Capítulo XII
À noite Elizabeth telefonou para a sua tia, avisando de sua
viagem.
- E como foi seu dia hoje querida? - a sra. Gardiner
perguntou, sem saber o que se passava dentro de Lizzy.
- Foi mais um dia cansativo, mas produtivo.
- Tente descansar mais, e diminuir o ritmo Lizzy! Vai acabar
tendo uma crise de estress se continuar desta forma.
- Eu sei. William tem me dito a mesma coisa. . . - Ela parou
de falar bruscamente, o tinha chamado de maneira mais íntima,
e conhecendo a perspicácia de sua tia, não ia passar sem
comentários.
- William! Bom vejo que seu relacionamento com seu chefe está
sendo bem amigável. Quando vocês viajam, mesmo?
- Amanhã de manhã.
- Mas o casamento não é sábado? – perguntou uma sra Gardiner
curiosa.
- Sim, mas Darcy quer ir um dia antes.
- Oh, então vai ter um dia a mais em Paris? - a tia
perguntou, interessada.
- Aparentemente sim. Sabe como são os “negócios”.
- Quanto tempo Jane vai ficar fora? – “O que a sua tia
estaria imaginando? Lizzy não queria nem pensar.”
- Não tenho a menor idéia, Charllote tambem não recebeu
notícias dela.
- Não entendo os jovens de hoje, se comportam de maneira tão
estranha! Esses dois mal se vêem desde que ficaram noivos,
Jane parece não muito interessada neste relacionamento.
Elizabeth se absteve de dar opinião sobre o assunto, e tratou
de terminar a ligação o mais rápido possível.
Em seguida telefonou para Charllote, queria saber quando Jane
ia voltar.
- William não lhe contou? Ela deve voltar no sábado. Já fez
seus testes, e agora está aguardando a confirmação do
resultado. Telefonou há alguns dias, muitíssimo entusiasmada.
- Ela tem falado com Darcy?
- Oh, sim, ele lhe telefonou várias vezes. Sei que a está
pressionando para voltar. Bem, mas não é de admirar. Ela
viajou há tanto tempo, é injusto para com William. Mas acho
que ela está se divertindo tanto por lá que não quer mais
voltar. Tenho a impressão que está gozando umas férias
maravilhosas, todas as despesas pagas. Disse que já fez três
testes diferentes.
- Puxa! Não é de admirar que Jane tenha ficado tanto tempo
por lá. – disse Lizzy sem entusiasmo.
- Pois é, está esforçando-se ao máximo para conseguir o
papel. Ela sempre atuou como amadora, por isso o produtor
ficou em dúvida. Mas agora que viu seus testes, parece que
está começando a mudar de idéia.
“Por que William não lhe dissera que Jane ia voltar em
breve?”
Lizzy ficou intrigada. Precisava arranjar um novo emprego,
isso era óbvio. Sabia que não ia suportar ficar ao lado dele
dia após dia, ou mesmo ter contato com ele depois do seu
casamento. Isso acabaria por deixá-la louca!
- Então Charllote, estou ligando para avisar que estou indo à
Paris a trabalho, este fim de semana.
- Eu sei, William avisou para Jane. È um casamento não ?!
- É sim, e Jane não vai querer acompanhar o noivo?! –
perguntou Lizzy espantada.
- William sugeriu que ela descanssasse da viagem, e que iria
mais por causa dos negócios do que por divertimento. Então
Jane preferiu esperá-lo.
“Que noivos moderninhos esses dois estão me saindo” – pensou
Lizzy indignada.
Na manhã seguinte eles partiram para Paris.
Lizzy falou pouco durante o vôo, enquanto Darcy parecia bem
humorado.
Ela estava apreensiva, quanto as intenções de Darcy, depois
de ter perdido as rédeas de suas emoções no dia anterior, na
sala dele.
“E se ele quiser levar adiante de onde paramos? Como fugir
dessa situação? Eu não podia ter sido tão fraca, tinha que
ter resistido.”
