na situação de estar na suíte do chefe, completamente nua e cheirando a
sexo. Quando abriu os olhos novamente o viu através do espelho, o brilho e a
expressão desconhecida estavam de volta.
- Eu a proíbo de se sentir culpada! E a proíbo também, de pensar de forma
racional. – Ele passeava com suas mãos ao longo de seus braços apoiados na
beirada da pia, prendendo-a com o olhar. – A proíbo de estragar este magnífico
momento. Venha...
Ele a levou até a banheira. Abriu as torneiras e a conduziu para dentro, trouxe
sabonete e esponja.
- Lhe mostrarei que também posso ser um cavalheiro! – Darcy sentou-se atrás
dela e ensopou a esponja com um sabonete líquido.
Ela não quis mais pensar, apenas aproveitou aquela sensação de ser mimada.
- Seu pescoço meu amor, é escultural, seu colo foi escrito por um poeta, seus
seios são perfeitos... – Ele ensaboava cada parte como se ela fosse um bebê.
- William... Iremos nos atrasar para o casamento mais ainda! – Ela tentava ser
racional como sempre, mesmo quando as mãos dele massageavam seus seios e
ela ouvia a respiração dele em sua orelha.
- Casamentos são para noivos, minha querida! Você é uma noiva? Não! – Ele
continuava a massagear, puxando e torcendo os bicos de seus seios, causando
uma leve e gostosa dor.
- Não. – Ela ecoou.
- Não. – Ele respondeu evasivo, em transe pelo desejo.
Ela se virou para ficar de frente para ele que ligou a pequena ducha e enxaguou a
espuma e depois sugou e marcou sua pele se apossando novamente dela com
ferocidade e desejo intenso.
Ele havia pedido café da manhã e quando ela viu e sentiu o cheiro de comida foi
que percebeu que estava faminta. Separando frutas, torradas e uma xícara de
café, sentou-se numa poltrona e mastigou depressa, gemendo de satisfação. Ele
havia sentado numa poltrona frente a ela e a estava observando.
- Vendo-a comer assim me deixa faminto... – Falou com um sorriso significativo.
- Oh... – Ela não poderia acreditar que ele já a quisesse novamente.
-... Por esses belos morangos que você tem na mão!
Ela riu com vontade e ele riu junto.
- Você nunca riu assim perto de mim. – Constatou sério.
- Nunca estive demasiadamente satisfeita e em Paris com você antes.
Recostou a cabeça e suspirou feliz. William sentou-se a seu lado e passou a
beijar-lhe apaixonadamente, saboreando o gosto dos morangos em seus lábios e
sentindo o cheiro do sabonete fino em sua pele, Elizabeth não conseguia lembrarse
de sensação mais acolhedora e amorosa como a que estava sentindo. William
acariciou-lhe a face e deu pequenos beijos ao longo de seu maxilar. Agarrando-se
em seu roupão ela o abraçou num momento de abandono em tão carinhosas
caricias.
- Você precisa se vestir. – Ela a informou suavemente.
Acenando e pondo-se de pé, segurou as mãos dele nas suas.
- Vejo você no saguão.
O vestido dela era discreto, mas parecia ter sido feito com seus moldes, talvez por
isso tenha chamado tanta atenção quando chegou à recepção do casamento. É
claro que estar vinte minutos atrasada e entrar ao lado do elegante e lendário
William Darcy, também contribuía para que todos os pares de olhos estivessem
voltados para eles.
Estavam comportando-se profissionalmente, muitas das pessoas ali estiveram
presentes na festa de noivado de Jane.
- Darcy meu grande amigo! – O Senhor Firth, pai da noiva o saudou. – Eu fiquei
preocupado, algum imprevisto? – O homem sorriu gentilmente para Elizabeth.
O Senhor Firth era um dos diretores da Darcy corporation, um homem muito
conhecido no mundo dos negócios, realmente deixar de prestigiar o casamento de
sua filha mais nova Sarah Firth não seria inteligente.
- As oscilações, Você sabe Firth, o mercado flutuante é mais imprevisível do quê
prevemos! – Darcy respondeu calmamente como se fosse uma verdade.
“Oscilante como nossa cama, flutuante como meus pensamentos depois de tantos
orgasmos e imprevisível como o número de vezes que transamos desde ontem,
Senhor Firth!” – Elizabeth pensou em sua própria resposta.
- Olá Senhor Firth, meus parabéns! A recepção está maravilhosa e sua filha está
radiante!