- Pare de me olhar como se eu fosse o lobo mau Elizabeth! Se
já percebeu você não é a chapeuzinho vermelho, e eu não vou
devorá-la! Pelo menos não em público. – disse ele divertido.
- Muito engraçado Sr.Darcy.- disse ela sem entusiasmo - Eu
sei que não sou a chapéuzinho, e mesmo que fosse, se não me
falha a memória, o lobo devorou a vovó por isso não corro
risco. - revidou ela.
- Eu sou um lobo mau imprevisível, posso querer mudar o final
desta estória.- ele a fitou com um olhar profudamente azul
acompanhado de um sorriso devastadoramente encantador.
“Estou perdida” – pensou Lizzy em desespero, desviando o
olhar rapidamente antes que se desmaterializasse ali mesmo.
Mais tarde, e um pouco mais tranquila, ela deixou-se conduzir
ao saguão do Hotel Ritz Paris.
Lizzy ficou impressionada com o requinte e o luxo do hotel.
O Hotel Ritz Paris tem 100 anos, e é sinônimo de tradição e
glamour. Tem em suas passagens, grandes Celebridades, sejam
do meio político,empresarial, da moda, ou do mundo das artes.
Situado na Place Vendôme, onde se encontram as mais
prestigiadas joalherias e bancos do mundo, e que também teve
moradores ilustres como Chopin (em 1848).
Para o alívio de Lizzy, o quarto de Darcy ficaria longe do
dela, ele ficaria no Ritz Suites, enquanto ela ficaria no
Junior Suites.
- Vá se trocar Elizabeth, eu a espero em uma hora aqui no
saguão.
- Temos alguma reunião marcada? Na minha agenda não consta
nada.
- Temos sim uma visita à Catedral de Notre Dame, uma passada
na Torre Eiffel, e quem sabe mais o que o dia nos reserva.
Afinal estamos em Paris!
- Olha Darcy, eu sei que sou sua assistente e que estamos
aqui a trabalho. Mas daí a fazer tour com você...
- Sabia que você pode ser irritantemente teimosa?! Encare
isso como uma terapia ocupacional da qual trará benefícios a
você, e consequentemente a Darcy corporation. Mente sã, corpo
são.
- Mas .. – Lizzy ainda tentou argumentar.
- Tudo bem Elizabeth se é assim que você quer, assim vai
ser.- Darcy inspirou profundamente e disse calmamente - Isto
é uma ordem ! Daqui a uma hora no saguão, nem um minuto a
mais nem a menos.
Lizzy o fuzilou com o olhar e quando ia lhe responder a
altura, ele disse. – Nem pense em ser mal criada comigo
Elizabeth! Posso perder a paciência e lhe dar uma lição aqui
mesmo.
- Que tipo de lição Sr.Darcy, vai usar de força física?! –
peguntou ela desafiadoramente.
Poque não? Você pareceu apreciar muito meus beijos. – disse
ele com um sorriso sensual.
Elizabeth girou nos calcanhares e foi para sua suíte.
http://www.ritzparis.com/dispache.asp?id_target=1230&id_lang=2
A Junior Suíte Executive era moderna e conveniente, tinha um
tamanho generoso para um quarto. Leve e charmosa, em tons de
amarelo, decorada no estilo clássico francês.
Lizzy tomou um banho rápido e colocou um jeans e uma blusa
leve.
Mais tarde Elizabeth chegou ao saguão, não achou Darcy, e sim
um recado para encontrar-se com ele no bar do hotel.
Quando avistou William, notou que pela primeira vez o viu de
jeans.
“Nossa como ele fica bem de jeans! Principalmente o vendo de
costas!”
- Aí está você, pontual como sempre, toma alguma coisa antes
de almoçarmos? – disse ele assim que a viu.
- Um suco apenas, estou em horário de trabalho. – disse ela
cinicamente.
- Vamos combinar uma coisa Elizabeth, estamos em Paris a
“Cidade Luz”, por favor não vamos ofuscá-la com por menores.
Portanto proponho uma trégua enquanto estivermos aqui. Vamos
esquecer quem eu sou e quem você é , vamos fingir sermos dois
amigos apenas e ter uma tarde agradável, o que acha?
Elizabeth o olhou desconfiada e disse – Com uma condição,
você vai deixar seu ar de todo poderoso prepotente, parar de
fazer piadinhas e ser você mesmo.
- Aceito. Prometo me comportar como um samaritano, mas você
tambem tem que baixar as armas, relaxar e apreciar esta
viagem.
- Aceito. – disse ela mais mais tranquila.
- Ah! Mais uma coisa. – disse ele rapidamente – Já que somos
amigos, você poderia tirar esse Sr.Darcy e me chamar apenas
de William, Lizzy.- ele disse o nome dela com uma voz rouca e
não tirava aquele sorriso sexy do rosto.
- Está bem, mas só enquanto durar esta trégua. – “Lizzy não
ceda, você é forte, pense em Jane. Mas que sorriso é esse, eu
estou perdida” – Onde vamos almoçar então, Sr. Dar..quero
dizer William.
- Aqui mesmo, o restaurante do Ritz é um dos melhores, e
ganharemos tempo para o nosso pequeno tour. Sabia que eles
tem uma escola de gastronomia funcionando aqui dentro?
Depois de um almoço muito agradável, eles ganharam as ruas
de Paris.
http://www.youtube.com/watch?v=en5xf_Qq4sA
- A melhor maneira de conhecer Paris é à pé - disse William
de forma divertida
Pegaram o Metrô e foram até a Catedral de Notre Dame.
http://www.cathedraledeparis.com/FR/A.asp
Catedral de Notre Dame: Esta catedral maravilhosa à beira do
Sena é um dos marcos de Paris! Gótica, começou a ser
construída em 1163, na Idade Média! Foram 170 anos de
trabalho de milhares de arquitetos e artesãos medievais. Foi
erguida sobre um templo romano e concluída em 1330.
- Olhe Lizzy ! Repare nos mais belos vitrais do século XIII
ao fundo! Sabia que vários reis e rainhas foram coroados
aqui? E também foi palco de violência, quando foi saqueada
por revolucionários, que a transformaram em depósito de
vinho, sendo recuperada e restaurada na época de Napoleão –
William estava empolgadíssimo.
- Eu sei William, é a famosa catedral do "Corcunda de Notre
Dame", linda! Vamos subir e ver as famosas gárgulas de
pertinho? – perguntou Lizzy, já contagiada pela euforia de
seu “personal guia”.
- A vista da cidade lá de cima é linda, mais são 422 degraus
Elizabeth, e nós temos pouco tempo. Vamos deixar pra subirmos
em outra oportunidade – “outra oportunidade, comigo?” Lizzy
achou que ele tinha dito aquilo sem perceber.
Elizabeth e William ficaram de mãos dadas admirando a
construção. Sua magnificência era indescritível. Os santos
esculpidos, a incrível complexidade dos entalhes e arabescos
em cada um dos portais era tão espantoso que Lizzy ficou sem
palavras.
Realmente era de perder o fôlego diante do grande
edifício que se elevava e se perdia no azul do céu.
William parecia mais alegre enquanto contornavam a catedral
pelo lado de fora e apontava vários aspectos da arquitetura.
Ele se mostrou um guia maravilhoso, agradável , inteligente,
e muito atencioso .
Era divertido vê-lo falando entusiasmado, sobre as
torres octogonais, cumeeiras e facetas.
- Nossa você gosta mesmo de arquitetura! Como pôde virar
um homem do mundo financeiro?!
- Não podemos ter tudo o que queremos, você mesmo disse
isso uma vez - ele a lembrou de forma bem humorada - Quando
meu pai morreu tive que assumir os negócios da família, foi
uma longa batalha pra conseguir a confiança dos diretores e
acionistas. E minha mãe já não tinha muita saúde pra encarar
esta empreitada. Então o resto você já sabe.
- Eu sei, sua mãe já tinha me contado. Mas voltando a
arquitetura você daria um ótimo arquiteto, aliás você seria
brilhante seja lá o que fosse fazer.