A noiva reluzia feliz e sorridente, sempre com alguém para uma nova foto. Tinha
as feições delicadas como de uma menina e distribuía sorrisos pra todos.
- Obrigado! Deu-me um grande trabalho, mas... Missão cumprida! Estou feliz por
ela, embora achasse ela poderia se casar daqui uns trinta anos – todos acharam
graça.
- Darcy gostaria de lhe apresentar um dos colaboradores do banco de Genebra. –
Disse o Senhor Firth conduzindo-os até um homem alto.
- Elizabeth! – Virando-se em direção a voz, teve o prazer de reencontrar uma
velha amiga.
- Com licença! – Ela sorriu graciosa. – É uma velha amiga, vou falar com ela! –
Informou olhando para Darcy num acordo não dito de que logo estaria de volta.
- Andréia! – Chamou Lizzy
- Lizzy! Oh Deus, não acredito! O que está fazendo aqui? Que surpresa! –
Elizabeth recebeu um abraço caloroso.
- Como está você? E o Brasil? Como andam as coisas?
Por mais que tivesse tentando se distrair com os conhecidos, seu olhar era atraído
por Darcy ao redor do ambiente. Homens, jovens e mulheres. Parecia que ele
estava mais sociável do que nunca. Ele a retribuía com sorrisinhos e olhares
provocadores, passando a maior parte do tempo separados, conversando com
pessoas diferentes, estava ficando impossível disfarçar o desejo de voltar a suíte.
- Foi tudo tão rápido Lizzy, tenho trabalhado muito, de repente Sarah me convence
a vir a seu casamento e no outro dia estou em Paris, mas nunca poderia adivinhar
que a encontraria! Você está linda! O que anda fazendo? Isso só pode ser muito...
- Andréia! – Elizabeth riu divertida com a intuição da amiga.
- Deixa-me te apresentar uma grande amiga, Amanda. Coincidentemente eu
também a encontrei aqui! Lizzy esta é Amanda... Amanda esta á Elizabeth Bennet,
a amiga que lhe disse que mora em Londres, nos conhecemos por meio de um
intercâmbio.
- Muito prazer, Elizabeth! – disse Amanda.
- O prazer é meu, Amanda! E pode me chamar de Lizzy, todos os meus amigos
me chamam assim.
Por um momento ela até conseguiu esquecer a tensão que percorria a mente,
reflexo de sua racionalidade se aproximando. Mas qualquer vestígio disto
desapareceu quando ergueu os olhos e foi fisgada pelo olhar enigmático de Darcy
postado há alguns metros dela.
- Lizzy você ainda não me disse como veio parar nesta festa. – Andréia a trouxe
de volta a realidade.
- O pai da noiva é um dos diretores da empresa pra qual eu trabalho.
- E quem é o bonitão que não tira os olhos de você? – perguntou Amanda curiosa.
- Oh! Impressão sua, ele só é o meu chefe, deve estar querendo saber por que
não estou com minha agenda na mão anotando tudo que posso para lembrá-lo na
segunda feira! – explicou embaraçada tentando fazer graça.
Ao procurá-lo novamente não o encontrou, porém levou um susto quando ele
apareceu ao seu lado postando uma mão possessiva em sua cintura.
- Sei que a conversa está animada, mas preciso da minha assistente por alguns
instantes. – Falou sem maiores explicações.
- Tudo bem! Ela está liberada. Lizzy me liga! Vamos marcar de nos encontrar e
conhecer Paris e seus moradores! – Andréia piscou significativa.
- Oh claro! – Respondeu embaraçada. - Foi um prazer, Amanda!
- Firth me apresentou um colaborador do Banco de Genebra, e junto com ele
estão mais dois diretores, seria interessante você ficar a par dos assuntos que
estão sendo abordados. – Darcy explicava enquanto se dirigiam ao grupo.
À mesa, junto com os mais importantes homens de negócios do cenário
internacional, Elizabeth adotou uma verdadeira postura profissional. É claro, que
juros, correções, ações, empresas e leis, era de longe um contraponto maçante
em relação aos beijos, abraços e sexo que ela pensava em ter naquele momento.
Após uma pausa para o incessante falatório em números e entrando num clima
mais ameno, o Senhor Macfadyen convidou Elizabeth para dançar.
- Srta Elizabeth, poderia me dar o prazer de uma dança? - Disse Macfadyen
estendendo as mãos para ajudá-la a se levantar da mesa.
- Sim, Claro! Seria um prazer Senhor Macfadyen. – disse ela prontamente, não
querendo ser descortês em rejeitá-lo.