- Obrigado! E você Lizzy? O que gostaria de ter sido?!
- Pra falar a verdade nunca me imaginei fazendo outra
coisa diferente do que faço hoje. Sempre gostei de
matemática e economia, sempre admirei gráficos e o que eles
queriam informar. Posso dizer que me sinto realizada com meu
trabalho - derrepente Lizzy olhou pro horizonte e ficou
pensativa.
- O que foi Lizzy? – Disse William de forma carinhosa,
afagando-lhe a mão.
- Lembrei de meu pai, ele ficaria orgulhoso de mim,
quero dizer, por eu ter me realizado profissionalmente, pelo
meu trabalho me proporcionar segurança e independência.
- Ele morreu a muito tempo? – disse William a conduzindo
a um banco para sentarem.
- Sim quando eu tinha seis anos, daí eu e minha mãe
fomos morar com meus tios em Londres. Depois minha mãe casou
de novo, e eu não consegui me adaptar à sua nova vida. Então
voltei a morar com meus tios novamente. Nesse período de
adolescente conheci Charllote e Jane, passamos muitos
momentos juntas, lógico até pela idade eu e Charllote
estreitamos nossa amizade, mas Jane sempre esteve próxima -
disse Lizzy melancólica.
- Entendo - disse ele de forma compreensiva - Vamos! –
ele levantou-se rapidamente a puxando pela mão – temos que
aproveitar a tarde.
Chegaram à torre Eiffel. O marco mais famoso de Paris
foi construído por Gustave Eiffel para a Exposição Mundial
de 1889, centenário da Revolução Francesa. Com 318 metros
10.100 toneladas, este é o monumento mais lembrado no mundo e
o mais visitado da Europa.
- Se você não subir na Torre Eiffel, você não foi à
Paris..- William disse para Elizabeth enquanto saiam do
elevador, chegando na 3ª plataforma.
- A vista aqui de cima parece um cartão postal. Linda,
linda! – Elizabeth estava maravilhada.
- E muito romântica também! – ele lhe deu um olhar
significativo.
William a enlaçou pela cintura e ficaram abraçados vendo
Paris do alto. Lizzy encostou sua cabeça no peito largo e
forte dele. Vagarosamente ele desceu sua boca de encontro à
dela e Lizzy se perdeu num turbilhão de sensações.
O beijo dele tinha começado sem exigências, mas quando
as mãos dela envolveram o pescoço de William, revelando o
desejo recíproco, ele lhe pressionou os lábios com força,
separando-os e sugando-os. Ela sentiu-se num redemoinho de
puro êxtase. Seus dedos se perderam nos cabelos dele e
desceram até o pescoço, enquanto sentia na pele o calor do
corpo daquele homem.
Lizzy foi transportada para um mundo sensual, do qual só
tinha ouvido falar, mas que jamais tinha experimentado.
Ela soltou um pequeno gemido e seus dedos se enroscaram no
pescoço dele enquanto seus beijos se tornavam mais famintos.
De repente, o barulho das pessoas ao redor lembrou a eles de
onde estavam, então se afastaram um pouco um do outro, mas
William ainda segurava sua mão, e ela não protestava.
Ao descerem da torre, ganharam as ruas novamente,
prosseguiram andando de mãos dadas apreciando o ar
parisiense.
- Que cheiro é esse? Pipoca! E vem daquela direção, vamos! –
ela o arrastou e ele a acompanhou rindo.
- Hum! Isso não é uma delícia, estou comendo pipoca francesa
ao lado do Sena. – ela falava satisfeita.
- Desde quando você é louca por pipoca? – perguntou ele após
ganhar um tapa na mão por tentar roubar pipoca dela.
- Desde sempre, meu pai sempre me levava à pracinha para
brincar, e no final voltávamos pra casa com vários sacos de
pipocas.
- Você amava muito seu pai não é? – William a olhava com
admiração.
- Muito, e até hoje sinto falta dele. Ele foi muito presente
em cada momento minha vida, enquanto pôde é claro, vivia me
contando estórias, ele lia bastante, adquiri o gosto pela
leitura por causa dele.
- Acho que eu iria gostar muito dele também. – William disse
com ternura.
Neste momento um casal com um bebê de colo se aproximou deles
pedindo para tirarem uma foto.
William tirou a foto e enquanto entregava a máquina e dava
orientações ao rapaz, Lizzy brincava com o bebê e conversava
com a jovem mãe. O casal agradeceu e foi embora.
- Gosta de crianças Lizzy?
- Lógico, quem não gosta desses monstrinhos adoráveis! – ela
respondeu achando a pergunta estranha e engraçada ao mesmo
tempo.
- E você vai querer muitos filhos? – disse ele interessado.
- Tantos quantos eu aguentar, crianças dão trabalho – disse
ela divertida – Eu vejo Charllote doidinha pra cima e pra
baixo com aqueles dois. E você quantos gostaria de ter?
- Tantos quantos você quiser me dar – dessa vez William a
olhou de forma séria.
- Acho que está na hora de irmos, ainda não tirei nenhuma
foto, não posso deixar passar em branco! – Lizzy disse
rapidamente fugindo do assunto.
Lizzy registrou tudo o que pôde, os artistas de rua de
Montmartre, as fontes do Palais do Chailot com a Torre Eiffel
ao fundo, os cafés superlotados com toldos coloridos; as
lojas elegantes da rua do Faubourg St. Honoré; o Champs
Elysées e o Arco do Triunfo.
— Quero ter uma lembrança de tudo — admitiu, enquanto
caminhavam. — Quero ter uma foto de todos os lugares que
parecem ser a essência desta cidade.
“Quando chegar em casa, depois de um dia de trabalho,
poderei passar as noites de solidão com a lembrança de um dia
perfeito com William Darcy”.
Terminaram o pequeno tour no futurístico Centro
Pompidou.
http://www.cnac-gp.fr/Pompidou/Accueil.nsf/tunnel?OpenForm
O Centro Pompidou foi construído nos anos 70 e batizado
em homenagem ao presidente francês anterior Georges
Pompidou (1911-74). O centro logo atraiu mais de 8 milhões
de visitantes por ano - cinco vezes mais do que o planejado,
foi reaberto em Janeiro 2000 depois de uma reforma. O centro
é famoso pelo seu Museu de Arte Moderna, que cobre a arte
do século XX, do Fauvismo e do Cubismo ao Abstrato do pósguerra
até as Instalações em Vídeo. Outros destaques incluem
o restaurante na cobertura e a escada rolante fechada por
vidros.
- Se a recepção do casamento amanhã não terminar muito
tarde, poderíamos voltar aqui. É um point aos sábados à
tarde, onde aparecem artistas circenses na entrada, e
músicos. Fica bem animado. – William contou pra Elizabeth.
- Você em meio ao povo, assistindo arte circense no
meio da rua! Não acredito! Só vendo, pra crer. – ela estava o
arreliando.
- E porque não? Eu não sou tão sério, sisudo ou esnobe
como você pensa Lizzy. Eu tenho que parecer ser assim por
causa dos negócios, você melhor que ninguém sabe o quanto
cruel é o mundo financeiro.
- É eu sei, eu te entendo – ela olhou pra ele com
ternura, ele beijou de leve seus lábios a enlaçou pela
cintura e continuaram andando pelo Pompidou.
Lizzy ouvia fascinada enquanto William explicava como
o presidente Pompidou tinha decidido construir um centro para
as artes modernas, e como foi a disputa entre as centenas de
arquitetos de vários países que participaram do projeto.
Eles atravessaram um túnel de vidro e chegaram em um
enorme espaço aberto chamado Fórum Jules. William a conduziu
para o elevador.
—Vamos, Lizzy! Vamos ver o pôr do sol lá do alto.
Enquanto o elevador de vidro subia iam admirando a vista e os
prédios, que ficavam cada vez menores. Ao chegarem no
topo,ficaram apreciando a beleza dos telhados de Paris e a
área imediatamente abaixo deles, onde parecia estar
acontecendo todo tipo de espetáculo, cada um circundado por
um pequeno grupo de espectadores.