- Pode me chamar de Matt! – O jovem homem a conduzia à pista de dança de
forma delicada - E se me permite dizer, a senhorita tem olhos fabulosos. – disse
Matt Macfadyen de um modo galante.
Olhando de relance em direção a mesa, ela via Darcy trocar de posição,
incomodado e a fuzilando com os olhos.
- Deve ser difícil trabalhar com ele! O Austen Bank ainda o teme! – Ele disse
notando o olhar de Elizabeth. Ela apenas sorriu em resposta.
O Austen Bank parecia algo de décadas atrás, aliás, tudo parecia distante com
relação ás ultimas horas que passou ao lado dele. Olhando-o significativamente,
Darcy a deixou perceber que já estava dando adeus aos conhecidos para logo
irem embora.
- A senhorita trabalha em Londres há muito tempo? – Ele perguntou estreitando o
braço ao redor de sua cintura.
- Não. Trabalhava em Nova York. – Respondeu sem mais detalhes, não querendo
explicar como passou a trabalhar para A Darcy Corporation.
- Diga-me, além de encantadora e inteligente é também solteira? – Ele tinha um
tom divertido na voz.
- Encantadora e inteligente? Observou isso em nossa conversa à mesa?
- E divertida! – Respondeu, entendendo que ela não queria dar maiores detalhes
de sua vida. – Sabe, não sei quanto tempo estará em Paris, mas eu estarei em
Londres no mês que vem, podemos nos ver e discutirmos mais sobre o mercado
financeiro. A senhorita é uma excelente analista.
- Por tanto que esqueça de me chamar de senhorita e passe a chamar de Lizzy
como todos meus amigos fazem... – Elizabeth resolveu entrar nessa áurea de
flerte.
- Elizabeth. – O tom curto a assustou, ao olhar para trás e muito mais próximo do
que julgava prudente. Darcy se encontrava tenso. – Preciso de você. Com licença!
– Ele colocou uma mão em suas costas e a encaminhou para longe de Matt sem
dar a ela chances de se despedir. Ele olhava para o chão, mordendo o maxilar.
- Você aprendeu a ser educado assim no mesmo lugar que aprendeu a ser
sedutor? – Ela tentava manter um clima de descontração e não notar o ciúme
juvenil de Darcy.
- O fim de semana está acabando, só não quero estragar nosso momento.
“Está acabando o fim de semana, Paris ficará para trás. E o que acontecerá com
nós dois?”.
Despedindo-se, o casal de noivos partiu no cadilac vermelho do noivo americano.
Elizabeth riu quando sua amiga Andréia exibiu contente o buquê que pegou.
Olhando de soslaio para Darcy, ainda plantado a seu lado com a mão em suas
costa, não conseguiu impedir o pensamento de se ver casando com ele. Aquilo a
doía. Ela precisava concentrar-se no que aquela relação era. Sexo. Se olhasse a
situação de forma prática talvez pudesse sufocar o sentimento bobo e infantil de
angustia e abandono que se apossava dela.
Saíram da recepção calados. Caminharam pelo grande Hall fisicamente juntos,
mas com pensamentos em extremos. Ela dirigiu-se à sua suíte sem dizer nada e
ele seguiu até a sua sem olhar para trás. Tentou relaxar, tomando um banho
quente. Procurou se animar, olhando pela janela os jardins floridos do hotel,
caminhou pelo quarto, ligou a tv, mas nada importante passava. Tudo que menos
queria era ouvir os sentimentos que a perturbavam. Ouviu batidas na porta e
correu para atender, ansiosa.
Sem palavras William a beijou com sofreguidão, e ela deixou-se seduzir. Era tão
maravilhoso sentir as mãos dele a abraçando, lhe fazendo carinhos.
Fizeram amor de forma calma e preguiçosa. Saboreando cada minuto e
expressão.
Ela o assistiu pegar no sono. Tantas coisas passavam em sua mente, como ela
se deixara levar, como jogou fora a ética e o bom senso e embarcou numa das
maiores extravagâncias de sua vida. Isso teria conseqüências e ela temeu por não
estar preparada para isso. Levantou-se devagar para não acordá-lo e caminhou
até a janela, chorando em silêncio, esse fim de semana trouxe de dentro dela
sentimentos tão desconhecidos. Ela o desejava, estava apaixonada por ele,
verdadeiramente apaixonada e não havia mais como pensar de forma racional.
- Pronta? – Darcy perguntou ao vê-la descer as escadas até a recepção. Ela
acenou. – Já resolvi tudo por aqui, é melhor irmos, Londres está sob forte chuva o
vôo poderá sofrer mudanças.