O Pôr do sol foi um espetáculo à parte, indescritível.
Quando chegaram ao saguão do Ritz estavam alegres e
relaxados, não pareciam cansados, ao contrário pareciam
revitalizados, e no fundo Elizabeth não queria que este dia
terminasse.
- Foi um ótimo passeio, pena não ter dado tempo pra ir ao
Louvre e tantos outro lugares. Mas mesmo assim foi
memorável,e o guia também foi maravilhoso, obrigada. – disse
ela com os olhos brilhantes.
- Sabe que você tem os olhos lindos, principalmente quando
eles brilham desse jeito – ele falou rouco, ao mesmo tempo
acariciava de leve o rosto de Elizabeth.
- William, eu acho....
- Vá se preparar pra o jantar Lizzy, eu me encontro com você
no bar do hotel.
Lizzy deu a ele um sorriso tímido – Certo. Mas aonde vamos?
- Vai ser surpresa! – disse ele misterioso.
Mais tarde, ela foi ao encontro de William no bar do hotel.
Ao vê-la, William lançou-lhe um intenso olhar de admiração.
O calor daqueles olhos, examinando cada detalhe de seu corpo
protegido pela seda do vestido, a fez tremer.
Lizzy usava um longo vermelho de alças, com um decote que ia
até o meio das costas. Como achou que seus cabelos compridos
davam-lhe um ar de adolescente, resolveu prendê-los em um
coque no alto da cabeça.
William como sempre impecável em um terno cinza com uma
camisa azul realçando seus olhos.
- Nossa assim você me deixa sem fôlego! – disse pra ela.
- Onde vamos! – ela disfarçou ignorando o eleogio.
- Não quer tomar alguma coisa antes do jantar?
- Não, é melhor irmos logo.Precisamos descansar, temos um
casamento logo pela manhã, esqueceu?
- Então vamos.
Ao conduzi-la para fora do bar ,Lizzy sentiu a mão dele em
suas costas. Mais alguns centímetros e ele tocaria sua pele
nua, onde terminava o decote do vestido. Todas as células de
seu corpo reagiram de pronto. Cerrou os dentes esperando o
pelo inevitável ou desejado, o movimento ascendente de sua
mão, que a faria sentir pele na pele, carne na carne.
Percebeu então que estava voltando para o hall dos
elevadores.
- Nós não íamos jantar? – disse ela espantada – A saída é do
outro lado!
- Não se preocupe, estamos indo jantar. Só que na minha
suíte, alguma objeção? – Ele a encarou de modo sério.
Neste momento a mão dele pousou suavemente na pele sensível
de suas costas. Lizzy não conseguia pensar nem falar com
coerência. O desejo de ser tocada por ele a sufocava. Como
um autômato, deixou-se guiar até a suíte dele.
A Ritz Suíte era Charmosa e muito comfortável. Tinha 78 m2
com sala e quarto, equipada com sáuna e jacuzzi. Mas o melhor
era a vista panorâmica que tinha para a Torre Eiffel, a Paris
Opera Garnier e a Sacré Coeur.
http://www.ritzparis.com/dispache.asp?id_target=1230&id_lang=2
A sala foi arrumada pelo bufê do hotel, tinha variedades de
pratos, doces e muita champanhe. Tudo parecia perfeito.
O jantar transcorreu com tranquilidade, William manteve a
conversa sobre o pequeno tour que fizeram durante o dia, e
lamentou não terem tido tempo de ir ao Museu do Louvre.
Lizzy estava olhando a paisagem pela janela, quando William
tomou-lhe a taça de suas mãos.
-Dança comigo? – ele nem esperou resposta e a tomou nos
braços.
(Musica tocando: All The Way – Kenny G)
Dançaram em silêncio.
Os corpos moviam-se como se estivessem muito acostumados um
com o outro, os passos combinados. Lizzy olhava para a
camisa dele, sem ousar levantar o rosto. Ela sentiu o calor
do corpo dele contra o seu, e um tremor percorreu-lhe da
cabeça aos pés.
Ele puxou-a mais para junto de si e aninhou o nariz no
pescoço dela.
Ela sabia o que ele queria, e no fundo era o que queria
também. Ela o fitou, e deixou ser atraída pelo poder e pelo
ardente desejo daqueles olhos azuis.
Ele inclinou a cabeça e beijou-a com uma profundidade que
deixou-a sem ar. Instintivamente, Lizzy espalmou a mão sobre
o peito de William. Queria sentir o calor de sua pele.
William gemeu e beijou-a novamente. Suas mãos moviam-se
sobre as costas de Lizzy em carícias lentas, e abriu-lhe o
vestido. Beijou-lhe o pescoço, soltou-lhe os cabelos, e foi
descendo a boca até a curva do seios.
Ela soltou um gemido enquanto ele a beijava através do fino
material de seu vestido, que foi então dispensado, permitindo
que a ponta da língua dele tocasse seu mamilos.
Conforme dançavam as roupas iam caindo pelo chão, Lizzy
tinha fechado os olhos, e quando ela os abriu novamente, eles
estavam deitados na cama, praticamente despidos.
A cabeça dela estava girando com a exitação. O prazer que os
beijos dele, e suas carícias lhe proporcionavam eram tão
intensos, que mal conseguia se lembrar de terem tirado as
roupas. Tudo parecia tão natural e tão certo. Estar ali com
William, beijando-o, tocando-o...
- Você é tão linda – disse ele, a admirando com olhar cheio
de desejo. Segurou-lhe os seios, observando atormentado, a
maciez a alvura que enchiam suas mãos.
Lizzy soltou um gemido e arqueou-se contra ele, sentido seus
músculos, o calor de sua pele. Ousada, ela deslizou os dedos
do peito para o abdome de William, descendo pelo caminho de
pêlos escuros sob seu umbigo.
William sentiu a mão de Lizzy roçando-o através do algodão, e
sentiu que seu controle começava a desfazer-se de vez. Sentiu
um fogo líqudo percorrendo seu corpo.
Suas mão deslizaram pelo abdome de Lizzy. Ela prendeu a
repiração. Queria desesperadamente que ele movesse a mão
para baixo e a tocasse intimamente.
A mão grande e quente de William deslizou para dentro da
calcinha de Lizzy. Ela contorcia-se enquanto a mão de
William separava gentilmente os lábios inchados de seu sexo
molhado para descobrir seus recantos mais secretos e
sensíveis. A maneira como ele a esfegava e a pressão gostosa
que aplicava fizeram-na gemer. O prazer era intenso.
-William, por favor ! – choramingou.
- Ele tomou-lhe novamente os lábios, enfiando a língua em sua
boca ao mesmo temo que, com os dedos longos e fortes,
penetrou-lhe o sexo. Aquela dupla invasão foi arrasadora.
Lizzy nunca sentira aquilo. Uma tórrida tempestade de forças
se armava dentro dela e seu corpo doía, estremecendo a cada
pontada de prazer.
De repente, uma explosão de líquido quente liberou a
tempestade dentro dela. Lizzy sentiu-se implodir com um
prazer tão intenso que tudo o que podia fazer era se agarrar
a William enquanto as ondas de êxtase percorriam-lhe o corpo.
William segurou-a com firmeza, abraçando-a e embalando-a
possessivamente. Beijou-lhe a testa, o rosto e o pescoço
enquanto ela tremia em seus braços. Finalmente Lizzy deitouse
exausta ao lado dele. Seus olhos ainda fechados por algum
tempo, então abriram-se para encontrar os de William.
Ele moveu a mão lentamente por toda extensão de seu corpo, e
então tirou sua calcinha.
Lizzy sentiu-se exposta e vulnerável, deitada ali, nua, sob o
olhar de William.
O corpo latejava de desejo.
- Lizzy, minha Lizzy, só minha, não posso mais esperar –
disse ele com uma voz rouca.
Ela observava timidamente, toda a virilidade daquele corpo.