- Claro! – Ela concordou em continuar falando amenidades. Era um escape para
não realizar o que estava acontecendo. Eles estavam indo embora de Paris.
Saindo do táxi, ele lhe deu a mão para apoiar-se e não soltou até que estava
sentado de frente um para o outro na classe executiva da British AirLines. Ela
cruzou as penas e os braços. Tentou relaxar não pensar no dia seguinte, pois isso
lhe angustiava. Estavam voltando para Londres e tudo voltaria ao normal no dia
seguinte. Mas na realidade nada estava normal, nada poderia ser como era antes,
não suportaria conviver com ele, trabalhar com ele, sem poder tocá-lo, sem sentir
seus beijos, sem fazer amor. Tinha que tomar uma decisão, mas não dependia só
dela, ele tinha que tomar a iniciativa e contar pra Jane. E se ele resolvesse não
terminar o noivado? Afinal, ele conseguiu o que queria; tinha ido pra cama com
ela. Ela que sempre fora tão madura e seletiva, deixou-se levar. Mas estava tão
cansada de estar sozinha, de ser apaixonada e não correspondida. Não, não
agüentaria viver dessa maneira. Se isso acontecesse pedira demissão, procuraria
Wickhan e veria se sua oferta de emprego estaria de pé. Em último caso sairia de
Londres, poderia procurar John Collins, ele poderia ajudá-la a voltar pro Austen
Bank. Lágrimas ameaçavam humilhá-la na frente dele e ela tentou
desesperadamente impedir que elas caíssem. Darcy desafivelou seu cinto e veio
sentar-se ao lado dela. Pegou sua mão entre as suas e as analisou, acariciou e
por fim levou até os lábios, beijando-a e voltou-se para ela. O brilho e a expressão
inteligível estavam de volta ao rosto dele.
- Acabou, não é?
http://www.youtube.com/watch?v=Ce_DxJFdgM4
FIM DO CAPITULO XIII
LETRA E TRADUÇÃO MUSICA DO CAPÍTULO:
Hugh Grant E Hayley Bennett - Way Back Into Love
I've been living with a shadow overhead
I've been sleeping with a cloud above my bed
I've been lonely for so long
Trapped in the past, I just can't seem to move on
I've been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I've been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
Oh oh oh
I've been watching but the stars refuse to shine
I've been searching but I just don't see the signs
I know that it's out there
There's got to be something for my soul somewhere
I've been looking for someone to shed some light
Not somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I'm open to your suggestions
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I'm hoping you'll be there for me in the end
There are moments when I don't know if it's real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration, not just another negotiation
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I'm hoping you'll be there for me in the end
TRADUÇÃO:
Hugh Grant & Drew Barrymore - Way Back Into Love (Tradução)
Eu tenho vivido com uma sombra sobre mim
Eu tenho dormido com uma nuvem em cima da minha cama
Eu tenho estado sozinho por tanto tempo
Preso no passado, parece que eu apenas não posso ir em
frente
Eu tenho escondido todas as minhas esperanças e
sonhos
Apenas em caso de eu precisar deles de novo um dia
Eu tenho vivido acima do tempo
Para clarear os pequenos espaços na minha mente
Tudo que eu quero fazer é achar um caminho de volta
para o amor
Eu não posso ir até o fim sem um caminho de volta para
o amor
Oh oh oh
Eu tenho assistido, mas as estrelas se recusam a
brilhar
Eu tenho procurado, mas eu apenas não vejo os sinais
Eu sei que estão logo ali fora
Deve haver algo para minha alma em algum lugar
Eu tenho procurado alguém para emitir alguma luz
Não apenas alguém para passar a noite
Eu poderia usar alguma direção
E eu estou aberto para suas sugestões
Tudo que eu quero fazer é achar um caminho de volta
para o amor
Eu não posso ir até o fim sem um caminho de volta para
o amor
E se eu abrir meu coração de novo
Eu acho que espero que você esteja comigo até o fim
Oh oh oh
Há momentos que eu não sei se isso é real
Ou se alguém se sente do jeito que me sinto
Eu preciso de inspiração
Não outra negociação
Tudo que eu quero fazer é achar um caminho de volta
para o amor
Eu não posso ir até o fim sem um caminho de volta para
o amor
E se eu abrir meu coração para você
Eu espero que me mostre o que fazer
E se você me ajudar a recomeçar
Eu sei que estarei lá para você até o fim
Oh oh oh