Lizzy abriu seus braços para receber William, dando-lhe total
acesso ao seu corpo.
- Eu também não quero esperar mais, William – suspirou – Vem.
“Eu o amo, e esta noite não vou pensar nas consequências que
esse ato vai acarretar para minha vida, só vou voltar a ser
sensata quando chegar a Londres.”
William começou a penetrá-la lentamente, segurando-lhe os
quadris e puxando-lhe o corpo. A intimidade era
arrebatadora, diferente de tudo o que ela já experimentara.
As penetrações lentas e profundas de William reacenderam as
brasas de sua paixão. Uma explosão interna sacudiu-a, com
ainda mais força e profundidade que antes, e Lizzy agarrou-se
a ele, ofegante.
Juntos chegaram ao êxtase, e depois mergulharam em um mar de
tranquilidade.
Ficaram deitados, um nos braços do outro, quando percebeu que
ele tinha adormecido em seus braços.
http://www.youtube.com/watch?v=KgAAcnVjsZs&mode=related&search
Lizzy levantou-se devagar para não acordá-lo, foi até a
janela, ficou admirando a torre Eiffel ao longe.
Depois virou-se para ver William adormecido na cama, ele era
lindo, forte, viril e muito carinhoso.
Um pequeno sorriso curvou-lhe os lábios, gostava de vê-lo
dormir.
http://www.youtube.com/watch?v=KgAAcnVjsZs&mode=related&search
“Esta noite fora especial, e não exigia nenhuma análise ou
avaliação. Esta noite, ela e William foram amantes, não
importava o que venha a acontecer, nunca se arrependeria do
que fizera.”
Fim do Capítulo XII
Música e tradução:
Lara Fabian - Je T'Aime
D'accord, il existait d'autres façons de se
quitter
Quelques éclats de verre auraient peut-être pu nous
aider
Dans ce silence amer, j'ai décidé de pardonner
Les erreurs qu'on peut faire à trop s'aimer
D'accord la petite fille en moi souvent te réclamait
Presque comme une mère, tu me bordais, me protégeais
Je t'ai volé ce sang qu'on aurait pas dû partager
À bout de mots, de rêves
Je vais crier
Je t'aime, Je t'aime
Comme un fou comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t'aime, je t'aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t'aime comme ça
D'accord, je t'ai confié tous mes sourires, tous mes
secrets
Même ceux, dont seul un frère est le gardien inavoué
Dans cette maison de pierre, satan nous regardait
danser
J'ai tant voulu la guerre de corps qui se faisaient la
paix
Je t'aime, Je t'aime
Comme un fou comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t'aime, je t'aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t'aime comme ça
Je t'aime, Je t'aime
Comme un fou comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t'aime, Je t'aime, Je t'aime, Je t'aime...
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t'aime comme ça
Tu vois je t'aime comme ça
Lara Fabian - Je T'aime (tradução)
Te Amo
Tudo bem... existiam outras formas de se separar...
Alguns cacos de vidro teriam podido, talvez, nos ajudar
Neste silêncio amargo, eu decidi perdoar
Os erros que se pode cometer quando se ama demais
Tudo bem... a criança em mim te chamava frequentemente...
E quase como uma mãe, você me cercava, me protegia
Eu roubei de você este sangue que não devia ser compartilhado
E ao fim das palavras, dos sonhos, eu vou gritar
Eu te amo!
Como um tolo, como um soldado
Como uma estrela de cinema
Eu te amo... eu te amo..
Como um lobo, como um rei
Como um homem, que eu não sou...
Veja só... eu te amo assim!
Tudo bem... eu confiei à você
todos os meus sorrisos e todos os meus segredos...
Mesmo aqueles que só um irmão é o guardião incofessável
E nesta casa de pedra, Santan nos olhava dançar
Eu queria tanto a guerra dos corpos que só se faziam a paz
Eu te amo!
Como um tolo, como um soldado
Como uma estrela de cinema
Eu te amo... eu te amo..
Como um lobo, como um rei
Como um homem, que eu não sou...
Veja só... eu te amo assim!














